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Domingo, 09 Mai 2021

'Anna Karoline 3': profissionais revivem em memórias a tragédia que matou 40 no Rio Amazonas

Foram quase 40 dias de buscas na região, sem rede de telecomunicações, numa área florestal que divide os estados do Amapá e o Pará

Abalado', diz pai de atleta rondoniense que joga na base do Flamengo-RJ

'Ele está abalado’, diz pai de atleta da base do Flamengo - RJ, que morava em Ariquemes, RO. O incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã da última sexta-feira, (8), deixou vítimas fatais.

De acordo com informações do Globo Esporte Rondônia, o pai de Victor Thiago, conhecido como Vitinho, de 13 anos, conta que o jovem treina no ct do Flamengo-RJ, há um ano, mas que o filho está de férias em Ariquemes.


Foto: Reproduçao/GE Rondônia

"Era pra ele (Vitinho) ter ido para o Rio de Janeiro no fim de semana passado, mas precisava fazer o passaporte. Ele só pôde fazer essa semana. Ele retornaria ao Rio amanhã", disse o pai do atleta Melquisedeque Rodrigues.

Segundo Melquisedeque, após a tragédia no Ninho do Urubu, que tem confirmado o número de 10 mortos, pelo Corpo de Bombeiros, o filho está comovido, mas ainda sonha com o futuro no futebol.

"Com esse acontecimento ainda não está confirmado a volta dele pra amanhã. Sei que meu filho está abalado, pois ele conhecia várias das vítimas e tinha contato com elas. Principalmente com o goleiro Bernardo. Nesse momento ficamos meio pensativo, claro. Mas é um sonho dele, tem que levantar a cabeça e jogar agora pelos colegas que se foram", conta.

Segundo Sol: Lourival flagra caso lésbico da mulher e morre soterrado

Uma tragédia vai acontecer nos próximos capítulos da novela 'Segundo Sol'. De acordo com informações do Notícias da TV, do 'Uol', Lourival (Jackson Costa) vai descobrir o romance da esposa Selma (Carol Fazu) com Maura (Nanda Costa).

Tudo começa no capítulo desta terça (05), quando as duas se encontram na praça pública. "Essa noite sonhei que a gente tava morando junto. Foi um sonho tão forte que, quando acordei, quase contei pro Lourival sobre a gente", diz a costureira. "Se meu pai souber, ele me mata", responde a policial.

"Eu não acredito, ele não faria isso! Tá sendo muito sofrido ficar assim, dez minutinhos juntas, escondidas pelos cantos, com você tensa, morrendo de medo que nos vejam", retruca Selma. Maura começa a chorar: "não força a barra, Selma, meu pai não pode saber... ele não vai entender nunca".
Foto:Reprodução/iBahia
A vizinha, então, faz um carinho no rosto da jovem para consolá-la e o petroleiro passa na praça no momento e flagra tudo. Revoltado, Lourival entra em casa furioso e violento, rasga a colcha que a mulher fez com a policial e dispara: "desgraçada! Falsa! Eu devia te esfolar toda!". Sem entender a atitude do marido, a moça questiona o que aconteceu. "Eu descobri quem você é, Selma!", fala. "Tá louco? Do que você tá falando?", pergunta ela. "Sapata sem vergonha! Eu sou casado com uma fanchona", detona ele.

É neste momento que ela decide dizer toda a verdade. "É isso mesmo... E se você quer saber, eu amo a Maura!", enfrenta ela. Entre risos nervosos, ele rebate: "Isso é uma piada de mau gosto... Minha esposa é lésbica! Gosta de mulher! Isso é pior que enviuvar!". "Eu quero o divórcio, Lourival, já pedi antes, eu quero sair daqui e viver minha vida com ela, ser feliz", afirma ela. "Essa vergonha eu não vou passar. Eu não vou ser trocado por uma mulher! Uma mulher!", responde o petroleiro.

Bêbado, Lourival ameaça contar tudo para a família de Maura, mas Selma se coloca em sua frente e ele perde o controle. "Por que isso, Selma, por quê?  Eu te amo! Te amo", diz, desesperado. O marido da costureira começa a socar a parede do apartamento, já tomada pelas rachaduras e, segundo o texto indica, "de repente, o teto desaba sobre ele. Selma escapa por um triz. Um silêncio sepulcral. Quando a poeira baixa, Selma olha a cena, desesperada".

"Lourival?", chama Selma. Ele vai ser socorrido, passa por uma cirurgia, mas não resiste. "Eu conversei com o doutor que atendeu o Lourival. Infelizmente as notícias não são boas. Seja forte, vizinha, seu marido acaba de falecer", diz Agenor (Roberto Bonfim). "Não! Não pode ser! É muito cruel ele morrer assim", desabafa a moça.

Aos prantos, Selma arma um barraco na sala de espera do hospital e dispara: "Isso é assassinato! O prédio tava caindo e ninguém fez nada! Mataram meu marido! A Construtora Athayde matou meu marido". O barraco vai ser filmado e exibido na televisão, o que gera dores de cabeça para Severo (Odilon Wagner) e Edgar (Caco Ciocler), responsáveis pelo projeto do edifício.

Temporal rompe barragens e deixa duas crianças mortas em Paragominas

A prefeitura de Paragominas, no Pará, decretou estado de calamidade pública por causa dos danos causados pelas fortes chuvas, enxurradas e alagamentos que atingiram o município desde a madrugada de quinta-feira (12). Duas crianças morreram. O rompimento de pelo menos três barragens na região contribuiu para o aumento do volume de água. O nível do Rio Uraim, o principal do município, se elevou em 4 metros.

Foto: Melquizedeque Sousa
Casas foram atingidas pelas águas em 14 bairros da cidade, mais de 350 famílias foram afetadas e aproximadamente 100 estão desabrigadas. A enxurrada também rompeu a rodovia PA-256, exatamente no trecho que havia sido recuperado e liberado para o trânsito no início desta semana pelo governo estadual. Várias rodovias do estado tiveram problemas por causa da chuva.

Segundo a prefeitura, as chuvas já diminuíram hoje (13) e o nível do rio está baixando.
Foto: Melquizedeque Sousa
Rompimento de barragens

Ontem (12), equipes da prefeitura fizeram um sobrevoo pela cidade e detectaram o rompimento de pelo menos três barragens de rio em propriedades particulares usadas, por exemplo, para criação de peixes.

A Secretaria de Meio Ambiente de Paragominas está fazendo um levantamento sobre a situação dessas barragens para confirmar quantas se romperam e avaliar se ainda existe risco.

O governo do estado e o Ministério Público do Pará também acompanham a situação.
Foto: Melquizedeque Sousa
Assistência à população

A prefeitura de Paragominas disponibilizou pontos de abrigo na cidade, nas escolas Maria da Silva Nunes, Salmonozor Brasil, Reginaldo Souza Lima, Amilcar B. Tocantins e Sonia M Terzella; no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) Camboatã; e no Ginásio de Esportes.

As pessoas que tiveram suas casas invadidas pela água da chuva podem se dirigir a esses locais.A Secretaria de Assistência Social também está realizando o cadastro das famílias atingidas para que possam receber benefícios do governo ou doações. O atendimento é feito na sede da secretaria e nos CRAS Morada do Sol (Casequinha), Jaderlândia e Camboatã.

Segundo a Defesa Civil do estado, 21 municípios registram situação de emergência por causa das chuvas no Pará. A situação persiste desde o mês de dezembro, quando foram registrados alagamentos, enxurradas e inundações.

Tragédia com o avião da Chapecoense completa um ano; relembre

Faltavam dois minutos para as 22h (horário local) do dia 28 de novembro de 2016 quando o voo 2933 da empresa boliviana LaMia caiu no morro El Gordo, a 35 quilômetros do aeroporto de Medellin, na Colômbia. A bordo, estavam 77 passageiros de um voo charter contratado pela Associação Chapecoense de Futebol, o clube de Chapecó (SC). A equipe do interior do estado catarinense acabava de realizar uma façanha: ia disputar a final da Copa Sul Americana contra o Atlético Nacional, de Medellin. A partida seria disputada no dia seguinte, no primeiro jogo pelo título.
A alegria dos jogadores, da comissão técnica, e dos jornalistas a bordo deu lugar ao horror. Na escuridão da noite o avião bateu de barriga no alto do morro, capotou e se despedaçou encosta a baixo, deixando um rastro de destruição.
Quando as equipes dos bombeiros voluntários da cidade de La Unión conseguiram chegar ao local quase uma hora depois, apenas sete pessoas ainda estava vivas. Três eram jogadores do time: o goleiro Jackson Follman, o zagueiro Helio Zampier Neto e o lateral Alan Ruschel. Dos 20 jornalistas, apenas o locutor da Radio Oeste de Chapecó, Rafael Renzi, estava vivo. Os outros dois sobreviventes eram tripulantes: a comissária de bordo Ximena Suárez e o técnico de voo Erwin Tumiri. O sétimo passageiro encontrado com vida era o goleiro principal Marcos Danilo Padilha, que chegou a ser encaminhado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.  
Foto: Divulgação / Policia de Antioquia
Um piloto perdido
Minutos antes da queda, o piloto Miguel Quiroga avisou a torre de controle do aeroporto de Rionegro que estava com problemas elétricos e pediu as coordenadas para um pouso de emergência. O avião estava a menos de cinco minutos da cabeceira da pista, mas no dramático diálogo com a torre ficou gravada a desorientação de Quiroga. Ele parecia não saber ao certo sua posição e não entendia as instruções da controladora Yaneth Molina que, por sua vez, não conseguia ver a aeronave no radar. Quando finalmente Quiroga admitiu que estava sem combustível, a torre perdeu o contato.
Avisada por moradores que ouviram o barulho da queda, a Polícia Nacional da Colômbia acionou o modesto grupamento de bombeiros voluntários de La Unión que, em pouco mais de meia hora, conseguiram chegar ao Cerro El Gordo e iniciaram a busca por sobreviventes.  
Foto: Divulgação / Policia de Antioquia
Um plano de voo errado
Enquanto as equipes de resgate vasculhavam os destroços em busca de sobreviventes, as autoridades aeronáuticas no Brasil, na Colômbia e na Bolívia começavam a procurar respostas para as circunstâncias do acidente. E as primeiras informações vindas da Bolívia, de onde o voo 2933 havia decolado, eram desconcertantes.
O avião tinha saído do aeroporto de Santa Cruz de la Sierra com um plano de voo que, segundo a funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo, "estava errado". Os valores do tempo de voo até Medellin – 4 horas e 22 minutos - eram exatamente os mesmos valores da autonomia de combustível. Isso não dava a margem de segurança necessária para uma situação inesperada. Celia assegura que avisou o problema ao despachante da LaMia, que morreu no acidente.
Em seu depoimento ela disse que ele ignorou o aviso e o avião decolou. Celia, que pediu abrigo ao governo brasileiro, ainda se defende da acusação de homicídio culposo na Justiça boliviana. E se justifica: “Minha função era apenas checar o preenchimento do plano de voo e avisar sobre alguma irregularidade, mas eu não tinha autoridade para impedir a decolagem”.
Para os investigadores do acidente, o avião não poderia jamais ter levantado voo. E isso deixava uma nova pergunta sem resposta: por que o piloto havia decidido voar diretamente para Medellin, no limite de segurança do combustível, se podia ter feito uma escala para abastecimento?  
Foto: Divulgação
E uma companhia aérea suspeita
O Avro RJ85 é um avião equipado com quatro motores que lhe dão uma autonomia de voo de até 3 mil quilômetros, segundo dados da fabricante British Aerospace. Pode transportar com segurança até 112 passageiros e nove tripulantes. O aparelho tinha sido fabricado em 1999 e comprado por uma empresa americana que o vendeu em 2007 para a City Jet, uma companhia irlandesa de linhas regionais.
Em 2013 o avião foi vendido para a Línea Aérea Merideña Internacional de Aviación (LaMia), uma empresa regional fundada em 2010 na Venezuela pelo empresário Ricardo Albacete Vidal. Antes de ingressar no ramo da aviação civil, Albacete teve empresas nos setores metalúrgicos e petrolíferos e sempre esteve envolvido em política, chegando a ser senador. Ele convidou o lobista chinês Sam Pa, para se associar à LaMia, mas não foi um bom negócio: em 2011 Sam Pa foi preso na China e Albacete dissolveu a empresa.
A LaMia ressurgiu em 2013, com o nome de Línea Aerea Margarita, mas usando o mesmo logotipo e com foco em voos internacionais. Sua estratégia para conquistar o mercado foi agressiva, oferecendo preços até 40% mais baratos do que a concorrência. Assim, a nova empresa acabou atraindo uma clientela muito lucrativa: os times de futebol que viajavam pelo continente durante os campeonatos. Informalmente, a LaMia passou a ser a transportadora preferida da Confederação Sul Americana de Futebol (Conmebol).
Quando o voo 2933 caiu na Colômbia, Albacete negou que o avião fosse da sua LaMia, que teria arrendado seus aviões para a LaMia boliviana. O que ele não mencionou foi que a LaMia boliviana tinha sido criada por ele mesmo, em sociedade com o piloto Miguel Quiroga, que comandava o fatídico voo.Os jogadores que sobreviveram
O goleiro Jackson Follman, primeiro sobrevivente a ser resgatado dos escombros, não se lembra exatamente o que aconteceu. Tudo que ele recorda é que estava sentado perto dos três companheiros que sobreviveram com ele, o zagueiro Neto, o lateral Alan e o jornalista Rafael Renzi e todos estavam conversando animadamente. Então as luzes da cabine se apagaram e ele desmaiou.
Follman costuma dizer, em entrevistas, que se deu conta de que o avião tinha caído quando voltou a si na escuridão total, no meio dos destroços. E pensou: “O avião caiu. Todo mundo se salvou. Estão todos vivos”. Ao ver os focos das lanternas dos bombeiros no meio da mata, Follman reuniu forças para gritar por socorro. Levado de helicóptero ao hospital, ele teve parte da perna direita amputada. Em longas cirurgias, os médicos conseguiram reconstruir o calcanhar do pé esquerdo e uma vértebra cervical que, por sorte, não atingiu a medula.  
Foto: Reprodução / Agência Brasil
O lateral Alan Ruschel também estava muito ferido e foi levado ao hospital de caminhonete, por dois moradores de La Unión. Embora estivesse consciente o tempo todo, Alan tinha um problema grave: uma fratura na coluna que poderia deixá-lo tetraplégico. Mas, nas horas seguintes, os médicos do Hospital San Vicente descartaram o risco.
O zagueiro Helio Neto ficou sete horas nos escombros e foi o último a ser resgatado. Os socorristas já tinham desistido de encontrar mais sobreviventes quando um deles ouviu gemidos e voltou para localizar o chamado. No entanto, seu estado era tão crítico que os médicos chegaram a prevenir seus familiares de que não alimentassem muitas esperanças.
E um time que ressuscitou
Quando a notícia chegou a Chapecó, já na madrugada do dia 29, os 200 mil habitantes foram sendo despertados pelos relatos da tragédia e a cidade mergulhou na dor e no luto. Do sonho de uma conquista esportiva para o pesadelo inimaginável: os chapecoenses tinham perdido seus jogadores, seus dirigentes e jornalistas que relatariam a vitória tão esperada. E só havia um lugar onde eles queriam estar: a Arena Condá, o estádio do clube.
Na noite de quarta-feira, quando o time deveria estar jogando em Medellin, os torcedores lotaram as arquibancadas para chorar, cantar o hino do clube e gritar a saudação que tinha guardada no peito: “É campeão!”. Simultaneamente, em Medellin, colombianos lotaram o estádio Atanasio Girardot, onde o jogo contra a Chapecoense deveria ocorrer, para homenagear o time brasileiro.
O luto de Chapecó se espalhou pelo Brasil e o mundo. Nas redes sociais, torcedores de equipes adversárias começaram a pintar de verde os distintivos de seus próprios times e a frase: “Somos Chape”. Era o início da reação para reconstruir o sonho e o time.  
Foto: Divulgação / Agência Brasil
Virada
A Chapecoense já não tinha mais um time titular para entrar em campo, uma vez que quase todos os jogadores morreram no acidente. Nem uma comissão técnica, nem mesmo o presidente do clube, que morreu no acidente. Mas ali, na Arena Condá, estavam os jogadores que não tinham viajado para a Colômbia. Neles, a torcida enxergava a esperança de um recomeço para formar o novo time para a temporada de 2017.
O troféu de Campeão Sul Americano, entregue à Chapecoense pela Conmebol depois que o Atlético Nacional decidiu abrir mão do título, não era apenas simbólico. O prêmio pelo título foi de US$ 2 milhões e a vaga na Recopa rendeu mais US$ 1 milhão. Por ser campeã sul americana, a Chape garantiu também vaga na Libertadores e mais US$ 1,8 mil pelos três jogos como mandante de campo.
Foto: Reprodução / Agência Brasil
Com as finanças reforçadas, o clube reconstruiu o time e conquistou o título do campeonato catarinense de 2017. E mesmo depois de ter tropeçado na série A do Brasileirão, a Chape conseguiu escapar do rebaixamento e continuará em 2018 na principal divisão do futebol profissional brasileiro.
Uma das maiores emoções vividas pelo time e sua torcida depois da tragédia foi em agosto deste ano, quando a equipe pisou no gramado do Nou Camp em Barcelona para um amistoso contra o time da casa, recebendo a homenagem de um estádio lotado. As imagens dos jogadores mortos foram projetadas no telão e o ex-goleiro Follman, agora embaixador do clube, e o zagueiro Helio, deram o chute inicial da partida.
Entre os jogadores escalados para a partida, estava Alan Ruschel, que os médicos colombianos temiam que não voltasse a andar. Ele saiu de campo após 35 minutos de jogo, com a camisa assinada por Messi e a homenagem da torcida. Em Chapecó, o grito da torcida voltou a ecoar: “O campeão voltou!”.

Em Rondônia, peão é pisoteado por touro e morre; confira o vídeo

O que era para ser apenas uma montaria tornou-se tragédia no distrito de Terra Boa em Alvorada do Oeste (município distante a 460 quilômetros de Porto Velho). Segundo reportagem do G1 Rondônia, um peão morreu após ser pisoteado por um touro. Espectadores do rodeio gravaram o momento em que o acidente acontece. Confira:


O vídeo mostra o peão profissional montando no touro, em seguida a porteira é aberta e a montaria começa, pouco tempo depois o rapaz cai no chão e é pisoteado. Os palhaços do rodeio entram na arena e tentam afastar o animal, mas o mesmo volta em direção ao peão que estava caído no chão. Os espectadores começam a gritar da arquibancada e o locutor pede ajuda médica.

Domingos Montagner gravaria ritual indígena para novela na sexta-feira

Domingos Montagner deveria estar no set de gravação nesta sexta-feira, 16, às 8h, em Canindé, interior do Sergipe. A cena prevista era Santo participando de um ritual indígena no nascimento do filho de Olívia, papel de Giullia Buscacio, no mesmo lugar em que sofreu o acidente que o matou afogado.
De acordo com Bruno Garrido, fiscal de figuração da novela, todos da equipe estão muito abalados. “A ficha não caiu ainda, alguns não acreditam, outros choram. É muito lamentável”, conta ele, que está aguardando uma ordem da direção sobre o cronograma de gravações.
Bruno fez as últimas fotos de Domingos Montagner vivo. “Ele chegou bem cedo no set, antes das 8h. Ficamos conversando, batendo papo sobre a cidade. Domingos falou como era dura a vida no sertão, das poucas condições que as pessoas tinham para viver ali”, descreve.
Domingos até topou participar de uma brincadeira de Bruno com a mãe dele e com a mulher. “Elas queriam que o Domingos gravasse um vídeo, mas, poxa, não ia pedir isso a ele. Então fizemos uma selfie e mandei para elas zoando, querendo saber quem era mais santo”, explica.
Ator teria gravação nesta sexta-feira. Foto: Reprodução
Bruno diz que Domingos estava tranquilo, gravou apenas uma cena com Camila Pitanga e foi liberado para almoçar por volta do meio-dia. “Foi tudo muito rápido. Eles saíram do almoço e foram mergulhar, quando soubemos a tragédia já tinha acontecido em questão de segundos”, conta: “Na hora dois policiais passavam pelo local, logo seguiram num barquinho para as primeiras buscas. Uns meninos ribeirinhos também estavam na pedra e mergulharam para tentar o resgate, mas foi tarde demais”.
Diretor sobrevoou local com helicóptero
Assim que soube do acidente, Luiz Fernando Carvalho pegou um helicóptero e sobrevoou o local da tragédia enquanto barcos faziam buscas. “Este lugar é muito perigoso, tem correnteza para a direita, para a esquerda e redemoinhos no meio, segundo pescadores e a população dali”, descreve Bruno, que afirmou que é comum a equipe se refrescar nas águas do São Francisco: “Quase sempre, quando acabam as gravações, tem gente nadando, mas nunca ali, que era um lugar novo para todo mundo”.
Segundo o produtor, Camila e Domingos mergulhavam em águas que pareciam piscinas quando foram pulando entre as pedras. “Na terceira pedra deu problema e veio a correnteza. Camila também se desprendeu da pedra e Domingos a ajudou, quando ela deu a mão a ele, já não teve mais jeito”, diz ele, que permaneceu no local até a hora em que foi confirmada a morte: “Estamos todos arrasados. A cidade está em choque”. Saiba mais no iBahia.