Cotidiano de cidades do Amapá ganha releitura com pinturas em aquarela

Pinturas são realizadas no próprio ambiente retratado registram prédios, monumentos e paisagens de Macapá e Santana.

Paisagens do cotidiano e até de pontos turísticos de Macapá e Santana são registradas através dos olhares de um grupo de apaixonados por arte. Eles usam aquarela para pintar as belezas, peculiaridades não vistas no dia a dia e revelar curiosidades sobre lugares com histórias desconhecidas pela maioria das pessoas.

Além da beleza das obras, os artistas buscam registrar objetos e coisas que não são notadas pelos olhares dos moradores das duas cidades. A arte chamada de Urban Sketchers, ou arte urbana, é a prática do desenho no próprio local, que é o modo pelo qual cada pintura é produzida pelo grupo amapaense.

O professor de geografia, Carliendell Magalhães, de 31 anos, é um desses apaixonados que por meio de pincéis deixam a criatividade fluir e registrar em telas o cotidiano. Ele descreve que sai para locais específicos com a ideia de registrar as cenas de forma real.

“A gente busca retratar lugares da cidade que nos chamam a atenção pela nossa experiência, pela nossa vivência. A gente tem uma sensibilidade especial para o cotidiano, das cenas urbanas e a gente traz esse olhar em aquarela pra sensibilizar as pessoas para olharem mais pra cidade e para as coisas que acontecem ao nosso redor”, 

descreveu.

Igreja de São José de Macapá. Foto: Rafael Aleixo/g1 Amapá

Carliendell publica em redes sociais na internet algumas das obras já produzidas e relata parte da história da produção. As artes e as descrições do professor conquistaram internautas que começaram a compartilhar os posts.

Para além de agradar os olhos momentaneamente, o grupo busca usar a pintura como instrumento importante para registrar a história, como explica o também professor Haroldo Matos, de 54 anos, que é outro integrante do grupo de artistas.

“Eu comecei a minha carreira profissional como arquiteto e na faculdade ainda eu comecei a ter os primeiros contatos com a técnica de aquarela. Depois passei muito tempo longe dela e agora pela pandemia que eu voltei a pintar. É uma forma de deixar registrado pra posteridade os cenários dos prédios mais antigos, da história, que têm uma tendência forte de desaparecer”, contou Haroldo.

O grupo já reproduziu em aquarelas espaços como a Igreja São José, o Mercado Central e o Curiaú. Até aqueles que não são pontos turísticos, mas fazem parte da rotina amapaense, como um mini-box e um prédio abandonado em uma bifurcação de Santana, já foram registrados.

As obras em aquarela surgiram de uma vontade pessoal dos artistas, mas que passaram a ser acolhidas por quem nem os conhece. Periodicamente, o grupo se reúne para marcar onde e quando farão os próximos trabalhos.

Confira alguns registros:

*Por Rafael Aleixo, do g1 Amapá
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