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Quinta, 13 Mai 2021

Projetos do Amazonas e Pará ganham prêmio da ONU sobre combate à malária em época de pandemia

Iniciativas dos estados do Pará e do Amazonas foram as escolhidas ao lado de projetos de Honduras, Colômbia e Haiti; distinção "Campeões contra a Malária nas Américas".

Pará registra neste ano queda de 35% no número de casos de malária

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) registrou, de janeiro a outubro de 2019, uma redução de 35% nos casos de malária, se comparado ao mesmo período de 2018. São 25.946 casos em 2019 contra 40.178 em 2018. A secretaria afirma que o resultado positivo se deve às ações desenvolvidas pela Coordenação Estadual de Controle da Malária juntamente com as Secretarias Municipais de Saúde, tendo como meta a redução de 75% dos casos da doença até 2023, conforme pactuado na última reunião de Avaliação do Programa de Controle da Malária no Estado do Pará, realizada em agosto, em Belém. 

Amazonas tem redução de 18% nos casos de malária

O número de casos de malária no Amazonas reduziu 18,5% entre janeiro e outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), que, nesta quarta-feira (06/11), juntamente com secretarias municipais, mobiliza suas esquipes em atividades internas e externas em alusão ao “Dia da Malária nas Américas”.
Foto:Divulgação

Os dados epidemiológicos da FVS mostram que de janeiro a outubro de 2019 foram notificados 52.579 casos da doença. Em 2018, no mesmo período, os casos notificados estava na casa de 64.545 – 11.966 a mais. Uma redução de 18,5%.


Apesar do período de maior incidência da doença já ter passado, orientadas pela FVS-AM, as secretarias municipais seguem mobilizadas com suas ações de combate à malária. Nesta quarta, “Dia da Malária nas Américas”, muitas delas irão usar a data para realizar palestras e mobilização de equipes.


A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, ressalta para a importância das medidas protetivas individuais para a prevenção da doença. “Com características muito peculiares que envolvem floresta, homem e mosquito, a principal forma de prevenção à doença são medidas protetivas individuais, como o uso do mosquiteiro impregnado, repelentes e principalmente o tratamento de forma oportuna para evitar óbitos”, disse Rosemary.


Para o diretor técnico da FVS-AM, Cristiano Fernandes, o “Dia da Malária nas Américas” é uma data importante para mobilizar sociedade e profissionais em torno do controle e combate à malária. “A mensagem é uma só: reforçar a importância de combater a doença, mobilizando a população, os profissionais e os gestores de saúde para se sensibilizarem sobre o tema e valorizarem a prevenção e o controle”, afirmou Cristiano.


Sobre a data


O “Dia da Malária nas Américas” é comemorado anualmente no dia 6 de novembro. Foi estabelecido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em 2007, após a 27ª Conferência Sanitária Pan-Americana. O combate à doença é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.


Premiação


Nesta quarta-feira (06), o município de São Gabriel da Cachoeira participará da premiação “Campeões contra a malária nas Américas de 2019”. A cidade amazonense é finalista do prêmio, que é organizado pela Organização Pan Americana de Saúde (OPAS). O evento será realizado em Washington (EUA).


“O Estado do Amazonas está entre os finalistas a concorrer esse prêmio por três anos consecutivos. Esse reconhecimento se dá por meio do fortalecimento das ações de controle da malária realizado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. A fundação vem investindo no fortalecimento dessas ações em parceria com os municípios”, disse o chefe de Departamento de Vigilância Ambiental da FVS, Elder Figueira.

Roraima tem aumento de casos de malária e 30% são importados da Venezuela, aponta Saúde

O número de casos de malária, registrados no primeiro semestre deste ano, aumentou em Roraima. Um levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), obtido pelo G1 na terça-feira (2), aponta que o número já se aproxima do total notificado em todo o ano passado.

Amazonas reduz casos de malária nos primeiros três meses do ano, diz FVS

Apesar do aumento de casos de malária no estado do Amazonas, no ano passado, os três primeiros meses deste ano tiveram queda nos registros, em comparação com o mesmo período de 2018. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, entre janeiro e março deste ano, são 11 mil casos da doença, enquanto que os mesmos meses do ano passado registraram mais de 19 mil.

Combate à malária no Amapá começa por área de garimpo em Porto Grande

As ações de combate à malária no Amapá começaram por uma área de garimpo, conhecida como Vila Nova, em Porto Grande.

Zonas Leste e Rural de Manaus começam a receber mosquiteiros para combate à malária

A Prefeitura de Manaus dará início, nesta segunda-feira (15), à primeira etapa da instalação de mosquiteiros para o controle da transmissão da malária na cidade.

O trabalho será executado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que pretende instalar nove mil mosquiteiros, repassados pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), beneficiando moradores de áreas com maior risco para a ocorrência de casos de malária.

Casos de malária

De janeiro a março deste ano, foram notificados 1.368 casos de malária em Manaus, representando uma redução de 43,84% em comparação com o mesmo período do ano de 2018. A baixa é reflexo das estratégias de saúde adotadas na gestão do prefeito Arthur Virgílio Neto, mas ainda sim precisam de reforço, como explica o chefe do Núcleo de Controle da Malária da Semsa, João Altecir Nepomuceno da Silva.

“Em janeiro a redução foi de 33,8%, em fevereiro foi de 50,7% e em março chegou a 52,8%. Mas, mesmo com a redução, Manaus tem que continuar em alerta, já que é uma doença endêmica na região amazônica, ou seja, o risco para o aumento de casos e de novos surtos de malária é permanente”, destacou João Altecir.
Foto:Divulgação

Entrega dos mosquiteiros

Para executar o trabalho, servidores dos Distritos de Saúde (Disas) Leste e Rural receberam orientações sobre a instalação dos mosquiteiros que são impregnados com inseticidas de longa duração, do tipo para cobertura de camas e de redes. Segundo a Semsa, a entrega será de acordo com avaliação do risco epidemiológico, inicialmente nas áreas do ramal do Brasileirinho e em comunidades da área rural terrestre e fluvial.

“A distribuição será feita de forma criteriosa para que o equipamento possa beneficiar a população que realmente precisa, em mais uma estratégia utilizada para complementar o trabalho de combate à malária que já é realizado em Manaus”, explicou o chefe do Núcleo de Controle da Malária da Semsa.

Orientações

A primeira etapa de orientações aos profissionais aconteceu na Unidade Básica de Saúde (UBS) Gebes Medeiros, no bairro Jorge Teixeira (zona Leste), também com instruções sobre a forma de abordagem aos moradores que irão utilizar os mosquiteiros.

“Experiências anteriores mostram que é necessário fazer um trabalho intenso de educação em saúde junto à população para garantir a utilização e manutenção correta dos mosquiteiros. Para isso, os profissionais foram orientados a abordar os moradores destacando a importância do equipamento na proteção da saúde da família atendida e também de toda a comunidade”, observou a gerente de Vigilância Ambiental da Semsa, enfermeira Alinne Antolini.

Malária

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. “Então, uma pessoa doente não é capaz de transmitir diretamente para outra pessoa, sendo necessária a presença do vetor, que é a fêmea do mosquito Anopheles. Isso significa que, com um menor número de pessoas infectadas, há menos risco do protozoário causador da doença ser transmitido para outros moradores em uma comunidade”, reforça Alinne.

Foto:Divulgação/Ministério da Saúde

Controle e Sintomas

No combate à malária, a Semsa utiliza uma série de estratégias, com foco na busca ativa de pacientes com sintomas suspeitos da doença, diagnóstico precoce e tratamento oportuno, reduzindo o risco de surtos da doença. Também é feito o controle vetorial para evitar a proliferação do mosquito.

As ações são executadas com o apoio de agentes de endemias, treinados para reconhecer os sinais e sintomas, e que ainda realizam visita de casa em casa para a coleta de material para exames, com a entrega medicamentos e supervisão do tratamento quando necessário.

Os principais sintomas da malária são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Também podem ocorrer náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

Casos de malária no AM têm redução de 45% nos primeiros dois meses de 2019

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou, nessa terça-feira (12), que o Amazonas segue em queda com os casos de malária pelo segundo mês consecutivo em 2019. Segundo os dados do órgão, o estado alcançou a redução significativa nos casos de malária com 45%. Até fevereiro de 2019, foram registrados 7.489 casos. No mesmo período de 2018, foram registrados 13.837 casos.

De acordo com a FVS, Manaus segue com redução de casos em 41%, sendo registrados 1.071 casos até fevereiro de 2019 contra 1.828 casos no ano passado. Quando analisado somente o mês de fevereiro, a redução foi ainda maior com 55,94%. Foram 2.713 casos no Amazonas este ano, contra 6.158 casos no mês de fevereiro de 2018.
 
Foto: Arquivo/Agência Brasil
Em relação aos municípios da região do Alto Rio Negro, que decretaram situação de emergência em 2018, a redução da doença continua este ano. Liderado por São Gabriel da Cachoeira, que foi o responsável pela maior incidência no Amazonas, a região apresentou a redução de 52%, com 1.453 casos de janeiro a fevereiro de 2019 contra 3.074 casos notificados no mesmo período ano passado. Santa Izabel do Rio Negro também apresenta redução de 44%, com 527 casos até fevereiro de 2019 contra 941 casos de 2018. Barcelos segue em alerta, a redução é de 6%, com 1.048 casos registrados até fevereiro deste ano contra 1.117 casos no mesmo período do ano passado.

A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, disse que os indicadores são positivos, porém, o desafio maior é manter a redução durante todo ano. "A mobilização em torno do assunto deve permanecer e implementado a cada momento, para alcançar reduções cada vez mais expressiva, mas, se as atividades diárias no campo não forem executadas  de forma eficiente, infelizmente, os casos podem voltar a aumentar, principalmente, na fase de maior transmissibilidade, a partir de junho”, concluiu Rosemary.

Síntese epidemiológica da malária

A malária apresentou queda no Estado entre os anos de 2005 e 2016, quando as notificações reduziram de 167.018 para 45.476 casos. Observa-se o crescimento da doença em 2017, quando foram registrados cerca de 76 mil casos, entre janeiro e dezembro.

Em 2018, no primeiro trimestre, o aumento chegou quase a 60%, mas finalizou o ano com a redução de 10% com 68.396 casos em 2018 contra os 76.106 casos registrados em 2017. O aumento expressivo de números de casos de malária na calha do Alto Rio Negro resultou no decreto de emergência naquela região.

Sobre a doença

Malária tem tratamento gratuito ofertado em toda a rede de saúde. O paciente deve seguir de forma correta o uso do medicamento para evitar a evolução da doença.
 

Identificados três novos casos de malária em Roraima

Pelo menos três crianças foram internadas desde segunda-feira (18) no Hospital Santo Antônio, em Boa Vista, Roraima, com diagnóstico de malária.

De acordo com a Gerente do Núcleo de Malária, Ducinéia Barros, a doença está bem espalhada pelo Estado e, pelo menos uma, das três crianças diagnosticadas é de uma comunidade indígena.

Foto: Divulgação/Agência USP
A gerente disse ainda que as regiões mais afetadas pela malária estão localizadas na zona sul do estado, como Rorainópolis, Cajaí, Caracaraí e Cantar.A malária é causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles e, apesar de curável, a doença pode levar à morte e não for tratada em tempo hábil.A recomendação é evitar região de floresta e, ao sentir febre, calafrio e dor de cabeça, procurar o posto de saúde mais próximo de casa para realizar o atendimento.

Amazonas tem redução de 55% de casos de malária no primeiro mês de 2019

A Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS-AM), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), atualizou o número de casos notificados de malária no Amazonas no mês de janeiro de 2019. O Boletim Epidemiológico de Malária apontou que foram registrados 3.439 casos, o que significa uma redução de 55% quando comparado ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 7.682 casos da doença.

Os municípios que alcançaram os melhores resultados até o momento são: Itacoatiara, com redução 94% (168 casos em 2018 e 10 casos em 2019); Santa Izabel do Rio Negro, com 86% (574 casos em 2018 e 79 casos em 2019); e Guajará, com 82% (420 casos em 2018 e 73 casos em  2019).

O município de São Gabriel da Cachoeira, que foi o responsável pela maior incidência no Amazonas, apresentou a redução de 56,03%, com 733 casos em janeiro de 2019 contra 1.667 casos notificados no ano passado. Manaus também apresenta redução importante de 35% este ano, com 682 casos notificados em 2019 contra 1.063 casos notificados no primeiro mês de 2018, segundo a FVS-AM.
 
Foto: Divulgação/Susam 
Malária tem tratamento gratuito ofertado em toda rede de saúde. O paciente deve seguir de forma correta o uso do medicamento para evitar a evolução da doença.

Mosquiteiros

Para a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, uma importante estratégia que permitiu esta redução dos casos da doença foi a distribuição 40 mil mosquiteiros impregnados com inseticidas de longa duração como medida de controle em áreas malarígenas, resultado da parceria com o Ministério da Saúde. A medida contemplou 26 municípios amazonenses incluindo os prioritários.

Rosemary acrescenta que os indicadores são positivos, porém o desafio é manter a redução. "Ao todo, no Amazonas, existem mil pontos de microscopia, que são essenciais para garantir o diagnóstico precoce e tratamento adequado da doença. Esta é uma das principais ações para identificar e tratar os casos de malária, interrompendo assim a cadeia de transmissão. Além disso, outras medidas de proteção, como o uso do mosquiteiro impregnado, repelentes, evitar permanecer em igarapés após o entardecer, entre outras, contribuem para o controle".

De acordo com o diretor-técnico da FVS-AM, Cristiano Fernandes, serão distribuídos, em 2019, mais 50 mil mosquiteiros impregnados para os municípios do interior. "Esta é uma estratégia muito importante para controlar a doença, mas é preciso a adesão da população para o uso correto dos mosquiteiros", salienta Fernandes.

Síntese epidemiológica da malária

A malária apresentou queda no Estado entre os anos de 2005 e 2016, quando as notificações reduziram de 167.018 para 45.476 casos. Observa-se o crescimento da doença em 2017, quando foram registrados cerca de 76 mil casos, entre janeiro e dezembro. Em 2018, no primeiro trimestre, o aumento chegou quase a 60%, mas finalizou o ano com a redução de 10% com 68.396 casos em 2018 contra os 76.106 casos registrados em 2017. O aumento expressivo de números de casos de malária na calha do Alto Rio Negro resultou no decreto de emergência naquela região.
 

Acre reduz casos de malária e Amapá tem plano de emergencial contra o mosquito

O Acre registrou 1.739 casos de malária em novembro deste ano. O número é 60% menor em relação ao mesmo mês de 2017, que contabilizou 4.297.

Segundo o governo acriano, desde 2015 não havia uma redução tão expressiva. Com isso, o estado superou a meta de 20% de diminuição dos casos de malária estipulada pelo Ministério da Saúde. No acumulado dos 11 meses de 2018, a queda foi de 24,8%. 
Foto: Divulgação/Governo do Acre

A redução dos casos de malária foi registrada em todo o estado, mas principalmente nos municípios do vale do Juruá, que concentram cerca de 80% deles.

Para o governo estadual, a tendência é que as notificações da doença continuem em queda. Isso porque no início de janeiro de 2019 moradores do Juruá, principalmente das áreas rurais e ribeirinhas, começam a receber mosquiteiros impregnados de inseticida.

Amapá

Seis municípios amapaenses serão alvo de um plano emergencial contra a malária em 2019: Mazagão, Santana, Porto Grande, Pedra Branca, Oiapoque e Serra do Navio.

Cinquenta mil mosquiteiros impregnados com inseticida, para camas e redes, vão ser distribuídos nessas cidades, que registram, até o momento, 85% dos casos da doença no estado.
Foto: Divulgação/Governo do Acre
A Superintendência de Vigilância em Saúde informou que agentes de endemias serão treinados para instalar os mosquiteiros no momento da entrega.

Além disso, uma caravana do órgão deverá realizar ações educativas nessas regiões, para fortalecer a prevenção e promoção da saúde.

Os mosquiteiros têm a durabilidade de cinco anos e precisam ser lavados de três em três meses, de preferência com sabão neutro, para que o inseticida seja reativado. A malária é transmitida pela picada do mosquito Anopheles.

Prefeitura abre seleção de 69 Agentes de Combate às Endemias em Manaus

Foi divulgado nesta quarta-feira (8), edital do Processo Seletivo Simplificado (PSS) nº 001/2018 para a contratação temporária de 69 Agentes de Combate às Endemias (ACE) da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

A medida faz parte do Plano de Combate à Malária, que prevê investimento de R$ 3 milhões. Os interessados podem se inscrever gratuitamente, pelo site: semsa.manaus.am.gov.br, a partir desta quinta-feira (9). As inscrições seguem até a próxima quarta-feira (15). Após preencher ficha de inscrição on-line e anexar os documentos comprobatórios digitalizados, o sistema gerará o comprovante de inscrição, devendo este ser impresso, ficando com o candidato.

Os requisitos obrigatórios para concorrer às vagas são Ensino Médio Completo, Carteira Nacional de Habilitação (Categoria “B”) e curso de formação inicial de 40 horas, entre outros. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais, de segunda a sexta-feira, no horário de 8h às 12h e 13h às 17h, dentro do município de Manaus. O salário composto por vencimentos, insalubridade, auxílio-transporte e auxílio-alimentação será de R$ 1.853,29.

Segundo a diretora do Departamento de Gestão do Trabalho (Dtrab), Mircleide Silva, os candidatos classificados estarão sujeitos ao Regime Jurídico de Direito Administrativo, instituído pela Lei nº 1.425, de 26 de março de 2010, com amparo no art. 2º, II, desta Lei, bem como pelo Decreto nº 544, de 26 de maio de 2010, e pelas normas contidas no Edital.

Com contrato de seis meses, os selecionados atuarão no enfrentamento das endemias em Manaus. O número de vagas abertas corresponde à complementação das equipes de endemias da secretaria.

Atribuições da função

O agente de combate às endemias tem a missão de realizar atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças e promoção da saúde, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS, a vigilância ambiental para o controle de vetores, hospedeiros, reservatórios e animais da fauna sinantrópica de interesse à saúde pública, no Município.

Malária afeta cerca de 25% da população em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas

São Gabriel da Cachoeira no Amazonas é o município que mais notifica casos de malária no Brasil, até o momento são 9.399 casos da doença. Seguido de Cruzeiro do Sul, no Acre, com 8.362 casos e Oeiras do Pará, com 4.914 casos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Com uma população estimada em 44 mil pessoas, o índice de malária em São Gabriel da Cachoeira representa quase um quarto da população com a doença.  
Foto: Divulgação
Um decreto de situação de emergência está vigente desde o dia 2 de maio, e segundo dados do Boletim Epidemiológico da Malária, São Gabriel da Cachoeira continua registrando crescimento no número de casos, mesmo com ações de combate, como borrifação intradomiciliar e busca ativa intensificadas pelos órgãos competentes.

Sobre a Malária

A malária é causada por um parasita denominado Plasmodium, e transmitida através de picadas do mosquito Anopheles.

Entre os principais sintomas da malária estão: febre, dor de cabeça e vômitos, que aparecem entre 10 e 15 dias após a picada do mosquito. É importante procurar tratamento médico o quanto antes, para evitar riscos.

Em áreas com altos índices de notificações da malária é necessário o uso de medidas de proteção como repelentes, mosquiteiros, telas nas portas e janelas das casas, inseticidas e outros mecanismos que possam afastar os mosquitos transmissores.   
Foto: Reprodução/USP

Malária: três municípios do AM tem situação de emergência reconhecida

Por conta da malária, três municípios do Amazonas tiveram situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A situação mais grave está em São Gabriel da Cachoeira, com 8.478 casos da doença este ano.

Para discutir o assunto, Fábio Melo recebe no Audiência Pública Manaus desta segunda-feira (23), o chefe do departamento de Vigilância Ambiental da Fundação de Vigilância em Saúde, Cristiano Fernandes; a pesquisadora da Fiocruz Manaus, Cláudia Rios.

Ouça a segunda parte:
Ouça a terceira parte:
Ouça a última parte: 
Para participar do Audiência Pública Manaus, envie mensagens para o (92) 98115-8557 (whatsapp) ou para o e-mail [email protected], de segunda à sexta.

Amazonas tem mais de 35 mil casos de malária somente no primeiro semestre de 2018

O Amazonas é considerado o estado de maior risco de transmissão da malária no Brasil, e lidera o ranking segundo dados do Ministério da Saúde.

Em 2018, os números do primeiro semestre mostram um aumento de 10,36% nos casos, se comparado ao mesmo período do ano passado, ou seja, cerca de 35 mil novos casos.

Em Manaus, até junho de 2018 foram registrados quase 4 mil casos de malária. E no interior do estado, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, são municípios que estão em situação de emergência.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) acompanha a situação da malária no estado, bem como os riscos da doença, e conversou com a equipe do Portal Amazônia para falar sobre os impactos da malária no estado.

Confira a entrevista com Cristiano Fernandes, que é o chefe do Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-AM. 

Malária tem aumento de 10% de casos registrados no AM

A malária teve um aumento de 10% de casos registrados no Amazonas no primeiro semestre deste ano. Até junho foram cerca de 35 mil casos. Em 2017, foram 31 mil casos registrados de janeiro até junho.

Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul no Acre lideram índices de malária no País

Mâncio Lima, no Acre, tem 17.910 habitantes. É o município campeão de malária no Brasil, em termos proporcionais. Em 2017, mais de metade da população foi diagnosticada com a doença. Entre os casos, há uma proporção de ocorrência relativamente alta na zona urbana, fato não muito comum e que parece ser algo exclusivo da cidade. 
Foto: Cecília Bastos/USP
Além disso, em meados dos anos 2000, o governo do Estado do Acre implantou um projeto para fomentar a piscicultura e construiu na região vários tanques para a criação de peixes. Ao longo dos anos, muitos foram abandonados e se tornaram um foco perfeito para o desenvolvimento das larvas de Anopheles, o mosquito vetor da malária.

Este cenário levou pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP a desenvolverem um projeto na cidade. O objetivo é entender a ocorrência da malária na região e fornecer instrumentos para combater a doença.

“Um foco do estudo é a contribuição de pessoas infectadas que não recebem tratamento, pois não têm sintomas, mas são fonte de infecção dos mosquitos vetores da doença. Outro foco é contribuição dos tanques de piscicultura como criadores artificiais que ajudam a aumentar a densidade dos vetores na região”, explica o professor do ICB Marcelo Urbano Ferreira. Ele é o pesquisador responsável pelo Projeto Temático: Bases científicas para a eliminação da malária residual na Amazônia brasileira, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).   
Foto: Cecília Bastos/USP
Para entender a importância desses fatores, os pesquisadores estão desenvolvendo modelos matemáticos de transmissão de malária, em colaboração com o grupo da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, na Inglaterra. A ideia é predizer qual o impacto esperado de diferentes medidas de controle em uma comunidade como Mâncio Lima.

A doença

Em 2017, o Brasil registrou 193 mil casos de malária na região amazônica. A doença é causada pelos protozoários Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum e causa febre, calafrios, suores e, em casos graves, pode matar. É transmitida aos seres humanos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles.  
Foto:Cecília Bastos/USP
Ao saírem da fase de larva e se transformarem em mosquitos, elas não carregam em si os protozoários causadores da doença. Elas ficam infectadas quanto picam alguém com malária, em uma determinada fase da doença. Depois, ao picar outra pessoa, elas injetam alguns Plasmodium na corrente sanguínea, dando origem a um novo ciclo da doença. Mas o tratamento correto, feito à base de medicamentos, interrompe esse ciclo.

Entrevistas e coletas de sangue de moradores

Há dois anos e meio, os pesquisadores do ICB realizaram um censo em Mâncio Lima e entrevistaram 9 mil moradores. Foram sorteados 1.500 que vão passar por um inquérito a cada seis meses, durante cinco anos, para determinar a prevalência de malária na região.  
Foto: Cecília Bastos/USP
Em abril de 2018, Marcelo Urbano e as pesquisadoras do ICB Priscila Thihara Rodrigues, Lais Camoese Salla, Thais Crippa de Oliveira e Vanessa Nicolete realizaram as primeiras entrevistas e coletaram o sangue dos moradores das 1.500 casas, estivessem eles com malária ou não.

O sangue era levado para análise em um posto de saúde da cidade. Diante do resultado positivo, os pesquisadores voltavam à residência para entregar os medicamentos para tratar a doença e coletar uma amostra de sangue venoso do doente.

Essa amostra de sangue com malária era levada ao Campus Floresta da Universidade Federal do Acre (UFAC), para processamento no Laboratório de Doenças Infecciosas da Amazônia Ocidental (LabDINAMO), do professor Rodrigo Medeiros, um dos parceiros do projeto. As amostras passarão por sequenciamento genético e vão fornecer dados sobre os protozoários encontrados na região. Esses resultados serão comparados com os encontrados em populações do Brasil, das Américas e de outras partes do mundo.  
Foto:Cecília Bastos/USP
Biolarvicidas

No próximo mês de setembro, começam os testes com dois biolarvicidas, substâncias capazes de eliminar larvas sem causar danos ao meio ambiente, para controle do Anopheles em tanques de criação de peixes na Vila Assis Brasil, a 28 quilômetros de Mâncio Lima.

Há cerca de um ano, o pesquisador Pablo Fontoura, pós-doutorando do ICB, acompanha diariamente 150 tanques e colhe amostras de larvas e de mosquitos capturados em armadilhas próximas a essas fontes de água. O material é encaminhado ao ICB, em São Paulo, para análise molecular e identificação das espécies de Anopheles.

Na Vila Assis Brasil moram 1.204 pessoas. Em 2017, a vila teve 1.221 casos de malária notificados. Ou seja, a doença atingiu muitos moradores, alguns deles mais de uma vez. A vila pertence ao município de Cruzeiro do Sul, cidade com 78.507 habitantes e campeã brasileira, em números absolutos, da malária no País: ano passado ocorreram 24.529 casos. 
Foto: Reprodução/USP

Saiba mais sobre a pesquisa
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Em função da malária, Amazonas decreta situação de emergência no Alto Rio Negro

O Governo do Amazonas está intensificando as ações de combate e controle da malária no Estado, para conter o número de casos da doença, que voltou a crescer desde o ano passado. Em 2017, foram registrados 81.302 casos, 65% a mais do que no ano anterior. Neste primeiro semestre de 2018 (até o dia 21 de junho), foram registrados 32.503 casos, com destaque para os municípios do Alto Rio Negro, onde a Defesa Civil do Estado, decretou, no último dia 18 de junho, situação anormal, caracterizada como de emergência, por conta da doença na região.

Com 11.765 notificações, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro são responsáveis por 53% dos registros de malária no interior, este ano. São Gabriel da Cachoeira é o município amazonense com o maior número de casos (7.980), seguido por Manaus, com 3.836. Barcelos registrou 2.208 e Santa Isabel 1.577. Uma das preocupações  é o crescimento, no  Alto Rio Negro, da malária P. falciparum, o tipo letal da doença.
Foto: Divulgação
Segundo o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, o decreto de Situação de Emergência vai ajudar os municípios e o Estado a viabilizarem a compra de insumos e de equipamentos para intensificar as ações locais. “Por parte do Estado, vamos fazer o que for necessário para ajudar os municípios. Estamos, por exemplo, com processo tramitando para compra de mosquiteiros impregnados, para distribuir entre a população ribeirinha. Os municípios estão viabilizando a contratação de pessoal de vigilância”, disse.

Além do Alto Rio Negro, outros 13 municípios estão entre os prioritários nas ações de combate à malária, incluindo a capital Manaus. Para estes municípios prioritários, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) está garantindo, junto ao Ministério da Saúde (MS), aumento do valor dos repasses para essa finalidade. O acréscimo, concedido pelo MS, deverá variar de 20% a 50%.

O trabalho é focado, principalmente, na identificação de casos para tratamento assistido dos doentes e no controle do mosquito transmissor, o Anopheles. Estão sendo intensificadas a nebulização espacial com veículo tipo fumacê e borrifação intradomiciliar, principalmente nas comunidades rurais, mas também nas áreas urbanas.

“Temos hoje mil pontos de microscopia em todo o Estado para fazer o teste de laboratório e o diagnóstico precoce da malária, ação essencial para identificar, tratar os casos e, assim, interromper o ciclo do mosquito”, disse o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), o médico infectologista Bernardino Albuquerque. Segundo ele, a medicação é oferecida no próprio posto de microscopia onde é feito o exame. 
Foto: Divulgação

O Amazonas possui, hoje, 10.768 localidades cadastradas no Sistema de Vigilância Epidemiológica da Malária (SIVEP-Malária do Ministério da Saúde). Destas, 4.487 localidades têm transmissão ativa de malária. O Estado é considerado o de maior risco de transmissão da doença no Brasil, que se concentra, principalmente, em áreas ribeirinhas e indígenas.

Alto Rio Negro é prioridade

Em São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, a FVS vem fazendo um trabalho forte de prevenção e controle com as equipes locais e o Exército. Uma força tarefa com técnicos do órgão atua nos municípios desde o início de maio. Foram enviados para a região veículos de Ultra Baixa Volume (fumacê), insumos de laboratório e testes rápidos para o diagnóstico da malária, bombas para nebulização espacial e intradomiciliar, medicamentos e outros insumos.
Foto: Divulgação
Sintomas e prevenção

Febre alta, calafrios intensos misturados com ondas de calor e muito suor, dor de cabeça, dor no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço estão entre os principais sintomas da doença. Ao sinal do sintomas, a pessoa deve buscar uma unidade de saúde ou um posto de microscopia para fazer o exame. Não existe vacina para malária, e a recomendação é que a população não permaneça em áreas de risco como (igarapés e floresta), no período do fim da tarde e início da noite. Ou, se permanecer, evitar a picada do mosquito, com uso de repelentes, calças e camisas de manga longa e uso de mosquiteiro impregnado.

Amazonas registra 18,6 mil casos de malária nos primeiros 3 meses de 2018

Nesta quarta-feira (25) acontece o lançamento da Campanha Mundial da Luta contra a Malária no Amazonas. Segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde, 18.649 casos da doença foram registrados no Amazonas somente nesse primeiro trimestre de 2018. De acordo com o levantamento da FVS, a quantidade é 34,33% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

O lançamento da campanha, que ocorre durante o 3º Seminário Estadual Alusivo ao Dia Mundial de Luta contra a Malária, é uma ação estratégica de enfrentamento à doença, considerando o aumento de casos em todos os estados que compõem a Amazônia Legal, e com a pretensão de desenvolver ações para que os municípios da região priorizem a malária nas agendas políticas.
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Em fevereiro deste ano, 21 municípios do Amazonas receberam cinco embarcações de 9 m com motor de popa de 150HP, 19 embarcações de 6m com motor de 40HP, além de 15 veículos tipo pick-up e 19 motocicletas. Os itens correspondem a um montante de R$ 3,2 milhões para o enfrentamento à malária.

As aquisições foram feitas após uma parceria firmada com o Ministério da Saúde (MS), para o Programa de Controle da Malária e da Dengue. Foram contemplados os municípios de Alvarães, Atalaia do Norte, Barcelos, Boca do Acre, Carauari, Eirunepé, Fonte Boa, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Jutaí, Lábrea, Santa Izabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga,Tefé, Uricurituba e Novo Airão.

A parceria do governo com o Ministério da Saúde prevê, além da redução dos casos de malária de forma geral, a o engajamento para erradicação do tipo Falcíparum, considerado o de maior gravidade, apesar de menos incidente.

Doenças endêmicas aumentam na região amazônica

Com clima tropical quente úmido, a região amazônica possui as características ideais para a proliferação de mosquitos transmissores de doenças como febre amarela, dengue e malária. Entre janeiro e fevereiro de 2018 aproximadamente 11 mil pessoas contraíram malária, por exemplo.

Para falar sobre o assunto, o Audiência Pública Manaus desta quarta-feira (21) recebe o chefe do departamento de vigilância ambiental da Fundação de Vigilância em Saúde do Estado (FVS), Antonio Magela; e o biólogo e sanitarista, Cristiano Fernandes. A apresentação é de Fábio Melo.

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