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Segunda, 10 Mai 2021

Secretaria de Saúde orienta municípios no combate e prevenção à hanseníase

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) inicia o ano de 2020 estimulando a conscientização da população quanto à necessidade de prevenção e combate à Hanseníase, por meio da campanha Janeiro Roxo, que tem como objetivo a promoção do diagnóstico precoce, o tratamento, a prevenção e a quebra de preconceitos.



Neste contexto, a SES-MT conclama a sociedade em geral para utilizar a cor roxa, internacionalmente adotada nas fachadas de prédios e repartições públicas e/ou de sedes com grande circulação de pessoas.



As Coordenadorias de Atenção às Doenças Crônicas (COAC) e de Promoção e Humanização da Saúde (COPHS) chamam a atenção para o lema da Campanha Nacional de 2020, adotado pela Sociedade Brasileira de Hansenologia: “Todos Contra a Hanseníase”. 

Foto: Divulgação

Para o Janeiro Roxo, a SES alerta para a importância dos municípios intensificarem as ações e discussões acerca da hanseníase, em especial nos programas Saúde na Escola, Bolsa Família, Estadual Pró-Família e demais ações intersetoriais das Secretarias Municipais de Educação, Assistência Social e outras. A iniciativa tem foco na intra e intersetorialidade destas ações, ressaltando a importância do diagnóstico precoce de pessoas com hanseníase e a avaliação de seus contatos (familiares de convívio próximo e prolongado). 
“A avaliação dos contatos das pessoas acometidas pela hanseníase durante, pelo menos, cinco anos após o diagnóstico é outra iniciativa de primordial importância”, ressalta Edriane Cristhina Catarin, servidora da Coordenadoria de Atenção às Doenças Crônicas da SES.



De acordo com os profissionais especializados, é prioritário o desenvolvimento de estratégias para a busca ativa dos contatos pelas equipes de atenção primária da Saúde em articulação com os demais setores do poder público. Também é fundamental a ampla divulgação de informações relacionadas à doença, visto que a hanseníase tem cura e o tratamento é feito no Sistema Único de Saúde (SUS).

Foto: Divulgação

Estatísticas



O Brasil ocupa a 2ª posição no ranking entre os países que registram casos novos, ficando atrás somente da Índia. O Estado de Mato Grosso detém as maiores taxas de detecção de hanseníase do país e, por esse motivo, é reconhecido como hiperendêmico. 
Segundo os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no ano de 2016, foram registrados 2.658 casos novos em Mato Grosso, correspondendo a uma taxa de detecção de 80,4/100.000 habitantes.
No ano de 2017, foram registrados 3.477 casos novos, correspondendo a uma taxa de detecção de 105,2/100.000 habitantes. Em 2018, foram registrados 4.713 casos novos correspondendo a uma taxa de detecção de 134,1/100.000 habitantes. Destes, 199 casos novos ocorreram em menores de 15 anos.


Os dados disponíveis no SINAN para o Estado de Mato Grosso reforçam a presença de focos de infecção sem diagnóstico e de cadeias de transmissão recentes da doença.
Para enfrentar a hanseníase, a partir da consciência plena de Estado Hiperendêmico, a SES construiu o Plano Estadual Estratégico de Enfrentamento da Hanseníase – PEHAN 2018-2020 –, enfatizando estratégias possíveis para a redução da carga da hanseníase no Estado, pautadas nos direitos humanos fundamentais de respeito à vida e à dignidade humana, na humanização das práticas e na promoção da saúde.

Foto: Divulgação

“Há uma escolha estratégica, por parte do Governo do Estado, pelo diagnóstico precoce da doença e pela execução do Plano Estratégico de Enfrentamento da Hanseníase. Neste cenário, Mato Grosso faz um grande esforço junto à atenção primária, com um trabalho efetivo de qualificação das equipes de saúde. A busca por pacientes que possivelmente estão contaminados deve ser uma iniciativa de interesse nacional. Muitas pessoas podem, neste momento, transmitir a doença sem nem sequer saberem que estão contaminadas”, explica o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo.



O Plano foi elaborado pela SES, conjuntamente ao Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems), e legitimado como um plano de Estado por meio do cumprimento de uma extensa agenda de capacitações voltadas ao diagnóstico e enfrentamento da doença em vários pontos estratégicos do Estado; a gestão estadual também conta com as parcerias do Instituto Lauro de Souza Lima e Alliance Against Leprosy Institute, que auxiliam no melhor alcance do conhecimento necessário e promovem a melhoria do desempenho clínico e multiprofissional.
A SES também realiza o serviço de orientação permanente aos profissionais de saúde por meio do Núcleo Telessaúde de Mato Grosso, direcionado aos servidores que atuam na atenção primária, com serviços de Teleconsultoria, Telediagnóstico e Tele Educação. Profissionais da atenção primária cadastrados na plataforma do Telessaúde podem solicitar teleconsultorias para auxílio na elucidação diagnóstica de casos clínicos ou outras informações pertinentes sobre a abordagem da doença: https://www.telessaude.mt.gov.br/.
No Telessaúde, também é possível acessar e reproduzir o Manual Informativo nº 1, que trata o tema hanseníase para os agentes comunitários de saúde: https://www.telessaude.mt.gov.br/Arquivo/Download/4201.



O que é hanseníase



A hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo o território nacional. A doença acomete homens e mulheres de qualquer idade. Entretanto, para que ocorra a infecção, é necessário um longo período de exposição à bactéria denominada Mycobacterium leprae, por meio de contato próximo e prolongado com uma pessoa acometida pela hanseníase; apenas uma parcela da população infectada realmente adoece.




A doença pode ocasionar lesões neurais, conferindo-lhe um alto poder incapacitante. Esta é a característica principal relacionada ao estigma e discriminação às pessoas acometidas pela hanseníase.

Campanha ’Janeiro Roxo’ promove ações de combate à hanseníase, em Manaus

A campanha ‘Janeiro Roxo’ irá promover ações de combate e controle à hanseníase, em Manaus, no decorrer do mês. A abertura da Campanha será no dia 7 deste mês, às 9h, no Shopping Phelippe Daou, na Avenida Camapuã, 2939, zona Leste.

Durante a programação, serão realizadas ações em saúde, em parceria com a Fundação Alfredo da Matta (Fuam), incluindo triagens dermatológicas, atendimentos médicos (clínicos e dermatológicos), testagem rápida para sífilis, hepatite e HIV, avaliação antropométrica, teste de glicemia capilar, aferição de PA, exames de preventivos, imunização e atividades lúdicas para as crianças, de rotina na programação do shopping.

Foto: Divulgação/Semcom

“Nossa programação está inserida no ‘Saúde nas Galerias’. A escolha do Shopping Phellipe Daou considerou o fato de as zonas Leste e Norte serem as de maior incidência em casos de hanseníase em Manaus”, explicou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Os objetivos da ação são orientar a população sobre prevenção e detectar novos casos da doença ainda em estágio inicial. “Nesse dia teremos, inclusive, médicos dermatologistas fazendo avaliações e testes para a detecção precoce da doença e, para os casos positivos, orientação de tratamento imediato”, completou Magaldi.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vem desenvolvendo ações para o controle da hanseníase, como: busca ativa de casos novos com a ampliação da oferta de exames de pele nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em escolas com o Programa Saúde na Escola (PSE); capacitações para os profissionais de saúde, contribuindo para o diagnóstico precoce na população em geral, e na qualificação do tratamento dos pacientes. 

Em 2018, Manaus registrou 116 casos, com uma Taxa de Detecção geral de 5,41 casos/100.000 habitantes, sendo considerado um nível médio de endemicidade da doença, de acordo com o Ministério da Saúde, cujo parâmetro varia entre 2,00 e 9,99/100 mil hab. Na população menor de 15 anos, grupo prioritário de monitoramento, foram 12 casos com uma taxa de detecção de 1,99/100.000 habitantes menores de 15 anos.

No período de 2013 a 2018 houve uma redução de 54,2% na taxa de detecção geral, no entanto, a intensificação das ações de busca ativa de casos em áreas prioritárias, exame dermatológico em escolares podem ter contribuído para o aumento da detecção de casos em 2019, onde já foram registrados 126 novos casos da doença com taxa de detecção de 5,76/100.000 habitantes, dos quais oito casos foram em menores de 15 anos. 

Nas atividades realizadas em parceria com os Distritos de Saúde e Secretarias de Educação – municipal e estadual, em 2019 foram acessadas 174 escolas do PSE, examinados 37.217 alunos e diagnosticados e tratados 2.663 tipos de dermatoses. Com essas ações, a Semsa espera evitar o surgimento de casos com incapacidade física, decorrentes do diagnóstico tardio da hanseníase. 

Programação 

Para o mês de janeiro, além das ações de rotina nas Unidades de Saúde, serão ofertados exame de pele e atividades educativas em ações extramuros por vários pontos da cidade:

Dia 9/1: Caminhada no bairro Jorge Teixeira, partindo às 8h da Igreja Católica Santa Clara (Av. Mirra - Jorge Teixeira) até a UBS Dr. José Avelino Pereira (Rua Cravinho);

Dia 13/1: Blitz em frente à Arena da Amazônia, iniciando às 8h30min no cruzamento das vias Av. Constantino Nery e Av. Pedro Teixeira, com distribuição de folder e ação de conscientização;

Dia 25/1: Ação em saúde, a ser realizada em quatro locais do bairro Colônia Antônio Aleixo, de 8h às 12h (Centro de Reabilitação, Policlínica Antônio Aleixo, Escola Municipal Violeta Areosa e Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), na Rua Getúlio Vargas, com oferta de vários serviços de saúde para a comunidade. 

Dia 31/1: Caminhada iniciando na UBS Lago do Aleixo (Rua Raoul Follereau, n° 112, na Colônia Antônio Aleixo), às 8h, até sede do MORHAN, na Rua Getúlio Vargas.

Isolamento de comunidades no interior do AM compromete tratamento da hanseníase

A falta de conhecimento sobre a hanseníase ainda gera enormes preconceitos. O que pouca gente é que um simples abraço ou toque não transmite a doença. A transmissão da hanseníase ocorre pelo contato prolongado com fluidos das vias aéreas superiores, como gotículas de espirro e tosse de uma pessoa doente sem tratamento. Em 1962, com apenas oito anos, Pedro Borges, morador de Manaus, foi diagnosticado com a doença. Ele afirma que já naquele tempo o preconceito era um obstáculo, justamente pela falta de conhecimento da população.

"Não há razão para discriminar pessoas com hanseníase", diz relatora da ONU em visita ao Brasil

A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Eliminação da Discriminação contra Pessoas Afetadas pela Hanseníase, Alice Cruz, encerrou nesta terça-feira (14) viagem de oito dias pelo Brasil.


Ela esteve em Brasília, Rio de Janeiro e Pará. Conversou com pessoas afetadas pela hanseníase, especialistas, gestores e defensores públicos.


A pesquisadora portuguesa identificou um esforço das autoridades brasileiras em melhorar o enfrentamento da doença, diminuir o preconceito e oferecer reparação para pessoas que foram confinadas em colônias de isolamento. Mas, Alice Cruz considera que ainda é preciso avançar, especialmente para reduzir número de pessoas que chegam nas unidades de saúde já com sequelas da doença.
Foto: Divulgação


O relatório sobre a visita ao Brasil só será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em junho de 2020. Mas, a relatora da ONU já adiantou que vai se manifestar sobre casos de filhos de pais com hanseníase que foram separados da família ou expulsos da escola.


Ela considera urgente uma ação do Estado brasileiro em relação a essas situações.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 200 mil novos casos de hanseníase são detectados anualmente, principalmente no Brasil, Índia e Indonésia.


A situação brasileira é a que mais preocupa a OMS. Em 2017, foram registrados no país  22 mil novos casos da doença.


Os estados do Maranhão e do Pará são os que mais registram novos casos de hanseníase entre pacientes com idade até 15 anos, já diagnosticados com incapacidade física. O Tocantins tem a maior taxa entre a população geral, de todas as faixas etárias. 


Sobre a doença


A hanseníase é uma doença infecciosa, causada por bactéria, transmitida pelo ar, que pode ser curada com a utilização de medicamentos. A infecção afeta principalmente a pele, os olhos, o nariz e os nervos periféricos.


Os sintomas incluem manchas claras ou vermelhas na pele com diminuição da sensibilidade, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés.


O tratamento precoce evita deficiências e está disponível no Sistema Único de Saúde.










Guajará-Mirim identifica sete casos de hanseníase

Em Guajará-Mirim (AM) sete casos de hanseníase foram diagnosticados durante atendimentos em uma unidade móvel. Os tratamentos devem durar de seis meses a um ano.

V Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses e Tracoma inicia em Guajará

As escolas municipais de Guajará-Mirim (RO) iniciaram a 'V Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses e Tracoma'. A campanha segue até o dia 30 de junho e vai atender ainda as escolas estaduais.

Ação contra hanseníase é realizada no Acre

Uma ação contra hanseníase é realizada no Acre para aproximadamente 27 mul estudantes em quatro cidades. Em 2017 foram registrados 123 casos da doença no Estado, que lançou a 'V Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose'.

Guajará-Mirim não possui registro de caso de hanseníase em 2018

Durante todo o mês de janeiro, uma campanha de orientações sobre a hanseníase foi feita em Guajará-Mirim (RO) para intensificar as ações de prevenção. A campanha é conhecida como Janeiro Roxo. Este ano, ainda não foi registrado caso da doença na cidade.

Janeiro Roxo: fisioterapeuta destaca ações de prevenção à hanseníase

Assim como em outros meses, janeiro também possui uma cor que remete à ações de saúde: o roxo. A cor representa prevenção e combate à hanseníase. Em 2017, 12 casos de hanseníase foram registrados em Guajará-Mirim (RO). A entrevista é com a fisioterapeuta do programa de Hanseníase do Serviço de Assistência Especializada (SAE), Cordélia Santana.

Campanha Janeiro Roxo alerta sobre a hanseníase; portador da doença morre em MT

O governo e associações médicas fazem campanha janeiro roxo com foco no combate à hanseníase. Em Mato Grosso, um menino de 11 anos, portador da doença, morreu no primeiro dia do ano, que marcou também o início da campanha.A criança foi internada no domingo (31) com infecção generalizada e morreu na madrugada do dia 1º de janeiro, no Hospital Regional de Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá. Daniel Rodrigues Santiago era portador de hanseníase multibacilar e estava em tratamento há três meses.
Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan), Mato Grosso registra as maiores taxas de detecção de hanseníase do país. Em 2016, foram detectados 2.658 casos novos, o que equivale a 80,4 registros para cada 100 mil habitantes. O índice representa uma redução em relação a 2015, que teve taxa de detecção de novos casos da doença de 93 para 100 mil habitantes, totalizando 3.037 registros.
A técnica do Programa Estadual de Controle de Hanseníase de Mato Grosso Rejane Finotti relatou que a morte está sendo investigada e os médicos trabalham com a hipótese de intolerância aos medicamentos. "Não ocorre óbito por hanseníase. O que pode ocorrer é intolerância medicamentosa. Logo no início do tratamento, [o paciente] é orientado a procurar a unidade de saúde caso sinta algum sintoma diferente", disse.  
Foto: Divulgação
A morte do menino portador de hanseníase em Mato Grosso reforça a importância do combate e prevenção à doença. Este mês, diversas organizações da sociedade civil, ministério e secretarias de Saúde promovem a campanha Janeiro Roxo. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Cláudio Salgado, nos últimos 10 anos o número de casos caiu no país, mas a falta de tratamento dos casos existentes aumentou o número pessoas com incapacidade física.
"Sabemos que a nossa rede de atenção básica não está funcionando a contento, deveria funcionar melhor, as referências não estão sendo capacitadas, estão sobrecarregadas. Temos feito diagnósticos tardios. Temos mais pessoas chegando para fazer o tratamento, já que há capacidade física instalada, o que significa que você vai ter mais problemas e vai sobrecarregar ainda mais o sistema."
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmitida de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para uma pessoa saudável suscetível. Embora tenha cura, a doença pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente. A orientação é que as pessoas procurem o serviço de saúde assim que perceberem o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se ela apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a doença quase imediatamente.