FAB suspende buscas por aeronave desaparecida com índios no Amapá

A  Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nesta segunda-feira (18), em nota, que as buscas pela aeronave desaparecida há 14 dias no Amapá foram encerradas. Nada foi encontrado.

A aeronave de prefixo PT-RDZ saiu no dia 2 de dezembro da aldeia Mataware, no Parque do Tumucumaque, e o destino era o município de Laranjal do Jari, no Oeste do estado. 

Foto: Reprodução/Google

Ao todo, foram 128 horas de voo com as aeronaves SC-105 Amazonas SAR, C-130 Hércules e o helicóptero H-60 Black Hawk da FAB. AS buscas foram em 12.550 km², o equivalente a cerca de 12 mil campos de futebol. 

Os aviões envolvidos nas buscas percorreram a distância em linha reta de mais de 20 mil quilômetros, o que se aproxima a uma viagem entre São Paulo e Tóquio não sendo encontrado nem um vestígio do avião.

As aeronaves cumpriram padrões internacionais de busca. A área possui mata fechada e região montanhosa, fatores que dificultam a observação pelas equipes de busca.

A missão envolveu 60 militares e foi coordenada pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Manaus (Salvaero).

Leia Mais: Força Aérea faz buscas por aeronave desaparecida no Amapá

Desaparecimento

A aeronave transportava sete pessoas de uma família de índios Tiriyó, além do piloto. A última comunicação às 12h06, do adia 2 de dezembro.

A bordo estava uma família de índios Tiriyó: professor, esposa e três filhos, uma aposentada e o seu genro. Além do piloto, Jeziel Barbosa de Moura, que tem mais de 30 anos de experiência.

De acordo com Kutanan Waiana, da coordenação executiva da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, a contratação de pequenos aviões para transporte entre aldeias é comum na região, em função das dificuldades no acesso, e as viagens custam entre R$ 3 mil e R$ 10 mil.

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Pesquisadores peruanos descobrem caso raro de peixe amazônico com tons claros e pálidos

Um grupo de pesquisadores do IIAP documentam, pela primeira vez, essa alteração de pigmentação conhecida como leucismo no peixe Pterodoras granulosus, uma espécie que normalmente apresenta coloração escura.

Leia também

Publicidade