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Sábado, 31 Outubro 2020

Após trabalho de parto, macaca é atropelada em Porto Velho; um filhote morreu

Uma macaca foi atropelada em Porto Velho logo após terminar o trabalho de parto. Um dos filhotes morreu e o outro está debilitado, assim como a mãe. Ambos correm risco de vida. Na segunda-feira (24) eles foram resgatados pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental e desde então são tratados por médicos veterinários voluntários.

Segundo os veterinários a macaquinha é da espécie Mico rondoni, um Sagui-de-Rondônia, considerado raro e vulnerável à extinção.

Foto: Ana Kézia Gomes/Rede Amazônica

"Ela chegou estressada, gritando e suja de sangue. Pelo histórico de atropelamento a gente cuidou logo de saber se ela tinha uma hemorragia, depois fomos ver os sinais neurológicos. Ela ainda estava com a placenta pra fora e concluímos que o sangramento era advindo do parto", explica o veterinário Carlos Henrique Tiburcio Maio.

A macaquinha foi carinhosamente apelidada de Xita, os voluntários suspeitam que ela fugiu de uma queimada e então colidiu com o carro.

Por meio de hemograma foi constatado que Xita não está anêmica e não teve hemorragia. Entretanto o estado de saúde é considerado grave, pois apresenta sinais neurológicos clássicos de contusão no encéfalo, também chamado de traumatismo cranioencefálico, conforme os veterinários.

"Se ela morrer provavelmente o filhotinho morre também. Então estamos nessa luta. Ontem eu não sabia se ela ia amanhecer viva, mas hoje estou mais otimista já que ela está se alimentando, mesmo que com ajuda", comenta Carlos Henrique.

Foto: Ana Kézia Gomes/Rede Amazônica

Da clínica, Xita vai para o Batalhão de Polícia Ambiental, lá vai ser examinada por outro veterinário e quando for adequado, junto com o filhote, volta à natureza. O retorno para casa depende de quando Xita vai conseguir operar as funções fisiológicas normalmente.

"Vamos cuidar para soltá-la mais rápido possível, isso é preconizado pela literatura. O que todo mundo quer é ela de volta à natureza, ainda mais por ser rara. É a nossa fauna que tá em jogo", diz o veterinário.

O biólogo Flávio Terassini explicou que o Mico rondoni recebeu esse nome em homenagem a Marechal Rondon e ao estado de Rondônia. Ele vive em pequenos grupos, pode se aproveitar para andar com outros primatas, como o macaco-prego e o macaco de cheiro. Se alimenta de insetos, frutos e vive na região Amazônica.

Segundo o pesquisador, a espécie é considerada vulnerável e pode entrar em extinção se a área geográfica onde mora desaparecer.

"Então temos que preservar a floresta para preservar essa espécie", diz o biólogo.

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