Rebelião no Compaj termina com mais de 50 detentos mortos em Manaus

A rebelião, que teve início na tarde deste domingo (1º), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM), chegou ao fim na manhã desta segunda-feira (2). O motim durou mais de 17 horas e deixou mais de 50 mortos, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). As informações são do G1 Amazonas.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar está na unidade prisional realizando a contagem de detentos. Vários corpos foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). Conforme a SSP-AM, o motivo da rebelião seria uma possível briga entre facções. Ainda segundo a secretaria, os corpos de seis pessoas – ainda não identificadas – foram jogados para fora do presídio, sem as cabeças. Antes da alteração, houve uma fuga de detentos, mas o número de fugitivos ainda não foi divulgado.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Amazonas (OAB-AM), Epitácio Almeida, afirmou que os presos liberaram os sete reféns que ainda estavam na unidade prisional, localizaao no km 8 da BR 174, que liga Manaus a Boa Vista (RR).
Doze agentes carcerários foram mantidos reféns. Outros funcionários que estavam na unidade prisional conseguiram escapar. Presos também foram feitos reféns, mas não há precisão em números.

Dezenas de pessoas foram para a porta do presídio aguardar informações de parentes presos. Alguns familiares também compareceram à sede do IML, na Zona Norte de Manaus, para buscar novidades. Entretanto, a entrada de parentes e de jornalistas no local foi proibida.

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