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Sábado, 08 Mai 2021

Em exposição no Cine Teatro, Elieth Gripp exibe peças concebidas como oração

A artista que iniciou sua trajetória emplacando prêmio no Salão Jovem Arte Mato-Grossense de 1985, possui mais de 50 exposições no currículo

Agrofloresta: implantação do sistema de cultivo aumentou a renda de famílias em Juruti

O modelo produtivo, que pode ser adaptado para qualquer bioma, consiste em misturar na mesma área espécies com diferentes ciclos produtivos

Comunidades indígenas iniciam plantio da batata-doce

Nas comunidades Ilha e São Marcos está sendo implantado o projeto HF com a inserção da cultura da batata-doce

Polo Joalheiro promove palestra sobre “Design de Gemas"

O Espaço São José Liberto recebe, na próxima quinta-feira (25), a palestra sobre “Design de Gemas” com o engenheiro de materiais Adriano Mol. O objetivo é fomentar o desenvolvimento do design de joias e moda autoral do estado do Pará. O evento tem entrada franca e as inscrições podem ser feitas online através deste link.







Documento traz orientações para melhorar a produção de tambaqui em tanques-rede

A publicação “Boas práticas para a produção de tambaqui em tanques-rede: da implantação à despesca”, lançada pela Embrapa Amapá, traz recomendações e dicas que abrangem desde a escolha do local de instalação, disposição dos tanques, infraestrutura da criação em tanques-rede, qualidade da água, cultivo, manejo alimentar e nutricional, manejo sanitário, até os cuidados a serem adotados durante a despesca.

Confira na íntegra o "Boas práticas para a produção de tambaqui em tanques-rede: da implantação à despesca"

O cultivo em tanque-rede é um sistema no qual os peixes são mantidos em estruturas flutuantes, compostas por uma armação rígida, revestida por redes que devem ser adequadas de acordo com a quantidade de produção. Os tanques-rede podem ser utilizados para a produção de peixes nas fases de alevinagem, recria e engorda, e têm em média tamanhos que variam de 6 a 50 metros cúbicos.

As estruturas permitem a livre circulação da água e podem ser instaladas em ambientes aquáticos como rios e lagos, por meio de flutuadores, em locais onde não há oscilação periódica no nível da água.
 
Foto: Roselany Correa/Divulgação Embrapa 
Com relação à escolha do local, é importante realizar um estudo da viabilidade técnica e econômica da atividade, além de um planejamento estratégico de produção, considerando fatores como tipo de produto e preço de comercialização (atacado e varejo); quantidade demandada pelo mercado; ciclo de cultivo e escala de produção) proximidade com o mercado consumidor (logística de escoamento da produção); capital de investimento e operacional (fonte de recursos); mão de obra qualificada (treinada).

“A questão de segurança da propriedade precisa ser levada em consideração, para evitar perdas devido aos furtos de peixes. Outros fatores que podem onerar a produção são grandes distâncias do mercado consumidor, inexistência de linhas de crédito e, principalmente, o manejo alimentar dos peixes”, recomendam os autores do Comunicado Técnico.

Conheça alguns peixes que não podem faltar na mesa do amazônida

A publicação é de autoria conjunta do pesquisador da Embrapa Amapá Marcos Tavares Dias e Carlos Alberto Silva, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE); Roselany de Oliveira Corrêa, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA); Heitor Martins Júnior, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA); Eliane Tie Oba Yoshioka, pesquisadora da Embrapa Amapá; Jamile da Costa Araújo, pesquisadora da Embrapa Amapá; Laurindo André Rodrigues, Zootecnista, pesquisador da Embrapa Meio-Norte (Parnaíba, PI); e Fabiola Helena dos Santos Fogaça, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ).

Tambaqui

O tambaqui é considerado o segundo maior peixe de escamas em água doce de da América do Sul, atrás apenas do pirarucu. Chega a medir 90 cm de comprimento e a pesar 30 kg. Muito apreciado pelas comunidades ribeirinhas e urbanas da Amazônia, nos últimos anos os estoques naturais sofreram redução e o cultivo da espécie tornou-se uma alternativa para a sobre-exploração.
 
Foto: William Costa/Portal Amazônia
Atualmente, o tambaqui é a espécie nativa mais cultivada no Brasil, estando presente em 24 dos 27 estados do Brasil. Quando cultivado em tanques-rede, alcança boa produtividade, indicando que é uma atividade promissora para a criação do tambaqui em todo o País.

Veja também: Mais de 90 espécies de peixes são identificadas na Amazônia

No estado do Amapá, é recente a prática do cultivo de peixes em tanques-rede. O pesquisador Marcos Tavares Dias acredita que, no estado, o cultivo reduzido de tambaqui em tanques-rede é devido às reduzidas inovações tecnológicas disponíveis e falta de mão-de-obra adequada, além da ausência de políticas públicas para esse setor produtivo. 

Tecnologias contribuem para melhorar a produção de farinha de mandioca, no AM

Crocante, amarela e torradinha: a farinha é uma paixão dos amazonenses que está ganhando paladares Brasil e mundo afora. Pensando na qualidade do produto e em melhorar as condições de trabalho dos produtores, o Instituto Mamirauá desenvolveu um modelo de casa de farinha com inovações tecnológicas e que usa energias limpas.

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Seguindo esse padrão, quatro casas de farinha foram inauguradas em 2018 em comunidades da Floresta Nacional de Tefé, no estado do Amazonas. São Francisco do Bauana, Ipapucu, São Francisco do Arraia e Tauary são as comunidades envolvidas com a iniciativa.
 
Foto: Felipe Pires/Instituto Mamirauá 
Localizadas a cerca de 640 km de Manaus, estão em uma área reconhecida pela produção de farinha de mandioca no Estado. A famosa farinha de Uarini, também conhecida como ovinha por ser redonda lembrando as ovas de um peixe, vem dessa região, da qual fazem parte também municípios vizinhos como Tefé, Alvarães e a própria Uarini, que dá nome à farinha.

O produto pode receber nos próximos anos o selo de Indicação de Procedência, que reconhece a qualidade diferenciada da farinha e garante a autenticidade ao consumidor. O pedido foi depositado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 2017, onde está sob análise.

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O projeto é uma parceria entre a Associação de Produtores Agroextrativistas da Flona de Tefé e Entorno (APAF) e o Instituto Mamirauá e tem apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Veja fotos:
 
Foto: Felipe Pires/Instituto Mamirauá
Foto: Felipe Pires/Instituto Mamirauá
Foto: Felipe Pires/Instituto Mamirauá
Foto: Felipe Pires/Instituto Mamirauá
Foto: Felipe Pires/Instituto Mamirauá 
Tecnologias andam ao lado da qualidade e tradição

De acordo com Felipe Pires, analista do Programa Qualidade de Vida do Instituto Mamirauá, o modelo das novas casas de farinha foi construído junto com os agricultores que trabalham no ramo. O projeto seguiu o modo tradicional de fazer de mandioca, mas acrescentou ao processo melhoramentos tecnológicos para facilitar a vida do produtor e elevar ainda mais a qualidade do produto final.

“A disposição dos utensílios da casa de farinha foi cuidadosamente pensada, a organização dos fornos, da gamela, da prensa, do tipiti... tudo isso tem que estar bem localizado porque tem uma sequência de produção lá dentro”, explica o analista do Instituto Mamirauá. “Então projetamos a estrutura de forma que não fugisse da organização convencional deles, desde a chegada da mandioca à saída da farinha produzida ali”.
 
Foto: Felipe Pires/Instituto Mamirauá 
O forno ecológico é um exemplo de tecnologia social presente nas novas casas. Projetados para reduzir o impacto ambiental, eles diminuem a liberação de gases perigosos à saúde e também facilitam a vida de quem lida com fogo no cotidiano, como é o caso dos produtores de farinha. Equipados com uma chaminé e uma rampa interna, os fornos canalizam e liberam a fumaça para fora do ambiente de trabalho, o que implica na melhor qualidade da farinha também.

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Um sistema de captação de água da chuva e bombeamento de água das nascentes mais próximas também foi instalado em cada uma das quatro casas de farinha. As estruturas também são equipadas com caixas d´água de 500 litros que podem armazenar grande de quantidade de mandioca e são úteis no amolecimento da matéria-prima para a produção da farinha.

Para 2019, o Instituto Mamirauá planeja uma oficina de boas práticas para a produção de farinha de mandioca a ser realizada com os produtores da Floresta Nacional de Tefé.

Açaí é o principal produto agrícola da Região Norte, segundo IBGE

O consumo do açaí se espalhou, nos últimos anos, para todo o Brasil. Isso resultou na expansão e consolidação da produção da fruta na região Norte, principalmente no estado do Pará.

Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal de 2017, divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de açaí cresceu 32% se comparada a 2015, primeiro ano que o açaí foi incluído no levantamento.
Foto: Divulgação/Agência Pará
95% da produção do açaí se concentra no estado do Pará. Em seguida, aparecem os estados do Amazonas e Roraima. O gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo, associa a consolidação do açaí à expansão do consumo da fruta no país.

Contudo, o especialista do IBGE observa que o plantio da soja tem crescido na região Norte, em especial no Tocantins e no sul do Pará. Ele acredita que a soja pode ultrapassar o açaí e tornar-se o principal produto também da região Norte.

Enchente contribui para a produção de fibra em Manacapuru

A enchente dos rios no Amazonas contribuiu para a produção de fibra em Manacapuru. Junho é o mês que marca o fim da colheita da safra de 2017/2018 e produtores comemoram aumento da safra.

Produtores de farinha do Amazonas recebem investimento de R$ 7 mi

Item quase obrigatório na cesta básica dos amazonenses, a farinha ainda não é produzida de forma autossuficiente no Estado. Para tentar mudar essa realidade um investimento de R$ 7 milhões é feito no programa 'Terra produtiva', que abrange a entrega de 7,5 mil casas de farinha completas e o treinamento dos produtores regionais. A entrevista é com o secretário de Produção Rural do Amazonas (Sepror), José Aparecido.

Perda de produção chega à 70% com enchente em Manicoré, no Amazonas

O nível da cheia do Rio Madeira em Manicoré, no Amazonas, este ano, foi de 26,35 metros. A enchente causou perda na produção de banana de até 70% no município. Mudas serão doadas aos que perderam as plantações. 

Produção industrial mantém rota ascendente

Maior produtor de cacau, Pará avança na produção de chocolate

A troca de ovos da Páscoa se repete neste domingo ao redor do mundo. A milenar arte criada para simbolizar a fertilidade e o renascimento da vida foi ganhando contornos diversos ao longo do tempo, até virar objeto de desejo graças ao sabor sedutor do chocolate. Nesse momento de celebração, uma curiosidade pode passar despercebida da maioria: sai do Pará grande parte do cacau que abastece a indústria responsável por fazer dessa data uma das mais importantes para a economia. Maior produtor do Brasil, o Estado agora avança para o próximo passo da cadeira, a verticalização.

O Pará produziu, em 2016, 117 mil toneladas de cacau, superando a produção da Bahia, até então o maior produtor nacional. Espécie nativa da Amazônia, o fruto hoje é encontrado em diversas regiões do estado, entre elas o sudeste paraense, onde municípios como Tucumã e São Félix do Xingu se mostram como terrenos férteis para o afloramento da produção, pelas condições naturais e a organização das cooperativas de agricultores. É no sudoeste, entretanto, que fica o pólo de produção não apenas do Brasil, mas do mundo. A região sob influência da Rodovia BR-230, conhecida como Transamazônica, é o grande expoente em produtividade e área plantada, com destaque para Medicilândia, distante cerca de 900 quilômetros de Belém.
Foto: Divulgação
A implantação de programas específicos, com aumento significativo nos investimentos, foi determinante para que o Estado tomasse a dianteira no ranking da produção nacional. O Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) foi o maior deles. Depois de completar dez anos, no fim do ano passado, o Funcacau foi renovado por igual período, graças aos avanços que possibilitou. Hoje o Estado tem a maior produtividade do mundo, com 911 quilos por hectare, enquanto a média nacional é de 500 quilos por hectare e a da Bahia, segundo maior produtor, a metade disso.

Aliado ao programa de incentivos do Estado está o trabalho da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), maior detentora do conhecimento técnico-científico sobre o cacau no País. Pesquisas já identificaram, por exemplo, 22 mil espécies diferentes do fruto, o que faz do banco de germoplasma da Ceplac o maior do planeta. Para turbinar a produção, somente no ano passado, a partir de convênio com o Estado, foram distribuídas aos produtores paraenses 14 milhões de sementes desenvolvidas a partir dessa tecnologia. A tudo isso, soma-se a assistência no campo, essencial para levar o saber ao homem, que lá atua.

Expansão

No ano passado, o Funcacau viabilizou a execução de seis projetos, que permitiram a capacitação de técnicos e produtores, especialmente nas áreas de defesa sanitária e gestão de negócios, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Uma das ações prioritárias foi a produção de propágulos, que são materiais de propagação da cultura, como sementes e clones resistentes às doenças, projeto executado há dez anos pela Ceplac testado, primeiramente, em Marituba, Tomé-Açu e Medicilândia.

A área de plantio do Estado, que hoje chega a 170 mil hectares, também vem crescendo. Por ano, o Pará planta pelo menos sete mil hectares novos. Considerando que, do total plantado, cerca de 37 mil hectares não chegaram a produzir – já que o cacaueiro leva, em média, cinco anos para começar a germinar os primeiros frutos –, a produção tende a crescer ainda mais. “A produção cresceu em função de uma política de incentivos forte e consolidada aliada a fatores ambientais. Não temos problemas com pragas, como a vassoura de bruxa, e aqui a espécie germina naturalmente, graças à fertilidade do solo e ao clima favorável”, avalia o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Afif Jawabri.

O Pará também vem investindo, ao longo dos anos, no trabalho de assistência ao agricultor, já que a produção paraense hoje, em grande parte, ainda é familiar. Recentemente, por meio do Funcacau, foi aprovado um projeto que visa ampliar a ação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) sobre a cultura cacaueira. Para isso, serão investidos cerca de R$ 4,5 milhões. Foi aprovada ainda a criação do Laboratório de Análise Sensorial, para quantificar as diferenças nas características de cor, aroma e paladar de sucos, vinhos e frutas, na perspectiva de um painel de degustadores treinados. O espaço será operacionalizado pelo Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT Guamá).

Industrialização

Nem só de matéria-prima, porém, o Pará quer viver. Alcançado o topo no ranking da produção, o desafio agora é investir no beneficiamento do cacau, para que, em breve, o coelhinho da Páscoa distribua ovos produzidos por empresas locais. Uma das metas é instalar unidades fabris que trabalhem a técnica bean to bar (da amêndoa ao chocolate).
Foto: Divulgação

Em março deste ano, secretários de Estado, entre eles, o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, reuniram-se com representantes da indústria suíça Barry Callebaut, a maior fabricante de chocolates do mundo. A empresa multinacional, que já atua no município de Altamira adquirindo amêndoas e gerando 50 empregos, deve instalar uma unidade para transformar a amêndoa de cacau paraense em licor, que é o chocolate puro em forma líquida. Será a primeira a atuar neste segmento na região.

Ao mesmo tempo, indústria de processamento de derivados de cacau Ocra Cacau da Amazônia Ltda., instalada em uma área de 18 mil metros quadrados, com meta de produção plena até junho de 2019, na Estrada do Tapanã, em Belém, já iniciou a produção de nibs de cacau (grãos tostados e quebrados). A empresa se prepara ainda para a montagem da segunda e terceira etapas necessárias à fabricação de massa, manteiga e torta de cacau, fomentando um novo e promissor nicho de negócios, vital à industrialização do chocolate na Região Metropolitana de Belém (RMB).

“Já somos o maior produtor de cacau do Brasil, mas não podemos errar como erramos no passado, só exportando nossas matérias-primas. Temos de agregar valor à produção. Entre o cacau e o chocolate, que é o produto final da cadeia, temos uma indústria intermediária, que é esta, a processadora de nibs, massa e manteiga de cacau, insumos essenciais à fabricação do chocolate. Ela agora está aqui, começa a produzir e já gera empregos diretos e indiretos'', afirma Adnan Demachki, referindo-se também a setores como transporte e embalagens, incluídos nessa cadeia de negócios.

Sensorial

Outra indústria que já beneficia o cacau no Pará é a Chocolate De Mendes, localizada na colônia Chicano, em Santa Bárbara do Pará, na RMB. O chef de cozinha e chocolatier que dá nome à empresa é o responsável por desenvolver produtos criados a partir de cacau nativo ou selvagem, cultivado por comunidades tradicionais amazônicas, como quilombolas, indígenas e ribeirinhos. Produtos de alto valor agregado, os ovos são feitos sob encomenda e hoje vão para diversas partes do País. O quilo do produto chega a ser vendido por R$ 240.

“O cacau da Amazônia é plantado por Deus. Tenho esse trabalho junto às comunidades tradicionais porque busco a experiência sensorial. Estou sempre atrás de um cacau fino, de excelência, que é altamente valorizado nos mercados nacional e internacional. Pago a esses produtores um valor quatro vezes maior do praticado no mercado, para valorizá-los”, diz De Mendes, que trabalha sob encomenda. Para a Páscoa deste ano, ele enviou uma remessa de 100 ovos e brindes de chocolate para São Paulo. Além do chocolate nativo, que ele processa na indústria em Santa Bárbara, os ovos vão em embalagens de cerâmica produzidas pelo oleiro Carlos Pantoja, professor do Liceu de Arte de Icoaraci. É a receita ideal, com cara e sabor do Pará, diante dos ovos recheados de brinquedos que hoje dominam o mercado.

Alta nas importações mostra retomada na produção no Polo industrial de Manaus



Faltando pouco menos de um mês para encerrar o ano, as importaçõedo Amazonas de janeiro a novembro registraram alta de 41% na comparação com 2016. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), foram US$ 8,044 bilhões importados nos onze meses de 2017 contra US$ 5,692 bi em igual período do ano anterior.

Insumos para fabricação de TVs, rádios, telefones celulares, dentre outros, continuam liderando a lista dos itens mais demandados. O gerente executivo do Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN -AM), José Marcelo Lima, explica que o aumento é considerado normal para o período, uma vez que para atender à demanda de fim de ano, as indústrias precisam dispor de insumos oriundos em sua maioria de outros países.
Foto:Walter Mendes/Jornal do Commercio
“É comum termos esse aumento na produção e nas vendas por conta das festas de Natal e Ano Novo. Além disso, houve um ligeiro crescimento da economia que impactou na abertura de novos postos de trabalho e no desempenho do setor produtivo”, avalia Lima.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o bom desempenho do setor industrial ao registrar alta em todos os indicadores. No mais recente, o Amazonas chegou a ter o melhor avanço do país (3,9%) em outubro sob o mês anterior. De acordo com a balança comercial, de janeiro a novembro as importações cresceram US$ 2,352 bilhões no Estado. O montante representa alta de 41,32% no confronto com igual período do ano anterior.

Em relação a novembro de 2016, as importações cresceram de US$ 600, 3milhões para US$ 824,4 milhões. Um diferença de US$ 224 milhões e variação positiva de 37,32%. Na comparação com outubro, que fechou com US$ 814,4 milhões, o crescimento foi de 1,17%. Até agora, o mês de agosto foi o melhor do ano para as importações com US$ 862,5 milhões. Por outro lado, fevereiro foi o período que o setor amargou seu pior momento com US$ 529,3 milhões comercializados.

Principais produtos

Os dados mostram ainda que partes para aparelhos receptores de rádio  e televisão continuam ocupando o primeiro lugar na lista de produtos mais importados pelo Amazonas, tendo crescimento de 69,82% e um total de US$ 1,701 bilhão importados de janeiro a novembro em 2017. No ano anterior, o montante chegou a pouco mais de US$ 1 bi.

De acordo com Lima, esse crescimento é tendência, principalmente para o setor de eletroeletrônicos do PIM (Polo Industrial de Manaus) que utiliza componentes importados para atender sua linha de produção.

"Acredito que por conta da realização da Copa do Mundo em 2018, o segmento de televisores deva ter um impulso maior tanto em produção quanto em venda no próximo ano”, projeta. Depois vêm os componentes de aparelhos de telefonia, que atingiram a cifra de US$ 554,9 milhões em importações no período. A variação positiva foi de 27,01%. Já os microprocessadores ocupam a terceira posição com US$ 367,1 milhões e um crescimento de 33,78%.

Países asiáticos lideram Conforme dados do Mdic, a China continua sendo líder dos países importadores para o pátio industrial, com US$ 2,887 bilhões em importações de janeiro a novembro deste ano. Um crescimento de 39,48% em relação ao mesmo período de 2016, quando fechou com US$ 2,070 bi. A segunda colocada é a Coreia do Sul com US$ 853,5 milhões vendidos ao PIM, número maior que do ano passado, onde atingiu as cifras de US$ 602,2 milhões. Um crescimento de 41,72%.

Em seguida, aparece na lista os Estados Unidos, com alta de 37,58% no período, quando contabilizou US$ 777,2 milhões importados ao setor industrial de Manaus. Já na quarta colocação, o Vietnã subiu de US$ 370,8 milhões em 2016 para US$ 603,5 milhões neste ano, um crescimento de 62,73%.

Exportações também cresceram

Os números registrados pela balança comercial ainda apontam alta de 16,29% nas exportações de produtos amazonenses entre os meses de janeiro a novembro frente a igual período de 2016. No total, o Estado exportou US$ 616,1 milhões durante os onze meses de 2017 contra US$ 529,8 milhões no ano anterior. Em relação a novembro de 2016, as exportações cresceram 50,41%, ao subir de US$ 45,3 milhões para US$ 68,1 milhões entre os períodos.

O xarope para a elaboração de bebidas foi o item mais exportado ao contabilizar US$ 171,3 milhões. Ainda assim, o montante é -2,35% frente ao acumulado de 2016, com US$ 175, 5 milhões nas comercializações estrangeiras. Em seguida as motocicletas tiveram crescimento de 69,04% nas exportações com US$ 120,7 milhões.

Avanço acentuado na produção industrial  A produção industrial do Amazonas registrou o melhor desempenho do país em outubro ao avançar 3,9% frente a setembro. Na comparação com outubro de 2016, a produção local cresceu 12,2% com cinco de dez atividades assinalando aumento no período. Com o indicador, o Amazonas apresentou o terceiro melhor avanço e taxa acima da média nacional, de 5,3%. O setor também cresceu 3,5% tanto no acumulado de janeiro a outubro quanto nos últimos doze meses. Os dados são do IBGE.

ZFM, o lado oculto da lua

Mesmo que por vias transversas, o Seminários Folha realizado na última quinta-feira, 27, fez aflorar questões transcendentais sobre a Zona Franca de Manaus, a propósito das quais usualmente se foge ou se procura tergiversar com entendimentos equivocados sobre o modelo ZFM. Derivam desse misconception, o crédito equivocado que lhe é conferido em relação à manutenção de 98% da floresta em pé e à preservação do meio ambiente. Por uma questão de responsabilidade histórica e científica deve ser entendido uma vez por todas que, no caso, uma coisa nada tem a ver com a outra. A começar pelo fato irretorquível de que o DL 288/67 não trouxe diretamente benefícios ao interior do Amazonas.

O baixíssimo nível de desmatamento pode ser explicado  por outros fatores, ainda não suficientemente estudados pela universidade, os centros de pesquisa, o governo do Estado e a própria Suframa. Que tal pensar a respeito da iminente expansão da próxima fronteira agrícola setentrional, que vem tomando corpo de forma consistente na franja Sul do Amazonas? Outro aspecto fundamental associado ao (provisório) status de “floresta preservada” decorre da forte centralização da economia do Estado na capital amazonense. Manaus concentra 53% da população, representa 78% do PIB e responde por mais de 92% da arrecadação do ICMS estadual. O polo de desenvolvimento agropecuário, industrial e de serviços instituído pelo DL 288/67 configura monumental frustração, posto que restrito basicamente ao PIM.

Efetivamente, o soit-disant modelo ZFM, por conseguinte, não gerou as condições necessárias e suficientes para impulsionar o crescimento da economia. Circunstâncias que, em sentido reverso produziu monumental êxodo rural incluindo Manaus e sedes municipais, com a formação de enormes favelas urbanas e rurais. Mesmo em relação à Manaus, o modelo gerou vazio inexorável explicado pelos baixíssimos níveis de investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Como resultado, a capital da ZFM não conseguiu, estranhamente, instalar até hoje um parque tecnológico sequer; idem quanto a startups, incubadoras e aceleradoras integrantes do sistema nacional de inovação.

Outro fator de extrema preocupação: o IDH de Manaus é o pior entre as 16 regiões metropolitanas do país, segundo dados do Atlas do Desenvolvimento Humano das Regiões Metropolitanas Brasileiras, divulgados pela ONU. Em 2010, todas as capitais cresceram e passaram a ter índice entre 0,7 e 0,799, classificada como "alta". Em 2000, Manaus estava abaixo da primeira faixa (0,585) e São Paulo, acima (0,714). Adversamente, a capital da ZFM configura a pior cidade do Brasil para se empreender, de acordo com o Índice de Cidades Empreendedoras 2017 (ICE 2017), produzido pela organização Endeavor, especializada em empreendedorismo. O estudo abrangeu 32 cidades, entre capitais e municípios do interior de 22 estados. A capital amazonense caiu 4 posições em relação ao ranking produzido pela Endeavor em 2016, descendo do 28º para o 32º lugar. São Paulo e Florianópolis mantêm pelo terceiro ano consecutivo os 1º e 2º lugares do índice, respectivamente.

A Zona Franca de Manaus é exportadora líquida de recursos fiscais arrecadados localmente. Qual o significado macroeconômico dessa alardeada vantagem, quando 39% da mão de obra do PIM ganha apenas 1,5 salário mínimo? Ao que afirmou o prefeito Arthur Neto, "podíamos ser uma super Costa Rica, que vive exclusivamente da sua natureza, biodiversidade e do ecoturismo. Hoje enfrentamos um drama duplo: somos um Estado dentro de um país em crise e dependemos da capacidade de compra de clientes que precisam se prevenir por causa do desemprego". Ou uma Coreia do Sul. Questões sem respostas, nós górdios que precisam ser desatados, os grandes desafios a serem superados. Equacioná-los dispensa reações temperamentais e emotivas. Cabe-nos respostas, não agressões, e assim mostrar ao Brasil quem efetivamente somos e o que pretendemos em relação a 2017.

Manaus, 4 de dezembro de 2017.

Produção industrial do Amazonas tem terceira maior alta do país





A produção industrial do Amazonas registrou o terceiro maior desempenho do país em agosto ao avançar 3,2% frente a julho. O Estado ficou atrás apenas do Espírito Santo (7,5%) e Bahia (4,9%). Na comparação com agosto de 2016, a produção local cresceu 5,3% com sete de dez atividades assinalando aumento no período. Com o indicador, o Amazonas apresentou o sexto melhor avanço e taxa acima da média nacional, de 4%. O setor também cresceu 1,9% no acumulado de janeiro a agosto deste ano. Por outro lado, nos últimos doze meses a indústria amazonense amargou queda de 0,2%. Os dados foram  divulgados na terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, pediu prudência ao analisar os dados, uma vez que segundo ele, não se pode falar em uma retomada econômica. Para ele, a crise ainda está presente no país. “Esse resultado é comparativo com um período  que já era ruim, ou seja, podemos apenas dizer que o setor parou de piorar e depois de apresentar melhora é que começa a recuperação”, disse Azevedo. “Mas acredito que qualquer pequeno resultado positivo deve ser comemorado e torcemos para o cenário melhorar”, acrescentou.


Na avaliação do empresário, a recuperação é lenta devido ao Polo Industrial de Manaus (PIM) ser ligado ao restante do país. “Se o país não está bem e  apresenta altos índices de desemprego isso afetará o desempenho do setor, mas já observamos uma leve melhora na economia brasileira e isso reflete na nossa também, porque abastecemos o mercado interno”, frisou Azevedo.

  
Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio



Segundo a pesquisa, a produção industrial teve alta de 3,2% em agosto frente ao mês anterior após avançar em junho (1%) e recuar em julho (-2,8%). Esse índice é o terceiro melhor do país no período. Já a taxa nacional assinalou queda de -0,8. No comparativo com agosto de 2016, o setor avançou 5,3%, após assinalar queda de 0,8% em julho. O resultado coloca o Amazonas entre os seis Estados com maior aumento na produção industrial. Esse índice é acima da média nacional (4%).


“Com isso, o índice de média móvel trimestral teve crescimento de 0,4% no trimestre encerrado em agosto frente ao patamar do mês anterior, recuperando, parte da perda de 0,6% registrada em julho último, quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em fevereiro de 2017”, informou o IBGE. Também registraram taxas positivas mais acentuadas o Pará (9,3%), Paraná (8,8%), Espírito Santo (7,8%), São Paulo (6,6%), Santa Catarina (5,0%), Ceará e Bahia (4,6%). 



A taxa acumulada de janeiro a agosto avançou 1,9%, índice maior do que no primeiro semestre do ano (1,7%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. O índice do país foi de 1,5% no período. Já nos últimos doze meses, a taxa recuou 0,2% em agosto, mantendo a redução na intensidade de queda iniciada em junho de 2016 (-18,2%). A média da indústria nacional foi de –0,1%. Mesmo com a taxa negativa, o Amazonas ficou entre os Estados pesquisados com os principais ganhos de ritmo entre julho e agosto.



Medidas anunciadas pelo governo federal como o pagamento do FGTS e liberação do pagamento do 13° salário aos trabalhadores trouxeram de volta a credibilidade nacional, acredita o empresário. Na leitura de Azevedo, o grande termômetro para o setor industrial será as festas de fim de ano. “A liberação desses benefícios contribuem para nossa melhora, mas é importante saber que a crise aguda ainda não passou e para isso é necessário uma participação maior da política que transmite essa credibilidade à população e os investidores.Temos que ver como o PIM se comporta no fim de ano para fazer uma projeção de retomada”, finalizou o vice-presidente da Fieam.
Por setor de atividades


De acordo com o IBGE, com a expansão de 5,3% no nono mês do ano, o setor registrou aumento na produção em sete das dez atividades pesquisadas no Estado. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (22,5%) e de bebidas (17%) exerceram as contribuições positivas mais relevantes sobre o total da indústria, impulsionados, pela maior produção de televisores; e de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, respectivamente. Vale mencionar ainda os avanços vindos dos setores de máquinas e equipamentos (38,5%), de produtos de metal (8,5%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,4%) e de impressão e reprodução de gravações (4,8%).



Já os principais impactos negativos vieram dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e bicombustíveis (-16,4%), puxados pela menor produção de gasolina automotiva e óleo diesel. Os demais recuos vieram dos setores de outros equipamentos de transporte (-12,9%), devido a queda na produção de motocicletas e suas peças e acessórios e, ainda na indústria extrativista (-5,1%).



Com crescimento de 1,9% no acumulado dos oito meses, o setor registrou alta em seis das dez atividades investigadas. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (26,3%) exerceu a contribuição mais relevante sobre o total da indústria, impulsionado, pela maior produção de televisores. Também registraram avanços os setores de máquinas e equipamentos (53,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (22,9%) e de produtos de borracha e de material plástico (12,1%). Em contrapartida, os principais impactos negativos vieram dos ramos de bebidas (-7,6%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,4%) e de outros equipamentos de transporte (-8,9%).

No último ano, produção de açaí cresceu 4,6% no Pará

O açaí foi o produto da extração vegetal não madeireira que alcançou maior valor de produção no ano passado no Brasil: R$ 539,8 milhões. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (28). Maior produtor nacional, o Pará respondeu por 61,2% do total do ano passado, com crescimento de 4,6%.O líder do ranking de municípios, Limoeiro do Ajuru, no Pará, produziu 35 mil toneladas no ano passado. Segundo a pesquisa, A produção de açaí extrativo caiu 0,2% em comparação com a de 2015, e somou 215.609 toneladas. O valor de produção, porém, subiu 12,4%. 


Foto: Reprodução/Shutterstock

Retração


No Amazonas, segundo maior produtor nacional de açaí, a produção caiu 12,3%, por causa da seca, que tornou mais difícil o transporte do fruto em alguns rios. Já o Maranhão aparece com 8,1% de participação na produção brasileira.

O supervisor da pesquisa, Winicius de Lima Wagner, disse que a demanda e a alta de preços do açaí tornaram a atividade mais atrativa para os extrativistas, contribuindo para aumentar a geração de renda local. “Em geral, os produtos não madeireiros do extrativismo são explorados por extrativistas e pequenas associações e cooperativas e têm relevância para as comunidades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste”, afirmou Wagner. 

'A força do querer': descubra o segredo da voz grossa de Ivan

O novo corte de cabelo não foi a única coisa que Carol Duarte precisou alterar para entrar de vez em seu novo personagem em 'A força do Querer': Ivan. A atriz precisou fazer todo um trabalho de preparação de voz intensivo para a nova fase da trama que ainda passa por um tratamento de áudio, na pós-produção da novela. 
Foto: Reprodução/TV Globo

Em entrevista ao site 'Purepeople', a produção da trama revelou que a mudança está ligada a um tratamento de áudio da equipe de sonoplastia. "O tom mais grave da voz de Ivana (Carol Duarte) em 'A Força do Querer' é resultado do trabalho de composição da atriz para a personagem e do tratamento de áudio realizado durante a sonoplastia da novela", afirmou.

Nas redes sociais, os espectadores cogitaram ser uma dublagem e estranharam a voz grossa do personagem. "Essa voz da Ivana está parecendo um robô", comentou uma internauta. "A voz da Ivana está tão estranha né, nossa!", disse outro. A alteração rendeu alguns elogios para Carol Duarte. "Eu percebendo que a voz da Ivana está ficando mais masculina. Carol, na moral, parabéns!!!!! Tiro o chapéu pra tu", comentou uma espectadora. Saiba mais no iBahia.

Pará apresenta equipamento que promete conservar sabor natural do açaí

Produtores de açaí do Pará já podem contar com uma máquina de processamento do fruto que reproduz o modo de amassar os caroços, exatamente como faziam no passado as mulheres do interior.

A versão ajustada do processador foi apresentada na manhã desta terça-feira (13), no restaurante do escritório central da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Marituba, na região metropolitana de Belém. As informações são da Agência Pará.
Foto:Divulgação/Emater
O modelo inovador foi alcançado por meio de uma parceria que envolveu o agricultor Samuel Souza, idealizador do mecanismo, a Emater, como intermediadora, e as empresas Promenge (de São Paulo) e Grandbel (de Belém). Desse trabalho conjunto saiu o protótipo do equipamento, que tem estrutura portátil e é feito 100% de aço inoxidável, com o propósito de preservar a qualidade e a “verdade artesanal do processo”, como define Samuel Souza.

O agricultor conta que lhe causava incômodo o sabor do açaí extraído nas máquinas normalmente utilizadas pelos batedores e submetido ao processo de higienização (“branqueamento”) exigido pela Vigilância Sanitária para o funcionamento dos pontos de venda. “É um sabor que não se compara àquele que experimentávamos na nossa infância”, define. Dessa inquietação surgiu a busca por parcerias que o ajudassem a encontrar uma maneira de reproduzir o tal sabor verdadeiro do açaí.

Foi quando Samuel decidiu procurar o escritório da Emater em Benevides, município onde nasceu, e a partir de uma conversa com o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Lima deu início ao projeto de prospecção de uma máquina que atendesse esses critérios conceituais.

“A máquina é realmente inovadora”, defende Antônio Carlos Lima, responsável pelo projeto na Emater. “Em relação às máquinas atuais a diferença do produto final é muito grande, seja no aspecto físico-químico ou na qualidade das propriedades organolépticas e nutricionais, em que o choque mecânico é bastante reduzido”, explica. E completa: “Nela não há perda das proteínas, visto que os caroços passam por um processo de atrito em vez de serem triturados".

“Quando o protótipo ficou pronto, ampliamos a ideia na perspectiva de atender o setor da agricultura familiar, em especial iniciativas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)”.

Hoje a versão final do modelo da máquina foi apresentada. Na opinião do diretor técnico da Emater, Rosival Possidônio, “o resultado dessa iniciativa é de suma importância para o Estado, particularmente para as regiões produtoras de açaí, uma vez que existe a perspectiva real de proporcionar um salto de qualidade na produção de polpa de açaí para comercialização”.
Ainda neste mês a máquina será levada ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS/Pará) e, posteriormente, à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e instituições afins. “Com isso, queremos captar patrocínio para a produção em série do equipamento”, informou o engenheiro agrônomo Paulo Lobato, assessor da Diretoria Técnica da Emater (Ditec).

Para Lobato, a apresentação do protótipo é motivo de orgulho para quem faz parte da assistência técnica e extensão rural pública e é também a prova de que o Estado existe também para construir parcerias, seja com a sociedade civil, organizações não governamentais ou com a iniciativa privada. “O que importa é trabalharmos juntos. O açaí é uma riqueza do Pará e a Emater não poderia se abster de fomentar uma cadeia produtiva tão importante como essa”.

Rodjel Refundini, engenheiro mecânico e petroquímico que desenvolveu o protótipo, disse que o projeto foi elaborado com base nos relatos e considerações da Emater e de Samuel Souza, com a finalidade de adequar a tecnologia às necessidades e à tradição amazônica de consumir o açaí. “Trabalhamos na perspectiva de utilidade máxima do fruto e viabilidade econômica e social desse processo não apenas para a agricultura familiar, como para o trabalhador autônomo do setor.”

Produção de Podcasts é proposta de minicurso em Manaus

Um minicurso de produção de podcasts, que objetiva ensinar passo a passo a produção de áudios para a internet com fins jornalísticos e institucionais, acontece em Manaus dia 20 de maio. Oferecido pelo jornalista e professor Rômulo Araújo, a ideia é expandir o uso do formato, resultado da junção de iPod - marca do aparelho digital – que abrange a sigla Personal On Demand (pessoal e sob demanda) e broadcasting (transmissão de rádio ou televisão).

Segundo o professor, o minicurso pretende contribuir para que, principalmente, estudantes e profissionais de comunicação possam entender como funciona a dinâmica de produção de conteúdos informativos em áudios para a internet que pode ser usado tanto pelos meios jornalísticos quanto pelas Assessorias de Comunicação de instituições públicas e privadas.

“Esse modelo surgiu em 2004. Não faz tanto tempo assim. Nos Estados Unidos e países europeus é muito popular entre os jornais. No Brasil é mais usado para entretimento e humor. Mas aqui no Estado, o podcast já vem se apresentando como alternativa de produção de conteúdo multimídia. Eu mesmo coordenei um projeto em uma instituição pública”, declarou Rômulo acrescentando que os participantes vão experimentar a produção na teoria e na prática.
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Além de abordar etapas para a produção de áudios para internet, a partir da linguagem e formatos de produção em rádio, como pauta, roteiro, gravação e edição, os conteúdos serão repassados por meio de uma apresentação multimídia, com slides e recursos audiovisuais, mostrando técnicas e exemplos de como montar um podcast com o propósito de informar ou divulgar um serviço, produto ou pessoa/empresa.

Inscrições e investimento

Com carga horária de 4h e um total de 20 vagas, o minicurso acontece no dia 20 de maio, de 8h às 12h, no Laboratório de Rádio da Unidade 4 do Centro Universitário do Norte (Uninorte/Laureate), na rua Huascar de Figueiredo, no Centro. O investimento é de R$ 75 para público externo e R$ 35 para alunos do UniNorte. As inscrições podem ser feitas no link: sicanet.uninorte.com.br/extensao e, aos participantes, haverá certificado de horas complementares e material de apoio.

Rômulo Araújo é jornalista especialista em Design, Comunicação e Multimídia e atua como professor das disciplinas de Radiojornalismo e Laboratório e Práticas da Comunicação no Uninorte/Laureate, além de coordenadar o departamento de Rádio da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom).

Pará e Amazonas têm aumento na produção industrial em janeiro

Apesar da queda de 0,1% da indústria nacional, os estados do Amazonas e Pará apresentaram alta na produção industrial em janeiro de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com números divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Polo Industrial de Manaus (PIM) cresceu 7,5% no primeiro mês do ano, em relação a janeiro de 2016. Já o estado vizinho, o Pará, registrou um crescimento industrial ainda maior no mesmo período: 8,2%.
Entre dezembro de 2016 e janeiro, o Polo Industrial de Manaus teve alta de 0,5% na produção (Foto:Divulgação)
Já na comparação com o mês anterior, o crescimento de 2,4% na produção industrial paraense, coloca o estado com o terceiro melhor resultado entre os 14 locais pesquisados, atrás apenas do estados do Espírito Santo (+4,1%) e Goiás (+2,4%). Também começaram o ano com alta na produção, Pernambuco (+2,1%), São Paulo (+1%), Minas Gerais (+0,7%), Santa Catarina (+0,6%), Amazonas (+0,5%) e Rio de Janeiro (+0,3%).

No acumulado de 12 meses, apenas o Pará teve alta (9,3%). Os outros 14 locais tiveram queda, com destaque para Espírito Santo (-16,1%), Amazonas (-7,8%) e Bahia (-7,2%).

Comportamento da indústria


Nos outros tipos de comparação temporal, o IBGE também analisa o comportamento da indústria de Mato Grosso. Portanto, nas comparações com o mesmo período do ano anterior e no acumulado de 12 meses, o IBGE divulga o resultado do desempenho da indústria em 15 locais.

Na comparação com janeiro do ano passado, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pernambuco (+14,1%), Espírito Santo (+13,4%) e Mato Grosso (+13,3%). Os três locais com queda na produção foram a Bahia (-15,5%), Rio Grande do Sul (-4,1%) e Região Nordeste (-2,9%).