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Sábado, 08 Mai 2021

Campanha desafia brasileiros a reduzirem o uso de plástico descartável; saiba como participar

Durante todo o mês de julho, a Liga Zero Descartável, formada por várias marcas e instituições, convida a população a mudar hábitos e evitar o uso de plásticos descartáveis.

Associação de Reciclagem de Manaus transforma sacolas plásticas em sacos resistentes

Xaréu, Ariacó, Corvia e Pescada Gó. Essas são algumas das 26 espécies de peixes amazônicos em que foram encontradas partículas de microplásticos. A pesquisa, desenvolvida pela Universidade Federal do Pará (Ufam) no estado, foi apresentada em 2018. Esse é apenas mais um dos dados que apontam um problema maior: a poluição por plásticos na região.
Foto:Divulgação/Prefeitura de Manaus


Em Manaus, segundo a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), foram recolhidas quase 845 mil toneladas de resíduos sólidos, em 2018. Só dos igarapés da cidade, foram retiradas 9,6 mil toneladas de lixo no ano passado, uma média de 26,4 toneladas por dia.


Uma das ações desenvolvidas em prol da diminuição desses números e que atende à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) está a da Associação de Reciclagem e Preservação Ambiental (Arpa), que transforma parte do lixo coletado em Manaus em sacos plásticos resistentes.
Foto:Divulgação/Arpa


"Começamos usando as instalações da igreja dos Remédios, no centro de Manaus, para trabalhar e dormir. Fazíamos as coletas de papelão, plásticos, garrafas e outros resíduos. E em 2016 recebemos as máquinas e começamos a fabricar o material, daí saímos das ruas e viemos para um galpão da Prefeitura", conta Raul Lima, diretor-presidente da ARPA.


A ARPA tem, atualmente, 64 pessoas e recicla cerca de 180 toneladas de resíduos por mês. Foi a primeira associação de catadores de materiais recicláveis do país a produzir e comercializar sacos resistentes para lixo, em vários tamanhos e espessuras. "Para a produção dos sacos de lixo são cerca de 25 toneladas de materiais como: sacolas plásticas, embalagens de frango, sacolinhas de supermercados. Garrafas de plástico não servem para fazermos os novos sacos", conta.

Arte: Everson Santiago/Rede Amazônica
Ainda segundo Raul, a preocupação da ARPA é dar um destino correto ao sacos e não deixá-los como poluentes na natureza.

"O saco é poluente muito degradavel ao meio ambiente, e a gente produz tirar ele e transformá-lo em novos produtos e colocar no mercado. A gente faz a mesma cadeia da reciclagem", ressalta.
Foto:Divulgação/Arpa
Parcerias


Em 2018, a Prefeitura de Manaus fez uma parceria com a ARPA e passou a utilizar os sacos, produzido pela associação, na limpeza da cidade.  Um outro parceiro é a EcoForte - Sacos para lixos, que compra os sacos da ARPA, embala e vende nos supermercados e comércios da cidade.


"A ARPA coleta os resíduos plásticos, lava, prensa, transforma em um fio, e depois corta, transformando-os em grãos, e por último vai para extrusora onde são feitos os sacos, ou seja, um novo produtos que chega às gôndolas, com a marca EcoForte, e como isso, trazemos benefícios social e ambiental", conta Laís Lima, gerente de relações institucionais da EcoForte.
Foto:Divulgação/EcoForte


Atualmente, as duas marcas podem ser encontrados nos comércios de Manaus, tanto a ARPA, quanto a EcoForte, e estão entre os sacos de menor valor e maior resistência.


Sancionada lei que proíbe o uso de sacolas plásticas no Pará

O governador do Estado, Helder Barbalho, assinou nesta sexta-feira (11) a lei que proíbe o uso de sacolas plásticas em todo o Pará. O decreto deverá ser publicado em breve no Diário Oficial do Pará. Durante a  abertura da 22ª Convenção de Supermercados e Fornecedores da Região Norte (SuperNorte 2019), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, o governador pronunciou o debate da proposta da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e confirmou o seu apoio.
Foto:Divulgação

O projeto de lei 221/2019 foi aprovado em plenário na última quarta-feira (9), com o objetivo de implantar uma política estadual de substituição e recolhimento de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais em todo o Estado. A nova lei proíbe as empresas de distribuírem gratuitamente e até de utilizarem as sacos plásticas descartáveis com compostos de polietilenos, polipropilenos ou similares.


"Existem várias maneiras de amenizar o impacto dessas sacolas plásticas. A nossa proposta não passa pela punição do consumidor, apenas para adotar novas medidas de proteção ao meio ambiente e às novas tecnologias que estão ao nosso alcance. A conscientização em torno do problema é o que nos motiva a propor mudanças”, justificou o deputado Daniel Santos, autor do projeto.


Prazos


De acordo com a proposta, a substituição dos produtos deverá ocorrer no prazo de 18 meses, a partir da data de publicação da Lei, para as empresas classificadas como microempresas ou de pequeno porte. Para os demais estabelecimentos comerciais, o prazo será de 12 meses.