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Manaus 30º • Nublado
Terça, 11 Mai 2021

Educação empreendedora

Muitos acreditam que empreendedorismo seja uma qualidade de alguns poucos brindados com uma configuração genética apropriada. Há outros que acham que todos nascem com a capacidade empreendedora. Como o gene do empreendedor ainda não foi isolado, essa disputa não tem fim. O seminário “Renovar Idéias”, que o Instituto Teotônio Vilela promove amanhã e sexta-feira, decidiu abrir um espaço para discutir essa questão. 

Se a alma não é pequena

O homem moderno está adiposo de imagens. No marco da globalização floresce uma "cidadania universal", que supõe novas formas de estar no mundo. Somos espectadores em tempo real de uma sintonia global. Inadvertidamente, ou mesmo imperativamente, somos invadidos por acontecimentos não-programados e inesperados, temidos e trágicos, cujo impacto faz ressoar no sujeito as mais diversas formas de inibição, sintoma e angústia. 

Contaminação

Quase toda a nossa corte está contaminada de ladroagens, cinismos, omissões, mentiras, e o silêncio inexplicável do mais alto poder de justiça nos espanta. Salvo manifestação em concessões de habeas corpus a bandidos de colarinhos brancos, para que os mesmos, de caras lavadas, gozem das caras sérias de todo brasileiro.

O perigo das armas

O perigo das armas está entrando pela porta da frente das casas e escolas brasileiras, levando medo e insegurança a alunos, professores, diretores e funcionários. A pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) “Cotidiano das escolas: entre violências”, realizada em escolas públicas de cinco capitais brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Belém), e no Distrito Federal, revela a extensão do porte e do uso de armas no ambiente escolar e como tais violências passaram a integrar o dia-a-dia das escolas. 

O namoro

Caríssimos leitores e leitoras, hoje Dia dos Namorados, poderia escrever uma crônica dedicada aos namorados, sobre o amor, para início de conversa, convém dizer que não existe uma teoria sobre o amor. Defini-lo, nem pensar, fazê-lo caber dentro de um conceito, não tem como. 

Não temos Messias

Em uma seção do Senado, em 12 de julho de 1841, o senador Nicolau Pereira Vergueiro já diagnosticava com exatidão que uma causa comum aos maiores problemas brasileiros está no fato de nossa organização política preceder a organização social. Diferentemente da história estadunidense, onde desde o princípio a sociedade se autogovernou e se antecipou a sua organização política, tanto que o primeiro esboço formal de uma lei fundamental surgiu apenas em 1620 das mãos dos próprios chefes de família que, ainda embarcados no Mayflower, celebraram o notório Compact; a organização do Estado brasileiro tem sua gênese nas caravelas de Tomé de Souza que em 1549 desembarcou com a completa estrutura do Estado. 

Declarações inoportunas

As declarações do presidente da República sobre o Poder Legislativo, feitas no contexto das reformas e sob a influência das polêmicas que agitam o país, não podem ser consideradas suficientes para gerar uma crise entre poderes. É evidente que o presidente exagerou ao fazer insinuações sobre "caixa-preta" do Legislativo, e ao generalizar quando o definiu como um poder "que se considera intocável".

A greve dos professores

Caros leitores e leitoras, sou professor pra começar e sinto como o educador de hoje é maltratado em suas reinvindicações, mas tenho uma opinião contra a greve.


Paradigmas da leniência

Me desculpem os caros leitores amazonenses, mas tenho uma afinidade pelo Rio de Janeiro e costumo dizer que sou amazonense por um acidente geográfico. Sou carioca de coração, e quando você recebe no Rio a conta da Light no seu nome, se sente mais carioca ainda. No Rio políticas equivocadas regadas a paternalismo omisso fizeram com que lacraias virassem serpentes.

Mãe

Todos os amores são vitais e indispensáveis. Se não, como explicar a sensação de morte, quando eles se vão? Mas esses amores, que quando eclodem, mudam nossos referenciais, e na alucinação de cada descoberta nos transformam outra vez em adolescentes inseguros e sonhadores, esses amores são todos condicionais. Eles dão, mas cobram reciprocidade, e só não pedem comprovante porque ainda não se elaborou um formulário adequado para isso. E cada descumprimento deste contrato não escrito implicará uma sentença oscilando entre a indiferença e o ódio, que só os otimistas e os ingênuos não percebem que é a mesma coisa.


Esse amor por ser assim condicional, e depender da facilidade de seus pobres atores, tem uma escassa chance de ser intenso e duradouro, porque quanto mais intenso, menos espaço concederá ao perdão. Provavelmente por isso, quando os grandes amores terminam, não sobra nada, e podem desconfiar da intensidade de um amor que acabou numa grande amizade. Ou não era amor, ou não era tão grande, ou tem alguém ainda amando em segredo, na expectativa desesperada de que o outro, por favor, perceba isso. E não vale citar exemplos de amores sobreviventes de muitas brigas, porque o perdão sempre é parcial e fica arquivado para ser ressuscitado inteiro em cada nova rusga, da qual talvez sobreviva outra vez, mas sempre remendado e melancolicamente menor.


Nisso tudo contrasta o amor de mãe, que sem ser menos intenso, é o único que não tem vergonha de ser absolutamente incondicional. O único amor que sobrevive intacto à indiferença, ao descaso e à traição, simplesmente porque estando acima dessas miudezas da alma humana, nunca será de fato ameaçado por elas. Ofenda a sua mãe e ela soluçará como uma namorada, mas quando as lágrimas secarem, ela já estará se sentindo um pouco culpada pelo desamor do filho e buscando um jeito de reconquistá-lo.


Esse é o amor padrão da imensa maioria das mães, que idolatram filhos imperfeitos e explicam atitudes inexplicáveis, e são capazes de dar a vida pelos seus filhotes medíocres, mas maravilhosos.

Foto:Shutterstock


Ser mãe é ficar emocionada com os movimentos anárquicos daquele corpúsculo disforme na ecografia e depois chorar de pura emoção ao receber aquele anteprojeto gosmento e mal-acabado, de cara torta e assustada, e tão lindinho!


Ser mãe é dobrar com carinho as suas roupas de recém-nascido e se estremecer ao lembrar o inesquecível cheiro de bebê que você um dia teve no pescoço, não importa quanto tempo já tenha passado.


Ser mãe é não pregar o olho nas infindáveis madrugadas e depois fingir que dorme placidamente quando você finalmente retorna, barulhento e despreocupado.


Ser mãe é perceber a tristeza do filho por trás do sorriso disfarçado e intuir que alguma coisa está errada quando o machão independente reaparece com cara de filho extremado.


Ser mãe é sublimar o ranço ciumento da nora ou genro para manter o rebento por perto, e suportar em silêncio a repetição dos erros que ela própria cometeu, para não parecer intrometida.


Ser mãe é doar um órgão para salvar o filho doente, e ser operada, e não usar nenhum analgésico, como se a queixa de dor pudesse minimizar o tamanho do seu gesto.


Ser mãe é oferecer um pulmão inteiro para tentar recuperar a filhota linda, e, ao ser informada que isso não seria possível porque colocaria em risco a sua própria vida, perguntar: “E viver para que, sem a minha filha?”


Ser mãe é ser capaz de tudo isso e ainda ter que suportar a ironia dos engraçadinhos que parecem se divertir sugerindo que gostam mais do pai.


Nesse mundo de generosidade ameaçadas, que tal fazer do dia das mães uma homenagem ao amor incondicional?


Diga isso à sua mãe neste 12 de maio e receberá dela um sorriso que só uma mãe sabe sorrir. E, quando ela te abraçar agradecida, tenha a certeza que a alegria que ela estará sentindo se misturará generosamente com o doce perdão pela sua derrota em perceber a incondicionalidade do seu amor de mãe.


Se não confiar no discurso, leve também um presentinho, mas não se iluda, quando ela afagar dissimuladamente o pacote, gostaria mesmo de estar acariciando o coração do menino que ela sempre amou mais do que a ela mesma, sem sentir necessidade de confessar para ninguém!



O tempo voa

Hoje é o primeiro dia do quinto mês de 2019. Como justificar essa pressa toda com a qual os calendários se sucedem, passando-nos a impressão de que, mais do que correr, o tempo voa e, com ele, a vida da gente se esvai? Não é verdade que há bem pouco estávamos envolvidos com as festas de mudança de século?


Eu sei, e muito bem, que essas lembranças só nos tomam de assalto a partir de certa idade. E que antes dessa etapa, quando ainda se é criança, acontece o inverso: entre um Natal e outro o espaço é imenso, o tempo se arrasta em ritmo de tartaruga.


Não ignoro igualmente que depois, enquanto se estiver na casa dos “intas”, a contagem não interessa: flutua-se, indiferente ao desfolhar do calendário. A primeira cogitação sobre o assunto geralmente ocorre com o ingresso no território dos “entas”, sobre cujos trilhos o tempo começa a ganhar velocidade. Sucedem-se o “enta um”, o “enta dois”... o “enta nove” e, de repente, quando menos se espera depara-se o “enta” que nos diz termos chegado à metade de nosso incerto e problemático centenário.. Que horror! – mudemos de assunto – já! – antes que seja demasiado tarde... O que importa hoje é que já estamos nos acostumando com o corcovos do novo século - algo que para muitos de minha geração parecia demasiado distante, provavelmente um ponto inatingível.


Qualquer um que afirme estar ciente do desenrolar dos acontecimentos mundiais dos próximos doze meses, é provável que esteja conectado com alguma rede mediúnica de antecipação da História. Em todo caso, convém estar atento para as análises porque, escoradas nos fatos, podem errar feio ou acertar algo. A soma dos fatos e opiniões parece apontar para dias de sobressaltos, insegurança e terror. Mas, diante de tudo que parece inacessível a nós, telespectadores de cenas verdes com pontinhos de luz ao vivo, simulando o entretenimento do videogame e não o horror da guerra, eu imagino que pedir mais clareza de imagens e fatos é pedir mais realidade a um plano de proporções irreais.
Mas cá estamos, sãos e salvos, aleluia, aleluia...


Por isto, a palavra de ordem a ser obedecida deve ser esta: enquanto houver música no salão e par disponível convém que dancemos, dancemos, até a última valsa, ainda que lenta, se não der para bailar um forró. Por falar em dança, pobre vizinha Argentina! Para quem a conheceu em seus tempos de abastança, com sua capital ostentando riqueza, cantando e bailando alegremente mesmo seus tangos geralmente nostálgicos, custa e dói sabê-la na situação em que se encontra.


Cada notícia que de lá nos chega me devolve à memória, entre outras, as imagens daquela Calle Corrientes na qual ela refletia sua pujança econômica e o bem- estar de sua gente: uma avenida que não dormia, que atravessava suas noites com seus teatros, cinemas, dancings, confeitarias, restaurantes e congêneres lotados por uma população bem vestida, risonha e orgulhosa de poder se proclamar como sendo habitante da cidade mais civilizada, mais próspera, mais culta e mais europeia da América Latina.


Bem, chega de relembranças que soam nostalgicamente. E para encerrá-las nada melhor do que recordar trecho de um velho tango de Le Pera e Gardel, que este último cantava assim: “Mi Buenos Aires querido / cuando yo te vuelva a ver / no habrá penas ni olvido...” etc.




O amor

Caros leitores, tenho me dedicado nos últimos artigos a não falar de política, e falar de amor, até o dia das mães irei escrever sobre esse tema tão debatido e discutido entre os homens, sem se chegar a um lugar comum. Estamos vivendo um momento marcado pela insanidade da guerra e pelas incertezas de uma grave crise econômica e também de valores, insistimos em renovar as nossas esperanças de que o homem, finalmente, descubra a força transformadora do amor, através de ações solidárias para com os seus irmãos.

A cegueira do amor

Muitas vezes, ao correr da vida e do teclado, os assuntos ficam atropelados, empenados, quando a vontade de escrever é grande e o tempo é curto. Para tanto, os articulistas do século XIX criaram a forma dos fatos diversos ou, como poderiam dizer, em expressão de hoje, eventos vários, sem fazer colunismo, e alinhá-los em ABC, como assuntos de interesse geral, assim suponho.

Os 100 dias

A numerologia política transformou o número de 100 - cem dias de Governo - num fetiche. Hoje 10 de Abril faz exatamente cem dias que assumiu o governo Bolsonaro e outros governos da Federação. Não é criação brasileira, mas adoção nacional do ideário político forâneo.

Deu-se aos primeiros dias de uma administração o prestígio de um número mágico, a relevância de um ponto de inflexão que tenham porventura a força de uma tendência. Embora falsa a ilação, é usual ver nos êxitos da lua de mel governamental a chave-mestra que o futuro administrativo utilizará a partir de então para abrir todas as portas, vale dizer, para superar as dificuldades que surjam pela frente.

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Os três primeiros meses e dias da administração Bolsonaro não fugiram ao trivial variado de outros 100 primeiros dias. Altos e baixos foram vistos, uns salientados pela visão dos meios de comunicação, outros diluídos nas horas de mesmice da política nacional. Foi necessário que se fizesse uma síntese oral e escrita de quanto se passou no período, foi oportuno apreciar a análise do primeiro mandatário e também a do vice-presidente Mourão, para ver se a lua de mel governamental produziu algum sinal consistente para o próximo futuro do País.

O presidente Bolsonaro depois de varias caneladas teve a dignidade de admitir a ocorrência de falhas em inúmeras iniciativas praticadas talvez no afogadilho da estreia, fazendo menção às medidas tachadas de amargas que foi compelido a tomar, em coerência com a reaquisição da estabilidade econômica, em janeiro de certa forma comprometida pela inquietude dos mercados. Também admitiu que o novo salário mínimo não é aquele com que sonhavam os trabalhadores assalariados do País, mas o salário que a economia poderá pagar sem novos traumas.

Os tropeços iniciais do programa foram reconhecidos com a ponderação de que coisa tão vasta jamais foi anteriormente tentada neste País. As reformas previdenciária e tributária foram outra vez enfatizadas como um desses compromissos que o Governo assume de modo irrevogável. Obras paralisadas terão prioridade sobre novas obras. A segurança pública assumiu, de fato, no Governo entrante, a prioridade que todos estavam a exigir.

O presidente da República encerrou o depoimento dizendo-se otimista com o futuro do País e convencido, hoje, mais do que nunca, de que tem escolhido até aqui as opções certas nos momentos oportunos há opiniões para todos os gostos. A oposição, ao elogiar apenas a condução econômica, deu aos 100 primeiros dias de Governo a nota de "sofrível", 5,5 numa escala de 0 a 10.

Valeram as opiniões como barômetro para a medida da pressão socioeconômica do momento vivido pelo País, nas circunstâncias peculiares do novo Governo. No plano estadual, não se pode fazer uma avaliação boa, a expectativa é inclusive que o governo estadual não chegue aos seis meses de mandato pela robustez de provas, que existem de compra de votos e achaques.

Falácias

A taxa de desemprego no Brasil aumentou para 12% no trimestre móvel encerrado em janeiro, atingindo 12,7 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como professor de matérias como Planejamento Estratégico e Atividade Empresarial, tenho que passar aos meus alunos, o incentivo ao espírito empreendedor através de instrumentos de gestão, sem poder esconder entretanto, que a propaganda oficial de que o Brasil é um país de empreendedores e que, está entre os mais empreendedores do Mundo, esconde as armadilhas fiscais/tributárias e burocráticas de quem quer ter ou tem empresa. Muda o governo e o discurso permanece o mesmo.


Por uma razão simples, durante as campanhas prometem gerar milhões de empregos e uma vez no poder, diante das tantas impossibilidades que as empresas constituídas encontram até mesmo para permanecer existindo, não podem ser criados. Sentido faz. Todo mundo quer trabalhar. Por menor a renda e por menor a oportunidade é sempre melhor que não estar fazendo nada. Para o Estado, melhor ainda: é bem provável que as taxas de marginalidade e violência decaiam nas comunidades onde haja mais empregos e mais oportunidades de empregos.




 Mesmo para aqueles bolsões urbanos de jovens, à margem da sociedade, que acreditam ser melhor ganhar dinheiro fazendo coisas ilícitas a trabalhar oito, dez horas por dia, sempre que há empregos, não há dúvidas: o emprego é muito bem-vindo, dá identidade, personalidade, cidadania. Então, quase que esse tipo de artigo se repete, porque, na essência, quer dizer a mesma coisa: não há empregos para todos e, é claro, não há Estado que tenha coragem de dizer isso e não propor uma solução assistencialista cara.


Mesmo aquelas pessoas que têm um discurso bem arrumadinho na cabeça, tão logo se faz lembrar que a manutenção de um programa de bem-estar e assistencial a milhões de pessoas que estão sem emprego - ou que se veem numa sociedade incapaz de gerar empregos na proporção da sua população -, mesmo essas pessoas, ao saber quem teriam de pagar mais e mais impostos, acabam declinando sua opinião de responsabilidade.


Porque mais imposto não é exatamente o que as pessoas entendem como prosperidade e porque pagar imposto, em uma sociedade como a brasileira, não quer dizer muita coisa para os cidadãos. Não há Estado que declare que a existência de emprego para todos e até mesmo o pleno emprego são duas utopias inscritas em outras utopias ainda maiores - o mercado livre e o Estado absoluto.


Seria impossível ouvir de qualquer governante que a sociedade na qual vivemos não tem capacidade de proporcionar emprego para todos, tampouco estabilidade para quem está trabalhando. Os brasileiros têm uma sociedade com um potencial de emprego bem maior que o que temos. Se há quem não facilite as coisas, esse alguém é o Estado, com seus programas fiscais/tributários e sua burocracia autofágica. Para compensar a incapacidade de fazer fluir a geração de empregos no Brasil se, lançam-se programas de incentivo ao empreendedorismo.


São falsos e poderiam ser melhores se o Estado abrisse mão do seu interesse sem limite de enquadrar a todos em um programa de tributos em que só o Estado é beneficiado e não é capaz de gerar os benefícios esperados pela sociedade, criando uma troca desigual e desnecessária, porque impede a sociedade de evoluir. Não vejo a sociedade civil se rebelar contra as propagandas oficiais enganosas, especialmente a do incentivo ao empreendedorismo.


Ao contrário. Parece entusiasmada, acreditando que a geração de mais e mais empreendimentos de micro e pequeno porte é a saída para um Brasil economicamente viável, portador de presente e futuro. Tudo que o Estado tem feito neste sentido é, simplesmente, propaganda enganosa, colocando em risco milhares de pessoas que transformarão as suas poucas economias em dívidas ativas com a União em pouco espaço de tempo.

Onomástica brasileira

Caros leitores, aqueles que tiveram e têm o privilegio de lecionar, verificam a maior quantidade de nomes próprios de alunos que as vezes causam espanto pelo tipo de escrita ou de pronuncia. A onomástica brasileira é variadíssima. Onomástica, relembrando, é a relação dos nomes próprios ou prenomes.

Apesar de Portugal falar o mesmo idioma do Brasil, seus nomes de batismo diferem dos nossos. Existem nomes no nosso país, que jamais seriam escolhidos pelos reinóis. Os nomes podem variar de época para época, de região para região e de classe social.

Sobre o assunto, o folclorista Mario Souto Maior publicou livro Nomes próprios poucos comuns, que deve ser lido por quem estiver interessado em nomes brasileiros estranhos ou diferentes. Os nomes dizem muito. Mais que simplesmente identificar pessoas, eles carregam inúmeras conotações.

Shakespeare sabia muito bem disso e lançou a frase célebre, "O que há num nome?" Nomes de além significarem, por exemplo, perpetuação de tradições, fidelidade religiosa, etnias ou nacionalidade, querem dizer, também, anseios de mobilidade social, diferenciação, desejo de sucesso, homenagens e outros casos.

Foram muitos comuns nomes terminados em on e de origem estrangeira como Wellington e Robson e para mulher com y no final como Meiry ou Mery. Foi mania tupiniquim a utilização de sobrenomes estrangeiros, de personalidades famosas como prenomes. São o caso de Wilson, Washington, Wellinton, Hindenburg ou Mozart, personagens que tiveram seus nomes de batismo, pela ordem: Tomás, Jorge, Artur, Paulo e João.

Para se constatar a importância dos nomes, o compositor Mozart, na Europa do século XVIII, teve seus nomes modificados três vezes: "seu nome completo de batismo era "Joannes Chrysostumus Wolfang Theophilus. O pai transformou Theophilus em Gottlied, que alatinado deu Amadeu. Mozart usou também nos primeiros tempos o seu nome de confirmação que era Sigimundus".

Os nomes bíblicos eram fortíssimos e não só identificavam como marcavam os destinos e as ações de seus portadores. Por exemplo, Abraão: quer dizer pai da multidão; Davi: amado de Deus; Eva: vida; Jesus: salvador; Cristo: ungido ou messias; Nazareno: consagrado etc. Noutras palavras, os prenomes já diziam tudo sobre o nome.

É assim também em várias culturas indígenas, onde os nomes também dizem tudo. No Brasil, além dos nomes da moda, alguns representam a junção do nome do pai com o da mãe, como Julimar e outras variações. De modo geral, quanto mais alta a classe social, maior a tendência de nomes simples, descendo para nomes mais complexos, por classe com mais usos de ipsilons, de eles dobrados e de dáblios.

Segundo empresa de consultoria que pesquisou em cartórios, os nomes mais registrados no Brasil hoje, são para homens: João, Gabriel, Lucas, Pedro, Mateus, Luís, Victor, Kauan, Guilherme e Vinicius. Para mulher: Ana, Maria, Júlia, Giovanna, Beatriz, Vitória, Letícia, Gabriela, Larissa, e Isabela. O uso de Maria antes ou após o nome de batismo continua no País e muitos nomes apresentam variações diversas, principalmente os alienígenas.

O caso de Stefania que se apresenta como: Stefany, Stefane, Sthephany, Estefani, Esteffani, Sthefanny e outras. A tradição indígena é representada na nossa onomástica com Darcys, Jacys, Jaciras, Kauan etc. A contribuição afro é menos presente nos nomes do Brasil, porém existem prenomes lusos mais frequentes para afrodescendentes. Vejam que Bolsonaro como exemplo não é um nome comum, principalmente para um Presidente da República, embora seja sobrenome.

Anedota

Certamente um dos poucos desafios que os estudiosos da sociologia e da história da cultura não podem oferecer boas descrições seja aquele que se refere ao da gênese autoral das anedotas. Ou seja, formulando a questão de forma bem direta e simples: quem inventou, quem criou tal ou qual anedota? Desdobrando ainda mais este verdadeiro enigma: desde quando tal ou qual anedota existe?

O enigma da datação não é tão complicado assim de resolver. Nem tampouco é difícil localizar no espaço, em uma espécie de geografia do anedotário, onde surgem e permanecem ou não um certo repertório de anedotas. No Brasil, por exemplo, piadas envolvendo portugueses só caberiam a partir do contexto histórico dos finais do Segundo Império e com o aparecimento da República, vindo até os nossos dias atuais, declinando.

Origina-se da diferenciação das nacionalidades e da existência de tensões só compreendidas no bojo dos movimentos pela independência da colônia e posteriormente pela extinção da monarquia. Semelhantemente, entende-se como há um anedotário que parte da percepção das diferenciações étnicas. Seriam as anedotas, por exemplo, sobre judeus e turcos.

Anedota é fundamentalmente um fato da cultura oral, predominantemente urbano e é hiperinformalizada. Não se sabe quem enunciou pela primeira vez uma anedota; não há registros sobre autoria de anedota. Sob este aspecto a anedota é um enigma mais desconhecido do que a origem do universo. Não existe para o anedotário teorias como a do big bang ou do buraco negro.

Quem riu pela primeira vez em que uma determinada anedota, criada por quem, foi contada? Somos talvez irremediavelmente incapazes de formular um mínimo de diretrizes para uma sociologia genética do anedotário, considerando a questão da autoria. Sabemos, mesmo assim, que o anedotário é extremamente dinâmico e, a partir de determinado ponto, ele entra no circuito da criação coletiva em sucessão.

Sabemos localizar com mais ou menos precisão o tempo e uma geografia dos anedotários. Ainda bem não somos tão ignorantes assim. Mas sabemos muito pouco sobre o anedotário do ponto de vista comparativo. Participando alguns anos atrás de um seminário internacional realizado em Brasília, alguém da plateia encaminhou a seguinte pergunta aos participantes da mesa: "Todas as sociedades possuem anedotários, como nós aqui no Brasil possuímos o nosso? É plausível comparar anedotas, vamos supor, chinesas do século vinte, com anedotas brasileiras do mesmo período? Ou não existe anedotário em alguns outros povos, em algumas outras sociedades?

Lembro-me que não respondemos lá muito bem a estas indagações. Há idiossincrasias das sociedades, para complicar ainda mais, entramos aí no terreno das possibilidades da recepção, dos códigos culturais e simbólicos do contador e do ouvinte da anedota. Uma anedota contada e ouvida por duas pessoas do Uzbequistão, será entendida dentro dos códigos do humor e do cômico de um brasileiro? Ou de um espanhol?.

Tal como a dinâmica linguística, onde os vocábulos, as palavras - as faladas, principalmente - mudam como que misteriosamente, as anedotas resistem a certas investigações. A história e a sociologia da cultura vão ter de se resignar a conviver sem sentimentos de derrota e de humilhação com o eterno enigma, capricho deste fato fascinante que é o do pensamento e o da comunicação dentro das sociedades. Nós não estudamos asteroides nem gatos, nem aves migratórias.

Estudamos gente, pessoas sociais, sistemas culturais e simbólicos. E, no caso das anedotas, estudamos as heranças das falas e dos ouvidos. Fascinante e não é fácil. Freud estudou o chiste; mas ficou restrito à sua teoria mais geral do inconsciente. Não é suficiente nem um pouco para nós da área das ciências sociais. Vamos ter de ficar mesmo na penumbra enigmática das anedotas e dos seus autores.
 

Deformação educacional

Caros leitores, vejo com tristeza o atual Ministro da Educação de nosso país, tomar medidas desnecessárias e depois voltar atrás como se nada tivesse sido feito. Não quero discutir aqui o cantar do Hino Nacional nas escolas, não quero discutir aqui a volta da matéria Moral e Cívica, e muito menos mostrar que o guru do Presidente o filósofo Olavo de Carvalho, é quem manda no Ministério de Educação. O que quero mostrar é que o ensino formal no Brasil vive grave situação de precariedade.

As lamentáveis características negativas que apresenta constituem verdadeiro cemitério e assinalam a morte cultural de sucessivas gerações. São os índices de exclusão do ensino básico de crianças de sete a 14 anos, que deixam as salas de aula para engrossar uma das vergonhas nacionais, a população dos chamados “meninos de rua”, e pior ainda aqueles recrutados pelo narcotráfico.

É a repetência contumaz, notoriamente, uma das fortes causas do êxodo escolar. É a insuficiência de professores nas salas de aula, deixando centenas de crianças longe das escolas, soltas, livres, ao alcance de todas as seduções da criminalidade. Em resumo, é o mau aproveitamento escolar generalizado, cuja principal consequência é o número assustador de delinquentes infantis e o elevado percentual de adultos analfabetos ou semialfabetizados.

Esse é o quadro gritantemente real que as pesquisas sociais e as estatísticas nos apresentam, refletindo as deformações educacionais do nosso cotidiano, mas sem identificar os fatores agravantes da crise. Fatores menos tangíveis, é verdade, mas ativos, que atingem em cheio, e de forma devastadora, principalmente aquela população iletrada.

São os contingentes oriundos do aprendizado informal, aquele traduzido nos fatos diários divulgados pelos jornais e por certos programas de rádio e televisão. É o ensino aspeado, que mascara insidiosamente a mensagem que penetra pelos poros, pelo ar, no ambiente doméstico, através das palavras sedutoras de ídolos que se exibem a distância, mas que a rigor não são vistos em suas privacidades, que não mostram seus valores morais.

Entram em nossas casas mesmo sem convite. São simpáticos, belos, galantes, admiráveis, talentosos, quase semideuses, conquistando o público mesmo quando desempenham papéis maldosos. Aparecem nas revistas especializadas, expondo não raros bens valiosos, além de familiares, namorados ou namoradas, e amigos. Frequentam as telinhas das TVs, incorporando personagens que nos encantam, que nos emocionam, mas que se esvaem, ao fim do programa, deixando no ar, para nossa ansiedade, apenas as cenas capitais de um próximo capítulo.

São heróis e/ou vilões da ficção, mas que marcam o telespectador no seu dia-a-dia como se fossem corpóreos. E se é verdade que, enquanto seres adultos e bem-formados, podemos distinguir a ficção da realidade, enquanto seres por completar, estamos sujeitos às mais perigosas mensagens desses heróis e/ou vilões, cujos conteúdos são claramente danosos, sobretudo à estruturação das crianças. Grande e legítima – quase sempre cômoda – é a cobrança que fazem os veículos de comunicação ao setor público e à rede privada pela deficiência do ensino.

No entanto, esses veículos parecem esquecer o próprio potencial de eficácia para participar do esforço educacional, potencial que muitas vezes dirigem para o boicote arrasante ao penoso trabalho do educador. Também é cômodo, embora falacioso e até mesmo irresponsável, atribuir-se aos pais o poder de polícia na seleção de programas e horários aconselháveis a cada faixa etária. Como se a classe média, desdobrando-se, às vezes, em dois, três empregos, tivesse a disponibilidade de controlar, dia e noite, o que as crianças veem na TV...

Ao longo dos últimos anos tenho afirmado, em artigos, que alguns desses programas estão arranhando a simetria moral do País. Basta que se mostre o exemplo de jovens atores e atrizes, alguns recém-saídos da puberdade, que confundem eles próprios fantasia com realismo, protagonizando tragédias, dramas e até comédias passionais, que só a ausência de parâmetros éticos, confiáveis e coerentes pode explicar.

São atos e fatos estimulantes para aqueles que chamei de “seres por completar”. Atos e fatos que despertam nos adolescentes o desejo incontido de imitar os figurantes imaginários, isto é, de fazer o mesmo que eles, sem noção, por ignorância, por inexperiência, por deficiente formação doméstica e escolar, dos males que descarrega em si mesmo.

Não desconheço que todos os meios de comunicação dispõem de quadros competentes para fazer reportagens de alto nível. No caso das televisões, existem programas muito bem feitos, de interesse didático e científico, nas áreas do meio ambiente, da saúde, da informação agrícola, da tecnologia, entre outras. Cite-se o telejornalismo como um dos pontos exponenciais do que há de mais destacável nos nossos horários televisivos. E não tenho dúvida de que os líderes das grandes redes, os escritores e produtores das emissoras de rádio e TV têm talento e capacidade suficientes para redirecionar suas programações, para se tornarem poderosos instrumentos de revigoramento moral da infância e adolescência.

Todos os profissionais envolvidos nas diversas etapas de produção de rádio e TV podem estar seguros de que qualquer iniciativa que venham a tomar nessa direção receberá aplausos. Sem contar com a satisfação pessoal que deve ser a consciência de assim contribuírem para a constituição ou o restabelecimento de valores básicos saudáveis para a família brasileira. De estar educando.
 

Esperança iluminada

Passado o Carnaval, escrevo nesta Quarta-Feira de Cinzas e faço uma reflexão sobre os crimes que estão acontecendo em Manaus e no país inteiro. Jovens de classe média e média alta têm frequentado o noticiário policial. Crimes, consumo e tráfico de drogas deixaram de ser uma marca registrada das favelas e da periferia das grandes cidades.

O novo rosto crime, perverso e surpreendente, transita nos bares badalados, estuda nos colégios da moda e vive em elegantes condomínios fechados. O comportamento das gangues bem-nascidas, flagrado em inúmeras matérias, angustia o presente e ensombrece o futuro.

O fenômeno, aparentemente incompreensível, é o reflexo lógico de uma montanha de equívocos. O novo mapa da delinquência não é fruto do acaso. É o resultado acabado da crise da família, da educação permissiva e do bombardeio de certa mídia que se empenha em apagar quaisquer vestígios de valores objetivos.

Os pais da geração transgressora têm grande parcela de culpa. Choram os delitos que prosperaram no terreno fertilizado pelo egoísmo e pela omissão. Compensam a ausência com valores materiais. O delito é, frequentemente, um grito de carência afetiva. Algumas teorias no campo da educação, cultivadas em escolas que renunciaram à missão de educar, estão apresentando seus resultados antissociais.

Uma legião de desajustados, crescida à sombra do dogma da educação não-traumatizante, está mostrando sua cara. A despersonalização da culpa e o anonimato da responsabilidade, características da psicologia acovardada, estão gerando mauricinhos do crime. O saldo da educação permissiva é uma geração desnorteada, desfibrada, incapacitada para assumir seu papel na comunidade.

A formação do caráter, compatível com um ambiente de tolerância e autêntica liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. É a sístole e a diástole da história. A pena é que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio. Alguns setores da mídia, sobretudo a televisão, estão na outra ponta do problema. O culto à violência e a apresentação de aberrações num clima de normalidade são um convite diário à transgressão.

Algumas matérias de comportamento, carregadas de frivolidade, transmitem uma falsa visão da felicidade. Os conceitos de sacrifício e trabalho, pré-requisitos de uma vida digna, foram sendo substituídos pelo afã desmedido de dinheiro e pela glamourização da malandragem. O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na raiz de inúmeras patologias comportamentais.

O fecho destas considerações não é pessimista. Os problemas existem, mas não esgotam toda a realidade. Na verdade, outra juventude emerge dos escombros. Toda uma geração, perfilada em dados de várias pesquisas, está percorrendo um itinerário promissor. Notável é o entusiasmo dos adolescentes com inúmeras iniciativas no campo do voluntariado. O engajamento dos jovens na batalha da qualificação profissional é indiscutível.

Há, de fato, um Brasil real que está muito distante da imagem apregoada pelos pessimistas de sempre. Precisamos, não obstante a gravidade dos problemas, recuperar a autoestima. A imprensa que denuncia cumpre um papel ético. Mas, ao mesmo tempo, não deve confundir independência com incapacidade de dar boas notícias. Nossa função não é antinada, mas a favor da informação verdadeira. Por isso, o texto que denuncia a cruel desenvoltura do banditismo bem-nascido é o mesmo que registra o outro lado: o da esperança iluminada.
 

Bestialização

Caros leitores, parece que sempre bato no mesmo tema, mas hoje quero falar da bestialização. A palavra tradição significa "ato de transmitir ou entregar"; e seu emprego pode gerar certo grau de preconceito nos mais desavisados. Não é raro ouvirmos em nossos dias pessoas dizendo que não aceitam ou não gostam das tradições.

Mas a tradição a que me refiro é a tradição saudável, a tradição da família como núcleo primário de uma sociedade sã. A tradição que transmite aos mais novos conceitos de hombridade, dignidade, caráter, solidariedade, honestidade.

Infelizmente para se passar estas virtudes para nossos filhos necessitamos um dia tê-las recebido, ou se as recebemos, tê-las cravejadas em nosso caráter e em nosso coração. Em muitas situações do nosso cotidiano observamos o quanto estes conceitos estão esquecidos ou são lembrados de maneira deturpada.
 Tomemos como exemplo a televisão com suas novelas que insistem em mostrar para milhões de lares que a vida humana é composta tão somente de várias formas de desajustes. Personagens drogados, alcoólatras, adúlteros, filhos desajustados, pais ausentes, temas de homossexualismo, ou de sexo envolvendo adolescentes. Tudo isso, abordado de uma maneira superficial e sem os cuidados necessários.

E o que nos oferecem nas tardes de domingo, onde na TV nada de aproveitável se vê? Outro exemplo são as músicas difundidas de forma massificada. Pior que não terem conteúdo, propagam conceitos negativos, fazendo verdadeiras apologias ao sexo irresponsável e às drogas. Músicas que deseducam!

Temos muitos outros exemplos para citar, como as propagandas com cenas sensuais descabidas, as revistas onde só se mostra as imbecilidades dos famosos. Ninguém pensa algo relevante, apenas se exibem... pessoas muitas vezes extremamente infelizes, mas na vitrine da hipocrisia sorriem e vivem toda a vida como se estivessem sempre encenando. Tudo por dinheiro!

E é isto que vem, já há algum tempo, alimentando nosso povo; povo que cada dia mais rasteja no pântano da ignorância e da futilidade. Uma sociedade desinformada, bestializada. Povo que é transportado através da telinha e vive a novela como se o seu papel nesta vida não fosse real.

Esta alienação está muito viva de várias formas entre nós. Ainda nesta linha de raciocínio vejamos a postura de alguns cidadãos frente a algumas situações do dia-a-dia. Pessoas que facilmente se escandalizam com a corrupção de nossa classe política, mas que aqui, no andar de baixo, não hesitam em levar vantagem em tudo que fazem.

E o comportamento inadequado está tão enraizado no leito familiar que já passa depai para filho com naturalidade. A criança tem que ser "esperta", tem que ser a primeira. Crianças violentadas em sua natureza infantil quando são incentivadas, pelos próprios pais, a dançar uma coreografia pornográfica, estimulando nelas uma irrupção de erotismo sem precedentes. A quem interessa o caos?

E se neste instante você está achando que este tema está sendo tratado com exagero, e que o que foi tratado até este momento não é nada demais, reflita com cuidado, dialogue com sua família, seus professores, os professores de seus filhos. Por acharmos que "não é bem assim", é que a permissividade se apossou da sociedade e pior, mora dentro de muitos lares. Precisamos formar cidadãos do bem.

Indivíduos que além de educados, no mais amplo sentido que esta palavra possa ter, sejam também informados, possibilitando assim que vislumbremos uma luz neste tempo de penumbra, tempo em que domina a agenesia de respeito ao próximo e a nós mesmos, agenesia de moral, de ética, de pudor, de honestidade, de humildade, de nobreza de caráter e de religiosidade. A cada dia que passa de uma coisa eu tenho mais e mais convicção, uma sociedade que está decidida em alicerçar-se sobre os preceitos cristãos, é sem dúvidas uma sociedade diferente.

É uma sociedade perfeita? Claro que não! Seria ignorância pensar desta forma. Mas seria sem dúvidas uma sociedade mais preocupada em não transgredir as normas de conduta, onde o servir é mais importante que o usufruir; uma sociedade que não obstante os defeitos comuns de seus cidadãos, está preocupada com o bem-estar do próximo, preocupada em não errar - apesar dos erros cometidos.