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Manaus 30º • Nublado
Domingo, 09 Mai 2021

Novo site informa sobre riscos de enchentes e tempestades na Amazônia

A partir desta sexta-feira (29), especialistas de toda a Amazônia que atuam na prevenção e mitigação dos estragos causados por fenômenos naturais previsíveis, como tempestades, inundações, secas e outros fenômenos climáticos, passam a contar com uma nova fonte de informações sobre as condições hidrometeorológicas e níveis dos rios que cortam toda a região.
Foto:Tereza Sobreira/Ministério da Defesa
Desenvolvido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Ministério da Defesa, o chamado Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta Hidrometeorológico (SipamHidro) reunirá em uma única página, acessível a partir do site do Censipam , informações como o nível dos rios e dos reservatórios de água das usinas hidrelétricas em funcionamento na Amazônia.

O site também disponibilizados sobre o volume de chuva nas diversas bacias hidrográficas, descargas atmosféricas, formação de nuvens e alagamentos e inundações.

A possibilidade de checar as informações em tempo real beneficiará principalmente as Defesas Civis dos três níveis da administração pública (federal, estadual e municipal), que poderão adotar as providências necessárias e alertar a população e outros órgãos do governo sempre que houver uma ameaça.

De acordo com o gerente do Censipam, Rogério Guedes, o projeto completo custou R$ 250 mil do orçamento do próprio centro e levou três anos para ser concluído. O sistema ainda oferece informações que tornam a navegação fluvial mais segura, alertando com antecedência de até 90 minutos sobre a ocorrência de tempestades em áreas de grande movimentação de embarcações de passageiros e de cargas.

Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a proposta é ampliar o monitoramento para outras regiões do país – se possível, já a partir do próximo ano. “Esta ferramenta deverá ser estendida para todo o país. Diante de tudo o que este programa representa em termos de avanços, os recursos investidos são pequenos”, declarou Jungmann ao explicar os entraves à ampliação da área monitorada pelo sistema.

“Podemos levar a plataforma para o restante do país, mas dependeremos de haver sensores capazes de coletar as informações. Na Amazônia, temos onze sensores. Bem mais que nas outras regiões. Eu me disponho a estender para todo o país este sistema de monitoramento que, além de poupar vidas, é importante em termos econômicos, já que, com esta previsão, é possível estabelecer para as vias navegáveis as melhorias para a navegabilidade”, completou Jungmann.

Já o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, destacou que o SipamHidro complementa outros sistemas federais de monitoramento climático, como o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do próprio Ministério da Integração Nacional, e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

“Com essa ferramenta [SipamHidro], estamos complementando um portfólio de informações que permitirá cada vez mais o aprimoramento [do sistema] para que, com a integração das informações, consigamos alcançar a eficiência na gestão dos eventos climáticos”, disse o ministro, classificando o monitoramento da Amazônia como “um começo”. “Esperamos que o Brasil possa investir cada vez mais em tecnologia e informação para estarmos preparados para as mudanças climáticas e todos os fatos decorrentes desta mudança”, completou Barbalho. *Deixe o Portal Amazônia com a sua cara. Clique aqui e participe.

Chuvas deixam seis municípios em estado de alerta em Roraima

A semana começou chuvosa em Boa Vista. Na manhã desta segunda-feira (10), choveu 8 milímetros. O nível é um pouco menor que o registrado na última sexta-feira (7), quando a Companhia de Água e Esgoto de Roraima (Caer) computou mais de 11 milímetros de chuva. As informações são da Agência Brasil.
Foto:Reprodução/Rede Amazônica

Na cidade, o Rio Branco apresenta sinais de vazante. De acordo com medição da Caer, o nível do rio caiu no fim de semana e hoje está em 8,29 metros.

O cenário pode se agravar ou melhorar de acordo com a chuva. A previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais é de pancadas de chuvas durante toda a semana.

Seis municípios roraimenses seguem em estado de alerta.

Em Amajari, as equipes do Corpo de Bombeiros passaram cinco dias realizando o transbordo de moradores que não conseguiam trafegar pelas vicinais da região e fazendo vistorias em algumas áreas de risco. Atualmente, a situação do município é estável.

Em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, um trecho da BR-174 ficou coberto pelas águas, durante o fim de semana, e houve um deslizamento de terra, mas a situação já foi normalizada.

Uma chuva forte atingiu Uiramutã, agravando o cenário da cidade que tenta se recuperar de uma enxurrada ocorrida em maio.

Na capital Boa Vista e nas cidades de Cantá e Caracaraí houve transferência de famílias de áreas de risco.

Em Rorainópolis há pontos de alagamento, mas a situação está sob controle, segundo o Corpo de Bombeiros.

39 municípios continuam em situação de emergência no Amazonas

Cheia do Rio em Itamarati no Estado do Amazonas. Foto: Divulgação/Defesa Civil de Itamarati - AM
Trinta e nove municípios amazonenses estão em situação de emergência por causa das enchentes que atingem o Estado. A informação é da Defesa Civil do Amazonas. As últimas cidades a entrar na lista foram Codajás e Uarini – na calha do Solimões, Barreirinha – no Baixo Amazonas, e Autazes – na calha do Médio Amazonas.

Mais de 64 mil famílias foram afetadas com as fortes chuvas no Estado - 120 sofreram com deslizamentos de terra nas cidades de Manacapuru e Tefé. Sete municípios no estado estão em situação de alerta. São eles Urucará, Maués, São Sebastião do Uatumã, Jutaí, Silves, Itapiranga e Manaus. Novo Airão e Borba estão em estado de alerta para enchentes.

Mil e quatrocentas toneladas de alimentos estão sendo destinadas para as famílias. Desse total, 500 toneladas já foram entregues a 13 municípios. Mais seis entregas estão em andamento e o próximo atendimento vai contemplar 16 cidades, incluindo as últimas quatro que entraram em situação de emergência. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão para os próximos dias no Amazonas é de tempo nublado com pancadas de chuva isoladas.

Cheia: sobe para 39 o número de municípios em emergência no Amazonas

Mais quatro municípios amazonenses decretaram Situação de Emergência por conta da enchente: Codajás e Uarini, na calha do Solimões, Barreirinha no Baixo Amazonas e Autazes na calha do Médio Amazonas). Com as novas cidades, sobe para 39 o número de municípios em anormalidade e para 64.122 a quantidade de famílias afetadas em todo o Estado.

Nhamundá é o 35º município do Amazonas em emergência por causa da cheia

Mais um município  do interior do Amazonas entra na lista de Emergência da Defesa Civil estadual. Dessa vez, Nhamundá, na calha do Baixo Amazonas, que já registra 282 famílias afetadas pelo desastre, decretou Situação de Emergência por conta da enchente.

Atendimento

Anamã e Iranduba receberam hoje, 06, um total de 60 toneladas de cestas básicas e ainda, água, redes, mosqueteiros, kit’s medicamentos, kit’s limpeza, kit’s dormitórios, colchões, hipoclorito de sódio e kit’s higiene.

Enchente de rio atrai cobras e jacarés para zona urbana de Manaus

Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica
Leitos de igarapés e rios poluídos podem ser vistos em várias partes de Manaus. Durante o período de enchente do Rio Negro, o lixo descartado sem cuidado favorece o aparecimento de animais silvestres como jacarés e cobras na área urbana da capital amazonense. Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), 20 cobras jiboias foram apreendidas apenas neste ano. Em 2016, foram resgatadas 76 cobras, destas 60 são jiboias. As informações são do G1 Amazonas.

Na Zona Centro-Oeste, moradores convivem com jacarés em um igarapé na frente de um condomínio residencial no bairro Dom Pedro. Os animais chegam a andar pela rua. Segundo o Ipaam, o fator determinante de aparições destes animais é a subida de rios, lagos e igarapés. Devido ao período de chuva, comum no primeiro semestre do ano, o nível da água transfere as margens para pontos mais elevados.

Os animais que habitam essas margens, como os jacarés, acompanham esse processo natural e passam, em alguns casos, a ocupar áreas onde há circulação de pessoas, para onde a margem dos igarapés foi transferida, segundo Instituto.

Cobras

De acordo com a pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Luciana Frazão, as espécies de cobra que costumam aparecer nestes períodos não são venenosas e não apresentam perigo para as pessoas. “As mais comuns a aparecer são jiboias. Com as enchentes e chuvas, elas vêm e acabam se adaptando bem nas áreas urbanas, pois se alimentam de pequenos mamíferos. Como temos bastante lixeiras e ratos, elas acabam comendo. Elas não são venenosas”, disse.Falsas corais também costumam aparecer, segundo Luciana. Ela explicou que as cobras se abrigam em buracos cavados por elas. Em períodos de cheia, estes buracos são alagados e as cobras tendem a ir para a superfície para buscar abrigo. "Elas aparecem muito e as pessoas as matam, apesar de não oferecerem perigo", disse a pesquisadora.

Lixo

Conforme Luciana, o descarte correto de lixo é um dos principais modos de evitar possíveis aparições de cobras e jacarés no meio urbano. "No caso de jacarés, eles aparecem muito por causa de enchentes. Muitos alagamentos são causados pelos lixos que as pessoas jogam nos igarapés, o que impede o escoamento da água. Temos níveis de chuva fortes na nossa região. Quando chove muito, os níveis de água sobem, já que não há para onde escorrer a água. A água chega nas ruas, e os jacarés invadem as ruas", explicou.

De acordo com o Ipaam, raramente esses animais representam risco à vida e à saúde das pessoas. Contudo, a recomendação é sempre evitar aproximação, contato ou tentativa de captura dos mesmos. "Deve-se acionar o resgate o mais breve possível e manter distância do animal. Não se deve tentar imobilizar ou capturar o animal, sob risco do mesmo reagir ou de causar dano a ele. O número da Gerência de Fauna para resgate é o (92) 2123-6774", alertou o Instituto.

Jacarés em condomínio

Moradores convivem com jacarés em um igarapé na frente de um condomínio residencial na Rua São Lázaro, bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus. Em tempo de cheia e fortes chuvas, os animais chegam até a andar pela rua.

O supervisor geral do Condomínio Residencial Encontro das Águas, Eliude Lopes, comentou que um igarapé passa por baixo da rua de entrada e saída do condomínio e, no local, muitos jacarés de vários tamanhos costumam habitar. "Eu já sou supervisor aqui há 17 anos e eles sempre conviveram aqui", disse.
Ele explicou que os jacarés não costumam atacar os moradores e, inclusive, quando vai até a mata para colher frutas, passa próximo dos animais. Conforme Lopes, os jacarés só atacam quando se sentem ameaçados.

Apesar desta situação, nenhum morador do condomínio foi atacado por um dos jacarés que convivem no local. "Eles costumam migrar muito durante a noite. Tem um jacaré preto e bem grande que aparece mais durante a noite", comentou Lopes.

Uma cobra sucuri também foi vista no igarapé, segundo o supervisor. Ele contou que trabalhadores estavam cortando árvores próximas ao local, quando avistaram o animal. "Um deles estava na água, ela passou por entre as pernas dele. Ela tinha uns quatro metros. Era filhote ainda", lembrou.

Mais quatro municípios do Amazonas decretam emergência devido à cheia

A Defesa Civil do Amazonas colocou hoje, 22, em Situação de Emergência, os municípios de Alvarães, no médio Solimões, Boa Vista do Ramos, no baixo Amazonas, Beruri, no Purus e Careiro da Várzea, na calha do Amazonas,  por conta da enchente que já afeta famílias nas localidades . Agora, são 27 cidades em anormalidade, que fazem parte do cronograma de atendimento do órgão.

“Com base na análise dos nossos técnicos, que levaram em consideração os prejuízos econômicos, danos materiais entre outras características comprovadas por meio de documentação dos gestores municipais, as cidades passaram a integrar a lista emergencial do órgão. A partir de agora, assim como os demais municípios, deverão receber apoio humanitário”, ressaltou o secretário Executivo do órgão, coronel Fernando Pires Júnior.
No total, 51.503 famílias estão  prejudicadas pelo desastre em todo o Estado.

Atendimento

Agentes da Defesa Civil AM, já embarcaram para o município de Canutama, na calha do Purus, 30 toneladas de cestas básicas e ainda, kit’s dormitório, kit’s higiene, kit’s limpeza, colchão, água e hipoclorito de sódio, para atender os afetados. Já Carauari, no Juruá, receberá nos próximos dias, 32 toneladas de alimentos, e também kit’s dormitório, kit’s higiene, kit’s limpeza, colchão, água e hipoclorito de sódio, para suprir as necessidades das 3.122 famílias prejudicadas pela enchente na cidade.

Mais oito municípios entram em emergência no Amazonas

Anori é um dos novos municípios em situação de emergência. Foto: Divulgação/Defesa Civil AM
A Defesa Civil do Amazonas deu parecer favorável aos decretos de emergência de mais oito municípios, das calhas do Solimões e médio Amazonas. Sobe para 21 o número de cidades em 'Situação de Emergência' em função da enchente dos rios. Para atender os afetados, a segunda fase da operação de ajuda humanitária é montada pelo órgão.

“O desastre evoluiu e o Governo do Estado vai apoiar às famílias afetadas nesta segunda fase de atendimento, onde serão destinadas 900 toneladas de ajuda humanitária, que somadas às 500 da primeira fase, totalizam 1.400 toneladas de socorro enviadas aos municípios atingidos pela enchente”, enfatizou o Secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Junior.

Com a inclusão dos novos municípios em Emergência, somam 20.938 famílias prejudicadas nas zonas urbana e rural das cidades.

Enchente deixa mais cinco municípios do Amazonas em Situação de Emergência

A Defesa Civil do Amazonas incluiu nesta segunda-feira (08) os de municípios de Benjamin Constant e Atalaia do Norte, no Alto Solimões; Tapauá localizado no Purus; e Tabatinga e Tonantins, da calha do Solimões em Situação de Emergência por conta da cheia dos rios. O órgão, que atende os afetados do Juruá e Purus, já inseriu as cidades no cronograma de atendimento humanitário.

"Essa enchente já está causando a segunda fase de impacto e a Defesa Civil enviará técnicos para as calhas do Solimões e Purus para avaliar as necessidades para o atendimento imediato da população ", disse o secretário Adjunto da Defesa Civil AM, Hermógenes Rabelo.

Após esse levantamento as cidades receberão apoio do Estado que irá distribuir ajuda humanitária até que se restabeleça a normalidade de pouco mais de 7 mil famílias que  já estão prejudicadas pela enchente.

Os cinco municípios decretaram Situação de Emergência entre os dias 20 e 27 de abril.

Visita
técnica Jutaí

Agentes da Defesa Civil AM estão no município de Jutaí na calha do Médio Solimões realizando capacitação técnica para a Defesa Civil local e voluntários, no intuito de aprimorar entre outras atividades, as ações em prol de afetados durante desastres. Estão na pauta de treinamento temas como: a criação de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC), a importância do sistema de Defesa Civil e ainda, o correto preenchimento do formulário de informações sobre desastres no Sistema Integrado sobre Desastres (S2ID), realizado pela internet.

Alerta: enchente do Rio Negro pode ser segunda maior em Manaus, diz CPRM

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
As estimativas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) sobre o processo de enchente do Rio Negro em Manaus (AM) para este ano apontam que a bacia pode alcançar a marca máxima de 29,85 m. Esta seria a segunda maior cheia enfrentada pela cidade desde o início das medições, em 1902, próxima a maior cheia, de 2012, quando o nível do rio chegou à 29,97 m. A informação foi divulgada no segundo alerta de cheia, nesta terça-feira (2).

A cota do rio Negro já deve superar os 29 metros nos próximos dias e, com isso, seria a segunda maior cheia dos últimos seis anos. De acordo com dados divulgados pelo CPRM, a previsão é que a cota miníma seja de 29,05m. “Esse intervalo de 29,05 se igualaria à sexta maior cheia da história. O intervalo máximo seria a segunda maior cheia da história. A nossa previsão de intervalo máximo é menor que a cheia histórica”, disse a pesquisadora Luna Alves.

Com relação a cheia de 2016, quando foi registrada a cota de 27,19 metros, os estudiosos acreditam que o rio deve subir 2,31 metros em 2017. “A previsão é que chegue a mais de dois metros que aconteceu ano passado. É situação de atenção sim”, disse Luna.

A previsão da cheia foi feita também após a análise da subida dos rios que banham Tabatinga e Fonte Boa. De acordo com a pesquisadora, as cotas nos municípios tem tido o mesmo comportamento da cheia registrada em 2015, quando o rio Negro registrou 29,66m.

Ela apontou que no último mês o rio subia dois centímetros por dia. Contudo, nos últimos dias, a subida alcançou quatro centímetros e no ultimo fim de semana, foi registrado a diferença de cinco centímetros por dia. Nesta terça-feira (2), o rio chegou a 28,38m, enquanto na mesma data em 2016 atingiu 25,57m, segundo dados do Porto de Manaus.

Chuvas dentro da normalidade

Para os próximos três meses, período de transição da estação chuvosa para a estação seca, a previsão é de chuvas dentro da normalidade, de acordo com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). "A parte sul da bacia deve começar a receber menos água a partir desse mês de maio. E aumentar as chuvas na parte norte. Essa condição da precipitação tem essa realidade, a condição de normalidade e com redução do quadro de chuvas”, disse o chefe da divisão de meteorologia, Ricardo Dallarosa. A expectativa é que em maio chova em torno de 200 mm.

A normalidade na quantidade de chuvas foi prevista após a redução da possibilidade da ocorrência de fenômenos específicos como El Niño e La Niña para os próximos meses. “Não existe nenhum fenômeno que se diga resistente que esteja acontecendo. Não temos influência do El Niño e La Niña, até o momento, para assegurar que as chuvas vão está fora da condição de normalidade. Talvez alguma expectativa acima do normal, no noroeste do Amazonas e em Roraima”, apontou Dallarosa.

Ipixuna recebe ajuda humanitária no Amazonas

Foto: Divulgação/Defesa Civil do Amazonas
A balsa do Governo do Estado do Amazonas, com 500 toneladas de ajuda humanitária, realizou nesta terça-feira (25) a terceira parada desde que saiu de Manaus no mês passado. A balsa está no município de Ipixuna, na calha do Juruá, que está em Situação de Emergência por conta da enchente.

“Já estamos no segundo atendimento humanitário às famílias de Ipixuna. O primeiro foi realizado em março e agora a balsa chega carregada com a segunda remessa. Essa medida adotada pelo Estado e pelo Governo Federal,   garante a saúde física e nutricional da população afetada, que perde, neste período,  as condições de trabalho, principalmente no campo”, afirmou secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Ferrando Pires Junior.

Ipixuna tem 1.651 famílias afetadas. Para este município a Defesa Civil do Amazonas enviou quase 62 toneladas de alimentos não perecíveis, 11 mil litros de água potável, 1.100 colchões, 1.100 kit´s dormitório, 2.700 kit´s de higiene, 2.500 frascos de hipoclorito de sódio e medicamentos.

A balsa já descarregou ajuda humanitária em Itamarati, no último dia 12 de abril, e em Eirunepé, no dia 17. De Ipixuna, a embarcação segue para o município de Guajará, que será atendido já na segunda fase.

Em Manaus, Rio Negro está a dois metros de alcançar cheia histórica

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
O nível do Rio Negro está próximo da marca histórica registrada em 29 de maio de 2012, quando a cota do rio atingiu 29,97 metros em Manaus (AM). A última medição feita no Porto de Manaus, naquinta-feira (20), apontou o nível de 27,95 metros. Segundo a prefeitura, 3,5 mil famílias podem ser afetadas na capital. As informações são do G1 Amazonas.

As zonas Sul e Oeste da cidade são as mais afetadas no período de cheia. Segundo a estimativa da Prefeitura, famílias dos bairros Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Cachoeirinha, entre outros dez bairros, além de 13 comunidades da zona Rural, devem ser afetadas.

Desde a segunda-feira (17), equipes da Operação SOS Enchente 2017, da Prefeitura de Manaus, começaram a atuar em becos e ruas dessas localidades, onde pontes de madeiras começaram a ser construídas para permitir o acesso dos moradores. O trabalho de prevenção conta também com a participação das secretarias municipais de Saúde (Semsa), de Limpeza Urbana (Semulsp), de Infraestrutura (Seminf) e Subsecretaria do Centro Histórico (Subsemch).

A estimativa do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para o Rio Negro é de que, neste ano, a marca atinja os 28,94 metros. No interior do Amazonas, seis cidades decretaram situação de emergência. Em Tabatinga, a cota atual é de 12,45 metros e já tem obrigado os agricultores a mudarem a rotina.

Canutama decreta Situação de Emergência no Amazonas

Foto: Divulgação/Defesa Civil do Amazonas
A Defesa Civil do Amazonas deu parecer favorável nesta terça-feira (18) ao decreto de Situação de Emergência do município de Canutama, localizado na calha do Purus. A cidade passa a integrar o cronograma de ajuda humanitária do órgão e é a sexta a decretar Situação de Emergência devido à enchente deste ano.

“Após análise de dados do Instituto Nacional de Meteorologia feito pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Amazonas, observou-se que a concentração de chuvas no último trimestre teve registro de até 1.200 milímetros, o que aumentou o volume de água do rio na região e colocou a cidade mais vulnerável para o alagamento”, ressaltou o secretário Executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Júnior.

Os técnicos levaram em consideração ainda a quantidade de danos ocasionados pelo desastre, que já atinge 60% dos bairros periféricos e ribeirinhos do município, além de comunidades rurais e indígenas. O número de famílias afetadas chegou a 1.495. O órgão, que tem atendido cinco municípios da calha do Juruá, também em Emergência, já prepara as ações de socorro aos afetados em Canutama. 

Balsa com ajuda humanitária faz parada em Eirunepé, no Amazonas

Foto: Divulgação/Defesa Civil do Amazonas 
A segunda parada da balsa do Governo do Estado do Amazonas, carregada com 500 toneladas de ajuda humanitária, atracou no município de Eirunepé, na calha do Juruá. Nesta segunda-feira (17), uma equipe da Defesa Civil do Amazonas deu início ao descarregamento e distribuição do material aos afetados pela enchente.

“Assim que a balsa chegou ao município, os agentes das Defesas Civis Estadual, Municipal e militares do Corpo de Bombeiros, começaram o trabalho logístico para atender as famílias que necessitam de apoio, no intuito de minimizar os impactos da cheia”, disse o secretário Adjunto do órgão, Hermógenes Rabelo.

Em Eirunepé, que decretou Situação de Emergência no mês de março, 2.314 famílias afetadas irão receber cestas básicas, kit’s dormitório, água potável, kit’s medicamentos, hipoclorito de sódio, colchão, kit’s higiene pessoal e de limpeza.

Próximo atendimento

A balsa com o socorro chegou à calha do Juruá, em Itamarati, no último dia 11. A Previsão é de que ainda esta semana a embarcação siga para Ipixuna, que possui mais de 1.600 famílias prejudicadas pela cheia do rio.

3.500 famílias serão afetadas pela cheia do Rio Negro

Pelo menos menos 3.500 famílias serão afetadas afetadas pela cheia do Rio Negro este ano na capital do Amazonas. A estimativa é da prefeitura de Manaus. Os bairros mais prejudicados com a subida das águas serão Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Cachoeirinha, entre outros dez bairros, além de 13 comunidades da zona Rural.Para identificar as famílias que possivelmente serão atingidas pela enchente, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) e a Defesa Civil municipal deram início, nesta segunda-feira (17), à Operação SOS Enchente.
Foto:Diego Oliveira/Portal Amazônia
No primeiro momento, as residências com risco de alagação serão identificadas para posterior concessão do Auxílio Aluguel, no valor de R$ 600, pago em duas parcelas mensais de R$ 300, além de benefícios eventuais (cesta básica, rede, colchão e lençol).O trabalho levará ainda erviços socioassistenciais que visam apoio e proteção à população atingida pela enchente, com a oferta de atenções e provisões materiais, conforme as necessidades detectadas.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) a cheia deste ano, está prevista para variar entre 29,25m e 29,95m.

O Auxílio Aluguel só será liberado após o município decretar Estado de Emergência. A estimativa é que sejam gastos mais de R$ 6 milhões com a Operação SOS Enchente 2017.O trabalho conta também com a participação das secretarias municipais de Saúde (Semsa), de Limpeza Urbana (Semulsp), de Infraestrutura (Seminf) e Subsecretaria do Centro Histórico (Subsemch).

Cheia dos rios deve afetar mais de 100 mil pessoas no Amazonas

A cheia deste ano no Amazonas deve afetar pelo menos 100 mil pessoas, de acordo com a Defesa Civil do estado. A previsão é que as fortes chuvas continuem até maio, com impacto no nível dos rios. Mais de 9 mil famílias já sentem os efeitos da enchente nos municípios que estão em situação de emergência na região do Rio Juruá. Segundo o secretário da pasta, coronel Fernando Pires Júnior,  há a previsão de uma cheia de grandes proporções em 2017.

“Hoje nós estamos com cinco municípios da calha do Juruá em situação de emergência e outros dois em situação de alerta. Nós temos a calha do Solimões também em situação de atenção e o Médio e o Baixo Amazonas em alerta. Espera-se para este ano uma grande enchente com mais de 100 mil afetados”, disse o secretário.
Foto:Divulgação/Defesa Civil AM
O secretário informou que há um estoque de mantimentos para prestar assistência onde a situação ainda deve se agravar. “Nós estamos com 6,5 mil toneladas disponíveis para que, quando houver a enchente na calha do Solimões, do Amazonas e provavelmente do Purus, nós possamos atender aos municípios.”

Os municípios que estão em situação de emergência já estão recebendo apoio. Uma balsa levando 500 toneladas de ajuda humanitária dos governos federal e estadual está percorrendo a calha do Rio Juruá. Na última terça-feira (11), a embarcação passou pelo município de Itamarati e seguiu na quarta-feira (12) para Eirunepé. “Enviamos nossos técnicos aos municípios e montamos uma estrutura prévia para receber o material, o que permite que a distribuição da ajuda humanitária seja imediata”, disse o secretário.

As famílias afetadas pela cheia estão recebendo cestas básicas, kits de medicamentos (antibióticos, vitaminas, sais de hidratação, analgésicos), de dormitório (lençol, mosquiteiro, rede), de higiene pessoal e galões de água potável. Além disso, a Fundação de Vigilância em Saúde disponibilizou diversos equipamentos de combate a mosquitos transmissores de doenças e para purificação de água, como pulverizadores, e 10 mil unidades de hipoclorito de sódio para purificação da água.

Estão em situação de emergência os municípios de Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Itamarati e Carauari, na calha do Juruá. Manacapuru, no Baixo Solimões, e Tefé, no Médio Solimões decretaram emergência por causa de deslizamentos de terra. Dezesseis municípios das calhas do Solimões, do Baixo Amazonas e também do Juruá estão em alerta e 18, do Médio Amazonas e do Médio Solimões, estão em estado de atenção.
 Doações
Doações

O Fundo de Promoção Social do Amazonas entregou ontem (11) à Defesa civil do Estado 41 toneladas de alimentos arrecadados durante um jogo de futebol solidário realizado em fevereiro, na Arena da Amazônia. A partida contou com a participação dos lutadores amazonenses de MMA José Aldo e Rony Torres. O tradicional evento de carnaval Bloco das Piranhas arrecadou 2 toneladas de mantimentos. Todas as doações serão destinadas às famílias afetadas pela cheia. 

Sete municípios do Amazonas evoluem para Situação de Alerta, informa a Defesa Civil

A Defesa Civil do Amazonas informou que a região do baixo Amazonas está em 'Alerta' e emitiu 'Atenção' para o Médio Solimões nesta terça-feira (4). As categorias de desastre antecedem a Situação de Emergência e órgão vai enviar equipes para avaliação nas áreas.

“Estamos vivenciando o reflexo das mudanças climáticas, com chuvas acima do normal nesse primeiro trimestre de 2017 e nosso monitoramento indicou alteração nessas duas calhas, o que nos leva a adotar medidas preventivas, como o deslocamento de equipes para avaliação nos municípios em questão”, enfatizou o Secretário Adjunto do órgão, Hermógenes Rabelo.

Os sete municípios do Baixo Amazonas - Parintins, Barreirinha, São Sebastião do Uatumã, Nhamundá, Urucará, Boa Vista do Ramos e Maués - que estavam em 'Atenção', evoluíram para Situação de Alerta, estágio que antecede a Situação de Emergência.
Barreirinha é um dos municípios que passou para Situação de Alerta.  Foto: Divulgação/Defesa Civil do Amazonas
No Médio Solimões, que compreende os municípios de Coari, Fonte Boa, Uarini, Alvarães, Tefé, Jutaí, Codajás, Manacapuru, Iranduba, Anori, Anamã, Caapiranga e Manaquiri, devido à elevação do nível do rio, a Defesa Civil do Estado, colocou toda a calha em 'Atenção'.

A emissão dos boletins pelo órgão, cobra das prefeituras medidas preventivas e preparatórias para o enfrentamento de um evento extremo de enchente, tendo como principal ferramenta a possível execução dos Planos de Contingência dos municípios. Os planos devem conter informações quanto ao número de possíveis afetados, principais necessidades, impacto sócio-econômico, bem como o acionamento dos principais órgãos setoriais, que atuarão no desastre.

Cotas

De acordo com o Centro de Monitoramento e Alerta (CEMOA), da Defesa Civil do Amazonas, com base em dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o rio Amazonas encontra-se em processo de enchente com valores próximos aos observados nos anos que ocorreram as máximas históricas.

A régua fluviométrica de Parintins, por exemplo, que é o município referência do Baixo Amazonas, registrou hoje o nível de 8,02 metros, ultrapassando em 12 centímetros a Cota de Alerta, que é 7,90m. A cota histórica dessa cidade foi registrada em junho de 2009, com 9,38m. Já Manacapuru, município referência do Médio Solimões, a cota de alerta é de 18,08m. Nesta terça-feira (4) registrou 18,32m, ultrapassando 24 centímetros da média.

Atendimento

Na primeira etapa de atendimento humanitário, no início de março, o Governo do Estado, por meio da Defesa Civil, distribuiu 20 toneladas de ajuda humanitária aos afetados em Guajará e Ipixuna. Para essas duas cidades, que tem 2.702 famílias impactadas pela enchente, foram entregues cestas básicas, kit’s medicamento (antibiótico, vitamina, sais de hidratação, analgésico), kit’s dormitórios (lençol, rede, mosqueteiro), kit’s higiene pessoal e ainda hipoclorito de sódio, para purificação da água.

A segunda fase já foi iniciada no dia 28 de março, com o envio de 500 toneladas de ajuda humanitária, dos Governos Federal e Estadual, para atender os quatro municípios em Emergência na calha do Juruá.

Colômbia declara emergência social e econômica em Mocoa

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, declarou nesta segunda-feira (3) emergência econômica, social e ecológica na cidade de Mocoa, atingida por um deslizamento que deixou pelo menos 262 mortos. Santos designou o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, como gerente da reconstrução. As informações são da  agência de notícias EFE.

No encerramento de um conselho de ministros, o presidente colombiano anunciou que a medida foi tomada para poder iniciar as remodelações, mudar o orçamento e adotar as medidas necessárias para atender às necessidades após o desastre.

A emergência natural no Sul da Colômbia foi ocasionada pelo transbordamento dos rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos, que passam pela cidade e que fora de seu leito arrasaram vários bairros em consequência das forte chuvas que caíram na noite de sexta-feira (31).
Foto: Exército da Colômbia/EFE

A declaração da emergência social e econômica, consagrada na Constituição colombiana, permite ao governo realizar contratações diretas e simplificar outros passos para atender as vítimas da catástrofe.

Santos informou que, no conselho de ministros, foi decidido também a transferência de US$ 13,9 milhões do fundo ministerial para a Unidade de Gestão de Risco, de modo a "atender as prioridades em matéria humanitária".

O presidente disse ainda que designou Villegas, que seguirá à frente do Ministério da Defesa, como gerente dos trabalhos de reconstrução devido a sua experiência como presidente do Conselho Diretor do Fundo para a Reconstrução do Eixo Cafeicultor (Forec).
Em 25 de janeiro de 1999, um terremoto de 6,2 graus atingiu 28 centros urbanos de cinco departamentos e deixou 1.185 mortos, 8.523 feridos, 731 desaparecidos e 1,53 milhão de desabrigados.

O presidente também detalhou que as tarefas de reconstrução de Mocoa incluem a construção de um aqueduto, um hospital e novas casas para as pessoas desabrigadas.

Além disso, será elaborado um plano de manejo de energia para Mocoa e Putumayo. "A reconstrução já começou", acrescentou Santos.

Enchente deixa 254 mortos na Colômbia

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse na noite deste domingo (2) que o número de mortos após a enchente que destruiu vários bairros da cidade de Mocoa, no distrito de Putumayo, subiu para 254, segundo os mais recentes relatórios. A informação é da Agência EFE.
Foto:Reprodução/Agência Brasil
Santos, que voltou à região da tragédia acompanhado pela esposa, María Clemência de Santos, e vários ministros, detalhou ontem que 170 corpos já foram identificados "em tempo recorde" e 112 "estão à disposição da promotoria para serem entregues aos entes queridos".

O governante afirmou que o número de feridos se mantém em 203, dos quais 68 foram levados a hospitais das cidades de Neiva e Popayán, as capitais dos departamentos de Huila e Cauca, respectivamente. De acordo com Santos, não há "nenhuma pessoa oficialmente declarada como desaparecida".
  
A tragédia de Mocoa ocorreu na madrugada do sábado, quando os rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos transbordaram por conta das intensas chuvas e criaram uma avalanche de água, pedras, árvores e diferentes materiais que passou por 17 bairros da capital do departamento de Putumayo, na fronteira com o Equador, e destruiu alguns deles.

Em seu relatório perante a imprensa, o chefe de Estado anunciou que as famílias receberão um seguro de 18,5 milhões de pesos (R$ 20 mil) como seguro pelos parentes mortos. Também serão pagos 250 mil pesos (R$ 275) mensais às famílias que queiram alugar imóveis enquanto o caso é solucionado.

Cheia do rio Negro ficará entre as seis maiores dos últimos anos, diz CPRM

Foto: Portal Amazônia/Clarissa Barcelar
A cheia do rio Negro em 2017 ficará entre as seis maiores nos últimos 10 anos. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (31) pela Companhia de Pesquisa em Recursos Minerais (CPRM). De acordo com a previsão, a enchente em Manaus este ano deverá registrar a média de 29,60 metros.

A previsão máxima é de 29,95 m, o que tornaria a enchente deste ano em Manaus a segunda maior da história, desde o início do monitoramento no Porto da capital, em 1902. A maior registrada foi em 2012, quando atingiu quando o nível do Rio Negro em Manaus chegou a 29,97m.

De acordo com o superintendente na CPRM, Marco Antonio Oliveira, a previsão máxima de 2012 era de 30,02 metros e a cheia se aproximou deste valor, no entanto, é necessário acompanhar o ritmo da enchente, que pode variar. "Se vai atingir a cheia de 2012, existe uma incerteza. Mas o que queremos indicar neste primeiro alerta é que é uma cheia grande, o que consideramos quando o rio ultrapassa os 29 metros, e por tanto, deve atingir toda a população de Manaus e também do interior. Uma vez que quem controla o Rio Negro é o Rio Solimões, então se o Negro está refletindo uma cheia grande ela também deve acontecer em toda a calha do Solimões, de Tabatinga até o baixo Solimões", explicou.

Este primeiro alerta é dado com uma antecedência de 75 dias. "Vamos melhorando a previsão na medida que chegamos perto do fenômeno da cheia, que acontece em julho", completou Oliveira. O segundo está previsto para ser divulgado em  30 de abril e o terceiro apenas dia 2 de julho. "Se a cheia for grande como está sendo previsto, em abril as pessoas já estão sofrendo com o processo da cheia. Portanto esse alerta eu acho que é o mais importante", finalizou.

Segundo a engenheira ambiental da CPRM Luna Gripp, quando a cheia em Manaus chega a 28,50 m já gera impacto na população ribeirinha. A expectativa prevista é que este nível seja atingido uma vez a cada sete anos, de acordo com analises dos monitoramentos desde 1902 no Porto da cidade. A previsão para cota acima dos 29 metros era de uma a cada oito anos. "Mas se pegar toda a serie histórica, observamos que há uma mudança significativa nesse padrão nos últimos anos. Ainda não temos um consenso das causas", informou.

Fenômenos climáticos

Presente na reunião de divulgação do alerta, o meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo Dallarosa, informou que o fenômeno climático La Ninã (produz aumento de chuvas na região) deixa de atuar na Amazônia. "A La Ninã está indo embora e existe uma expectativa de instalação de um El Niño para daqui talvez três meses. Temos um efeito residual do La Niña e que esse ano esteve bastante ativo principalmente na Amazônia colombiana, peruana. Por conta disso, os rios já começaram o ano com um nível já relativamente elevado, como no caso do Juruá. A expectativa é nesses próximos três meses se tenha a condição de permanência dessa situação", informou.

A previsão, desta forma, é que as chuvas se mantenham. "Pelo fato de que estamos na estação chuvosa isso é mais preocupante. Estamos chegando na transição, mas até lá ainda teremos chuvas abundantes sobre as bacias dos rios e preocupação com relação as populações ribeirinhas", destacou. "A contribuição das chuvas vai ser bastante significativa nesse período", disse.

Segundo Dallarosa, os dados são baseados em dois modelos de previsão: ECMWF, que indica chuvas acima do esperado no proximo trimestre no noroeste da América do Sul; e CFSv2, que também mostra que o noroeste da região terá chuvas acima do esperado. "É com esse quadro que temos a possibilidade de fazer uma avaliação com relação a chuva. Abril ainda será bastante chuvoso, maio começa a transição  e então junho inicia a seca para nós. Esperamos que não chova tanto na Amazônia brasileira, mas sobre as bacias dos rios que tem nascente fora", concluiu.

Atuação da Defesa Civil

O secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Jr, declarou que o trabalho do órgão teve início já no fim de 2016 com relação à cheia. "Começamos fazendo o levantamento, de acordo com os diagnósticos que recebemos do CPRM, Sipam. Tudo está ocorrendo conforme as previsões. A primeira calha observada foi a do Juruá, onde temos quatro municípios em situação de emergência e mais dois em situação de alerta. A primeira assistência das Defesas civis do Estado e dos municípios já atuam para fazer o socorro a mais 5,9 mil famílias", explanou.

Em situação de emergência estão Guajará, Ipixuna, Eirunepé e Itamarati, com 5.970 famílias atingidas. Todos na calha do Juruá. Em alerta estão: Juruá, Carauari, Envira, Tabatinga, Benjamim Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins e Atalaia do Norte, nas calhas do Juruá e Solimões.

Já em atenção, no Baixo Amazonas, estão: Parintins, Barreirinha, São Sebastião do Uatumã, Nhamundá, Urucará, Boa Vista do Ramos e Maués. Em situação de emergência com deslizamentos de terra está Manacapuru, no Baixo Solimões, com 41 famílias afetadas. "Hoje Parintins está muito próximo da cota de transbordamento, no entanto a Defesa Civil já está preparando a comunidade. A única calha que ainda não deu muita preocupação é a do Madeira, que está dentro da normalidade apesar de estar no processo de enchente", destacou Pires Jr.

Também com vistorias desde meados de janeiro, a Defesa Civil de Manaus tem atuado nas áreas de risco com levantamentos para as ações de precaução e resolução. "Uma vez concluído o levantamento e o monitoramento, vamos iniciar a construção das passarelas, em seguida o cadastramento dessas famílias nesses locais onde a situação é crítica para, inclusive, fornecer ajuda humanitária e moradia temporária. Depois a desinfestação, desinfecção desses locais que são tomados pela água e como a nossa cheia permanece por, em média, 45 dias, esses ambientes precisam ser tratados", explicou o gerente de resposta ao desastre, Ariomar Nobre. O atendimento da Defesa Civil de Manaus é feito por meio do número 199, 24hs por dia.