Meio Ambiente

Manaus recebe evento preparatório do Fórum Mundial das Águas

O Fórum Mundial da Água acontece a cada quatro anos. A última edição aconteceu na Coreia do Sul


As soluções para  problemas hídricos são um dos principais temas do Fórum Mundial das Águas. O Amazonas sediou neste quarta-feira (10), um dos eventos preparatórios do encontro que acontece em março de 2018, em Brasília. Em Manaus, participaram do encontro profissionais da engenharia, agronomia, pesquisadores, cientistas, políticos e estudantes. 

O Fórum Mundial da Água acontece a cada quatro anos. A última edição ocorreu na Coreia do Sul. O principal objetivo do encontro é mostrar os impactos que a poluição faz com os recursos hidrográficos do planeta. "O Brasil participou desse debate e chamou a atenção para a prosperidade que temos, afinal possuímos a maior reserva hídrica do planeta, então a responsabilidade do país passa a ser bem maior. Queremos que as pessoas saibam que existem profissionais engajados em solucionar esses problemas", disse o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu da Silva.

 

Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

 

A próxima edição do evento está marcada para ocorrer em 2018, em Brasília. A capital brasileira venceu a disputa com Copenhague (Dinamarca). "O Governo Brasileiro conseguiu trazer o Fórum para o país. Queremos dar enfoque para a Amazônia e dessa forma sensibilizar as autoridades brasileiras e mundiais sobre a importância de preserva essa riqueza. Entendo que esse evento pode trazer muitos benefícios para o Brasil, porque somos o país mais qualificado para trazer essa discussão ao mundo", afirmou Silva.

Em 2016, Brasília sediou a Conferência Internacional das Águas que foi promovida pelo Confea e pela Federação Brasileira de Engenharia. O evento contou com a participação de duas entidades mundiais, a União Pan-americana de Associações de Engenheiros e a  World Federation of Engineering Organisations (WFEO). Na opinião de Silva, essa conferência chamou a atenção das autoridades. "O Brasil mostrou ali potencial para sediar o Fórum Mundial, não só voltado para a água, mas na cadeia que implica a questão. De lá também saiu a ideia de fazer o evento preparatório no Amazonas", revelou.

 

Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

 

Durante a Conferência Internacional das Águas, uma carta foi escrita em três línguas (português, espanhol e inglês), nela as autoridades colocaram várias questão que precisam ser abordadas em relação a água no mundo. Ele revelou que existem vários projetos sendo estudados no momento. “Teremos os maiores especialistas para palestrar no Fórum Mundial da Água, e também temos uma ótima quantidade de materiais que podem ser utilizados como projetos no futuro. Ainda não conseguimos colocar nada em prática, mas os pesquisadores estão trabalhando para editar tudo da melhor maneira possível. Precisamos nos preparar e planejar cada passo”, afirmou. 

 

Evento preparatório

Segundo o presidente da Crea-AM, engenheiro civil Cláudio Guenka, a importância de Manaus sediar o evento vai além das questões ambientais. "É importante não apenas para a cidade, mas para toda região Amazônica. Hoje iniciamos a conferência falando sobre os impactos das mudanças climáticas, então estamos alertando ao mundo que o Amazonas seja visto de uma maneira diferente. Queremos que as nossas águas sejam tratadas com as particularidades que nós temos aqui, então dessa maneira eu vejo que o Conselho Federal de Engenharia acertou em trazer o evento para a cidade. Espero que possamos apurar todos os saldos desse encontro, os positivos e negativos também", falou.

 

Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

 

Para o engenheiro, a questão hídrica é muito importante na região Norte. Ele acredita que ainda é necessário trazer a tona questão como a qualidade da água, preservação de nascente e que o próprio amazônida possa trabalhar em harmonia com a natureza. “Temos que fazer uma reflexão sobre como todas as coisas estão interligadas, levar em consideração, por exemplo, a água enquanto recurso necessário para a sobrevivência de toda especie humana. São questão fortes, mas ao mesmo tempo necessárias”, disse Guenka.
Guenka acredita que o encontro mostra a coletividade das pessoas, não só para dividir recursos hídricos, mas para focar em ideias. “O Fórum tenta inserir nos participantes o espirito coletivo. O nosso objetivo é mostrar que apesar de haver água em abundância na Amazônia existem lugares que sofrem com a escassez da mesma. Por isso, o encontro torna-se primordial para a resolução desses problemas, pois, envolvemos os técnicos de engenharia e agronomia para pensar essa grande discussão, claro que não podemos tratar a água de maneira tão comercial, então a coletividade surge também como forma de ideias”, destacou o presidente da Crea-AM.

Ao ser questionado sobre os problemas de abastecimento de água em alguns pontos de Manaus, Guenka, afirmou que o desenho urbano da cidade é de conhecimento dos engenheiros. Ele também parabenizou o esforço que é feito para levar o abastecimento para os contribuintes. "Temos aqui a participação da concessionaria Amazonas Ambiental que entra nessa discussão para mostrar tudo o que está sendo feito para a população, e saber também de qual forma podem contribuir para o Fórum", destacou. 


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Manaus recebe evento preparatório do Fórum Mundial das Águas

O Fórum Mundial da Água acontece a cada quatro anos. A última edição aconteceu na Coreia do Sul

Diego Oliveira

diego.oliveira@portalamazonia.com


As soluções para  problemas hídricos são um dos principais temas do Fórum Mundial das Águas. O Amazonas sediou neste quarta-feira (10), um dos eventos preparatórios do encontro que acontece em março de 2018, em Brasília. Em Manaus, participaram do encontro profissionais da engenharia, agronomia, pesquisadores, cientistas, políticos e estudantes. 

O Fórum Mundial da Água acontece a cada quatro anos. A última edição ocorreu na Coreia do Sul. O principal objetivo do encontro é mostrar os impactos que a poluição faz com os recursos hidrográficos do planeta. "O Brasil participou desse debate e chamou a atenção para a prosperidade que temos, afinal possuímos a maior reserva hídrica do planeta, então a responsabilidade do país passa a ser bem maior. Queremos que as pessoas saibam que existem profissionais engajados em solucionar esses problemas", disse o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu da Silva.

 

Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

 

A próxima edição do evento está marcada para ocorrer em 2018, em Brasília. A capital brasileira venceu a disputa com Copenhague (Dinamarca). "O Governo Brasileiro conseguiu trazer o Fórum para o país. Queremos dar enfoque para a Amazônia e dessa forma sensibilizar as autoridades brasileiras e mundiais sobre a importância de preserva essa riqueza. Entendo que esse evento pode trazer muitos benefícios para o Brasil, porque somos o país mais qualificado para trazer essa discussão ao mundo", afirmou Silva.

Em 2016, Brasília sediou a Conferência Internacional das Águas que foi promovida pelo Confea e pela Federação Brasileira de Engenharia. O evento contou com a participação de duas entidades mundiais, a União Pan-americana de Associações de Engenheiros e a  World Federation of Engineering Organisations (WFEO). Na opinião de Silva, essa conferência chamou a atenção das autoridades. "O Brasil mostrou ali potencial para sediar o Fórum Mundial, não só voltado para a água, mas na cadeia que implica a questão. De lá também saiu a ideia de fazer o evento preparatório no Amazonas", revelou.

 

Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

 

Durante a Conferência Internacional das Águas, uma carta foi escrita em três línguas (português, espanhol e inglês), nela as autoridades colocaram várias questão que precisam ser abordadas em relação a água no mundo. Ele revelou que existem vários projetos sendo estudados no momento. “Teremos os maiores especialistas para palestrar no Fórum Mundial da Água, e também temos uma ótima quantidade de materiais que podem ser utilizados como projetos no futuro. Ainda não conseguimos colocar nada em prática, mas os pesquisadores estão trabalhando para editar tudo da melhor maneira possível. Precisamos nos preparar e planejar cada passo”, afirmou. 

 

Evento preparatório

Segundo o presidente da Crea-AM, engenheiro civil Cláudio Guenka, a importância de Manaus sediar o evento vai além das questões ambientais. "É importante não apenas para a cidade, mas para toda região Amazônica. Hoje iniciamos a conferência falando sobre os impactos das mudanças climáticas, então estamos alertando ao mundo que o Amazonas seja visto de uma maneira diferente. Queremos que as nossas águas sejam tratadas com as particularidades que nós temos aqui, então dessa maneira eu vejo que o Conselho Federal de Engenharia acertou em trazer o evento para a cidade. Espero que possamos apurar todos os saldos desse encontro, os positivos e negativos também", falou.

 

Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia

 

Para o engenheiro, a questão hídrica é muito importante na região Norte. Ele acredita que ainda é necessário trazer a tona questão como a qualidade da água, preservação de nascente e que o próprio amazônida possa trabalhar em harmonia com a natureza. “Temos que fazer uma reflexão sobre como todas as coisas estão interligadas, levar em consideração, por exemplo, a água enquanto recurso necessário para a sobrevivência de toda especie humana. São questão fortes, mas ao mesmo tempo necessárias”, disse Guenka.
Guenka acredita que o encontro mostra a coletividade das pessoas, não só para dividir recursos hídricos, mas para focar em ideias. “O Fórum tenta inserir nos participantes o espirito coletivo. O nosso objetivo é mostrar que apesar de haver água em abundância na Amazônia existem lugares que sofrem com a escassez da mesma. Por isso, o encontro torna-se primordial para a resolução desses problemas, pois, envolvemos os técnicos de engenharia e agronomia para pensar essa grande discussão, claro que não podemos tratar a água de maneira tão comercial, então a coletividade surge também como forma de ideias”, destacou o presidente da Crea-AM.

Ao ser questionado sobre os problemas de abastecimento de água em alguns pontos de Manaus, Guenka, afirmou que o desenho urbano da cidade é de conhecimento dos engenheiros. Ele também parabenizou o esforço que é feito para levar o abastecimento para os contribuintes. "Temos aqui a participação da concessionaria Amazonas Ambiental que entra nessa discussão para mostrar tudo o que está sendo feito para a população, e saber também de qual forma podem contribuir para o Fórum", destacou. 

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