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Rafael Froner

Você precisa conhecer a mais nova voz do pop alternativo: Billie Eilish

Rafael Froner

rafafroner@gmail.com


De tempos em tempos, surge um artista com vontade de quebrar paradigmas do que é esperado de um astro adolescente. Se Justin Bieber hoje, aos 20 e poucos anos, se esforça tanto pra se desvencilhar da imagem de sonho americano e namoradinho, alguns escolhem não criar expectativas do que não se pretende ser. Uma dessas artistas é Billie Eilish. Aos 17 anos, ela se prepara para lançar o primeiro álbum, intitulado "WHERE DO WE GO WHEN WE SLEEP", e já acumula uma carreira de liberdade, honestidade, originalidade e inovação. 

Ela se nega a ser a menina bonitinha, encantadora e sensual. Pelo contrário: usa roupas que não marcam o corpo e não faz questão de se mostrar impecavelmente maquiada o tempo todo. 




Como muitos dos jovens artistas (Shawn Mendes, Justin Bieber, Lana Del Rey), Billie chamou atenção ao lançar suas músicas originais no YouTube. "Ocean Eyes" foi o primeiro "sucesso" da americana - uma balada que explora os vocais autênticos, sussurrados e potentes da adolescente. A profundidade das letras é um dos pontos que mais se destaca no trabalho dela. Daí você me pergunta: é possível ter tamanha profundidade antes dos 20 anos? Com certeza. 


Billie fala abertamente sobre o preço da fama e da popularidade com a sabedoria de uma senhora de 60 anos (embora muitas vezes não faça uso do vocabulário de uma). Mesmo muito jovem, a artista já passou por uns maus bocados: era dançarina clássica e, por conta de um problema no joelho, foi forçada a abandonar a dança. Sendo assim, colocou toda a dor de não poder fazer o que amava em uma nova arte: a música. 




Ao lado do irmão Finneas, ela já lançou um EP, "don't smile at me", no ano passado. Os dois começaram a produzir as músicas no quarto da artista, com um computador, microfones semiprofissionais e muita criatividade com poucos recursos. O resultado é uma vulnerabilidade nata e escancarada.
 
"Não é preciso estar apaixonada pra escrever uma música de amor. Basta você ter o mínimo de sensibilidade e criatividade pra se colocar no lugar da outra pessoa", declarou ela. Ao ouvido mais experiente, a afirmação pode parecer infantil, mas é aí que reside a genialidade de Billie: falar a verdade explícita, sem floreios e necessidade de se prolongar. 

Agora, ela prepara o lançamento do primeiro disco - ainda sem data definida - para 2019. A última música lançada, "bury a friend", traz um dos lados mais inusitados da cantora: o terror. Falando sobre a fama e depressão, a cantora aparece em cenários assustadores sendo manipulada sem restrições, uma clara crítica ao estilo de vida exibicionista. Dá o play aí embaixo:


Essa foi a dica da semana aqui na coluna! Espero ter descrito um pouco do trabalho da Billie Eilish e que vocês deem um play nas músicas dela nas plataformas digitais!

Como sempre: se quiser saber mais do mundo da música, cinema, séries e artes, pode me seguir: 

instagram.com/cafecomrafa
twitter.com/cafecomrafa
youtube.com/c/cafecomrafa1

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De tempos em tempos, surge um artista com vontade de quebrar paradigmas do que é esperado de um astro adolescente. Se Justin Bieber hoje, aos 20 e poucos anos, se esforça tanto pra se desvencilhar da imagem de sonho americano e namoradinho, alguns escolhem não criar expectativas do que não se pretende ser. Uma dessas artistas é Billie Eilish. Aos 17 anos, ela se prepara para lançar o primeiro álbum, intitulado "WHERE DO WE GO WHEN WE SLEEP", e já acumula uma carreira de liberdade, honestidade, originalidade e inovação. 

Ela se nega a ser a menina bonitinha, encantadora e sensual. Pelo contrário: usa roupas que não marcam o corpo e não faz questão de se mostrar impecavelmente maquiada o tempo todo. 




Como muitos dos jovens artistas (Shawn Mendes, Justin Bieber, Lana Del Rey), Billie chamou atenção ao lançar suas músicas originais no YouTube. "Ocean Eyes" foi o primeiro "sucesso" da americana - uma balada que explora os vocais autênticos, sussurrados e potentes da adolescente. A profundidade das letras é um dos pontos que mais se destaca no trabalho dela. Daí você me pergunta: é possível ter tamanha profundidade antes dos 20 anos? Com certeza. 


Billie fala abertamente sobre o preço da fama e da popularidade com a sabedoria de uma senhora de 60 anos (embora muitas vezes não faça uso do vocabulário de uma). Mesmo muito jovem, a artista já passou por uns maus bocados: era dançarina clássica e, por conta de um problema no joelho, foi forçada a abandonar a dança. Sendo assim, colocou toda a dor de não poder fazer o que amava em uma nova arte: a música. 




Ao lado do irmão Finneas, ela já lançou um EP, "don't smile at me", no ano passado. Os dois começaram a produzir as músicas no quarto da artista, com um computador, microfones semiprofissionais e muita criatividade com poucos recursos. O resultado é uma vulnerabilidade nata e escancarada.
 
"Não é preciso estar apaixonada pra escrever uma música de amor. Basta você ter o mínimo de sensibilidade e criatividade pra se colocar no lugar da outra pessoa", declarou ela. Ao ouvido mais experiente, a afirmação pode parecer infantil, mas é aí que reside a genialidade de Billie: falar a verdade explícita, sem floreios e necessidade de se prolongar. 

Agora, ela prepara o lançamento do primeiro disco - ainda sem data definida - para 2019. A última música lançada, "bury a friend", traz um dos lados mais inusitados da cantora: o terror. Falando sobre a fama e depressão, a cantora aparece em cenários assustadores sendo manipulada sem restrições, uma clara crítica ao estilo de vida exibicionista. Dá o play aí embaixo:


Essa foi a dica da semana aqui na coluna! Espero ter descrito um pouco do trabalho da Billie Eilish e que vocês deem um play nas músicas dela nas plataformas digitais!

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