Após rebelião, Maduro cancela sessão da Assembleia Constituinte

A Assembleia Constituinte da Venezuela suspendeu a sessão que estava prevista para este domingo (6), quando seria instalada a chamada “Comissão da Verdade” para começar a estabelecer responsabilidades por fatos violentos nas manifestações contra o governo, que acusa a oposição. As informações são da Agência Brasil.

Foto:Reprodução/Agência Brasil

A suspensão da segunda sessão da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) formada apenas por aliados do presidente Nicolás Maduro foi decidida depois da rebelião ocorrida hoje na Brigada 41 de Blindados do Batalhão Paramacay, na cidade de Valencia, um evento que, segundo o governo, já foi controlado pelas Forças Armadas. Por enquanto, a ação deixou uma pessoa morta, uma gravemente ferida e sete detidas.

A suspensão da reunião foi confirmada por fontes da Assembleia, que tomou posse na sexta-feira no Palácio Federal Legislativo, em Caracas, e que começou a trabalhar ontem. O primeiro ato foi a destituição da procuradora-geral venezuelana, Luisa Ortega Díaz, que tinha denunciado a Constituinte como uma tentativa de instaurar “um sistema totalitário”.

Conforme anteciparam o presidente e vários integrantes da ANC – eleita em 30 de julho com a rejeição da oposição e da maioria dos países ocidentais – a Comissão deverá “acabar com a impunidade” de quem, segundo o governo, promoveu o “terrorismo” no país.

O próprio Maduro ameaçou com pena de prisão alguns líderes opositores por terem convocado as manifestações contra ele e contra a Constituinte. Os protestos, que acontecem desde o início de abril no país, já deixaram ao menos 121 pessoas mortas.

Entenda o caso

Um grupo de militares do chamado Forte Paramacay, no estado de Carabobo, na Venezuela, promoveu um levante neste domingo (6) contra o governo de Nicolás Maduro, mas acabou rendido por outros membros das Forças Armadas, segundo o dirigente chavista Diosdado Cabello.

Em um vídeo, um grupo de aproximadamente 20 homens usando uniformes militares e armados acompanham um porta-voz que se identifica como “capitão Juan Caguaripano” e “comandante da operação David Carabobo”. Ele se declarou “em rebeldia” contra “a tirania assassina de Nicolás Maduro”. Além disso, ressaltou que não se trata de um “golpe de Estado”.

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