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Sábado, 08 Mai 2021

Exploração sustentável da biodiversidade, o hoje e o amanhã da Pan-amazônia

O futuro da Zona Franca de Manaus, vale dizer da economia amazonense liga-se intimamente a esses pontos

“A nova Conferência Eclesial da Amazônia deve levar a sério as decisões do Sínodo”, diz cardeal Cláudio Hummes

No dia 29 de junho deste ano foi criada a Conferência Eclesial da Amazônia. O novo organismo eclesial é fruto das reflexões do Sínodo para a Amazônia, realizado em outubro de 2019, em Roma.

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Professores já podem se inscrever para o Prêmio de Excelência Educacional da Associação Pan-Amazônica

Os profissionais na área de educação já podem inscrever-se para o Prêmio de Excelência Educacional, promovido pela Associação Pan-Amazônica. A premiação reconhece iniciativas de professores da Amazônia Continental em prol do desenvolvimento do ensino. O prêmio conta com a parceria da distribuidora de combustíveis Atem, que atua nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

Noite da Gastronomia da Amazônia Ocidental traz chefes renomados à Manaus

 
A Associação PanAmazônia em parceira com o restaurante Caxiri apresentam a 'Noite da Gastronomia da Amazônia Ocidental'. A programação faz parte de um projeto em que chefs de países e estados da Amazônia são convidados para preparar um jantar e divulgar a gastronomia regional.

O projeto, que existe desde 2016, é realizado periodicamente em Manaus, e já rendeu a publicação de um livro com receitas dos chefs que participam da iniciativa. Já passaram pelo evento, os Chefs Beto Belini, Edgar León (Equador) e o Chef Martín (Peru).

Nesta edição, o convidado da noite é a Chef July Márquez, da Venezuela, que apresentará cardápio com pratos de diversas regiões do país vizinho, e terá a colaboração da Chef Débora Shornik.

Além do jantar típico, outras surpresas completarão a noite. "Teremos diversas amostras da gastronomia das regiões andina, central e caribenha da Venezuela, cada uma com uma tradição culinária muito particular", conta Belisário Arce, presidente da PanAmazônia.

A 'Noite da Gastronomia da Amazônia Ocidental' será nos dias 6 e 7 de dezembro, a partir das 20h, no restaurante Caxiri, que fica na rua 10 de Julho, 495 - Centro de Manaus, bem ao lado do Teatro Amazonas.

Mais informações, reservas e preços, ligar para  (92) 984457438 / 99479240.

Pan-Amazônia, futuro a construir

Foto:Reprodução
Em qualquer das alternativas que se pense o desenvolvimento da Amazônia, além dos aspectos socioculturais e econômicas, sobressai-se a premência de promover ações que visem a difusão de conhecimentos de forma integrada ao conjunto da Pan-Amazônia, a Amazônia sul-americana. A complexidade da empreitada, todavia, é agravada pelo distanciamento político estabelecido entre os diversos países integrantes do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), de 1978. Por essa razão, o nível de diálogo e cooperação técnica e diplomática é tênue, pobre, distanciado e ineficaz.

Difícil de crer, porém, que os diversos órgãos de ensino e pesquisa da região - o Instituto SINCHI, a Universidad Nacional de Colombia, Sede Amazonia (Letícia), o Instituto de Investigación de la Amazonia Peruana (IIAP), o Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA), o CBA, o Museu Goeld; a Universidad Nacional del Perú, junto com a Universidad Central del Ecuador, Quito, além do conjunto das universidades da Amazônia brasileira -, não mantenham vínculos cooperativos objetivamente estruturados e agendas compartidas em setores de ensino, pesquisa e extensão, com missões e metas comuns. Na verdade, mantêm sim, porém em termos meramente protocolares resultantes de acordos assinados - e não cumpridos - pelas diplomacias do bloco.

Evidentemente, em muitos pontos o ideal seria estabelecer currículos comuns, possibilitando, deste modo, uma maior troca de informações e resultados de pesquisa de interesses recíprocos. Mas, como viabilizar a ideia se, além de tudo, o brasileiro não fala espanhol e nossos vizinhos sul-americanos não falam português? A integração da universidade pan-amazônica permitiria o alcance de resultados rápidos e eficazes sobre diversos problemas, em resultado da interação de ações pragmáticas em áreas de interesses e metodologias comuns. Como as pesquisas sobre a malária e outras doenças tropicais, a construção naval, a navegação fluvial, a produção de alimentos, o aproveitamento da madeira para produção de etanol, o estudo de princípios ativos para a indústria de cosmético ou de produtos medicinais.

Cabe aos governos dos oito países signatários do Tratado de Cooperação Pan-Amazônica (TCA) quebrar esse gelo, suplantá-los e desenvolver ações imediatas visando operacionalizar os 28 pontos do “Compromisso de Manaus”, resultante da XI Reunião de Ministros das Relações Exteriores dos países membros da OTCA realizada na capital amazonense em 22 de novembro de 2011, especialmente no que concerne aos de maior responsabilidade. Igualmente em relação à promoção de mobilidade acadêmica entre estudantes e docentes de tal sorte a remover barreiras (como a da língua) que impedem o estabelecimento de intercâmbios em torno do fortalecimento da cooperação educacional, cultural e tecnológica na região.

Todos esses pontos encontram-se em aberto seja por falta de verbas ou de empenho político em favor desta que é de fato a mais promissora região da América do Sul e uma das mais importantes do Planeta. A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil foi criada exatamente para atender a necessidade de integração plena da região às economias dos países-membros. Anima saber estarem em execução, segundo a Organização, relevantes programas, como o Sistema de Vigilância Ambiental da Amazônia, o OTCA Biodiversidade, ambos com apoio do BID, e o Regional Amazônia, financiado por Agências de Fomento de Alemanha e Holanda.

Resta, por fim, a questão fundamental sobre que organismo se responsabilizará pela governança do sistema e a operacionalização do TCA, sem o que a efetiva integração pan-amazônica jamais passará de simples ficção. Um ministério Pan-amazônico? A Universidade Pan-Amazônica? Presumivelmente a própria OTCA, que com essa finalidade foi criada. Independente do ângulo que se investigue, a questão é relevante, imperativa, por dizer respeito a interesses vitais da região.

Manaus, 4 de junho de 2018.

Papa anuncia tema e nomeações do Sínodo dos Bispos para a Pan-amazônia

O Papa Francisco estabeleceu que a assembleia especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-amazônia, programada para outubro de 2019, terá como tema: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral”. O sínodo é uma reunião de bispos para tratar dos problemas da região, especialmente da sua população indígena.

A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (08). Além do tema foram divulgados os nomes dos membros do Conselho pré-sinodal, nomeados pelo Pontífice, que irá colaborar com a Secretaria Geral na preparação dessa assembleia:

1. Cardeal Cláudio HUMMES, O.F.M., arcebispo emérito de São Paulo (Brasil), presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).

2. Cardeal Peter Kodwo Appiah TURKSON, Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

3. Cardeal Carlos AGUIAR RETES, Arcebispo de Cidade do México (México).

4. Dom Pedro Ricardo BARRETO JIMENO, S.I., Arcebispo de Huancayo (Peru), vice-presidente da REPAM.

5. Dom Paul Richard GALLAGHER, Secretário das Relações com os Estados.

6. Dom Edmundo Ponciano VALENZUELA MELLID, Arcebispo de Assunção (Paraguai).

7. Dom Roque PALOSCHI, Arcebispo de Porto Velho, Rondônia (Brasil).

8. Dom Oscar Vicente OJEA, Bispo de San Isidro, Presidente da Conferência Episcopal Argentina.

9. Dom Neri José TONDELLO, Bispo de Juína, Mato Grosso (Brasil).

10. Dom Karel Martinus CHOENNIE, Bispo de Paramaribo (Suriname).

11. Dom Erwin KRÄUTLER, C.PP.S., Prelado emérito do Xingu, Pará (Brasil).

12. Dom José Ángel DIVASSÓN CILVETI, S.D.B., vigário apostólico emérito de Puerto Ayacucho (Venezuela).

13. Dom Rafael COB GARCÍA, vigário apostólico de Puyo (Equador).

14. Dom Eugenio COTER, vigário apostólico de Pando (Bolívia).

15. Dom Joaquín Humberto PINZÓN GÜIZA, I.M.C., vigário apostólico de Puerto Leguízamo-Solano (Colômbia).

16. Dom David MARTÍNEZ DE AGUIRRE GUINEA, O.P., vigário apostólico de Puerto Maldonado (Peru).

17. Irmã María Irene LOPES DOS SANTOS, S.C.M.S.T.B.G., Delegada da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR).

18. Sr. Mauricio LÓPEZ, secretário executivo da REPAM (Equador).

PanAmazônia lança livro com gastronomia da Amazônia continental

O presidente da Associação PanAmazônia, Belisário Arce, realizou neste sábado, (18), o lançamento do livro 'Gastronomia pan-amazônica - as melhores receitas da Amazônia continental'. O evento aconteceu durante o festival 'Nossa Energia Move a Amazônia', na Sala Bossa Nova da Arena da Amazônia. 
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

De acordo com Arce, a PanAmazônia sempre abordou a cultura da região, e em um dos eventos surgiu a ideia de reunir as maiores receitas da Amazônia continental. "Em 2015, começamos a fazer atividades na área da gastronomia, então esses eventos tiveram sucesso. Tive a ideia de convidar alguns chefs para mostrarem no livro as riquezas gastronômicas da nossa região", disse.

O livro conta com receitas 16 chefs, de lugares como o Brasil (Amazonas, Pará e Roraima), Equador, Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia. "São 114 páginas com receitas deliciosas, tive o prazer de receber esse material que foi escolhido pelos nossos associados dos Estados e países. Confesso que fiquei muito impressionado com a diversidade de peixes, frutas, verduras e sabores que existem na Amazônia", contou Arcer.
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Segundo o presidente da Associação PanAmazonia, ele está trabalhando em uma segunda edição do livro com outras receitas que ficaram de fora. A expectativa é que o novo livro fique pronto em Março de 2018. "Por motivos de espaço físico, alguns pratos não entraram na primeira edição, mas a gente está trabalhando para que as pessoas conheçam essas receitas", revelou.

O livro 'Gastronomia pan-amazônica - as melhores receitas da Amazônia continental' custa R$ 70. Informações pelo telefone (92) 3345-4973.