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Sábado, 08 Mai 2021

Tabatinga, fronteira do Amazonas com a Colômbia, recebe usina de oxigênio

Tabatinga tem população estimada em 67,1 mil habitantes, dos quais cerca de 45% são indígenas.

Usina: Hospital Regional de Tabatinga terá capacidade de produzir oxigênio para 100% da unidade

Previsão é de que na próxima semana a produção independente esteja em funcionamento

Vestibular indígena da Unicamp faz provas em Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira

As inscrições para o processo seletivo já estão abertas e vão até 31 de janeiro de 2021. No total, serão oferecidas 88 vagas em cursos superiores, com início no segundo semestre de 2021

Vestibular indígena da Unicamp faz provas em Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira

Inscrições gratuitas poderão ser feitas até 31 de janeiro de 2021, exclusivamente pela internet.

Conheça Tabatinga, no Amazonas: história e cultura da cidade é contatada por pesquisadoras da UEA

O trabalho teve como base as descrições e iconografias de Tabatinga presentes em obras de viajantes ou militares que visitaram o local durante o século XIX e primeira metade do século XX.

Temendo violência em protestos, Colômbia fecha fronteiras com Brasil, Equador, Venezuela e Peru

O governo da Colombia anunciou o fechamento de todas as fronteiras com o Brasil, Equador, Venezuela e Peru devido aos protestos programados para hoje (21) em várias regiões do país. As fronteiras terrestres e fluviais ficarão fechadas até às 5h de sexta-feira (22).

Foto:Divulgação/Twitter @migracionCol

De acordo com Bogotá, a medida serve para "garantir plena normalidade das marchas".


Já segunda a mídia colombiana, a decisão do governo de fechar fronteiras foi tomada diante do temor de violência, após o servico de inteligencia do país detectar a intencão de estrangeiros de se infiltrarem nas manifestacões.


Os colombianos protestam contra reformas propostas pelo governo do presidente Iván Duque, como a trabalhista e a previdenciária.


Manifestantes devem tomar as ruas de Bogotá, Cartagena, Cali, Medellín, Bucaramanga e outras cidades do país, em uma greve geral apoiada por sindicados.

Dupla é presa em Manaus com armamento capaz de derrubar aviões

A Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, prendeu dois membros de uma quadrilha responsável pelo tráfico interestadual de drogas no Amazonas. Eles atuavam a partir de Tabatinga e estavam com armamento capaz de derrubar aviões.

UEA Tabatinga abre processo seletivo para contratação de professor auxiliar

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em Tabatinga, no Amazonas, informou a abertura de Processo Seletivo Simplificado para o preenchimento de uma vaga para atuar no Centro de Estudos Superiores de Tabatinga, para o cargo de professor auxiliar com jornada de trabalho de 40 horas.

Os pré-requisitos são possuir graduação em Psicologia, Pedagogia ou Superior completo com, no mínimo, especialização em educação ou áreas afins.

As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de março, na UEA de Tabatinga das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Para mais informações, acesse o site www.uea.edu.br.

Polícia Federal não é mais obrigada a fazer segurança de terras indígenas em Tabatinga

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em Brasília derrubou liminar que obrigava a Polícia Federal a realizar policiamento em terras indígenas de Tabatinga, no Amazonas. A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que não cabe à PF realizar policiamento ostensivo e que não possui efetivo policial suficiente para atuar na região.

Fronteira entre Brasil e Colômbia fecha por mais de 24 horas após protesto

Motoristas da Colômbia fecharam a fronteira entre Tabatinga (AM) e Letícia por 27 horas. Motoristas de transporte público e de carga protestaram contra a decisão da prefeitura de Tabatinga de cobrar uma taxa de anuidade para a circulação dentro do município. Estima-se que a taxa a ser cobrada é de R$ 440 ao ano.

Duzentos quilos de drogas são apreendidas escondidas em botijas de gás em Tabatinga

No Amazonas, a polícia apreendeu aproximadamente 200 quilos de cocaína que estavam escondidas em 16 botijas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). As botijas vinham em uma balsa do município de Tabatinga. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a balsa foi interceptada no rio Solimões, entre os municípios de Iranduba e Manacapuru.

Estudantes da área de saúde no Amazonas participam do AmazonLog17

Estudantes dos cursos de medicina e odontologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) participaram da maior operação militar de exercício de socorro humanitário já realizado na América do Sul, o Amazonlog17. A ação acontece desde o dia 6 no município de Tabatinga, na fronteira com o Peru e Colômbia. A entrevista é com o professor e reitor da Ufam, Sylvio Puga. 

Amazonlog reforça laço do Brasil com países vizinhos, destaca ministro

A simulação de resgate em situações de ajuda humanitária é o melhor caminho para reforçar a atuação conjunta do Brasil com países vizinhos. A avaliação é do ministro da Defesa, Raul Jungmann que visitou o exercício multinacional de simulação de ajuda humanitária, Amazonlog, na tríplice fronteira com o Peru e a Bolívia. A atividade, executada em parceria com os países vizinhos, reuniu cerca de duas mil pessoas em Tabatinga, no Amazonas.
A cidade fica distante cerca de 1,1 mil quilômetros de Manaus. Só é possível chegar de barco ou avião. O município, com pouco mais de 60 mil habitantes, está localizado na tríplice fronteira com as cidades de Santa Rosa, no Peru, e Letícia, na Colômbia. A cidade foi escolhida pelos militares devido ao difícil acesso e à falta de estrutura, como comunicações, estradas, dificuldades para conseguir grande quantidade de alimentos.
“Aqui, países que são nossos amigos e vizinhos trabalham conosco, exercitam conosco como atender nossas populações, como alimentá-las, como fazer sua triagem e como dar conforto em situações que muitas vezes são de grande calamidade e podem envolver perda de vidas”, disse o ministro, após visitar a base internacional montada para abrigar as tropas.    
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Jungmann presenciou a simulação de distribuição de cargas com vacinas para a população vítima de um surto de hepatite e sobrevoou a demonstração de medidas para atender a população na possibilidade de explosão de embarcações no Rio Solimões.
As atividades fazem parte de um conjunto de simulações das Forças Armadas para treinar procedimentos de ajuda humanitária em caso de catástrofes como secas, enchentes, terremotos. Uma base militar multinacional foi montada para dar suporte a militares e socorro emergencial às “vítimas”.
As ações contam com a participação de diversos órgãos governamentais como a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a Fundação Nacional do Índio (Funai), a Defesa Civil, o Ministério das Relações Exteriores.
As simulações envolveram o uso de helicópteros, aviões, além de diversas embarcações para as ações de simulação de acidentes. Também foram feitos atendimentos de saúde para a população ribeirinha e comunidades indígenas do Brasil e dos países vizinhos. Alguns dos exercícios contam com a participação de "figurantes".    
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
EUA
O exercício, previsto para terminar hoje (13) conta com a presença de militares dos Estados Unidos e de outros países. A presença dos americanos foi motivo de polêmica. Parlamentares da oposição questionaram a presença dos norte-americanos com o argumento de que isso poderia representar uma ameaça à soberania do país.
Pelo Brasil, participam cerca de 1.550 militares; a Colômbia enviou 150; o Peru, 120; e os Estados Unidos, 30. Os americanos participaram como observadores integrados. Eles cederam uma aeronave C-130 para deslocamento de equipamentos e pessoal. Outros países, como Alemanha, Rússia, Canadá, Venezuela, França, Reino Unido e Japão, também enviaram observadores.   
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Para o ministro, essas críticas em relação à participação dos EUA são “míopes”. “Isso mostra total desconhecimento, porque já participamos desse mesmo exercício nos EUA, sem qualquer problema”, disse.“A atividade reforça a ideia de ajuda humanitária. Temos que dar as mãos quando se trata de atender as populações. Quando houve catástrofes no Peru; no Chile, nós lá estávamos... a forma como a Colômbia tratou a Chapecoense depois do acidente. É isso que queremos: ajuda mútua em favor dos nossos povos”, acrescentou o ministro ao se referir ao acidente de avião com o time brasileiro que matou 71 pessoas e deixou apenas quatro sobreviventes.
  Roraima
De Tabatinga, o ministro voou para Roraima, onde desceu na região de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Lá, ele acompanhou a situação dos venezuelanos que estão migrando para o lado brasileiro. Recentemente, a cidade inaugurou um abrigo com capacidade para 200 pessoas. “Hoje as Forças Armadas e outras agências já cuidam de boa parte do atendimento das pessoas que chegam ao Brasil através de Roraima e vamos continuar ajudando e na medida em que se faça necessário”, destacou.
O Brasil é o segundo país do mundo que mais recebe venezuelanos. Em primeiro lugar estão os EUA com 18,3 mil pessoas. Aqui, até o momento foram cerca de 13 mil solicitações de refúgio. Os dados são da agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).   

Prefeito de Tabatinga defende presença militar na tríplice fronteira

O governo federal deveria ter maior atenção e presença nas zonas de tríplice fronteira para dar mais efetividade no enfrentamento a problemas como o tráfico de armas e drogas. A avaliação é do prefeito de Tabatinga, Saul Bemerguy (PSD), cidade localizada na fronteira com o Peru e a Colômbia, que é palco, até o dia 13, de um exercício internacional de simulação de ajuda humanitária na Região Amazônica, o AmazonLog17, que teve início ontem com o atendimento médico à população. As informações são da Agência Brasil.
Foto:Reprodução/Exército Brasileiro
A região da tríplice fronteira, formada pelas cidades de Tabatinga, Letícia, na Colômbia, e Santa Rosa, no Peru, é considerada pelo governo brasileiro uma das principais rotas do tráfico de cocaína no Norte do país. Segundo o prefeito, a visibilidade que o município está conseguindo com o evento pode se traduzir em obras de infraestrutura para a cidade. Ele disse acreditar que o treinamento pode ajudar a divulgar as dificuldades que a cidade enfrenta.
“O evento vai melhorar a nossa situação, eu acredito que pelo menos deve chamar mais atenção. E estamos preparados para divulgar o lado positivo e as nossas dificuldades”, disse.
Tabatinga fica distante cerca de 1,1 mil quilômetros de Manaus, onde só é possível chegar de barco ou avião. A cidade, com pouco mais de 60 mil habitantes, está localizada na tríplice fronteira com as cidades de Santa Rosa, no Peru, e Letícia, capital da província de Amazonas, na Colômbia.
Segundo o prefeito, se houvesse maior atenção com as zonas de fronteiras, haveria menor necessidade do uso das Forças Armadas e de policiais em operações como a que ocorre hoje em comunidades de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Os militares e policiais ocupam o Complexo do Salgueiro e a comunidade do Anaia, segundo a Secretaria Estadual de Segurança.
“Os congressistas e o governo deveriam olhar para cá com bons olhos e conhecer a área de fronteira, porque os policiais estão morrendo nas capitais dos estados e tudo passa por aqui: seja o tráfico de drogas, de armas, e tudo. E se não tem infraestrutra e segurança aqui, acabou. Não somos nós, que, sozinhos, vamos conseguir acabar com isso”, disse. "As autoridades precisam entender que o Brasil começa a aqui”, acrescentou.
Sem acesso de qualidade a diversos equipamentos e serviços públicos, a preocupação da população local é menos com a interação das tropas para o exercício militar e mais com um possível legado em acesso a serviços, especialmente os de saúde. Tabatinga conta apenas com uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e uma Unidade Básica de Saúde. A maioria dos atendimentos fica a cargo do Hospital de Guarnição do Exército.
Ontem, as atividades do AmazonLog tiveram início com a prestação de atendimento de saúde à população de Tabatinga e da região. Os militares afirmaram que o evento deixará um legado, mas lembraram que não são os responsáveis por suprir as demandas da localidade e que as soluções devem ser construídas com a participação de todas as esferas de governo.
Uma das preocupações do prefeito é com a sobrecarga dos equipamentos públicos, como no caso da área da saúde. Bemerguy disse que, apesar dos números oficiais apontarem para uma população de cerca de 65 mil pessoas em Tabatinga, o contingente atual está próximo dos 68 mil. O número, segundo o prefeito, pode ser maior se a população flutuante que cruza a fronteira em busca de serviços for contabilizada.
"Aqui, somos pólo regional de nove municípios do Amazonas, mas não só. No total são 25, porque temos o Peru e a Colômbia. E quando entra alguém no posto de saúde não tem essa questão de nacionalidade; é a vida que importa. O mesmo quando se trafega na rua. Se a rua quebra, se jogam lixo, acabamos pagando uma conta que não é nossa, pois temos aqui de 30% a 40% de um fluxo de pessoas, que gira em torno do município e que não é daqui”, afirmou.“Nosso maior gargalo é infraestrutra. Temos 200 km de ruas no barro, esgoto a céu aberto, não temos saneamento, temos um déficit de 120 salas de aula”, acrescentou.
Segundo o prefeito, além de investimentos em obras de infraestrutura, como saneamento básico e pavimentação, outra medida que deveria ser tomada é aumentar o efetivo policial na região, tanto de policiais civis e militares, quanto de federais. Bemerguy acredita que se houvesse sete viaturas, seis motos e um efetivo de 80 policiais militares, a cidade estaria com uma boa estrutura de segurança.
Para o AmazonLog17, a cidade recebeu temporariamente cinco viaturas da polícia militar e 60 policiais que estão atuando no policiamento ostensivo. “É gente de todo o lugar do mundo que acaba passando aqui e o que deve ser feito, nesse tipo de situação, a Colômbia já está fazendo. Lá, eles colocaram cerca de 300 a 400 policiais de todas as Forças para atuar do lado deles da fronteira.
"No nosso caso, os policiais federais aqui são poucos e ficam restritos ao controle de imigração. Eles não têm estrutura; a Receita Federal também só tem cinco funcionários que acabam trabalhando somente para dar assistência à Polícia Federal [PF]”, ressaltou.
No dia 7 de outubro, uma carga de 776 kg de drogas foi apreendida em Tabatinga. Os entorpecentes foram interceptados durante operação da PF com apoio das polícias Civil e Militar do Amazonas. Um dia antes da operação, dois policiais que atuavam na região foram feridos durante troca de tiros, em confronto com supostos traficantes.
Em março, cerca de 1,7 toneladas de maconha e cocaína foram apreendidas pela Marinha, durante abordagem a uma embarcação perto do pelotão de Vila Bitencourt, em Tabatinga. Também foram apreendidos um fuzil calibre 556 e munições.
Zona de Fronteira
O Brasil tem ao todo nove zonas de tríplice fronteira, a maioria delas na Região Norte, onde existem 9.762 km de fronteira brasileira da região com Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia. Entre elas, a de Tabatinga, a de São Gabriel da Cachoeira (com Colômbia e Venezuela) e a de Atalaia do Norte (Colômbia e Peru), todas no Amazonas. O avanço do crime organizado na região é uma das principais preocupações das autoridades. Atualmente, 21 mil militares estão na região.
Uma das preocupações é que o contigenciamento de gastos feito pelo governo federal prejudique a atuação das Forças Armadas. Somente o Exército sofreu, em 2017, contingenciamento de 43%. Em agosto, os ministros da Defesa de Brasil, Raul Jungmann, e do Peru, Jorge Montesinos, discutiram, em Tabatinga, sobre ações bilaterais de combate ao tráfico de drogas e armas, além do combate aos crimes ambientais na região de fronteira entres países. Foi a segunda vez que o ministro esteve em Tabatinga este ano. Na ocasião, Jungmann chegou a afirmar que contingenciamento de recursos não afeta operações de segurança nas fronteiras.
AmazonLog
Participam do AmazonLog cerca de 2 mil pessoas. Além dos exércitos do Brasil, da Colômbia e do Peru, há militares dos Estados Unidos. Do Brasil, participam cerca de 1.550 militares; a Colômbia deve enviar 150; o Peru, 120; e, os Estados Unidos, 30. Outros países, como Alemanha, Rússia, Canadá, Venezuela, França, Reino Unido e Japão levarão menos de dez representantes cada. A maioria dos militares começou a chegar à cidade no domingo (5).
A atividade envolve unidades de transporte, logística, manutenção, suprimento, evacuação e engenharia. No caso de catástrofes, por exemplo, requer o planejamento logístico de deslocamento de equipamentos, suprimentos e equipes até o local da ação. Durante o treinamento, são realizadas simulações do preparo da área, do atendimento aos feridos e da evacuação do local.
Segundo o Exército, parte da estrutura montada para o AmazonLog17 ficará como benefício para a cidade, a exemplo da manutenção realizada na rede elétrica de parte da cidade. O local de realização do exercício de logística poderá ser posteriormente transformado em área de lazer para a população.
Além de capacitar militares das Forças Armadas, o evento tem como objetivo promover uma atuação mais integrada das instituições que atuam em catástrofes naturais e acidentes, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, secretarias estaduais e polícias militar e civil.

Evento reúne militares do Brasil, Peru e Colômbia em fronteira no Amazonas

O evento militar AmazonLog17, exercício de logística multinacional que reúne militares do Brasil, Peru e Colômbia, teve início nesta segunda-feira (6) em Tabatinga, no Amazonas. Tropas de mais de 20 países são recebidas para observar o trabalho realizado pela primeira vez pelo Exército Brasileiro.
Além disso, o exército atua em obras da rodovia BR-163 - projetada nos anos 1970 para escoar o agronegócio desde a região Sul do País para a região Norte, entre o Pará e Mato Grosso - em processo de asfaltamento na região Norte.
Os entrevistados são o General Antonio Miotto, Comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), e o General de Brigada Viana, Comandante do 2° Grupamento de Engenharia.

Militares vão prestar ajuda humanitária a populações desassistidas da Amazônia

A poucos dias do início do AmazonLog17, exercício de logística multinacional envolvendo militares do BrasilPeru, da Colômbia e observadores de outros países, o efetivo do Exército brasileiro trabalha para finalizar os preparativos da Base de Logística Internacional, que receberá as tropas. 

O foco do exercício, que será realizado no período de 6 a 13 de novembro, é a coordenação de ações no apoio a civis e efetivos militares empregados em regiões remotas e desassistidas, a exemplo do que ocorre em operações de ajuda humanitária, catástrofes e missões de paz.

Esta é a primeira vez que o Exército brasileiro realiza um evento multinacional dessa magnitude. Já foram finalizadas cerca de 70% de toda a infraestrutura para o evento, como o hospital de campanha para os treinamentos de socorro, alojamentos, alimentação e comunicação.  

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O exercício será realizado em Tabatinga, no Amazonas, distante cerca de 1,1 mil quilômetros de Manaus, onde só é possível chegar de barco ou avião. A cidade, com pouco mais de 60 mil habitantes, está localizada na tríplice fronteira com as cidades de Santa Rosa, no Peru, de onde é separada por uma pequena travessia de barco, e por uma rua de Letícia, capital da província de Amazonas, na Colômbia.

São esperados cerca de 2 mil participantes. Além das três armas do Brasil, Colômbia e Peru, também acompanham militares de outros países sul-americanos e de observadores. Entre estes haverá militares da Rússia, dos Estados Unidos, do Canadá, da Alemanha, França, do Reino Unido e do Japão. A expectativa é de que a maioria dos militares comece a chegar à área do evento a partir de domingo (5).

A região é conhecida pelas altas temperaturas, chuvas constantes, dificuldade de acesso, vegetação densa, infraestrutura carente, desafiando os meios que precisam ser empregados para se alcançar os objetivos. Por enfrentarem situações semelhantes, o exercício servirá para maior integração em caso de necessidade de ação conjunta das forças dos países vizinhos.

Foto: Reprodução / Senado Federal

A atividade envolve unidades de transporte, logística, manutenção, suprimento, evacuação e engenharia. No caso de catástrofes, por exemplo, isso implica planejamento logístico de deslocamento equipamentos e os suprimentos e equipes até o local da ação. Além de preparar a área, é preciso pensar em como atender os feridos e evacuar as pessoas.

“Por isso, esse evento envolve simulações de alguns tipos de incidentes comuns a catástrofes e a discussão a respeito de problemas comuns a essas situações”, disse o coronel Lupchinski, um dos responsáveis pela comunicação da AmazonLog, à Agência Brasil.

Comunidades

Também serão feitos atendimentos às comunidades que vivem na região, inclusive indígenas e ribeirinhos do Brasil e dos países vizinhos. De acordo com o cel. Marques, coordenador da área de saúde do AmazonLog, inicialmente os atendimentos serão feitos no Hospital de Guarnição de Tabatinga. Depois haverá deslocamento de equipes para atender às demandas de localidades mais distantes.

“Estamos aqui para atender nas especialidades de clínica geral, ginecologia, pediatria e um cirurgião, que vai ficar no Hospital de Guarnição de Tabatinga, e um de ultrassonografia. Começaremos no hospital no dia 6 e estenderemos até o dia 10 e depois aos pelotões especiais de fronteira e alguns atendimentos em comumidades indígenas”, disse o cel. Marques.

Foto: Reprodução / Agência Brasil
O exercício visa não só a capacitar militares das Forças Armadas, como também a promover uma maior integração entre os membros das principais instituições responsáveis por socorrer as vítimas de catástrofes naturais e acidentes, como, por exemplo, Defesa Civil, Corpo de Bombeiro, secretarias estaduais, polícias Militar e Civil.

O evento dedicará um dia para discutir e propor soluções para problemas da região como a geração de energia ele trica em algumas a reas remotas da Amazônia em função da logística exigida pelos equipamentos mais utilizados. Mesmo problema que afeta a realização de construções e a infraestrutura de comunicações.

“As comunicações dentro do Espaço Amazônico são reconhecidamente precárias, dificultando o cumprimento das demandas locais e, praticamente, impedindo, ou dificultando severamente, a implementação de tecnologias remotas, voltadas para a saúde, educação, segurança e tantas outras necessidades das populações mais isoladas, que são privadas dos benefícios alcançados por outras regiões do pais”, diz documento elaborado pelo Exército.

Outro ponto a ser debatido é a questão do tratamento de água para consumo humano, cuja dificuldade “impacta de forma relevante a vida das comunidades, que sofrem seríssimas restrições às suas necessidades básicas”, diz o Exército.

Logística

Nos containeres e demais materiais transportados para a realização do exercício se encontram quase toda a base logística destinada a operação, armas, munição, gêneros alimentícios, hospital de campanha, macas, aparelhos médicos e odontológicos, medicamentos, UTI móvel, guindastes, geradores de energia e tanques de combustível.

Os preparativos para a montagem da estrutura do exercício começaram a tomar corpo no início de julho, quando dez carretas transportando 14 contêineres deixaram a Base de Apoio Logístico do Exército, no Rio de Janeiro, saíram com destino a Campo Grande, Mato Grosso do Sul. 


Foto: Divulgação / Exército Brasileiro

Na capital mato-grossense, todo o material foi transferido para embarcações do Exército que seguiram viagem até Tabatinga. Poucos dias depois, outros 28 caminhões partiram da base fluminense com destino a Porto Velho (RO), onde descarregaram 25 contêineres que também seguiram viagem até Tabatinga a bordo de embarcações militares.

A dificuldade de transportar toneladas de equipamentos até a cidade amazonense de pouco mais de 60 mil habitantes, a cerca de 1,1 mil quilômetros da capital do estado, foi apenas um dos desafios enfrentados pelo Comando Logístico do Exército brasileiro para organizar o AmazonLog 2017.

De acordo com o Exército, a escolha da região se deve ao fato de que a Amazônia brasileira é, atualmente, prioridade nacional estabelecida na Estratégia Nacional de Defesa. Abrange uma área de 5,2 milhões de quilômetros quadrados, com densidade populacional de 3,2 habotantes por quilômetro quadrado; um terço das florestas tropicais da Terra; maior diversidade biológica do planeta e maior bacia de água doce do mundo.

Brasil e Peru selam cooperação mútua em segurança na fronteira

Tabatinga (AM) – Em reunião bilateral na última sexta-feira (11), na sede do 8º Batalhão de Infantaria de Selva, em Tabatinga (AM), o ministro da Defesa (MD), Raul Jungmann, e o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, estiveram com o ministro da Defesa do Peru, Jorge Nieto Montesinos, para discutir ações naquela região de fronteira.
Foto:Tereza Sobreira/Ascom-Ministério da Defesa

Entre os assuntos discutidos estão a cooperação de inteligência, o desenvolvimento de ações conjuntas de combate ao tráfico de armas e drogas, uma visita ao SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), o Sistema de Vigilância da Amazônia, a indústria de defesa e a cooperação em situações de desastres naturais.

Para o ministro Raul Jungmann, a ação na fronteira é estratégica. “Aqui é o nascedouro do crime organizado, com tráfico de drogas e de armas. E é aqui que, conjuntamente, nós iniciamos a golpeá-lo, buscando integração com as polícias, com comandos operacionais conjuntos, com a troca de imagens e tudo aquilo que nos permite identificar e atacar essas organizações criminosas e, evidentemente, o contrabando de armas, de pessoas e de drogas”, afirmou.

Para Jungmann, os dois países têm uma tradição democrática e uma cultura plural e esta reunião tem um simbolismo de democracia, de vida e de paz. “Tenham a certeza que essa fronteira entre Brasil e o Peru, a partir de agora, estará muito mais fortalecida, melhor fiscalizada, obviamente dando uma contribuição para reduzir a capacidade operacional do crime no Brasil, contando com a colaboração dos responsáveis pela defesa, da polícia e da inteligência peruana e brasileira”, disse o ministro.

O ministro da Defesa do Peru destacou que a reunião possibilita o trabalho de temas relevantes para os países vizinhos. “Trabalhamos temas muito importantes para combater o crime organizado e o tráfico de armas, enfrentar as ameaças internacionais e tornar mais fáceis, rápidas e firmes as relações entre Forças Armadas, as polícias e os serviços de inteligência de nossos países”, ressaltou Jorge Nieto.

Na área de inteligência, o ministro chefe do GSI acredita que o encontro aproxima ainda mais as estruturas de segurança já estabelecidas. “Mantendo o esforço, que já fazemos com outros países, e que se insere no Plano Nacional de Segurança Pública e suas repercussões internacionais e no combate às essas ameaças comuns que foram relatadas pelo ministro do Peru”, destacou o general Etchegoyen.

A cooperação entre as polícias do Brasil e do Peru também foi pauta em Tabatinga. O diretor executivo do Departamento da Polícia Federal, Rogério Galloro ressaltou: “O mais importante disso é o incremento da cooperação dos países, o aumento da integração, do combate e da cooperação internacional. Isso vai permitir que consigamos lidar com o desafio enorme do tráfico nas fronteiras”.

O encontro, que reuniu representantes dos ministérios da Defesa, das Forças Armadas e das polícias de ambos os países, resultou em conversações que selam a cooperação mútua em áreas de comum interesse. Os vizinhos já têm na agenda, eventos em conjunto como o Amazonlog, um grande exercício logístico voltado para ajuda humanitária, que acontecerá em novembro deste ano, nesta fronteira.Estiveram ainda presentes à reunião, pela comitiva do Brasil, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho; o chefe do Estado-Maior do Exército, general Fernando Azevedo; o comandante militar da Amazônia (CMA), general Geraldo Miotto; o comandante de Preparo da Força Aérea, brigadeiro Antonio Carlos Egito; o secretário de Produtos de Defesa do MD, Flávio Basílio; o embaixador do Peru no Brasil, Vicente Rojas; o diretor do Departamento de Assuntos de Defesa e Segurança do MRE, embaixador Nelson Tabajara; o diretor Geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); e o diretor executivo do Departamento da Polícia Rodoviária Federal, Renato Dias.*Deixe o Portal Amazônia com a sua cara. Clique aqui e participe.

Em Tabatinga (AM), Brasil e Peru discutem segurança nas fronteiras

Foto:Reprodução/Portal Brasil
Representantes do governo brasileiro se reúnem nesta sexta-feira (11) com membros do governo peruano, em Tabatinga, no Amazonas, para tratar de ações de combate a organizações criminosas que atuam nas fronteiras entre os países.

Na próxima semana, o encontro será com membros do governo boliviano, em La Paz, na Bolívia.

Reuniões do mesmo tipo já foram realizadas com países do Cone Sul e com a Colômbia.

De acordo com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o Brasil tem acordos operacionais com esses países para combater crimes transnacionais, principalmente tráfico de drogas, de armas e de pessoas.

Essa ações, segundo Jungman, estão diretamente ligadas a operações de combate à criminalidade em centros como o Rio de Janeiro, que é o destino de armas e drogas que atravessam ilegalmente a fronteira.Entre as operações de combate a crimes na fronteira, só agora em 2017, a Operação Ágata apreendeu cerca de R$ 27 milhões em produtos ilícitos.

Já a Operação Ostium, desde março, reduziu em 75% o número de voos desconhecidos no tráfego aéreo da fronteira. Nesse período, 153 interceptações foram realizadas.*Deixe o Portal Amazônia com a sua cara. Clique aqui e participe.

Brasil, Peru e Bolívia pretendem reforçar segurança nas fronteiras

O governo brasileiro se reunirá com representantes da Bolívia e do Peru nas próximas semanas para estabelecer acordos bilaterais de inteligência e defesa para combater organizações criminosas que atuam nas fronteiras com esses dois países. As informações foram apresentadas na manhã esta sexta-feira (4) pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, a deputados federais da bancada do Rio de Janeiro, entre eles, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Foto:Reprodução/Portal Brasil
O encontro com as autoridades peruanas deve ocorrer no dia 11, em Tabatinga (AM), e nos dias 16 e 17 será a vez da reunião com representantes do governo boliviano, em La Paz. Ao longo do ano, reuniões do mesmo tipo foram realizadas com países do Cone Sul e com a Colômbia.

"Temos uma ação conjunta desenvolvida com o Ministério das Relações Exteriores com esses países, criando acordos operacionais em termos de inteligência, defesa e forças policiais para o combate a esses crimes transnacionais", disse o ministro.

Jungmann e representantes das Forças Armadas apresentaram aos parlamentares ações que vêm sendo realizadas nas fronteiras para combater crimes como o tráfico de drogas, de armas e de pessoas. O ministro explicou que as ações estão relacionadas ao combate à criminalidade em centros como o Rio de Janeiro, que é o destino de armas e drogas que atravessam ilegalmente a fronteira.

"O nosso objetivo é reduzir a capacidade operacional e golpear o crime. Para isso, tem que desmantelar os arsenais, chegar ao comando [das quadrilhas] e sufocar, retirar a capacidade financeira, o dinheiro. É isso que muda", reforçou o ministro em entrevista coletiva a jornalistas após a apresentação.Os militares apresentaram o projeto-piloto do Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron), que está em desenvolvimento para aumentar a capacidade de vigilância e tomada de decisões na região da fronteira. O projeto está sendo desenvolvido pelo Exército como piloto na fronteira com o Paraguai, mas o objetivo é expandi-lo em 2019.

Também foram apresentados resultados da Operação Ágata, que une as três forças e outros órgãos no monitoramento da faixa de fronteira de todo o território nacional. Em 2017, 11 mil agentes participaram da operação, que apreendeu cerca de R$ 27 milhões em produtos ilícitos.

A Operação Ostium, por sua vez, estabeleceu rotas de entrada e saída de tráfego aéreo nas fronteiras do país desde março, reduzindo em 75% o número de voos desconhecidos. Nesse período, 153 interceptações foram realizadas.

Ministro da Defesa realiza visita à Tabatinga, na fronteira com o Peru e a Colômbia.

Ele anunciou contribuição de R$ 450 milhões no combate ao narcotráfico.