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Quarta, 02 Dezembro 2020

Pesquisador do AP diz que novo coronavírus resiste ao calor e 'se adapta a cada 30 dias'

O novo coronavírus que chegou na Amazônia não é mais o mesmo que surgiu na China e que deu origem à pandemia. Isso porque o microrganismo já sofreu diversas mutações e tem se mostrado com uma grande capacidade de adaptação. A afirmação é do enfermeiro e pesquisador da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Patrício Almeida.

O especialista descreve que o microrganismo se adapta ao ambiente que foi levado pelo hospedeiro, com extrema facilidade.

"É bom destacar que esse vírus tem uma alta capacidade adaptativa, e sofre adaptação a cada 30 dias. Ele tem uma boa capacidade de se adaptar tanto em condições de umidade, quanto de temperatura, tanto altas quanto mais baixas", explicou.

Foto: Caio Coutinho/Rede Amazônica

O pesquisador também contou que o novo vírus consegue ficar presente no ambiente durante um bom tempo. No papelão por exemplo, ele pode ficar até 24 horas. Em superfícies metálicas ele pode perdurar por 72 horas.

"A gente sabe que existem pelo menos 14 subtipos dele, e a gente continua observando mutações. No início da pandemia nós tínhamos um quadro de sintomas mais respiratórios, hoje nós já temos quadro de dor abdominal e diarreia, que não era comum", detalhou.

Almeida afirmou ainda que o novo coronavírus já estava presente em animais e que a maioria dos seres humanos já teve contato com uma forma selvagem do microrganismo.

Segundo ele, o vírus, além de ficar mais tempo em superfícies plásticas, de ferro, se mostrou, em estudos, capaz ser propagado pelo ar, pela ventilação. Se uma pessoa espirrar em um ambiente aberto, ele pode chegar até 6 metros de distância.

"As medidas de prevenção são fundamentais. O vírus produz gotículas, que têm um raio médio na situação do espirro, por isso a importância do uso da máscara; ela diminui em quase 95% o risco de contaminação", argumentou.

Ele completou dizendo que o vírus está presente no ar, principalmente próximo a leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), onde o infectado está entubado.

O pesquisador alertou que o importante é ter etiqueta de higiene ao tossir e ao espirrar, cobrir o nariz e boca, bem como manter o distanciamento, com distância mínima de dois metros, e o isolamento social.

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