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Quinta, 13 Mai 2021

FVS-AM alerta população para identificar tuberculose durante a pandemia de Covid-19

No Amazonas, de janeiro até 23 de março desde ano, foram registrados 589 casos novos de tuberculose.

Indígenas venezuelanos apresentam sintomas de tuberculose, em Manaus

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realizou nesta terça-feira, (5), um inquérito epidemiológico entre indígenas venezuelanos que estão vivendo no abrigo localizado no Centro de Manaus. Das 60 pessoas investigadas, 17 apresentaram algum sintoma de tuberculose. 

De acordo com o chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, Daniel Sacramento, o inquérito epidemiológico serve para detecção da doença entre pessoas que integram os grupos considerados de maior vulnerabilidade para a tuberculose, segundo o Ministério da Saúde, o que inclui a população indígena.


Foto: Divulgação

“O Programa de Controle da Tuberculose da Semsa realiza seis inquéritos para a detecção da doença ao ano, atendendo as populações consideradas mais vulneráveis. Além de indígenas venezuelanos, o trabalho deve ser realizado entre indígenas da zona rural de Manaus, entre a população privada de liberdade e pessoas que vivem instituições de longa permanência”, informa.

Para verificar outras suspeitas, a Semsa realizou nesta quarta-feira, (6), uma ação de prevenção no Abrigo Alfredo Nascimento, localizado na zona Norte de Manaus, que atende 437 pessoas.

“É uma investigação epidemiológica para identificar pessoas que apresentem sintomatologia para a doença, realizando o exame de escarro para detectar um possível caso novo de tuberculose”, explicou Sacramento, lembrando que o resultado dos exames deve ficar pronto entre dois e três dias, permitindo o início imediato do tratamento.

Durante a ação de saúde, um grupo de profissionais do Distrito de Saúde Norte (Disa Norte) também disponibilizou vacinas contra a febre amarela, hepatite B, difteria, tétano, sarampo, caxumba e rubéola.

Simaria exibe corpão na web e recebe elogios dos fãs

A cantora Simaria, da dupla com Simone, causou na web na quarta-feira (07). No Instagram, a artista exibiu o corpão ao compartilhar uma foto de biquíni e já conquistou mais de 700 mil likes na publicação.

Foto: Reprodução/Instagram

"Um dia desses", escreveu a 'coleguinha' na legenda. Nos comentários, houve uma sequência de elogios. “Perfeita, linda e extraordinária”, disse um internauta. “Mais linda do século”, opinou outro. “Oitava maravilha do mundo”, afirmou mais um.

Afastada dos shows mais uma vez após recaída em quadro de tuberculose ganglionar, a cantora Simaria aproveita o tempo livre para descansar e se fortalecer para voltar com a agenda de shows quando estiver oficialmente curada.Saiba mais no iBahia.

Casos de tuberculose em Manaus passam de dois mil em 2017

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em Manaus (AM) contabilizou 2.290 casos novos de tuberculose em 2017. Segundo a pasta, a incidência da doença na capital ainda é considerada alta. A ampliação do número de Unidades Básicas com teste rápido para HIV implantado tem contribuído diretamente para a melhora desse indicador. A entrevista é com a responsável técnica da tuberculose da Semsa, Dinah Cordeiro.

Mais de 20 pessoas fazem tratamento contra tuberculose em Guajará-Mirim

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. Em Guajará-Mirim (RO), atualmente, 23 pessoas estão em tratamento, dados que preocupam os órgãos de saúde do município.

Para falar sobre o assunto, Lena Mendonça recebe, no Audiência Pública Guajará-Mirim desta quarta-feira (7), a fisioterapeuta do Programa de Atendimento Especializado (SAE), Cordélia Santana.

Para participar do Audiência Pública Guajará, envie mensagens para o (69) 99204-2848 (whatsapp) ou para o e-mail [email protected], de segunda à sexta.

Amazonas tem a maior taxa de incidência de tuberculose do país

O Amazonas registrou no ano passado 67,2 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes, mais do que o dobro da média nacional, que foi de 32,4 casos para o mesmo grupo. Os dados colocam o estado, pelo quarto ano seguido, em primeiro lugar no ranking das unidades da federação com as maiores taxas de incidência da doença no Brasil. Apenas um município amazonense, Uarini, não registrou casos da doença em 2016. Até o fim de maio de 2017, 1.108 casos novos foram confirmados no estado, 70 a menos em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados hoje (7) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS).
Foto:Reprodução/Rede Amazônica
A coordenadora estadual do Programa de Controle da Tuberculose da instituição, Marlucia Garrido, ressalta que não há um surto da doença no estado e que o alto número de casos está dentro do esperado, já que houve melhora no diagnóstico.

“Nós melhoramos muito o acesso e a qualidade do diagnóstico aqui. E isso refletiu no aumento do número de casos, principalmente com a implantação do teste rápido molecular, a partir de 2012, e depois com a descentralização. Isso tem sido de grande contribuição para o diagnóstico correto aqui no Amazonas”, afirmou a coordenadora.

Segundo Marlucia, a tuberculose é uma das doenças infecciosas que mais mata a população amazonense desde o século passado. São mais de 100 óbitos por ano. A falta de diagnóstico precoce e de tratamento são os principais fatores que contribuem para o alto número de casos.

“Essa situação de doença permanente na população, registrada em todos municípios do Amazonas, e que nem todos realizam busca ativa dos casos, faz com que as pessoas doentes transmitam para outras pessoas a bactéria. E a aí nós temos parte da população que está infectada com a bactéria e que, devido a vários fatores, pode adoecer a qualquer momento. Principalmente [em razão de] HIV, presença de diabetes, outras doenças imunossupressoras, as situações precárias de vida, má alimentação, associação com álcool e cigarro, drogas ilícitas e o próprio envelhecimento da população. A pobreza também está muito associada historicamente [à doença]”, explicou.

Sintomas e tratamento

Pessoas que apresentem tosse por mais de três semanas devem procurar um médico. Outros sintomas associados à tuberculose são falta de apetite, febre no final da tarde ou início da noite, perda de peso, sensação de fraqueza e suor noturno. O tratamento da doença, oferecido gratuitamente na rede pública de saúde, é feito com antibióticos e dura, no mínimo, seis meses.

“No mínimo, o tempo necessário para curar a doença é de seis meses. Por isso, a pessoa que iniciou o tratamento não pode parar antes de ser avaliada e receber alta com comprovação da cura. As pessoas melhoram no primeiro ou no segundo mês, os sintomas desaparecem, mas isso não significa cura porque as bactérias não morrem de uma vez. É necessário manter o tratamento pelos seis meses, mesmo que a pessoa não esteja sentindo mais nada, para eliminar qualquer possibilidade de permanecerem bactérias ainda vivas no organismo, que possam depois voltar numa situação de reincidência da doença, que pode ser mais grave e criar resistência ao antibiótico”, ressaltou a coordenadora da FVS.