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Quinta, 29 Setembro 2022

Cidade do Jazz: conheça o "Jazz Virtual" exposição nas redes sociais com obras inéditas de artistas do Amazonas

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza o projeto "Cidade do Jazz" em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC) e iniciou a segunda ação da temporada em Manaus. Intitulada "Jazz Virtual" a ação divulgada nas redes sociais apresenta o trabalho de cinco artistas convidados e mostra o processo de pesquisa e criação seguindo a personalidade de cada um e a linha de atuação com o objetivo de produzir obras digitais que possam refletir o Jazz, a música, a cidade e outras referências que fazem parte do universo musical.

Uma das convidadas para expressar o Jazz através da arte foi "Bell", que utiliza as artes visuais e a dança como uma forma de retratar o mundo à sua volta. Ainda que tenha escutado muito jazz (e todos os outros ritmos) quando era mais jovem por influência dos pais, a artista, que aprendeu cedo a tocar violino, se afastou um pouco do ritmo ao longo da vida. O projeto a inspirou a fazer uma investigação profunda, que gerou uma identificação muito forte. "Entender a relação do Jazz com a cultura preta e perceber que todo o sofrimento imposto a eles acabou gerando uma forma de expressão tão bonita e autêntica foi uma chave para minha inspiração, quando comecei a pesquisar sobre o tema", disse.

Com um caminho um pouco diferente, a multiartista e empreendedora Rosa Cascavelty disse que o projeto a fez lembrar da ocasião em que conheceu o trabalho de Nina Simone, uma cantora referência no mundo do jazz, e começou a se identificar enquanto mulher preta. "Eu comecei a escutar, primeiro sem entender nada, mas sempre existia ali algo nos conectando, e me fazendo querer ver e ouvir de novo. Quando conheci as letras e vi que aquilo era também o que eu sentia, isso foi um gatilho que me fez pensar sobre identidade, e me ver como uma pessoa preta e assumir isso", recordou.

A lista contém nomes conhecidos do público como o designer e ilustrador Nil Jorge, criador de versões cartunescas de personagens do imaginário amazônico; a artista visual Hadna Abreu, conhecida por sua exposição 'Linhas do Tempo', onde explora de maneira sensível o envelhecer; e a produtora, cineasta e realizadora cultural Keila Sankofa, conhecida nos cenários artísticos de Manaus por iniciativas na cena alternativa da cidade.

As obras podem ser vistas nas redes sociais da Fundação Rede Amazônica.

A ideia de buscar artistas de diferentes estilos surgiu a partir de uma característica muito marcante do Jazz, que é o improviso. "Muito mais que apenas um estilo musical, o Jazz é uma expressão artística, um estilo de vida! Não é à toa que é uma forte inspiração para inúmeras formas de arte, como dança, artes plásticas, cinema e poesia. Por isso, a gente espera que o Jazz possa inspirar também pessoas que se interessam por essas outras formas de expressão e não teriam, cotidianamente, acesso ao estilo através da música", disse Marcya Lira, diretora executiva da Fundação Rede Amazônica.

Ação "Espaço do Jazz"

Para esta temporada, a Fundação Rede Amazônica criou várias ações. Em julho o "Espaço do Jazz" será montado e ficará aberto para visitação entre os dias 1º a 21, no Amazonas Shopping, que fica na zona centro-sul de Manaus. A exposição será formada principalmente por cabines digitais contendo informações e curiosidades sobre temas relacionados ao Jazz. Nessas cabines as pessoas poderão conhecer um pouco sobre a história do jazz e artistas que marcaram o gênero. Também estão previstos shows de Jazz com uma banda formada especialmente para o projeto com direção musical do violinista José Jonas Júnior. A cada semana, um cantor será convidado para subir ao palco que será instalado na praça de eventos da expansão, sendo possível visitá-la de segunda a domingo, das 15h às 21h.

Ação "Caminhão do Jazz"

No início de junho a ação do "Caminhão do Jazz" levou a experiência o ritmo para dez escolas da rede pública de Manaus e para a comunidade através de um palco montado em um caminhão com uma cenografia e uma composição visual com a temática do jazz, além de um telão de led que exibiu vídeos da história do ritmo. O palco contou com a presença de bailarinas convidadas e dos alunos que arriscaram alguns passos de dança.

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