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Sábado, 08 Mai 2021

Benefícios representam 50% da renda de famílias de reservas extrativistas no Amazonas

Foto: Reprodução/ISA
Nas reservas extrativistas do Amazonas, muitas comunidades ribeirinhas ficam distantes dos centros urbanos e mais próximas da floresta. E é das matas e dos rios que vêm grande parte dos produtos para subsistência e para a comercialização das famílias, conjunta a esta atividade, os benefícios do Governo são uma contribuição relevante na renda das famílias. Este é um dos resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Mamirauá. Os dados demonstram que os benefícios representaram cerca de 50% da renda média anual das famílias das duas unidades de conservação analisadas. Uma parte destes resultados será apresentada durante evento realizado na sede do Instituto em Tefé (AM), entre 3 e 7 de julho.

Os dados avaliados são dos anos de 2013 e 2014 e compõem os resultados parciais do levantamento socioeconômico das Reservas Extrativistas Auatí-Paraná e Rio Jutaí, realizado por pesquisadores do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. "Além de trazer informações básicas acerca da organização socioeconômica dessas comunidades, a pesquisa pode ajudar a perceber os impactos das as políticas públicas, além de entender a composição da renda dessas famílias", afirma a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Juliana Chacon.

Nas duas reservas, os benefícios - como aposentadoria, seguro defeso, bolsa família, bolsa floresta e seguro maternidade, entre outros - são a maior contribuição para a renda das famílias. Eles representam 50% da renda média domiciliar na Resex Auatí-Paraná, seguido dos salários provenientes de cargos da prefeitura (23%); e 47% da renda da população da Resex Rio Jutaí, seguido da agricultura, que representa 32% da renda. Os benefícios do Governo alcançaram 98% das famílias na primeira unidade de conservação e 97% das famílias na segunda, naquele ano.

Mesmo com a contribuição dos benefícios, o valor médio da renda per capta está entre R$279,00 em Auatí-Paraná e R$164,00 no Rio Jutaí. Enquanto a despesa média per capta mensal é de R$261,00 e de R$163,00, consecutivamente. A maior despesa das famílias das duas localidades foi com rancho, como é chamada regionalmente a compra de materiais de limpeza, de higiene pessoal e itens de alimentação.

Localizada na confluência dos rios Solimões e Japurá, e está inserida nos municípios de Fonte Boa, Japurá e Maraã, no estado do Amazonas, a Reserva Extrativista Auati-Paraná foi criada em 2001. A Reserva Extrativista Rio Jutaí, faz parte do município de mesmo nome, foi criada em 2002 e está localizada no alto Solimões. O último plano de manejo das duas unidades de conservação é de 2011. De acordo com a pesquisadora, os dados socioeconômicos também podem contribuir para a atualização do documento.

Entre as atividades produtivas que mais se destacaram estão o manejo participativo de pesca e a produção de farinha. "É possível perceber a pesca como atividade acoplada ao modo de viver das pessoas desse local, com representatividade nos rendimentos e importância para subsistência", comentou Juliana.

Também está contemplado pela pesquisa o levantamento socioeconômico das áreas do entorno do município de Tefé (AM), que será realizado até o ano que vem. Essa pesquisa conta com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para pagamento de bolsas de estudo.

Simpósio

A exposição do trabalho acontece no 14º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia, que é realizado anualmente pelo Instituto e reúne pesquisadores e especialistas para minicursos, palestras e apresentações. Neste ano, o evento acontece entre 5 e 7 de julho. Antecedem a sua programação o 3º Seminário do projeto Mamirauá - Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação (BioREC) nos dias 2 e 4 de julho. Os eventos serão realizados na sede do Instituto em Tefé, no Amazonas.

Governo do Amazonas investe R$ 5 milhões no Festival de Parintins


Nesta sexta-feira (12), o governador do Estado, David Almeida (PSD) garantiu o investimento de R$ 5 milhões para o Festival Folclórico de Parintins deste ano. O anúncio foi feito durante a assinatura do contrato de patrocínio com a empresa Coca-Cola, que este ano investirá R$ 2,5 milhões na festa, considerada a maior da Amazônia. 

De acordo com o governador, David Almeida, o incentivo financeiro visa ajudar a cidade de Parintins. "Ano passado, em virtude da crise econômica no país, o governo não pôde patrocinar o evento. Hoje, nós estamos aqui assinando com a Coca-Cola um patrocínio bom para garantir a estrutura, apoio aos bois e a prefeitura local. Portanto, nós saímos de um investimento zero no ano passado, para um investimento de R$ 5 milhões. Com isso, acredito que teremos um bom festival. E aqueles que amam a cultura amazonense, estão convidados desde já para prestigiarem o maior espetáculo da Amazônia", pediu ele. 
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Almeida disse que o dinheiro será administrados da seguinte forma: R$ 1 milhão para cada Boi; R$ 1 milhão para a prefeitura do município; R$ 2 milhões para a infraestrutura da festa; R$ 1 milhão para a iluminação e som da festa; e mais R$ 1.250 milhão para cada Boi patrocinado pela empresa Coca-Cola. 

Para o presidente do Boi Caprichoso, Babá Tupinambá o investimento assegura os três dias de competição dos Bois. "Uma parte desse dinheiro será para pagar a folha de funcionários que irão trabalham para o nosso Caprichoso. E uma outra parte, para comprar materiais alegóricos. Por esse patrocínio, a gente só tem a agradecer, porque, praticamente 50% do Festival já está certo. Também acreditamos que mais outros patrocínios irão entrar para ajudar na festa", disse. 

Em seu primeiro ano no comando no Caprichoso, Tupinambá promete que para este ano, o Boi virá completamente diferente, desde a sua administração até a sua apresentação na arena. "Eu asseguro que vai ser um boi grandioso. Não apenas para competir, mas também para ganhar o festival de Parintins. E para isso, nós estamos trabalhando dia e noite com uma equipe de quase 500 pessoas. Pois, quem for ao festival, vai ver um Caprichoso rico e diferente em todos os aspectos", garante ele.

Garantido

Já para o presidente do Boi Garantido, Adelson Albuquerque, o investimento do governo do Estado em parceria com a Coca-Cola fará um festival grandioso. 

"Esse apoio vai ser fundamental para que possamos fazer um festival belíssimo E agora com o apoio do governo, fomentando novamente a festa, iremos beneficiar a mão de obra que ajuda a levantar aquela festa", disse ele.

Ao anunciar investimento ao festival, o prefeito de Parintis, Bi Garcia disse que ainda está chegando um patrocínio para os Bois na ordem R$ 20 milhões. 

"Esse dinheiro, além de envolver repasses para os Bois, vai contribuir para investimentos na cidade. Com isso, o festival, na questão da organização, chega na casa de 70% do setor privado. E é muito importante a interferência do governo do Estado, no que se refere a captação de recurso, porque a cada ano nós vamos ampliando o número de patrocinadores do setor privado. E por isso, não tenho dúvida que será um grande Festival", disse ele entusiasmado.

Governador interino David Almeida anuncia mudanças no secretariado no AM

Nesta quarta-feira (10), o governador interino do Amazonas, David Almeida, anunciou as principais mudanças que acontecerão no secretariado do Estado. Na tarde desta terça-feira (9), Almeida já havia comunicado o nome do jornalista Cláudio Barbosa para a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom)

Segundo informações do G1 Amazonas, na Secretaria de Estado de Saúde (Susam), entra o especialista em administração hospitalar Vander Alves, no lugar de Mercedes Gomes de Oliveira. Já o ex-diretor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Arone Bentes, assume a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), até então comandada por Algemiro Ferreira Lima Filho.
Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Humaitá, Dedei Lobo, será titular da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror).

Na Sefaz, entra Francisco Arnóbio, que já era do quadro da pasta. Ele fica no lugar de Jorge Eduardo Jatahy de Castro.

No Instituto de Desenvolvimento da Amazônia (Idam), assume Lúcio Flávio do Rosário.

O novo procurador geral do Estado será Tadeu de Souza Sila.

O novo governador deve anunciar até a sexta-feira (12) as chefias do Fundo de Promoção Social (FPS) e do Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (Ipaam).