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Dois filhotes de peixe-boi encontrados em Parintins são levados ao Inpa

Até agora, são cinco filhotes da espécie, que está na lista de animais ameaçados de extinção, a chegar no Instituto

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Dois filhotes de peixe-boi foram resgatados na área rural de Parintins (a 370 quilômetros de Manaus) e chegaram ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), nesta quarta-feira (17), para o processo de reabilitação. Os animais serão acompanhados pela do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia.

O primeiro filhote de peixe-boi, um macho de 15 quilos, foi encontrado na comunidade do Espírito Santo, e o segundo filhote, uma fêmea de 21 quilos, foi resgatada pelos comunitários de Catispera, ambos próximos ao município de Parintins.
 
Foto: Divulgação/Ampa
  De acordo com o veterinário do Inpa, Anselmo d´Affonseca, somando os dois peixes-bois que chegaram nesta quarta-feira, totalizam cinco filhotes que chegaram ao Instituto este ano. “Apenas de Parintins já são três animais que foram resgatados. Os filhotes podem ter caído na malhadeira de algum pescador ou também pode ter perdido a mãe para caça ilegal, já que aquela região é conhecida por consumir a carne de peixe-boi. Mas é difícil ter certeza”, explica.

Segundo o analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Robson Czaban, a fiscalização da matança de peixes-bois na Amazônia é muito difícil por conta da imensidão geográfica. “Se a caça ocorre para o comércio nas feiras é mais fácil de fiscalizar, agora se for a própria comunidade que mata para consumo fica quase impossível saber. O que pode ser feito é uma sensibilização maior nessas áreas para tentar minimizar este ato”, disse.

Filhotes presos em malhadeira

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, executada pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), preocupada com a quantidade de filhotes presos em malhadeira, produziu uma cartilha para auxiliar os pescadores e comunitários que avistam filhotes de peixes-bois na beira do rio e aqueles que são pegos em malhadeiras de pesca.
 
Foto: Divulgação/Ampa
  A cartilha “Como liberar filhotes de peixe- boi capturados acidentalmente”, está disponível na versão online na página da Ampa. Segundo o diretor executivo da organização Ricardo Romero, a intenção é que este material chegue ao máximo de comunidades do Amazonas.

“O Projeto pretende fazer parcerias com instituições ambientais do município e do Estado para que por meio deles consigamos maior contato com as comunidades mais longínquas, principalmente àquelas que possuem grande histórico de caça de peixe-boi”, comenta o gestor.

A Ampa é responsável por executar o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, cujo principais objetivos são resgatar, reabilitar e reintroduzir peixes-bois (Trichechus inunguis) aos rios da Amazônia, além de auxiliar o projeto Boto do Inpa, que pesquisa a bioecologia do boto-vermelho e do tucuxi para a conservação das espécies.

As pesquisas realizadas em parceria com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos geram informações que alertam as autoridades e comunidade internacional sobre a e caça ilegal do peixe-boi para comercialização da carne e a matança do boto-vermelho.
   
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Dois filhotes de peixe-boi encontrados em Parintins são levados ao Inpa

Até agora, são cinco filhotes da espécie, que está na lista de animais ameaçados de extinção, a chegar no Instituto


Dois filhotes de peixe-boi foram resgatados na área rural de Parintins (a 370 quilômetros de Manaus) e chegaram ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), nesta quarta-feira (17), para o processo de reabilitação. Os animais serão acompanhados pela do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia.

O primeiro filhote de peixe-boi, um macho de 15 quilos, foi encontrado na comunidade do Espírito Santo, e o segundo filhote, uma fêmea de 21 quilos, foi resgatada pelos comunitários de Catispera, ambos próximos ao município de Parintins.
 
Foto: Divulgação/Ampa
  De acordo com o veterinário do Inpa, Anselmo d´Affonseca, somando os dois peixes-bois que chegaram nesta quarta-feira, totalizam cinco filhotes que chegaram ao Instituto este ano. “Apenas de Parintins já são três animais que foram resgatados. Os filhotes podem ter caído na malhadeira de algum pescador ou também pode ter perdido a mãe para caça ilegal, já que aquela região é conhecida por consumir a carne de peixe-boi. Mas é difícil ter certeza”, explica.

Segundo o analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Robson Czaban, a fiscalização da matança de peixes-bois na Amazônia é muito difícil por conta da imensidão geográfica. “Se a caça ocorre para o comércio nas feiras é mais fácil de fiscalizar, agora se for a própria comunidade que mata para consumo fica quase impossível saber. O que pode ser feito é uma sensibilização maior nessas áreas para tentar minimizar este ato”, disse.

Filhotes presos em malhadeira

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, executada pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), preocupada com a quantidade de filhotes presos em malhadeira, produziu uma cartilha para auxiliar os pescadores e comunitários que avistam filhotes de peixes-bois na beira do rio e aqueles que são pegos em malhadeiras de pesca.
 
Foto: Divulgação/Ampa
  A cartilha “Como liberar filhotes de peixe- boi capturados acidentalmente”, está disponível na versão online na página da Ampa. Segundo o diretor executivo da organização Ricardo Romero, a intenção é que este material chegue ao máximo de comunidades do Amazonas.

“O Projeto pretende fazer parcerias com instituições ambientais do município e do Estado para que por meio deles consigamos maior contato com as comunidades mais longínquas, principalmente àquelas que possuem grande histórico de caça de peixe-boi”, comenta o gestor.

A Ampa é responsável por executar o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, cujo principais objetivos são resgatar, reabilitar e reintroduzir peixes-bois (Trichechus inunguis) aos rios da Amazônia, além de auxiliar o projeto Boto do Inpa, que pesquisa a bioecologia do boto-vermelho e do tucuxi para a conservação das espécies.

As pesquisas realizadas em parceria com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos geram informações que alertam as autoridades e comunidade internacional sobre a e caça ilegal do peixe-boi para comercialização da carne e a matança do boto-vermelho.
   

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