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Segunda, 10 Mai 2021

Em Belém, pré-vestibular municipal vai oferecer aulas virtuais

​Durante o isolamento social os professores irão gravar videoaulas de casa.

No Pará, confirmado o primeiro caso de Covid-19; Amazonas tem dois

Acre já tem três casos confirmados para o coronavírus, anunciados pela Secretaria de Saúde.

Semec Belém oferta mais de 650 vagas de emprego em novo processo seletivo; salários chegam a R$ 4 mil

Há vagas para professores de educação infantil e anos iniciais do fundamental, além de merendeiro, assistente administrativo, assistente escolar e técnico em mecânica.

Inscrições para PSS do Igeprev iniciam nesta segunda-feira; salários de até R$ 4,2 mil

Serão oferecidas mais de 30 vagas para nível médio e superior

Seduc PA vai contratar estagiários e profissionais para educação especial

O reforço vai beneficiar alunos nas salas de recurso das unidades especializadas e escolas de ensino regular

Alter do Chão é opção de turismo baseado na economia familiar

Muita gente desconhece Alter do Chão, em Santarém, no Pará, como destino turístico que já foi considerado um dos mais bonitos do país. Mas para quem tem interesse em conhecer praias de rio de areia branca, água morna e em meio à floresta Amazônica, o vilarejo é o lugar ideal.
Foto:Divulgação/Agência Santarém

Banhado pelo rio Tapajós, o ecoturismo em Alter do Chão é mantido pela comunidade. Não existem redes hoteleiras ou grandes resorts no vilarejo, a maior parte das pousadas e hotéis são familiares. “A gente vive numa comunidade onde tudo gira em torno familiar. Então é o pai que tem uma barraca, que coloca os filhos. A geração de emprego direto é familiar.”, explica Ronete Costa, dona de uma pousada na região.


De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo de Santarém, cidade a qual o vilarejo está ligado administrativamente, em 2018 o município recebeu mais de duzentos mil turistas. Cento e noventa mil deles passaram por Alter do Chão.


Muitos desses turistas optaram por ter um contato mais direto com a natureza. A equipe de reportagem se desafiou a conhecer uma das trilhas que levam até a árvore mãe da Amazônia: a samaúma.


Floresta nacional do Tapajós



A maior delas está na Floresta Nacional do Tapajós (Flona), uma unidade de conservação ambiental com 527 mil hectares. Mais de 20 mil famílias moram dentro da área e a maior parte delas vive do turismo.
Foto:Reprodução/Redes Sociais

O guia turístico Raimundo Vasconcelos, vive com a família há quarenta e sete anos na Flona. Ele acompanhou a equipe de reportagem por uma caminhada de sete quilômetros, repleta de surpresas e ensinamentos sobre a floresta. No caminho, ele apresentou o Jatobá: “Ela seria uma árvore medicinal, porque dentro dela tem uma água chamada “seiva de jatobá”. E essa água, ela serve também para alguns tipos de doença” explicou o guia.


Ao fim da caminhada que durou mais de três horas, o ribeirinho apresentou, com orgulho, a vovózona, como eles chamam a árvore gigante. “ Mil e cem anos que tem ela aqui”, mostra. Raimundo conta que quando passa uma semana sem visitar a árvore de 60 metros e que precisa de cerca de 30 pessoas para ser abraçada, sente saudade. “A gente sente muita falta, ela faz parte da vida da gente”, conclui.


Cultura local


O contato com as comunidades locais também motiva quem decide conhecer Alter do Chão. A pouco mais de 40 minutos de barco, pelo rio Arapiuns, um afluente do Tapajós, encontramos Nivaldo da Silva. Morador da comunidade Nova Sociedade, ele explica que o respeito que os ribeirinhos têm pela mata vem de ensinamentos que passam de pai para filho.
Foto:Divulgação/Agência Santarém

E ele é categórico, a Mata tem uma dono, o Curupira, e é preciso respeitá-la. “O meu pai, ele foi perdido diversas vezes e a gente acha que é o curupira né? Porque a pessoa se arrisca a ir pro mato, em busca de uma caça, e quando chega determinado lugar lá você já tá perdido no mato, você já não consegue mais achar a trilha que você veio, você já fica sem direção”, explica.


É da mata que Nivaldo tira o sustento para os filhos e a família. Com uma casa simples, entre o rio e a mata, ele prova que é possível viver em total sintonia com aquilo que o rio Arapiuns traz de presente. E afirma: os conhecimentos da floresta devem ser transmitidos a todos. “É, isso já veio do meu pai. Passou pra gente e a gente já passa pra outras pessoas. É como eu falo, com fé em Deus a gente fica bom.”, conclui.






Circuito promove gastronomia, música e concurso de melhor prato, em Belém

No próximo sábado, dia 10, uma rica agenda cultural, à base de muita gastronomia, está programada para o Mercado de Carne Francisco Bolonha, no Complexo do Ver-o-Peso. É a terceira edição do Circuito Gastronômico - Mercado Criativo, promovido pela Prefeitura Municipal de Belém, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem). A programação é gratuita e ocorre das 9h às 20h, com a expectativa de receber um público de mais de 3 mil pessoas.
Foto:Divulgação/Prefeitura de Belém

Nesta terça-feira (6), no Mercado Bolonha, foram apresentados os pratos produzidos por dez boieiras, das 30 que, atualmente, participam do projeto. Durante a edição de sábado (10), os visitantes poderão escolher o melhor prato por meio de votação popular.


"Vamos escolher a melhor receita. As cozinheiras estão criando um prato criativo fora do cardápio costumeiro e haverá uma premiação surpresa. Convidamos o público para essa votação”, antecipou Claudia Sadalla, coordenadora do Circuito Gastronômico e diretora de Negócios da Codem.


A prévia dos pratos elaborados demonstrou que as participantes não economizaram na criatividade e nem abriram mão dos ingredientes regionais com muitos toques refinados. Como é tradição, reinou o uso de espécies de peixe regionais como filhote, pescada, gó e pirarucu.

Foto:Divulgação/Prefeitura de Belém

Destaques


Muitas foram as combinações apresentadas na montagem dos pratos. Filé de gó empanado na batata, acompanhado com molho verde, de chicória e jambu, somado ao arroz verde com camarão regional foi a rica receita e aposta de Landi Gaia, de 42 anos. “Esse evento é uma oportunidade de acrescentaramos mais conhecimento àquele que já tínhamos. Aprendemos mais sobre mistura, arrumação dos pratos e uso de temperos. Estamos preparados para servir 60 pratos”, ressaltou Landi.


Natural da cidade de Abaetetuba, localizada no Baixo Tocantins, Maria de Nazaré Martins, de 57 anos, vai para a disputa com dourada ao molho de tucumã com farofa de camarão. “Estou feliz em participar desse evento e de ter me capacitado”, disse.


Filhote na manteiga ao molho de gengibre é o suculento prato com o qual Ana Alves irá concorrer ao título. “Esse evento movimenta o mercado e é muito bom pra gente”, afirmou a cozinheira, que trabalha há 40 anos na área do Ver-o-Peso.


“Todos estão uma delícia, gostei de todos que provei. Esses pratos vão chamar um grande público”, opinou Tiele Tunas, de 25 anos, comerciante do Mercado Bolonha.


Referência entre os especialistas de gastronomia paraense, Rubem Lobato, conhecido como Rubão, ressaltou a importância do evento. “Esse Circuito é importante, pois evidencia nossa rica cozinha e possibilita novos conhecimentos”, enalteceu o especialista. Rubão estará presente na programação juntamente com outros chefs como Daniela Martins e Herlander Andrade.

Foto:Divulgação/Prefeitura de Belém
Música e tapiocaAlém de experimentações saborosas, o Circuito Gastronômico - Mercado Criativo vai oferecer uma programação com as bandas da Guarda Municipal Belém, a Orquestra de Violoncelos da Amazônia, de Mestre Curica e dos DJs Bernardo Pinheiro e Albery. O público também vai poder experimentar as tapiocas vencedoras da edição Mosqueiro, do Circuito Gastronômico, realizado no final do mês de julho.
Capacitação


O Circuito Gastronômico integra o projeto “Belém Cidade Criativa da Gastronomia”, lançado em 2015, e coordenado pela Codem. O Circuito Gastronômico possibilita ainda a capacitação das boieiras, promovida pela Prefeitura de Belém, em parceira com a Universidade da Amazônia (Unama).

Sobe para 1.094, o número de notificações de Sindrome Respiratória Grave, no Amazonas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), divulgou nesta quarta-feira (17), a 23ª edição do Boletim Epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que teve um aumento no número de casos notificados de SRAG, passando para 1.094. Desse total, 120 positivos para o Vírus da Influenza A (H1N1) e 227 para Vírus Sincicial Respiratório (SRV). O número de mortes continua em 33 vítimas, sendo 26 em Manaus.