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Quinta, 13 Mai 2021

Moradores flagram sucuri de mais de 3 metros atravessando a BR-364, em Rondônia; assista

Uma cobra sucuri de mais de três metros de comprimento foi flagrada atravessando a BR-364, no perímetro urbano de Porto Velho, em Rondônia. Moradores que passaram pelo local desceram dos veículos para filmar o animal exótico.

Conheça as cobras mais encontradas em áreas urbanas da Amazônia e entenda os perigos

Anaconda, Pânico no Lago, O Ataque das Víboras, Snakeman e Python são apenas alguns dos inúmeros títulos dos clássicos do cinema que trazem a cobra como a protagonista da história.

Relembre 8 casos em que cobras e jacarés 'passearam' pelas cidades da Amazônia

Amazônia é cheia de encantos e belezas, as pessoas que tem contato com a nossa região apenas pela internet tem várias dúvidas sobre a vida dos amazônidas. Se você mora por aqui, com certeza, já ouviu a pergunta: “Jacarés e cobras andam livremente pelas ruas da cidade?”, e mesmo que isso não seja uma realidade local, alguns casos isolados dessa natureza foram registrados. Quer uma prova? O Portal Amazônia separou algumas histórias de répteis que foram resgatados nas áreas urbanas do Norte; confira:

Cinco metros

Vamos começar pelo caso mais recente? Uma cobra de quase cinco metros foi captura em Sena Madureira, no interior do Acre. O animal estava comendo porcos de uma Reserva Indígena Aldeia São Paolino. Os ribeirinhos pegaram a sucuri, e de canoa, a levaram para uma outra área do rio, onde foi solta. Os populares registraram o momento em vídeo. Confira: 


Sem ataques

Em Sorriso (município distante a 420 quilômetros de Cuiabá), um jacaré foi resgatado enquanto andava pelo bairro Flor do Cerrado. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o réptil não atacou ninguém. Após a captura, o jacaré acabou sendo liberado em uma área de mata.
 
Foto: Reprodução 
Surpresa na universidade

Já na capital paraense, os estudantes da Universidade da Amazônia (Unama) ficaram surpresos quando uma cobra sucuri de quatro metros foi encontrada nas dependências do prédio. A serpente estava no escoadouro gradeado na portaria do campus. Policiais capturaram o animal e o encaminharam para uma área segura, longe da região metropolitana.
 
Foto: Reprodução 
Jacaré agitado

Em 2017, o Batalhão do Policiamento Ambiental do Amazonas, resgatou um jacaré-açu de 3,7 metros. O animal foi encontrado por moradores da rua Humberto de Campos, no bairro São Jorge. Durante a captura, o jacaré acabou sendo machucado pelos populares. Por causa do ferimento, o animal ficou agitado, mas foi controlado pelos oficiais do batalhão.

O jacaré foi encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e recebeu os devidos cuidados.
 
Foto: Reprodução
De boas

Ainda em Manaus, condutores flagraram uma sucuri, de aproximadamente três metros, atravessando a avenida do Futuro, na zona Oeste da capital. Os motoristas pararam os carros e motos para aguardar o animal a atravessar. Alguns curiosos, aproveitaram o momento, para registrar em vídeo. O Batalhão Ambiental afirmou que a sucuri foi solta nas matas do entorno da área. Confira o vídeo:
 

Cuidadoso

Um vídeo que circula nas redes sociais, mostra um jacaré atravessando a faixa de pedestre na Avenida Doutor Hélio Ribeiro, no Centro Político Administrativo em frente ao Parque das Águas, em Cuiabá. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros afirmou que não recebeu nenhuma notificação e acredita que o jacaré viva na Lagoa Paiaguás.
 
Foto: Reprodução 
Em dose dupla

Os moradores de  Axixá do Tocantins (distante a 612 quilômetros de Palmas) ficaram assustados quando duas cobras, de seis a oito metros, foram encontradas em um bueiro da cidade, além disso, a população percebeu que haviam filhotes. O ninho foi descoberto após uma criança ter visto uma das cobras atacando um cavalo. A população tentou capturá-la, mas ela acabou entrando no bueiro.
 
Foto: Reprodução 
Visita surpresa

Um jacaré-açu surpreendeu moradores do município de Cabixi (distante a 808  quilômetros de Porto Velho). O animal apareceu perto das casas, à beira do rio Guaporé, na época da cheia. Na boca do jacaré, os populares viram uma presa que não foi identificada. A fama do réptil cresceu entre os ribeirinhos da região, e ele ganhou até nome, Roberto. Uma equipe de reportagem foi até o município para flagrar o  jacaré, mas não conseguiram encontra-lo.
 
Foto: Reprodução
As imagens foram feitas por um homem que tem casa à beira do rio Guaporé, no município de Cabixi, sul de Rondônia, onde é época de cheia.
 

Sucuri de 5 metros é encontrada em quintal de um morador de Belém

O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) da Polícia Militar do Pará foi acionado pelo Centro Integrado de Operações (Ciop), na madrugada da última sexta-feira (8), para realizar o resgate de uma cobra sucuri que estava no quintal de uma residência na Avenida Perimetral, bairro da Terra Firme, em Belém
Foto: Divulgação/Agência Pará

Segundo os moradores do local, o animal tinha cerca de 5 metros e estava se alimentando de uma criação de galinhas da família. Após o resgate, os militares do BPA soltaram a cobra na área de conservação ambiental denominada Refúgio da Vida Silvestre Metrópole da Amazônia (Revis), localizada no município de Marituba.

“Belém é uma cidade com vários canais a céu aberto e, especialmente nessa época do ano, a intensidade das chuvas e as marés aumentam e, consequentemente, o nível pluvial tende a crescer. Isso faz com que alguns animais migrem para áreas urbanas”, ressaltou o sargento Cleison Carlos Silva do Rosário, que atua no BPA.
Foto: Divulgação/Agência Pará
“É importante que o cidadão não mate nem maltrate os animais silvestres porque todos têm suas funções no ciclo da vida. A orientação é que o cidadão ligue para o Ciop, no número 190, e informe esse tipo de ocorrência”, frisou o policial militar.

Sucuri de quase 5 metros que comia porcos é capturada em reserva indígena no Acre

Uma sucuri foi encontrada na Reserva Indígena Aldeia São Paolino, em Sena Madureira, interior do Acre. A cobra, que mede aproximadamente cinco metros estava comendo porcos da criação do professor de biologia Valmir Padilha.

Valmir, em entrevista ao G1 Acre, contou que sua esposa sentiu falta de um dos porcos da criação. "Minha esposa deu conta do sumiço de uma porca, de aproximadamente 30 a 35 quilos, no domingo (27). Ela foi procurar e encontrou a porca morta perto de uma lagoa pequena", disse o professor.

Foto: Alex Silva/Acervo Pessoal

O professor, com ajuda do filho e do genro, saíram em busca da porca e encontraram rastros de uma cobra, ao se depararem com a sucuri, perceberam que ela já estava com a porca dentro da barriga.

"Sumiram dois porcos, estava com medo de vitimar um garrote, boi. Já tinha capacidade de pegar um garrote de 150 quilos. Estava com a porca dentro do estômago quando capturamos. Acreditamos que pesava entre 70 a 80 quilos com a porca dentro. Foi preciso eu, meu filho e meu genro para carregá-la", conta.

Foto: Alex Silva/Divulgação
Capturada, a sucuri foi tirada do chiqueiro e levada de canoa para uma outra área do rio, onde foi solta. Confira o vídeo:



Sucuri gigante é flagrada às margens de rio, no interior do Acre; assista ao vídeo

Um grupo de amigos flagrou, no último sábado (19), uma sucuri gigante tomando sol às margens do Rio Abunã, no município de Plácido de Castro, no interior do Acre. A cobra aparenta ter de seis a dez metros de comprimento, pesando de 80 a 100 quilos, conforme informou o major do Corpo de Bombeiros, Cláudio Falcão.

Assista ao vídeo:
 


O empresário Rominique de Almeida Pinho, 35, que gravou o vídeo, afirmou que é comum cobras aparecerem na região, mas o tamanho desta último surpreendeu. "Nós estávamos subindo o rio, em direção à Santa Rosa do Abunã, na Bolívia, quando a avistamos", contou.

Por conta da distância, não foi possível acionar o Corpo de Bombeiros. O major Cláudio Falcão disse que, normalmente, quando esse tipo de animais está quieto, é porque acabou de se alimentar e está fazendo a digestão.

Sucuri de 10 metros é flagrada próximo de igarapé no Acre; confira vídeo

Uma sucuri assustou trabalhadores de uma fazenda no interior do Acre. O animal foi flagrado próximo a um igarapé, altura doo quilômetro 100 da BR-364, na cidade de Sena Madureira, distante cerca de 143 quilômetros da capital Rio Branco. 
Foto: Divulgação
Segundo o major Cláudio Falcão do Corpo de Bombeiros do Acre, a cobra está na fase adulta e mede cerca de dez metros. E orienta para que as pessoas tenham cuidado ao se aproximar da área.

“Especificamente no caso dessas serpentes sucuris, que são animais aquáticos de grande porte, é um risco muito grande para as pessoas que se aventuram nesses locais. A melhor coisa é procurar local seguro, mesmo que seja um igarapé, que seja preparado previamente, como um balneário. No caso de se deparar com um animal desse, a pessoa deve se afastar imediatamente, já que o animal vai se sentir ameaçado e vai se defender. Também, não se deve tentar tirar a vida do animal, o mais correto é se afastar rapidamente”, disse.

A cobra foi encontrada por um dos trabalhadores da propriedade do fazendeiro Said Elias, que afirma ter outra do mesmo tamanho em sua propriedade.

Em entrevista ao G1 Acre, o fazendeiro conta que ficou sabendo das cobras a cerca de 2 meses e em função dessa presença teve que afastar o gado e colocar cerca para que os animais não sejam capturados pelas cobras.

“Esse local fica bem próximo à estrada. Às vezes as pessoas passam e vêm elas nessa área que é alagadiça. É o ambiente delas mesmo, sei que existem duas por lá. As pessoas costumam se banhar nesse local, mas, como já sabemos dessas cobras, sempre avisamos do perigo. Eu mesmo tomava banho lá antes de saber”, disse.

Um dos trabalhadores do fazendeiro gravou um vídeo em que aparece uma das cobras. Confira:



Sucuri com 4,5 metros é encontrada na zona rural de Rio Branco, no Acre

Uma sucuri de aproximadamente 4,5 metros foi encontrada por moradores no Ramal do Mutum, zona rural de Rio Branco no Acre.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal estava em busca de alimentação e possivelmente atrás de galinhas que ficam na área do ramal.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Moradores acionaram os bombeiros, que realizaram a retirada do animal e o encaminharam para avaliação veterinária. Segundo a guarnição, após os procedimentos de avaliação médica o animal será devolvido ao habitat natural.

Selfies podem reduzir expectativa de vida de animais silvestres

Olhares atentos a tudo, e sempre a intenção de bater uma boa foto, que depois de postada nas redes sociais, possa trazer muitos likes e outros tantos comentários. É o vício pelas selfies, que está impactando diretamente na vida de animais silvestres.

Segundo dados do relatório “Foco na Crueldade: o impacto prejudicial das selfies com vida silvestre na Amazônia,” lançado este mês pela ONG Proteção Animal Mundial, o uso desenfreado das mídias sociais tem provocado o aumento no sofrimento e na exploração de alguns dos animais mais icônicos da Amazônia, como o bicho-preguiça, sucuri, jacaré e outros.
De acordo com o relatório, de 2014 pra cá, o Instagram recebeu 292% a mais de fotos no formato selfie com a vida silvestre, e cerca de um quarto dessas fotos são as consideradas selfies “cruéis” que mostram pessoas abraçando ou interagindo inadequadamente com um animal silvestre. 
Foto: Divulgação / World Animal Protection
Na Amazônia, em cidades de entrada como Manaus e Puerto Alegria (Peru), os pesquisadores desvendaram que muitos animais são extraídos da natureza, em sua maioria ilegalmente, para serem utilizados como atrações turísticas que exploram e prejudicam a vida silvestre com a finalidade de entreter os turistas e oferecer oportunidades de fotos com esses bichos.Roberto Vieto, gerente de Vida Silvestre da ONG Proteção, explicou que “a utilização de animais silvestres para fins comerciais é ilegal em Manaus. No entanto, apesar das leis e sua aplicação ativa, outras ações complementares, como a redução da demanda turística, são necessárias para acabar com esse tipo de turismo silvestre prejudicial.”  
Foto: Divulgação / World Animal Protection



Segundo a analista ambiental Cristina Isis Buck Silva, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), esse tipo de atividade é considerado crime ambiental, “guardar, ter em cativeiro ou depósito e utilizar a fauna silvestre sem autorização da autoridade competente é crime ambiental com pena de multa e detenção de seis meses a um ano. O Ibama é completamente contrário a este tipo de turismo e como citado no relatório, realiza fiscalizações periódicas na região a fim de coibir este tipo de atividade,” ressalta.


Perguntada sobre as ações desenvolvidas pelo Ibama para coibir essa prática, Cristina afirma que elas são realizadas com frequência.

“O Ibama tem conhecimento desta prática predatória. Já foram realizadas várias fiscalizações na área, mas ao longo do tempo percebemos que este é um assunto complexo, que envolve diversos setores do ramo de turismo e muitas vezes conta com a conivência deles próprios,” disse.


“Sabemos que vários segmentos desse ramo do turismo se beneficiam dessa atividade. As agências, hotéis e guias muitas vezes vendem a ideia de que será possível manipular e fotografar animais silvestres, mas não dizem que isso é a custa de maus-tratos dos animais. E assim, erroneamente, muitos turistas acabam presenciando esta atividade ilegal, com a falsa promessa de se sentirem próximos da ‘biodiversidade amazônica,’ porém é notório que grande parcela dos turistas consideram essa atividade errada e condenam a prática. Prova disso é a grande quantidade de denúncias recebidas de turistas, que voltam revoltados do passeio ao perceberem que a prática traz sofrimento e maus-tratos aos animais. Devemos lembrar que a outro tipo de turismo oposto a este que o Ibama apoia e incentiva é o turismo de observação de aves, uma atividade que gera renda a quem pratica, sem haver nenhum incomodo aos animais,” concluiu a analista ambiental. 
  
Foto: Divulgação / World Animal Protection



Em nota, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), afirma que “desconhece os meios científicos utilizados no relatório da ONG, mas esclarece que manter animais silvestres em cativeiro para fins de exposição e exploração financeira na atividade turística é ilegal, pois com a exposição e contato frequente com humanos, os animais silvestres acabam perdendo o instinto natural e raramente têm condições de retornar à natureza”. 


Ressalta que realizam contínuas ações de fiscalização em locais que registram tal prática, a fim de coibir o crime ambiental, aplicar as sanções legais aos responsáveis e resguardar a integridade dos animais, que com base nas fiscalizações, as espécies expostas são preguiças, psitacídeos como araras e papagaios, e cobras. 


Na tentativa de reverter esse cenário, a ONG promove a campanha mundial “Silvestres. Não entretenimento” para acabar com a retirada forçada do ambiente natural e a crueldade aplicada à animais usados em atrações turísticas como passeios e shows. A ONG também atua junto aos governos para que eles passem a garantir que empresas de viagens e os indivíduos que exploram animais selvagens para o turismo na Amazônia respeitem as leis já existentes. Além disso, a organização acaba de lançar o “Código da Selfie” que instrui turistas a tirarem fotos com responsabilidade sem alimentar a indústria cruel do entretenimento com esses animais.  
Foto: Divulgação / World Animal Protection
Inúmeras tentativas de contato, por telefone e e-mail, foram feitas com o Sindicato das Empresas de Turismo do Amazonas (SINDTUR), e como o Conselho Regional de Biologia (CRBio - 6ªRegião), mas não obtivemos respostas.
Denúncias sobre essas práticas exploratórias, podem ser feitas para o IPAAM/SEMA no (92) 2123-6774 ou através da Linha verde do IBAMA: 0800-618080 (ligação gratuita).


Para mais informações sobre o relatório e o Código da Selfie www.worldanimalprotection.org.br/selfie