Curauá: fibra do “mini-abacaxi” é usada até na indústria automobilística

As folhas secas de curauá têm amplo uso devido sua resistência.

O curauá (Ananas erectifolius) é uma planta nativa da Amazônia, da mesma família do abacaxi, mas as semelhanças ficam apenas no formato. Isso porque diferente do “primo”, que é uma fruta usada comumente na culinária, a fibra do curauá apresenta uma resistência mecânica tão grande que lhe dá, mesmo com o diminuto tamanho, capacidade de suportar tensões elevadas.

A fibra tirada das folhas é muito forte, macia, leve e reciclável, por isso é cotada para diversos fins. Quando misturada a outros materiais que têm como base o polipropileno, por exemplo, transforma-se em um compósito já utilizado pela indústria automobilística, com potencial de substituir a fibra de vidro, ou até mesmo como composto de vigas resistentes a terremotos.

Foto: Reprodução/

As ideias para descobrir novos usos veio a partir da observação dos indígenas, que durante a fabricação de cordas, redes de dormir e linhas de pesca, já usavam a fibra do curauá.
Foto: Reprodução/Jornal da Unicamp

E a utilização de suas fibras vem se tornando objeto de estudos acadêmicos em diversas instituições de pesquisas pelo Brasil e América do Sul, uma vez que, além da Amazônia brasileira, também pode ser encontrada no Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e Guiana Francesa.
Foto: Márcio Gallo/Suframa

Mas não é só isso. Por seu tamanho, o “mini-abacaxi” também é comumente usado em paisagismo, como decoração em ambientes internos, variando com as outras espécies de ananás.

*Com informações da Revista Pesquisa Fapesp, Fapeam e da Embrapa

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