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Manaus 30º • Nublado
Sábado, 08 Mai 2021

Período de defeso: Ipaam informa que oito espécies de pescado sairão da restrição de pesca

O período de defeso, que iniciou em novembro de 2020, tem o objetivo de proibir a pesca por uma temporada

Aberto processo seletivo para trabalhadores temporários no Ipaam

Os trabalhadores vão atuar em projetos de autorização e licenças ambientais que estão em análise. Serão disponibilizadas 17 vagas para o cargo de auxiliar administrativo

‘Jack, o jacaré’: moradora da Zona Sul de Manaus dá nome a animal que vive em igarapé poluído

Nas redes sociais, Keila Moura, que nomeou o jacaré de Jack, também explicou a situação do animal e mostrou várias imagens do mesmo

Manaus vai ganhar bosque temático e ecológico em 2020, na sede do Ipaam

Com o objetivo de realizar atividades com foco na educação ambiental, incluindo a formação de agentes ambientais mirins, o Governo do Estado, por meio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), vai inaugurar ainda neste primeiro semestre um bosque temático e ecológico em Manaus. O local será construído em uma área de 27 mil metros quadrados localizada no Ipaam, na avenida Mário Ypiranga Monteiro, zona centro-sul da capital.
Foto:Divulgação/Ipaam


Os trabalhos para a construção do parque iniciaram em outubro de 2019, quando uma equipe da Gerência de Recursos Minerais (Germ) realizou um levantamento no local, onde foram constatadas características de fragmento de vegetação primária e secundária de várzea, muito apropriada para a criação do espaço.


“Temos uma área verde nos fundos do Ipaam e os nossos técnicos informaram que o local favorece a criação de um espaço para o desenvolvimento de atividades voltadas principalmente para a educação ambiental. Além disso, o local conta ainda com presença de fauna silvestre composta de mamíferos, avifauna e insetos”, disse o diretor-presidente do Instituto, Juliano Valente.


A diretora técnica do órgão de proteção ambiental, Maria do Carmo, informou que o bosque vai contar com trilhas, passarelas elevadas, placas com a identificação das espécies botânicas presentes no local, uma edificação em estrutura de madeira para que os visitantes possam observar a vegetação, os animais e o corpo d’água batizado de Bindá, entre outros espaços.


“Todos os acessos estarão de acordo com as normas técnicas exigidas para um bosque temático e ecológico, observando as normas de acessibilidade, principalmente para as pessoas com deficiência reduzida”, completou Maria do Carmo.


Madeira


A diretora técnica explicou que a madeira utilizada para a construção da passarela e de outras edificações do bosque é originária de apreensões e foi doada pela Polícia Federal (PF).

Gabinete de crise define estratégias de reforço na fiscalização contra queimadas no Sul do Amazonas

O gabinete de crise para enfrentamento às queimadas se reuniu, na manhã desta segunda-feira (26), para definir estratégia de reforço à fiscalização no Sul do Amazonas. A região concentra cerca de 85% dos focos de calor registrados no Estado e, de acordo com dados do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), grande parte dos responsáveis pelos crimes vem de outros estados.


Dos 7.150 focos identificados entre 1º de janeiro a 20 de agosto, 6.016 estavam distribuídos em sete municípios da região: Apuí, Lábrea, Novo Aripuanã, Manicoré, Boca do Acre, Humaitá e Canutama. Embora estes incêndios estejam ocorrendo em parte do estado do Amazonas, os responsáveis pelos crimes ambientais vieram de outros regiões do país, segundo o diretor presidente do Ipaam, Juliano Valente.


“Na verdade, o que identificamos, preliminarmente, por meio de tecnologias já consolidados como o Sicar, Sigef e a própria base geoprocessada do Ipaam, é que o indicativo aponta que uma parte dos responsáveis pelos focos de calor que identificamos não é daqui do estado do Amazonas, é de outros estados. É bem provável que exista uma cultura de migração e que essas pessoas acabaram adquirindo terras no Amazonas”, afirma o presidente do Ipaam.
Foto:Divulgação/Secom
Das ocorrências, 43% foram identificadas em áreas federais e perto de 1% em unidades de conservação estaduais gerenciadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Os focos de calor até então identificados representam 0,16% de toda a extensão territorial do Amazonas.


Para atuar de forma coordenada com outros órgãos do Amazonas, o Governo do Estado instituiu um gabinete de crise para trabalhar no combate às queimadas e desmatamento ilegal na região. Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a atuação da força-tarefa estadual está concentrada em áreas críticas, sobretudo as que foram identificadas graças às tecnologias que foram implementadas pelo Ipaam na última semana.


“Oitenta e quatro porcento dos incêndios estão localizados no sul do estado do Amazonas, e é por isso que essa região tem sido o foco principal da atuação que o estado tem feito. O uso das tecnologias utilizadas pela Sema e Ipaam funciona como uma ferramenta para dar mais efetividade ao trabalho das forças de combate efetivo aos incêndios florestais, economizando tempo e indo direto ao foco das queimadas”, ressaltou o secretário.


As informações são obtidas graças ao trabalho de inteligência da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Ipaam, Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas (CBMAM), Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Polícia Civil do Amazonas (PCAM), Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Polícia Federal (PF), Exército Brasileiro e Defesa Civil do Amazonas.


Identificação


O diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, reforçou que o órgão vem atuando na identificação dos ilícitos ambientais para punir os responsáveis pelos desmatamentos e queimadas não autorizadas no Amazonas. “Nós já identificamos em torno de 99 mil hectares de área desmatada. O nosso trabalho, agora, está sendo de identificação em cima dessa área, com os dados de propriedade e de proprietários, por meio dos sistemas. Os dados obtidos estão em fase de processamento e trabalharemos para que esses autos de infração cheguem até o responsável pelos crimes ambientais”, afirmou o presidente do Ipaam.


Ações de combate


Desde janeiro, o Governo do Amazonas tem planejado e executado ações de conscientização sobre os riscos de queimadas. Por meio das articulações interinstitucionais, a Sema vem apoiando formações de brigadistas no interior do Estado, em especial nas regiões onde há registros mais expressivos de focos de calor.


De acordo com o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Jair Ruas Braga, a programação de combate às queimadas já previa ações como a capacitação de brigadistas nos municípios do interior do estado. “Nós estamos trabalhando nessa programação de combate ao incêndio florestal e estamos com o nosso efetivo pronto para atuar. Já capacitamos pessoas em Humaitá, por exemplo, e esperamos atuar de forma integrada com os outros órgãos para somar forças em campo”, afirma o tenente-coronel.

Ipaam identifica responsáveis por desmatar 99,8 mil hectares na Metropolitana de Manaus e sul do Amazonas

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) identificou, em uma semana, os responsáveis por desmatar 99.869,8 hectares no sul do Estado e na Região Metropolitana de Manaus (RMM). A detecção foi feita por meio da nova metodologia geotecnológica utilizada pelo órgão, que permite autuar os infratores sem a necessidade de operação em campo. Agora, o Governo do Estado está iniciando os processos para multar os donos de empreendimentos que cometeram os crimes ambientais.


As análises consideram os alertas de desmatamento notificados pelo Deter-B, ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A equipe do Ipaam cruzou dados de empreendimentos cadastrados no sistema de licenciamento do órgão, de imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e Sistema de Gestão Fundiária (Sigef).
Foto: Daniel Beltrá/Greenpeace


Com a nova metodologia geotecnológica, o Ipaam conseguiu ter acesso aos dados dos donos destes empreendimentos, como nome completo, CPF, foto e endereço. Agora, o órgão iniciou o trâmite para autuar os responsáveis pelos alertas de desmatamento já identificados.


Dos 4.987 alertas do Deter-B para o Amazonas de janeiro a julho de 2019, 3.619 foram concentrados no sul do Amazonas e na RMM. As duas regiões já estão sendo alvo da força-tarefa estadual, formada com a assinatura do decreto que declarou situação de emergência no sul do Estado e na RMM por conta do impacto negativo do desmatamento ilegal e de queimadas não autorizadas.


O trabalho de detecção dos responsáveis por desmatamento é realizado em conjunto com técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), na Sala de Situação instalada no prédio da secretaria. O espaço permite monitoramento de nível dos rios, pluviométrico e de desmatamento.


Economia na fiscalização


De acordo com Juliano Valente, a operação em campo para detectar e autuar os casos de desmatamento notificados de janeiro a julho deste ano custaria ao Estado mais de R$ 541 mil, um custo total de R$ 2.257 para aplicação de cada multa. Com a nova tecnologia, o custo por multa cai para R$ 91,90.


“O uso do sistema reduz despesas com diárias, combustível, suprimentos, além de garantir mais segurança aos nossos fiscais, que em campo estão suscetíveis a ações criminosas e retaliações dos infratores”, reforçou o diretor-presidente do Ipaam.
O sistema garante eficiência também por driblar a difícil logística amazônica. “É importante frisar também que, muitas vezes, na ação em campo, nós abordamos os funcionários desses empreendimentos, e não os verdadeiros responsáveis. Com esta ferramenta, o Governo acessa os dados do proprietário, que é quem realmente lucra com os crimes ambientais”, salientou o gerente de Fiscalização do Ipaam, Hermógenes Rabelo.


Trabalho integrado



O trabalho fortalece a força-tarefa estadual de combate às queimadas e desmatamento ilegal, formada com a assinatura do decreto que declarou situação de emergência no sul do Estado e na RMM por conta do impacto negativo do desmatamento ilegal e de queimadas não autorizadas.


A ação em campo conta com reforço do Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente (Bifma) do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Defesa Civil do Estado, Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) e da Sema.


“É uma determinação do governador Wilson Lima que os órgãos estaduais atuem de maneira integrada no combate às queimadas e desmatamento. É preciso ressaltar que essas ocorrências não são danosas apenas ao meio ambiente, mas também à saúde da população e à nossa economia. Estamos enfrentando um período mais intenso de estiagem, que ampliou os focos de calor em toda a região amazônica, principalmente em áreas federais, como assentamentos. Mas, o Estado está atento monitorando esses dados e realizando ações de mitigação”, reforçou o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Taveira.


Como denunciar

Os crimes ambientais podem ser denunciados ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) por meio dos telefones (92) 2123-6715 e 2123-6729, das 8h às 17h, ou pelo (92) número 98455-7379 (WhatsApp).


Além disso, as denúncias podem ser registradas pessoalmente na sede do Ipaam, localizada na avenida Mário Ypiranga, 3.280, Parque Dez, zona centro-sul de Manaus, ou pelo e-mail [email protected] No interior, os casos podem ser denunciados às secretarias municipais de Meio Ambiente.


Jiboia é a cobra mais resgatada na área urbana de Manaus, diz Ipaam

A jiboia é a espécie de cobra mais resgatada na área urbana de Manaus, segundo dados da Gerência de Fauna (GFAU) do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que resgatou, de janeiro de 2017 a março de 2019, 156 cobras. Desse total, apenas três eram peçonhentas: duas jararacas e uma coral verdadeira.

No ranking das espécies mais resgatadas pelo Órgão estão as cobras-cipó, sucuris, falsas corais e caninanas. “Essas são as cobras, com a jiboia, que formam a lista das cinco mais resgatadas pela gente. Ou seja, as peçonhentas são raras nos resgates”, informou o gerente da Gerência de Fauna do Ipaam, Marcelo Garcia.

Apesar da maioria das cobras não serem peçonhentas, Marcelo Garcia orientou cautela para manipular ou transportar o animal. “O principal cuidado que as pessoas precisam ter, ao encontrar a cobra, é não tocá-la, pois ela pode ou não ser peçonhenta. Por muitos desconhecerem, acabam agredindo e matando o animal”.
Foto:William Costa/Portal Amazônia

Para evitar isso, o gerente da Gerência de Fauna informou que o resgate do Ipaam tem que ser acionado, tanto para a segurança da população quanto do animal. “Se possível tire uma foto de longe para que a gente consiga identificar a espécie”, completou.

Os animais resgatados são retirados do lugar onde possam estar causando transtornos à população e são colocados em outro local próximo, de preferência em uma área de mata. Marcelo assinalou ainda que os animais silvestres não são resgatados quando são encontrados no seu ambiente natural.

O Ipaam disponibiliza um número exclusivo para resgate de fauna, que funciona diariamente no horário de 8h às 17h. Aos sábados, domingos e feriados, o resgate funciona em regime de plantão. O número para contato é o (92) 2123-6739.

Resgates de animais silvestres

Nos três primeiros meses de 2019, o Ipaam resgatou 217 animais silvestres em Manaus, o que representou um aumento de 53,9% em relação ao mesmo período de 2018, quando o órgão ambiental resgatou 141 animais. A maioria dos resgates foi de pariris ou jurutis (uma espécie de pomba silvestre), mucuras, cobras, jacarés e também muitos filhotes de aves.

Com intensa fumaça sobre o Amazonas, Ipaam impõe ações de combate ao desmatamento

Uma intensa fumaça decorrente de queimadas criminosas, na região leste do Amazonas, nos municípios de Maués e Nhamundá, encobriu Manaus, na manhã desta segunda-feira (29), e causou transtornos à população como o aumento no número de atendimentos de pacientes com problemas respiratórios nas unidades de saúde da capital.

Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o problema foi agravado por uma inversão térmica, fenômeno que fez com que a fumaça e a poluição permanecessem sobre capital.

Foi por meio de satélites que o órgão identificou os focos e enviou equipes de fiscalizações para os locais a fim de conter as queimadas criminosas e autuar os responsáveis. E de acordo com o presidente do Ipaam e também secretário da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcelo Dutra, a fumaça foi trazida por ventos decorrentes de corredores naturais no sentido Leste-Oeste do Estado e foi agravada, ainda, por queimadas nos municípios de Boa Vista do Ramos, Urucurituba, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, até Presidente Figueiredo, todos no Amazonas.
Foto: Divulgação/Ipaam
No período de 26 a 28 de outubro, foram identificados 143 focos no Amazonas. Essas áreas foram identificadas por meio de imagens de satélites e os responsáveis deverão ser punidos por crime ambiental.

“Nós alertamos às pessoas que fazem o uso criminoso do fogo esta época do ano que não tem mais como se esconder. Hoje, temos como identificar o foco, a área correspondente ao desmatamento e o quanto foi utilizado de fogo”, explicou o presidente do Ipaam.

Ainda de acordo com Marcelo Dutra, o Ipaam identificou todos os focos de incêndio de Manaus até Parintins, realizados neste fim de semana, cada área tem em média 25 quilômetros quadrados. “Todas as áreas foram identificadas e mapeadas e os responsáveis deverão receber a visita de agentes dos órgãos de controle do Estado do Amazonas, no caso o Ipaam”, disse.

Sul do Amazonas

A fumaça que estava sobre a capital foi retirada por ventos vindos do Norte do Estado e agora seguem para a região Sul, possivelmente deve atingir a cidade de Nova Olinda do Norte, que fica localizada a 137,83 quilômetros de Manaus. Elas são decorrentes de três dias de queimadas. Segundo o presidente do Ipaam, somente as chuvas poderiam evitar que a fumaça prosseguisse seu caminho pelo Estado, mas não há previsão de chuvas nesse momento.

Uso do fogo deve ser racional 

Dutra explicou que há licenças que permitem o uso do fogo para preparar áreas para a agricultura e outros meios produtivos, mas que esse uso deve ser de forma racional e com a ajuda de tecnologia.

“O uso do fogo sem licença ambiental é crime. O fogo tem que ser usado com a ajuda da tecnologia para que haja possibilidade de muita produção e pouca degradação. É importante que o produtor tenha a consciência que degradando ele não terá o uso dos recursos naturais para produzir. Ele precisa vir para a legalidade”, informou.

Punições

O Ipaam tem feito parceria com alguns órgãos de proteção ambiental e também a Polícia Militar, entre as punições estão as multas por área degradada, embargos das áreas, e também penalidades criminais. “As multas não acarretam só o processo administrativo, mas também o processo criminal, uma vez que o Ipaam trabalha em parceria com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) que faz as denúncias”, explicou.

Operação de combate ao desmatamento já soma mais de R$ 9 milhões em multas no Amazonas

Multas que somam mais de R$ 9 milhões foram aplicadas até o início deste mês de outubro nos municípios do Sul do Amazonas durante a operação de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas, desencadeada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) em agosto deste ano.

A ação reúne 15 equipes de fiscais da Sema e do Ipaam, além de policiais do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas e deve ser encerrada em dezembro deste ano. O trabalho tem como foco principal os municípios de Humaitá, Apuí, Novo Aripuanã e Boca do Acre, que forma o "Arco do Desmatamento" e ocorre simultaneamente em outras cidades da região.

Nos municípios visitados foram fiscalizados mais de 50 polígonos e confirmados aproximadamente 1,5 mil hectares de desmatamento. As equipes de fiscalização do Ipaam emitiram 40 autuações de crimes ambientais que somam mais de R$ 9 milhões. Na ação, o órgão de controle ambiental apreendeu 887 metros cúbicos de madeira em Novo Aripuanã e multou o dono da propriedade em mais de R$ 1 milhão. 
Foto: Divulgação/Ipaam
Identificadas

O gerente de Fiscalização Ambiental do Ipaam, Abner Brandão disse que, com a ajuda de imagens de satélite da Sala de Situação da Sema, a operação identificou os locais das principais queimadas em Apuí e Novo Aripuanã, que foram visitadas pelas equipes de fiscalização. O principal objetivo é combater esses crimes ambientais que estão ocorrendo e fazer com que as pessoas se sensibilizem desse grande número de focos de queimadas.

De acordo com o presidente do Ipaam e secretário da Sema, Marcelo Dutra, em março deste ano, o Estado iniciou a campanha Amazonas Legal, que ofereceu os serviços de regularização ambiental a mais de 860 empreendedores de atividade de baixo carbono em Apuí, cidade que, em agosto deste ano, voltou a fazer parte do ranking das Cidades Sustentáveis" do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Para Dutra, os produtores rurais atendidos pelo Ipaam em Apuí receberam orientações sobre o uso do fogo nas suas propriedades e, acredita que, a opção pelas queimadas, não parte dos produtores regularizados. "Vamos garantir regularização ambiental para quem quer licença e dar multa para quem quer multa. Ou seja, ganhar multas e embargos é uma decisão daqueles que querem utilizar o fogo", disse.

Marcelo Dutra disse, também, que as queimadas é um dos tipos nefasto de crime ambiental. O acumulo de fumaça compromete o meio ambiente com prejuízos da qualidade do solo, do ar e, consequentemente, a saúde de animais e das pessoas, principalmente crianças e idoso. Denúncias de incêndios florestais podem ser feitas pelos telefones do Ipaam: (92) 2123-6715 e 2123-6729.

Prioridades

O Sul do Amazonas é uma das áreas prioritárias do cronograma de ações de prevenção e combate ao desmatamento e controle de queimadas desenvolvido pelo Ipaam e a Sema, desde outubro do ano passado. A operação em Apuí e Novo Aripuanã reúne mais de 20 servidores dos dois órgãos ambientais e conta com apoio do Batalhão Ambiental da PM e o Corpo de Bombeiros, que vão atuar nos municípios até o fim deste ano.

Segundo o secretário, o início da ação tem como prioridade visitar áreas de queimadas de grandes proporções e aplicar multas aos donos dos empreendimentos nas duas cidades. Os municípios Lábrea, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Apuí e Maués também registraram desmatamento e incêndios florestais, e fazem parte do arco da operação.

Além das ações de fiscalização em campo, a ação também vai realizar palestras, oficinas e orientações de sensibilização ambiental aos moradores dos municípios em escolas das redes estadual e municipal de ensino. A ideia é reduzir os focos de queimadas na área urbana de Apuí e Novo Aripuanã, mostrando a população os malefícios desse tipo de crime ambiental para a saúde.
Foto: Divulgação/Ipaam
Parceria

E para intensificar o combate ao desmatamento e queimadas, o Ipaam e a Sema recuperaram a parceria com a Cooperação Financeira Brasil/Alemanha do Banco KfW Entwicklungsbank e da Cooperação Técnica Internacional GOPA., dentro do Projeto Prevenção e Combate ao Desmatamento e Conservação da Floresta Tropical no Estado do Amazonas (Profloram), que prevê a entrega, ainda este ano, de três Centros Multifuncionais "Casa do Produtor" em Apuí, Humaitá e Boca do Acre, municípios que fazem parte do "arco" do desmatamento.

A primeira unidade foi inaugurada no dia 29 de junho, em Parintins. Elas contam com uma estrutura para abrigar órgãos estaduais, municipais e federais de controle e monitoramento do meio ambiente, que vão atuar juntos para combater crimes ambientais.  Os Centros Multifuncionais contam com lanchas (para transportar até 16 pessoas), picapes, motos e equipamentos de monitoramento aéreo como Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs).

Após vazamento de óleo no rio Negro, empresa é multada em R$ 2,5 milhões

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaammultou nesta quarta-feira (20) empresa J.F de Oliveira Navegações Ltda em R$ 2,5 milhões pelo crime de poluição hídrica, após vazamento de de 1,8 mil litros de óleo no Rio Negro, em Manaus.
Foto:Ricardo Oliveira/Ipaam
O combustível foi derramado após naufrágio de um rebocador da companhia na margem esquerda do rio Negro, na área do porto Ceasa, no bairro Mauazinho, zona Leste, no último dia 27 de agosto.

Imediatamente após o acidente, o Ipaam determinou o embargo da área portuária da empresa. Três comunidades do entorno foram afetadas diretamente pelo vazamento, incluindo áreas de vegetação natural no igarapé do Mauazinho, considerada uma Área de Preservação Permanente (APP).

Além disso, o órgão ambiental também constatou que a mancha de poluição por óleo combustível se estendeu até o ponto turístico do Encontro das Águas, tomado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fato que originou o Auto de Infração nº 307/18.

O Relatório Técnico de Fiscalização (RTF) nº 570/18 do acidente contem mais de 35 páginas é foi assinado pelos analistas ambientais do Ipaam, Sérgio Martins de D’Oliveira, Danielle Gonçalves Costa e Francisca Rosivana Pereira, confirmando o crime ambiental causado pelo vazamento de óleo da embarcação.

Foto:Ricardo Oliveira/Ipaam

Em Manaus, famílias afetadas por vazamento de óleo receberão cestas básicas e água potável

Nesta segunda-feira (3), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) notificou a empresa J.F de Oliveira Navegações Ltda., do grupo Chibatão, ao pagamento de cestas básicas e água potável para 100 famílias, além da recuperação imediata das áreas degradadas pelo vazamento de óleo diesel depois do naufrágio de uma embarcação no porto Ceasa, na última segunda-feira (27), em Manaus. 
Foto: Divulgação/Ipaam
Após o acidente, o órgão de controle ambiental determinou o embargo imediato da área portuária da empresa. Segundo o que informou a J.F de Oliveira ao Ipaam, cerca de que 1,8 mil litros de óleo tipo “Filoi” vazaram da embarcação, que atingiu 10 quilômetros de mancha do produto no rio Negro e se espalhou pelos igarapés Mauá e Aleixo, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste da capital.

De acordo com o presidente do Ipaam e secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcelo Dutra, a medida também obriga a empresa de navegação a promover a recuperação de pintura e limpeza de embarcações e flutuantes atingidas pelo óleo. Ele disse que a notificação é apenas para minimizar os prejuízos causados aos moradores, não suspende o embargo da área e não substitui multa pelo crime ambiental, que deverá ser aplicadas nos próximos dias.

Segundo Dutra, desde o dia do acidente, o Ipaam está realizando trabalhos de monitoramento na área atingida e mensurando os danos ambientais para servir de base para o cálculo da multa. “Trata-se de um trabalho demorado, pois precisamos fazer levantamentos da área afetada, dos ambientes aquáticos até a vegetação, para saber o tamanho do crime ambiental”, disse. 
Foto: Divulgação/Ipaam
Em nota, a empresa J. F. de Oliveira, informou que está prestando todo o suporte às famílias afetadas pelo incidente ocorrido no último dia 27. A empresa informa também que há cerca de quarenta pessoas trabalhando incessantemente no ocorrido e que está aguardando os laudos dos órgãos competentes com as informações oficiais e detalhadas da situação.

A notificação foi entregue no final da tarde desta segunda-feira (03), e deverá ser cumprida de forma imediata.

Ipaam autoriza produção de mel de abelha-sem-ferrão para escala comercial

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) autorizou, nesta quarta-feira (24/1), 40 Cadastros de Criadores de Abelha-Sem-Ferrão para manejo e produção de mel da espécie silvestre nativa social no município de Itapiranga (distante 339 quilômetros de Manaus). Ao todo, são 60 colmeias cultivadas nas comunidades rurais de Paraguai, Santa Maria do Madrubá, São José da Enseada, Ilha Grande, Terra Nova e na sede da cidade.

De acordo com o presidente do Ipaam e secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcelo Dutra, a partir de agora, com a autorização do órgão ambiental, Itapiranga passa a concentrar o maior polo de meliponicultura de manejo sustentável de abelhas nativas e produção de mel para escala comercial no entorno de Unidade de Conservação (UC) no Estado, aliado a geração de emprego e renda naquela cidade.

Dutra informou que os Cadastros de Criadores são a garantia concedida pelo Governo do Estado aos produtores de mel de abelha para o manejo adequado da atividade. “Isso proporciona a preservação da espécie, a conservação do meio ambiente, por meio da polenização, e a geração do trabalho e da renda para os moradores de Itapiranga. Essa é a nova política implantada pelo Governo Amazonino Mendes”, destacou.
Foto: Divulgação
ProduçãoO coordenador de projeto do Instituto Araquara, que coordena a Associação dos Promotores da Atividade de Meliponicultura do Estado, Antonilson Rodrigues, informou que a atividade deve gerar 40 empregos diretos e mais de 90 indiretos, além da produção média de mais de 1,1 tonelada de mel por ano. “Cada colmeia produz de 3 a 4 litros de mel e a expetativa é aumentar essa produção”, disse.Ele explicou que, atualmente, os produtores começaram a comercializar o produto para São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e, também, para a Inglaterra. Rodrigues lembrou que, além do Ipaam, a atividade conta com a parceria da Prefeitura de Itapiranga, da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Instituto de Desenvolvimento do Amazonas (Idam) e da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal (Adaf).
  

Duas fábricas de produção de asfalto são interditadas no Amazonas

Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) interditaram as atividades de duas fábricas de produção de asfalto no bairro Terra Nova, em Itapiranga, no Amazonas. As fábricas funcionavam no mesmo lugar sem Licença de Operação Ambiental e a menos de 300 metros de uma escola municipal e do Hospital Miguel Batista. As empresas tem o prazo de 20 dias para se regularizarem junto ao órgão.

Madeira ilegal é apreendida na BR-174 que liga Manaus à Boa Vista

Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas e policiais do Batalhão Ambiental interceptaram neste fim semana um carregamento de madeira da espécie nobre maçaranduba.

Foram apreendidos 22 metros cúbicos (m3) de madeira serrada na barreira da BR-174, rodovia que liga Manaus à capital de Roraima, Boa Vista. Esta foi a primeira apreensão de madeira neste ano.
A carga estava sendo transportada de Roraima para Manaus em um contêiner e tinha como destino final a cidade de Fortaleza.
De acordo com o gerente de Fiscalização Ambiental, Abener Brandão, a empresa contratada para o transporte declarou que levava tábuas, vigas e vigotas. Na conferência do carregamento, as tábuas não foram encontradas.

“As pessoas sempre tentar burlar a fiscalização colocando espécies que não tem no saldo, ou colocando espécie a mais, madeira a mais. Sempre há um pouco de fraude nesse procedimento de transporte de madeira.”
Foto: Divulgação / Ipaam
O caminhão que transportava a carga ilegal para o Ceará foi apreendido, e a empresa transportadora terá de pagar uma multa de R$ 6 mil por crime ambiental, além de passar por processo judicial. A madeira e o caminhão só serão liberados mediante autorização da Justiça. O nome da transportadora não foi divulgado até o momento.
A fiscalização ambiental no Amazonas será reforçada nos próximos dias.
Denúncias sobre retirada, transporte ou processamento de madeira ilegal podem ser feitas no Instituto de Proteção Ambiental do estado, em Manaus, ou pelo telefone (92) 2123-6715.

Justiça Federal suspende licenças de exploração de garimpo no Amazonas

A Justiça Federal do Amazonas suspendeu, na manhã desta terça-feira (19), licenças para a exploração de garimpos no rio Madeira, no sul do estado. De acordo com reportagem publicada no G1 Amazonas, a área total do garimpo é de  37 mil hectares.
Foto:Reprodução/EBC

A suspensão atende ação civil pública do Ministério Público Federal que aponta ilegalidades na liberação de licenças ambientais. O argumento do MPF é de que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), por ser um órgão estadual, não teria competência para conceder as licenças, uma vez que os prejuízos ambientais decorrentes da exploração mineral não estariam restritas apenas ao território amazonense. Segundo o MPF, a atividade estaria sujeita à fiscalização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Na decisão, a Juíza Federal Mara Elisa Andrade, da 7º Vara da Justiça Federal do Amazonas, determinou a suspensão das licenças, por considerar que os documentos apresentados não cumprem as condições exigidas para a concessão das mesmas. Além disso, a juíza considerou que os danos ambientais colocam em risco a integridade do Rio Madeira, e oferecem riscos à saúde humana, à biodiversidade e à manutenção do ecossistema amazônico.

Ainda de acordo com a determinação, o Ipaam deve  não deverá fornecer outorgas e renovações para exploração do garimpo de ouro no leito do Rio Madeira, em qualquer dos Municípios de Novo Aripuanã, Manicoré, Borba e Humaitá. Caso descumpra a decisão, o instituto estará sujeito à aplicação de multa diária em caso de descumprimento, no valor de R$100 mil.

"Há nos autos documentos que evidenciam que parte dos cooperados garimpeiros, beneficiados pela outorga das licenças ambientais outorgadas pelo IPAAM, desenvolve suas atividades mediante uso de mercúrio e com o sistemático descumprimento das condicionantes de licenças anteriormente concedidas", diz a decisão.

Até o fechamento desta reportagem, a equipe do Portal Amazônia não conseguiu contato o Ipaam. Já a Secretaria de Comunicação do Estado, informou que o órgão irá se pronunciar em coletiva de imprensa, ainda sem data confirmada.

Garimpo pode ser regulamentado no Amazonas

O Governo do Amazonas pretende regularizar cooperativas de garimpo no Estado. Atualmente, muitas exploram ouro de forma ilegal no Rio Madeira em municípios como Borba e Humaitá. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) analisa pedidos de licença para exploração da atividade. 

Novo sistema informatizado de licenciamento do Ipaam é lançado em Manaus

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) lançou nesta quarta-feira (6) um novo sistema informatizado de licenciamento, o Sigfácil. O sistema busca padronizar a concessão das outorgas necessárias para o licenciamento ambiental. A entrevista é com o titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Marcelo Dutra.

Operação Kari’Oca: IPAAM notifica empresas de turismo de selva no Amazonas

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) em conjunto com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), realizou entre os dias 8 e 12 de maio a Operação Kari’Oca II  na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro e Puranga Conquista, que abrange os municípios de Iranduba, Manacapuru e Manaus, na Região Metropolitana.
Foto:Divulgação/Ipaam
A fiscalização teve como principal motivação solicitação do Ministério Público Federal (MPF), a partir de irregularidades cometidas por empreendimentos hoteleiros na região, mas também teve a finalidade de denotar a presença do Ipaam e Batalhão de Policiamento Ambiental com o fim de coibir a prática de ilícitos ambientais na região.
Em relação aos empreendimentos hoteleiros, dois deles – um hotel de selva e uma embarcação - foram notificados a se regularizarem por levar turistas a unidades de conservação do Estado sem a devida autorização legal da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), responsável pela gestão dessas localidades através do Departamento de Mudanças Climáticas e Unidades de Conservação (DEMUC).
Foto:Divulgação/Ipaam
Durante a ação, a equipe buscou ouvir os comunitários locais com a finalidade de coletar informações referentes aos ilícitos ambientais e crimes violentos ocorridos na região.
A fiscalização utilizou a Embarcação Tiradentes, uma lancha de ação rápida do Batalhão de Policiamento Ambiental e uma lancha do IPAAM para o deslocamento até as áreas fluviais. Além de recursos advindos do IPAAM, a operação contou com recursos do Programa ARPA (Áreas Protegidas da Amazônia), gerido pela SEMA-AM.
As empresas que operam com turismo de selva devem solicitar autorização da SEMA e IPAAM, por conta dos riscos que expõem os recursos naturais das unidades de conservação estaduais. Por exemplo, não é permitido levar material biológico do local sem a devida autorização.
Durante a Operação Kari’oca I, realizada em fevereiro de 2017, o IPAAM havia fiscalizado cinco empreendimentos turísticos, tendo notificado dois e multado três por estarem operando irregularmente. O nome da operação faz referência à etimologia tupi Kari’oca que significa “casa do homem branco”. 
Outras ações de fiscalização serão organizadas visando o monitoramento ambiental das áreas naturais dessa região, com o objetivo de inibir a prática de crimes e infrações ambientais.
O IPAAM recebe denúncias de ilícitos ambientais, anônimas ou identificadas, pelos telefones (92) 2123-6715/6729 ou diretamente na sede do órgão.

Em quatro meses, 20 jiboias foram resgatadas na área urbana de Manaus

Nos primeiros quatro meses deste ano, a equipe da Gerência de Fauna do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizou o resgate de 20 jiboias na área urbana de Manaus. Em 2016, dos 510 animais silvestres resgatados pelo Ipaam, 76 foram cobras, sendo 60 jiboias.

De acordo com o instituto, os animais costumam ser resgatados em locais como terrenos, residências e igarapés próximos de áreas verdes.
Das 76 cobras resgatadas em 2016 pelo Ipaam na zona urbana de Manaus, 60 foram jiboias. Foto:Divulgação/Ipaam
A jiboia não é uma espécie peçonhenta, pois não possui veneno e muito menos consegue inocular no ser humano, portanto, não oferece risco neste aspecto, ressalta o Gerente de Fauna do Ipaam, o biólogo Marcelo Garcia. A cobra pode medir até 4 metros de comprimento. “Ela não é peçonhenta, apesar da crendice popular associá-la a produzir veneno em certa época do ano, o que não é verdade", esclarece o gerente de Fauna do Ipaam.

Em casos em que o cidadão localize uma cobra no ambiente urbano, o biólogo recomenda isolar o animal do contato humano e acionar imediatamente o resgate de fauna do Ipaam ou do Batalhão Ambiental. "Acreditamos que a jiboia se adaptou bem ao ambiente urbano porque ela tem o seu alimento disponível em abundância, principalmente os roedores. As cobras durante a busca de alimento ou em época de reprodução realizam deslocamentos que podem colocá-las em contato com seres humanos", informa o biólogo.
As jiboias não oferecem riscos aos seres humanos. Em caso de aparecimento do réptil, o Ipaam recomenda acionar imediatamente o resgate de fauna do instituto ou do Batalhão Ambiental. Foto:Divulgação/Ipaam
Minoria

As cobras peçonhentas foram a minoria entre os ofídios resgatados pelo Ipaam em 2016. Das 76 cobras resgatadas, apenas três eram peçonhentas, sendo duas jararacas e uma coral verdadeira.

"Este número baixo pode ser explicado devido às pessoas que, por terem medo de acidentes, acabam matando os animais. Portanto as pessoas podem matar a cobra e não informar ao órgão ambiental ou também pelo fato das cobras peçonhentas serem mais encontradas nos ambientes de floresta ao invés do urbano", comenta.Multas

O Ipaam alerta que matar animais silvestres é proibido e que pode acarretar em multas de R$ 500 a R$ 5 mil por exemplar e prisão de seis a 18 meses.

O resgate de fauna atende no número (92) 2123-6774, dentro da área urbana. Já o Batalhão de Policiamento Ambiental recebe denúncias através da linha direta 98842-1547 ou ainda pelo 190.

Mais de 50 animais são resgatados no Amazonas em janeiro

Bicho preguiça é um dos que mais são resgatados. Foto: Divulgação/Ipaam
Manaus (AM) está cravada no meio da Floresta Amazônica, próximo a dois dos maiores rio do mundo, o Amazonas e o Negro. Por essa razão, não é difícil encontrar animais silvestres em locais perto de grandes áreas verdes ou igarapés (cursos d'água). No último dia 31, alunos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foram surpreendidos com a presença de uma cobra dentro da sala de aula. A ocorrência é semelhante a outras 52 de animais resgatados no mês de janeiro, na capital amazonense e outras cidades do Estado, pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). 

A analista ambiental do Ipaam Yara Gonçalves diz que o problema que causa o aparecimento desses animais é o crescimento desordenado da cidade. "Os fragmentos florestais diminuem drasticamente não restando outra opção para os animais a não ser procurar outros lugares para se abrigar ou procurar alimentos, e geralmente são residências, igarapés, empresas", avalia.

No caso da Ufam, o campus está localizado no maior fragmento florestal em área urbana do Brasil, com cerca de 700 hectares. A cobra encontrada na sala de aula foi removida pelos seguranças da universidade e deixada na mata. Por meio de nota, a assessoria da instituição explicou os procedimentos adotados nestes casos. 
Cobra foi encontrada dentro de uma salas de aula da Ufam. Foto: Divulgação
"A Ufam possui um procedimento padrão para casos de animais silvestres serem encontrados dentro ou próximo de espaços com fluxo de pessoas. Nesses casos, a Divisão de Segurança da Prefeitura do Campus Universitário deve ser acionada para captura e devolução do animal ao seu habitat. Nos casos mais complexos, biólogos da própria Universidade participam do procedimento, prestando os cuidados necessários, caso o animal esteja machucado", diz a nota.

A Gerência de Fauna do Ipaam resgatou, em 2016, 510 animais silvestres. Entre as espécies mais resgatadas em 2016 estavam jiboias, frangos d’água, gaviões-carijó, preguiças-bentinho, preguiça-real, jacarés, camaleão, pariri (ave), murucututu (coruja) e macacos (especialmente sauim).

De acordo com Yara, estes animais geralmente são encontrados em residências, galpões de empresas, oficinas, vias públicas próximas a áreas verdes, reservatórios de água e estradas. "Nesse mês de janeiro tivemos poucos casos de animais machucados comparado ao mês anterior, mas ainda assim, registramos casos de animais eletrocutados, pássaros com asas machucadas e até com possível intoxicação proveniente dos igarapés (caso do frango d’água). Os jacarés resgatados quase sempre estavam em áreas ou residências próximas a igarapés", exemplificou.
Yara informou que estes animais são, normalmente, conduzidos ao Refúgio Sauim Castanheiras ou ainda ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pois depende da condição do animal, que passam por cuidados médico-veterinários. "Quando reabilitados é realizado o procedimento de soltura na natureza", disse.

O Ipaam recebe denúncias por meio do número (92) 2123-6729 e atua em resgates através do número (92) 2123-6774, dentro da área urbana. Além do Ipaam, o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) também recebe denúncias e solicitações para resgate dos animais, que podem ser feitas pelos telefones 190 ou na linha direta (92) 98842-1547.Reforço

Este ano, a prefeitura de Manaus irá reforçar o apoio do Batalhão Ambiental da Polícia Militar nas diversas ações de controle e fiscalização ambiental realizadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). Na manhã desta quinta-feira (2), o secretário da Semmas, Antonio Nelson de Oliveira Júnior, e o subcomandante da corporação, major Luiz Alberto Passos Navarro, se reuniram para dar início às tratativas que resultarão no reforço às ações conjuntas realizadas pelas duas instituições.

O major Luiz Navarro destacou a importância da parceria e lembrou que, além do trabalho de policiamento ostensivo, 24 horas, o Batalhão de Policiamento Ambiental também possui um núcleo de Educação Ambiental que desenvolve atividades nas escolas públicas e particulares, e pode estender o trabalho para os espaços protegidos da Prefeitura de Manaus, em conjunto com a Divisão de Educação Ambiental (DIEA) da Semmas.