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Manaus 30º • Nublado
Quarta, 12 Mai 2021

Projeto Flora do Utinga já catalogou quase 700 espécies de fungos e plantas no Parque

Técnicos orientam os frequentadores do Parque do Utinga sobre as espécies tóxicas da flora da Unidade de Conservação, cujo manuseio é proibido

Parque do Utinga terá exposição gratuita de bonsais neste sábado

Exposição mostrará 30 modelos de bonsais, árvores em miniatura feitas com técnicas milenares desenvolvidas na China

Parque do Utinga e Mangal das Garças terão programação especial neste final de semana

Os espaços terão apresentações gratuitas dos Corais natalinos Vocal Celebração e Combel, dentro da programação do projeto 'Natal das Luzes'

Serpente suaçuboia é encontrada em trilha do Parque do Utinga em Belém; especialista dá orientações de cuidados

Animal pertence a família Boidae, com nome científico de Corallus hortulanus.

Tartarugas-da-amazônia, nascidas no Mangal das Garças, são soltas no Parque do Utinga

Os ovos ganharam proteção contra predadores, por meio de ninhos especiais com contenções confeccionadas a partir de bambus e telas de metal. Após o nascimento, os animais foram inseridos em tanques e permaneceram em observação até estarem aptos para irem à natureza.

Estação e Parque do Utinga vão abrir normalmente na próxima segunda-feira, 26

A entrada é gratuita em todos os espaços, sendo obrigatório o uso de máscara para acesso e permanência nesses locais.

Um dos principais pontos turísticos de Belém, o Parque do Utinga é reaberto à visitação

Reabertura cumpre todas as medidas de segurança sanitárias necessárias contra a disseminação do novo coronavírus

Casal de menor espécie de serpente da Amazônia é encontrado no Parque do Utinga

Ambos são indivíduos adultos e medem cerca de 13 centímetros de comprimento. O macho é um pouco menor que a fêmea

Por causa do período chuvoso amazônico, Ararajubas do Parque do Utinga ganham ninho artificial

As ararajubas (Guaruba guarouba) do Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”, no bairro do Curió-Utinga, em Belém, ganharam um ninho artificial, que foi instalado em uma árvore de Ucuúba (Virola surinamensis), situada ao lado da passarela que dá acesso à Casa da Mata, um dos espaços de visitação da Unidade de Conservação. O objetivo é auxiliar na acomodação de possíveis filhotes da espécie que venham a nascer após a próxima estação reprodutiva, tendo início no período chuvoso amazônico.



Realizada semana passada, a ação foi uma iniciativa da equipe técnica da Gerência de Biodiversidade, vinculada à Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBio) do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio). E contou com o apoio de uma equipe da empresa Amazônia Aventura, que utilizou equipamentos de rapel e escalada para alcançar os quase 10 metros de altura onde ninho foi instalado.

Foto: Divulgação



Essa foi mais uma etapa do projeto “Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas em Unidades de Conservação da RMB – Belém Mais Linda!”, realizado pelo Ideflor-bio, em parceira com a Fundação Lymington, de São Paulo.

Os ninhos artificiais simulam árvores ocas, que servem de abrigo para a postura e o cuidado com os ovos e filhotes, explicou a gerente de Biodiversidade do Instituto, Nívia Pereira.

“O objetivo de colocar o ninho nas proximidades do viveiro, onde alguns indivíduos permanecem em treinamento, é facilitar a vida de um casal de ararajubas que escolheram o local para passar a noite. Elas exploram as redondezas durante o dia, mas sempre retornam para dormirem lá”, ponderou Nívia.




Balanço


O projeto “Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas nas Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém – Belém mais linda!” foi idealizado em 2016, por meio de uma parceria entre o Ideflor-bio e a Fundação Lymington, de São Paulo. Em 2017 foram construídos os aviários no Parque Estadual do Utinga. No mesmo ano, foram trazidos de São Paulo para o Parque, em Belém, o primeiro grupo formado por 14 aves, criadas em cativeiro. Em 2018, foi promovida a soltura de 20 indivíduos da espécie, sendo que uma delas nasceu a partir da reprodução livre, dentro do Parque.



Foto: Divulgação



De acordo com a gerente Nívia, cinco do total de 20 aves que foram soltas continuam morando no Parque. Já foi possível visualizar um grupo de quatro a cinco aves voando e colorindo os céus da capital paraense. As ararajubas são aves ameaçadas de extinção, incluídas tanto na lista estadual quanto federal. “A gente deixa comida disponível para que no pós-soltura alguns indivíduos permanecessem no Parque, por estarem mais protegidos aqui”, ressaltou a gerente.



Com as vibrantes cores verde e amarela, a ave que é considerada símbolo do Brasil desapareceu da fauna da capital paraense entre as décadas de 40 e 50 devido à expansão da cidade, o desmatamento e o comércio ilegal de animais silvestres. O projeto surgiu justamente para reintroduzir promovendo a readaptação do animal silvestre no habitat amazônico. Elas se alimentam basicamente de frutas e vivem entre 20 a 40 anos.