Fenômeno El Niño será mais fraco no próximo ano na região Norte


El Niño vai ser um pouco mais fraco no próximo ano. (Foto: Divulgação Projeto Rios Voadores)MANAUS – O fenômeno El Niño vai ser um pouco mais fraco no próximo ano. Esse foi o dado divulgado pelo grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apresentou uma pesquisa demonstrando o impacto do El Niño sobre a ocorrência de tempestades no Brasil durante o verão 2015/2016.
Segundo os resultados da nova pesquisa, para o verão o El Niño será mais fraco nas regiões Norte e Nordeste.  É prevista uma diminuição das tempestades de 10% e 15% na região, respectivamente, em relação ao último verão. Entretanto na região Centro-Oeste, Sul e Sudeste será muito forte. É previsto o terceiro El Niño mais forte desde 1950, depois de 1983 e 1998. A previsão é de um aumento na ocorrência de tempestades, em relação ao último verão, de 20% na Região Sul, 20% no Sudeste e 10% no Centro-Oeste.
Os dados da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT) do último trimestre (agosto, setembro e outubro), já sob o efeito do El Niño, confirmam essas tendências. De acordo com o coordenador do Elat, o aumento preocupa e parece indicar que não só a ocorrência de tempestades, como a intensidade delas, aumenta em decorrência do fenômeno climático.
El Niño na regiãoDois dos principais rios do Amazonas enfrentam esse ano, por causa do El Niño, vazantes intensas e níveis preocupantes em seus altos cursos. Em outubro desse ano, embarcações de grande e médio porte, que transportam cargas e passageiros, já não conseguiam se aproximar dos portos de Fonte Boa e Benjamin Constant. Barcos de transporte fluvial misto evitavam se aproximar da orla de Benjamin Constant, pois havia risco de acidentes como colisões contra troncos de madeira e encalhe em bancos de areia.No dia 28 de outubro, o Rio Negro chegou a sua menor marca: 15,92 metros. A média de cada mês na medição do Rio Negro demonstra que ainda estamos no período da vazante na região. É possível acompanhar a vazante dos rios através de um infográfico do Portal Amazônia.
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