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Quinta, 13 Mai 2021

Coaching na Educação

Esta palavrinha, Coaching, mudou minha vida de 2010 em diante, quando entendi que a trajetória era mais importante que a chegada. Desde então, tenho dedicado minha vida a entender como meus resultados serão alcançados fazendo as pessoas mais felizes. Mas, antes de falarmos mais sobre o Coaching e como esse tema vem mudando a vida de pessoas e empresas, vamos falar sobre a história dessa filosofia (ou metodologia, como muitos chamam). 

Tudo começou com uma gíria, dá para acreditar? Nas universidades norte-americanas, usam o termo para designar “tutor particular”, o “Coach”, que prepara os alunos para exames de determinada matéria. Esse significado de condução tem uma raiz mais antiga ainda, lá por meados do século XVIII, nas universidades inglesas, onde coach era carruagem.

Para o Coaching se tornar o que é hoje, levou muito tempo, e cronologicamente fica mais ou menos assim:

1400 — Kócs, uma cidade da Hungria começou a desenvolver carruagens e deram a elas o nome de “kócs”, em inglês, “Coach”.

1830 — Em Oxford University e outras universidades, o termo “Coach” ganha significado de tutor, aquele que carrega, conduz.

1931 — O termo foi utilizado pela primeira vez no âmbito dos esportes.

1991 — Ano de fundação da Coach University por Thomas Leonard.

2000 — “COACHING” é tema de tese de doutorado pela primeira vez.

2010 — Eu, Álvaro Sanches, passo a ter acesso pela primeira vez a esse termo por meio de um querido amigo, Christian Coelho, que me fez acreditar que eu era capaz de ir muito além do que eu mesmo acreditava que poderia (Gratidão eterna ao querido Christian).

2011 — O primeiro Congresso Brasileiro de Coaching é realizado.

DEFINIÇÃO DE COACHING POR ÁLVARO SANCHES

Definir Coaching talvez seja uma das maiores dificuldades de um profissional da área. Primeiro porque o verbo é sentir. Como assim? Coaching é muito além de um conjunto de ferramentas, crenças, sessões e possíveis resultados. Coaching é uma filosofia de vida; e algumas pessoas preferem chamar de metodologia, ou ainda de uma prática. Seja qual for o nome dado, você vivencia. Há muitas escolas hoje em dia que aplicam a ferramenta — como também é chamada — como um simples propósito de gestão, seja gestão profissional ou gestão pessoal. 

Empresas, em especial, procuraram o Coaching para buscar mais resultados, pois está relacionado ao desenvolvimento do comportamento humano, o que também envolve as habilidades e emoções de cada um.  Quando buscamos a definição na internet, vemos que o Coaching pode ser definido como um conjunto de ações e atividades que visam evidenciar o potencial do ser humano, por meio de ferramentas práticas, de atividades individuais ou atividades em grupo. Seja qual for a opção escolhida, o objetivo é gerar uma reflexão; para gerar uma alteração no comportamento. Eu prefiro chamar Coaching de filosofia, porque a filosofia está mais enraizada nas suas práticas como ser humano. 

E o que isso significa? Primeiro de tudo é entender que Coaching é a arte de fazer acordos, e o primeiro acordo é com você mesmo. Quais acordos você faz com você mesmo desde a hora em que acorda de manhã? É sério! Pare um pouco esta leitura. Tire um ou dois minutos e lembre (de verdade) dos acordos que você fez com você hoje cedo. Talvez você tenha feito acordo de estar no trabalho às 7 horas, de ligar para alguém, de pegar seu filho na escola... 

O começo de tudo é você identificar quais acordos você pretende fazer com você mesmo e para isso é preciso identificar quais são seus objetivos. Próxima pergunta: que objetivos você tinha ao fazer cada acordo desse com você? Quais deles você conseguiu cumprir? Quais você não conseguiu cumprir? O que impediu você de cumprir o que se propôs a  fazer? No geral, observamos a dificuldade inicial de fazer acordos consigo mesmo. Ou mais do que isso, fazer acordos e cumpri-los.

Educadores do Amazonas levam neurociência para sala de aula

Professores e gestores escolares do Amazonas se reúnem, na próxima sexta-feira (11), no Blue Tree Premium Manaus, para o evento “Um Dia Positivo”. Promovido pelo Sistema Positivo de Ensino, o encontro reúne 800 profissionais da região com debates sobre os temas “O uso da Neurociência na Educação”, “O profissional do futuro e os seus desafios” e “Gestão de aprendizagem”. 

Professores já podem se inscrever para o Prêmio de Excelência Educacional da Associação Pan-Amazônica

Os profissionais na área de educação já podem inscrever-se para o Prêmio de Excelência Educacional, promovido pela Associação Pan-Amazônica. A premiação reconhece iniciativas de professores da Amazônia Continental em prol do desenvolvimento do ensino. O prêmio conta com a parceria da distribuidora de combustíveis Atem, que atua nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

Professores da Amazônia podem se inscrever em projeto para pedir colaboração extra nas escolas

Com o objetivo de envolver a comunidade na educação de crianças e adolescentes em escolas públicas, o projeto Quero na Escola Especial Professor, uma parceria com a Fundação SM, está com inscrições abertas até 10 de setembro. Professores dos estados da Amazônia Legal também podem enviar seus pedidos, informando que gostariam de receber voluntários em suas escolas para ajudar em algum projeto ou promover uma atividade extraordinária. 

Agenda 2030: conheça iniciativas no Amazonas que buscam transformar o mundo a partir da educação

Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que pretendem acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. Os objetivos são promovidos e defendidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem cumpridas entre os países parceiros até 2030.

A Agenda 2030, como é conhecida a ação, pretende transformar o planeta, a partir de 17 ODS, e, com pequenas ações, a sociedade civil, organizações públicas e empresas podem cumprir as metas (estabelecidas ainda em 2015). Na Amazônia, diversas iniciativas já se preocupam em contribuir com o cumprimento dos ODS e o Portal Amazônia conversou com alguns que focam na ODS 4 - Educação de qualidade. Confira:


Entre as organizações sociais, movimentos de impactos e sociedade civil do Amazonas que se organizam em prol dos ODS está o Instituto Navegando e Lendo. Com foco no ODS 4 (Educação de Qualidade), ele cumpre seu papel disponibilizando livros em embarcações que navegam pelos rios da Amazônia.
Foto:Divulgação/Instituto Navegando e Lendo

"Nosso principal objetivo é incentivar a leitura através do acesso gratuito ao livro. Disponibilizamos livros em embarcações e por não ter outros atrativos, enquanto as pessoas aguardam, em suas redes, o tempo de viagem, elas aproveitam para fazer a leitura. É muito oportuno e importante essa divulgação que fazemos do livro, principalmente porque ele viaja por todos os cantos", conta Jorge Klein, lembrando que os livros do projeto Navegando e Lendo estão disponíveis em pouco mais de dez embarcações que saem de Manaus.    
Foto:Divulgação/Instituto Navegando e Lendo

A Fundação Rede Amazônica (FRAM), que é o braço institucional do Grupo Rede Amazônica (GRAM), também está engajada na Agenda 2030 e abraça o ODS 4, que está ligado diretamente à Educação de Qualidade. Esse objetivo pretende aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que tenham habilidades relevantes, inclusive competências técnicas e profissionais, para emprego, trabalho decente e empreendedorismo.


Entre ações desenvolvidas pela FRAM estão o projeto Ler+1, Conta um Conto e o Aproximar Muda Tudo. Marcya Lira, secretária geral da FRAM, lembra que o Acelera Amazônia é o selo que conduz os ODS no grupo. "Em prol do ODS 4.4, por exemplo, desenvolvemos o selo Acelera Amazônia que tem como principal objetivo, apoiar o movimento do ecossistema de inovação na região norte, dando visibilidade e fortalecendo a divulgação, além se realizar projetos voltados para crianças, jovens, comunidade e empresários", afirma Lira.
Foto:William Costa/Portal Amazônia

Os projetos do Acelera Amazônia buscam atingir diferentes públicos, desde o infantil até o adulto e empresarial. "Para crianças, são desenvolvidas oficinas com foco no incentivo à robótica, programação e games. Os jovens estão inseridos em um contexto de produção de conteúdo com foco em desenvolvimento de ideias e negócios. Aos empresários promovemos discussão sobre o futuro dos negócios. Às comunidades são apresentados os novos conceitos de empreendedorismo de forma a fazê-los entender o que esta acontecendo em uma linguagem apropriada e proporcionando uma oportunidade de crescimento em sua área de atuação", disse.


Outra iniciativa também desenvolvida no Amazonas, através de movimentos de impacto, está o Projeto Cosmos, que é formado por universitários apaixonados por astronomia e compartilham do que sabem com alunos da rede pública de Manaus através de cursos e oficina que tratam sobre o sistema solar, constelações, formação do universo e outros.


Reforço Escolar


O Instituto Ágape faz sua parte quando o assunto é ODS, e atende 40 crianças com reforço escolar gratuito para as séries do Ensino Fundamental, na Zona Norte de Manaus. Suelen Araújo é uma das coordenadoras do Projeto e conta como funcionam as aulas. "No reforço auxiliamos as tarefas de casa, leitura, escrita e Matemática básica. Além de aulas extras sobre profissões, direito da criança, exploração e abuso sexual infantil, incentivo à leitura e agora vamos começar com aula de inglês", conta Suelen. 
Foto: Divulgação/Instituto Ágape
Marcos Eduardo tem 11 anos e é um dos alunos do projeto Ágape. Sua mãe, Sidiane de Almeida, lembra que Marcos tinha muita dificuldade na escola, e precisaria de reforço, e o projeto veio atender essa necessidade. "Ele tinha muita dificuldade na escrita, e hoje melhorou muito. Na leitura ele está bem desenvolvido, e se não tivesse esse projeto pagaríamos aulas de reforço e ia sair muito pesado financeiramente pra gente, agradeço ao Ágape pela ajuda", disse Sidiane.


Os interessados em se tornar voluntário do Instituto Ágape, ou obter mais informações sobre os projetos desenvolvidos no espaço, podem acessar a página do Facebook.
Foto: Divulgação/Instituto Ágape

Ensino Técnico e Superior


No Instituto Federal do Amazonas (Ifam), as ações a partir dos ODS estão sendo pensadas, mas as publicações nas redes sociais do órgão marcam a iniciativa que será consolidada nos próximos dias, como conta Rodrigo Fonseca, coordenador de Comunicação do Ifam.


"Sou o responsável pela implantação nesse primeiro momento, no próximo dia 20 de agosto, estaremos assinando um acordo de cooperação técnica com o Instituto Soka Gakkay Internacional e na ocasião estaremos lançando a campanha de conscientização dos ODS no IFAM, e faremos isso demonstrando que a maioria de nossos projetos, políticas e práticas estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e dessa forma cumprimos nossa missão, que é promover o ensino público de qualidade referenciado com o objetivo de promover a evolução dos arranjos produtivos locais de forma sustentável na Amazônia", conta Rodrigo, ressaltando que o Ifam já está publicando editais de fomento a projetos de extensão tendo como requisito algum dos ODS.


Engajamento com os ODS


Segundo Carolina Ramírez Mendes, gestora da plataforma de soluções da SDSN Amazônia, os 17 ODS trazem 169 metas e 241 indicadores, e continuam o trabalho realizado pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que orientaram, entre os anos 2000 e 2015, a ação global para abordar as necessidades básicas dos países mais pobres do mundo.


"Os ODS se diferenciam dos ODM em várias questões importantes que os fazem ser mais influentes e relevantes. Os ODS cobrem um maior número de obstáculos e desafios que os ODM, muitos dos quais são relevantes e podem ser aplicados a todos os países e grupos vulneráveis dentro de cada país a diferença dos ODM que tinha como foco os países mais pobres e em desenvolvimento. Os ODS enfatizam as interconexões tanto entre as dimensões sociais, econômicas e ambientais do desenvolvimento sustentável. É reconhecido que abordar os desafios que representam os ODS é de responsabilidade de todos, principalmente das empresas, da sociedade civil, o terceiro setor e o setor acadêmico, entre outros, a colaborar para conseguir o cumprimento de todos os ODS", disse Carolina.


Sobre a aceitação dos ODS, Carolina lembra que mesmo não sendo por exigências legais, os objetivos estão sendo bem acolhidos graças à consultas abertas, e ao impacto que as estratégias em torno do tema podem trazer.


"O forte interesse e resposta aos ODS na maioria dos países e setores desde sua adoção e numerosas iniciativas, alianças e redes que impulsionaram, proporcionaram uma clara evidência de que se converteram em uma fonte de inspiração e influência. Já existe uma forte aceitação dentro da ONU, dos governos nacionais, um crescente interesse nas empresas, dos governos locais e prefeituras, na juventude, na sociedade civil e organizações filantrópicas, e nos bancos de desenvolvimento", disse.

No Amazonas, ainda são poucas as iniciativas que contribuem com os ODS, mas relevantes na contribuição social do local onde estão inseridas.


"As empresas, organizações da sociedade civil, universidades e organizações governamentais estão começando a adotar os ODS nas suas agendas. Por exemplo, a Virada Sustentável promove em todas as suas ações os ODS e na edição de 2019 teve uma atividade dedicada exclusivamente à divulgação dos ODS chamada “Caminhão conhecendo os ODS” realizado pela Ntics projetos e pela Whirlpool. A Organização das Cooperativas Brasileiras do estado do Amazonas, sistema OCB/AM, está promovendo os ODS em cada uma das cooperativas e atividades realizadas. A Fundação Amazonas Sustentável (FAS), conta com o programa Educação, Saúde e Cidadania que visa alcançar o ODS 4, educação de qualidade, nas comunidades ribeirinhas de 16 Unidades de Conservação do Estado do Amazonas. A empresa social “Descarte Correto” também promove a educação de qualidade a través do programa de Interativos em comunidades de baixa renda em Manaus, oferecendo cursos profissionalizantes por um custo acessível. As Universidades como a UEA, UFAM e o INPA promovem na sua agenda os ODS também", pontua Carolina.


Para quem ainda não alinhou as suas ações com os ODS, é importante ler o documento “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” para conhecer a Agenda 2030 e os ODS.


"É importante que as empresas, organizações do terceiro setor, organizações governamentais e centros de ensino alinhem as suas metas com as metas da Agenda 2030 e assim consigamos transformar o nosso mundo num lugar melhor. A Agenda e os ODS afirmam que para pôr o mundo em um caminho sustentável é urgentemente necessário tomar medidas ousadas e transformadoras por parte de todos e todas, a sociedade, empresas e órgãos. Os ODS constituem uma ambiciosa lista de tarefas para todas as pessoas, em todas as partes, a serem cumpridas até 2030. Se cumprirmos suas metas, seremos a primeira geração a erradicar a pobreza extrema e iremos poupar as gerações futuras dos piores efeitos adversos da mudança do clima", finaliza Carolina Ramirez.


A SDSN Amazônia também promove capacitações e promove cursos gratuitos e massivos online chamados MOOCs (https://www.amazonia-edu.org/terrestrialecosystems) onde as pessoas podem aprofundar sobre os ODS e a vida terrestre.



Mais informações sobre os ODS podem ser encontrados em: www.sdsnbrasil.org.br/o-que-sao-ods.