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Segunda, 03 Agosto 2020

Teatro Amazonas comemora aniversário com visita teatralizada gratuita

Teatro Amazonas comemora aniversário com visita teatralizada gratuita
No último dia do ano, também é dia de comemorar o aniversário do mais importante ícone da cultura amazonense: o Teatro Amazonas que, em 2019, completa 123 anos. Para celebrar a data, o teatro abrirá para visitação na próxima terça-feira (31) das 12h às 17h, com visitas mediadas gratuitas para amazonenses; e duas sessões de visitas teatralizadas, às 14h e às 16h, com acesso gratuito para o público em geral.
Foto:Divulgação


Durante as visitas mediadas, o público poderá conhecer um pouco da história do patrimônio, passeando pela Sala de Espetáculos, Salão Nobre, Camarim de Época, além de exposições e itens históricos que estão distribuídos nos três pavimentos. No primeiro, é possível apreciar uma escultura em pedestal de bronze retratando Cristóvão Colombo. Nos demais pavimentos, estão a exposição de ópera, os bustos de escritores, e uma exposição de refletores.


No final da visita, no térreo, os visitantes poderão tirar fotos com roupas de época na área do Chapeleiro; ou arriscar algumas notas no piano de caixa, que pertenceu à antiga Casa Ivete Ibiapina e que está disponível no espaço. A visita mediada ao Teatro Amazonas é gratuita para amazonenses. Turistas pagam ingresso de R$ 20 (inteira).


História


Nas visitas teatralizadas, que acontecerão na Sala de Espetáculos, o público conhecerá a história de uma forma diferente. Atores da Cia Metamorfose, por meio do projeto “Livro Vivo”, darão vida a personagens que contarão as histórias do teatro, assim como da sociedade e suas referências culturais da chamada Belle Époque.


Seis personagens participam da encenação: Eduardo Ribeiro, governador responsável pelo início da construção do Teatro; o historiador Mario Ypiranga Monteiro; um casal de época representando a elite amazonense; e duas faxineiras do teatro, que representam o povo.


“A história é contada como se Mário Ypiranga tivesse entrado no Teatro na época da construção e até hoje permanecesse por lá. Ele vai conduzindo toda a história, mostrando os costumes da sociedade da época, com suas referências europeias”, conta Socorro Andrade, diretora da Cia Metamorfose.


As faxineiras têm a missão de contar detalhes sobre a estrutura e manutenção. “São faxineiras fantasmas, elas conversam como se não estivessem vendo o público, e nessa brincadeira dão informações sobre os camarotes, sobre a limpeza dos lustres, sobre o dia da inauguração”, adianta Socorro.


A diretora destaca que para a construção do “Livro Vivo”, integrantes da companhia fizeram uma imersão na história.


“Passamos por um longo processo de pesquisa que incluiu horas de estudo na Biblioteca Pública do Amazonas, lendo livros e jornais antigos; ciclo de palestras com diversos historiadores que além de todas as informações sobre o Teatro, transmitiram também todo o conhecimento sobre a Manaus de antigamente”, comenta. “Ao final, montamos o projeto de forma leve e divertida para compartilhar todo o conhecimento adquirido com o público”, pontua.


Sobre o Teatro


Principal símbolo cultural e arquitetônico do Estado, o Teatro Amazonas, localizado no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, mantém viva boa parte da história do ciclo da borracha, época áurea da capital amazonense.


Inaugurado no dia 31 de dezembro de 1896 e tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966, o Teatro Amazonas preserva parte da arquitetura e decoração originais. O estilo arquitetônico é renascentista, com detalhes ecléticos. Na área externa, a famosa cúpula composta por 36 mil peças nas cores da bandeira brasileira, importadas da Alsácia, na França. A maior parte do material usado na construção do teatro foi importada da Europa: as paredes de aço de Glasgow, na Escócia; os 198 lustres e o mármore de Carrara das escadas, estátuas e colunas, são da Itália.


A Sala de Espetáculos tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e três pavimentos de camarotes. No teto côncavo, estão quatro telas pintadas em Paris pela tradicional Casa Carpezot. As telas representam música, dança, tragédia e ópera. Esta última, uma homenagem ao compositor brasileiro Carlos Gomes. Ao centro, um majestoso lustre de bronze francês. Máscaras nas colunas da plateia homenageiam compositores e dramaturgos, entre eles, Aristophanes, Molière, Rossini, Mozart e Verdi.


No Salão Nobre, onde aconteciam os grandes eventos sociais da época, destaca-se a pintura do teto feita por Domenico de Angelis, em 1899, e que foi batizada de “A glorificação das Bellas Artes da Amazônia”.


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