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Segunda, 27 Setembro 2021

Conheça oito etnias indígenas que integram a Amazônia Internacional

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No Brasil, a Amazônia é o lar de mais de 60% da população indígena. Importantes defensores da floresta, os povos originários foram os primeiros habitantes da região. O Portal Amazônia relembra alguns povos da Amazônia Internacional que não são tão conhecidos pelos brasileiros. Confira:


Bolívia

Na Bolívia, por exemplo, uma etnia é conhecida por ter um dos corações mais saudáveis do mundo. Eles são os Tsiname, uma população com pouco mais de 16 mil indivíduos que vivem um estilo de vida pré-industrial baseado na caça, pesca e cultivo de plantas. Entre 2002 e 2011, um grupo de pesquisadores cobriram mais de 85 comunidades indígenas, e dentre todos, a etnia Tsiname se destacou como a mais saudável.
 
Foto: Reprodução/Shutterstock 
 
Colômbia

Divididos entre o Brasil e a Colômbia, os indígenas Barasanas, possuem modo de vida simples, suas principais atividades são a caça e coleta, sendo a mandioca brava o destaque. Na Amazônia Colombiana, os Barasanas estão divididos em núcleos, um dos principais está na cidade de Mito, capital do departamento colombiano do Vaupés. Em 2012, o indígena barasano, Roberto Noreña, foi com uma comitiva para à Rio+20, sediado no Rio de Janeiro, na oportunidade, ele falou sobre a gestão de suas terras.
 
Foto: PIB/Reprodução/Márcio Meira
 
Equador

Os indígenas da etnia Waorani, do Equador, são conhecidos pela luta constante contra a instalação de petroleiras na Amazônia. Eles se auto-denominam protetores da floresta, e sua principal atividade é a caça. Em maio deste ano, os waoranis se mobilizaram com outras etnias e juntos foram até Quito, a capital do Equador, para exigir proteção para que suas terras não fossem mais exploradas, dessa forma, ganharam o processo e salvaram suas aldeias.
 
Guiana

O Povo Waiwai está disperso em várias partes das Guianas. Durante os anos, desenvolveram processos de troca e de redes de relações entre si. Em 1949, os irmãos Hawkings, missionários-lingüistas norte-americanos da Unevangelized Fields Mission (UFM), aprenderam a língua Waiwai, publicaram artigos analisando a sua estrutura e desenvolveram uma ortografia para ensinar aos indígenas a ler e escrever. Indígenas foram enviados para os estados de Roraima e do Pará, eles foram treinados para o magistério e começaram a ensinar a língua indígena nas comunidades.
 
Foto: PIB/Reprodução/Célio Horst (1979)
 
Guiana Francesa

Apesar de habitarem Maná, na Guiana Francesa, os índios Galibi se consideram brasileiros. Nos anos 50 e 60, os governantes franceses tentaram trazer-los de volta para a Guiana, mas eles nunca aceitaram. Além de Maná, os Galibi eram encontrados em Couachi e Grand Village. Na Guiana Francesa, eles se definem como Kaliña, sendo Galibi uma palavra genérica utilizada pelos europeus para se referir aos povos de fala Caribe do litoral das Guianas.
 
Foto: Arquivo do ISA/Geraldo Lod  (1958)
 
Peru

Os indígenas da etnia Wampis costumavam viver dispersados na selva, depois da chegada dos missionários e escolas, nos anos 60, eles começaram a viver em sociedade e montar comunidades. Em 2015, eles decidiram criar o Governo Territorial Autônomo da Nação Wampis, o primeiro em toda a Amazônia. Os wampis afirmam que seu novo estatuto de povo livre e autônomo se baseia nas obrigações do estado peruano que precisa respeitar os direitos e a autonomia dos povos e nações indígenas.

Suriname

Os indígenas da etnia Wayana estão localizados no sul do Suriname, no total, são mais de duas mil pessoas. Como para a maioria dos grupos indígenas da região das Guianas, a estrutura social dos Aparai e Wayana caracteriza-se pela ausência de unidades sociais permanentes (clãs, linhagens, classes de idade etc.), pela distribuição em aldeias pequenas (cuja população não costuma ultrapassar dois dígitos), dispersas e autônomas politicamente, mas interligadas em diferentes graus por laços de parentesco, intercâmbios matrimoniais, de bens e rituais.   Foto: Paula Morgado, 2001.
 
Foto: PIB/Reprodução/Paula Morgado 
 
Venezuela

Em meio aos venezuelanos que ingressaram no Brasil pelo município de Pacaraima, em Roraima, estão os indígenas da etnia Warao. Na Venezuela, eles habitavam o estado Delta Amaracuro e regiões adjacentes dos estados Bolívar e Sucre. A tradução de Warao é Povo do Barco, e tem haver com a conexão que eles possuem com a água.

Em 2001, de acordo com Censo Nacional da Venezuela os Warao somavam 36 mil pessoas. Eles formam a segunda maior população indígena da Venezuela, atrás da etnia Wayúu.
 
Indígena Warao realiza ritual. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia 

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