Sidebar Menu

Manaus 30º • Nublado
Quarta, 12 Mai 2021

Aprenda a fazer costela de tambaqui ao molho de cupuaçu

Como acompanhamentos, você pode servir o peixe com arroz de castanha e uma salada simples.

'Copo da felicidade': sobremesa doce e gelada ajuda a refrescar no verão

Geladinho, o copo leva mousse de maracujá e cupuaçu e um toque especial com pudim

Órgãos estaduais recebem mudas de espécies nativas da Amazônia doadas pelo Ideflor-Bio

Dentre as espécies estavam o cupuaçu e o cacau. As mudas foram distribuídas pela Seplad para os órgãos e secretarias estaduais, como uma forma simbólica de parabenizar a todos os envolvidos pela adesão ao sistema PAE

Produto probiótico a base de cupuaçu promove benefícios à saúde, dizem pesquisadores

Uma pesquisa que, brevemente, será fundamental para impulsionar o lançamento de um produto no mercado – que vai contribuir com a melhoria de vida de quem optar por seu consumo –, foi defendida na tarde da última quarta-feira (11), por Lucas Alvarenga da Silva, acadêmico de Biotecnologia da Ufopa, como trabalho de conclusão de curso (TCC). O resultado direciona para a elaboração de um produto a partir do suco do cupuaçu, fruto originário da Amazônia.
Foto:Divulgação


Com o tema “Suco de cupuaçu (Theobroma grandiflorum) como veículo para administração do probiótico Lactobacillus platarum Lp62: otimização, potencial antioxidante e estabilidade”, Lucas se organiza, agora, para a publicação do trabalho em uma revista científica.



De acordo com o discente, todo o levantamento começou em março deste ano, finalizado após aproximadamente 8 meses: “O trabalho é baseado na produção de um suco fermentado de cupuaçu, utilizando uma bactéria probiótica, ou seja, um micro-organismo que influencia positivamente na saúde de quem ingerir. Basicamente passamos uns 8 meses trabalhando esse experimento, realizando a produção do suco, fazendo o processo de otimização da fermentação e diversos outros testes de qualidade, referentes ao potencial antioxidante, e nosso resultado foi bastante otimista”.


Segundo dados da pesquisa, o suco de cupuaçu com a adição da bactéria teve um aumento significativo na quantidade de antioxidantes. São essas substâncias que contribuirão com a saúde e bem-estar dos consumidores. A bactéria também consegue inibir outros micro-organismos causadores de doenças. O pesquisador assegura que o lançamento de um produto a partir do suco do cupuaçu deverá ocorrer, inicialmente, em nível regional. “Com essa finalidade, esse produto a partir do suco de cupuaçu, até então, é inédito. Já existem outros, mas com uso de outras frutas. Pretendemos fazer esse lançamento, a nível regional, se tudo der certo, em pouco tempo”.  


Orientação


O TCC foi orientado pelo professor Dr. Thalis Ferreira dos Santos e coorientado pela professora Dra. Débora Kono Taketa Moreira, vinculados ao Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef) e Instituto de Saúde Coletiva (ISCO), respectivamente, da Ufopa.
Foto:Divulgação/Ufopa


O professor Thalis assegurou que o próximo passo será “otimização para garantir o melhor sabor. Para isso, faremos uma análise sensorial, tipo fazer com que as pessoas experimentem e vejam se gostam, se não gostam, se está ácido, se está amargo, se está doce etc. Tentar fazer esses ajustes para chegar em um produto que possa ser comercializado. A gente vai estudar, ainda, qual a forma de apresentar esse produto, que pode ser um suco em pó ou líquido, em caixinha. Ainda não sabemos, mas o importante é que já temos um protótipo de um produto que a gente sabe que tem potencial para ser utilizado”.


Thalis explicou que o suco de cupuaçu em conjunto com a bactéria probiótica tem o potencial de promover melhorias à saúde humana porque pode, por exemplo, contribuir na inibição do envelhecimento precoce, de doenças crônico-degenerativas, ajudar na prevenção do câncer e de doenças do trato intestinal, entre outros benefícios: “A gente descobriu que essa nova forma de apresentar o suco de cupuaçu faz bem à saúde, em vários aspectos. Só precisamos, agora, dar continuidade aos trabalhos para viabilizar o produto e a melhor forma de disponibilizar isso no mercado”.  


A defesa de Lucas Alvarenga da Silva foi muito elogiada pelas professoras Katrine Rabelo e Graciene Fernandes, ambas da Ufopa, que fizeram parte da banca de avaliação e não pouparam incentivos à continuidade do trabalho.


Pesquisadores produzem barras energéticas naturais de açaí e cupuaçu, no Pará

As barras de cereais chegaram ao mercado brasileiro há cerca de 10 anos e, rapidamente, conseguiram conquistar o público. Além de ser um alimento portável, muitas apresentam altos teores de proteínas e nutrientes, tornando-as uma opção saudável e prática. Nessa perspectiva, a nutricionista Isadora Cordeiro dos Prazeres desenvolveu a dissertação Elaboração de barra multicomponente à base de farinha de tapioca, castanha-do-brasil e frutas regionais, com orientação da professora Ana Vânia Carvalho, no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA/ITEC), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Foto:Alexandre de Moraes/UFPA

O tema da pesquisa foi pensado como uma forma de valorizar produtos alimentícios regionais. “A nossa culinária tem sabores marcantes e característicos. Isso fica evidente quando as pessoas vêm de fora e ficam encantadas. Pensamos em uma forma de incluir frutas regionais no mercado externo, por meio das barras”, explica Isadora Cordeiro. Após testar diversas frutas, os sabores escolhidos foram açaí e cupuaçu, em virtude da maior aceitação por parte do público. “Inicialmente, os degustadores foram alunos da UFPA que se disponibilizaram a participar da pesquisa. Esse grupo tinha mais de 100 pessoas”, conta a pesquisadora.



“A princípio, nós queríamos fazer barras de cereais mesmo, então testamos componentes como aveia e quinoa. Porém percebemos que seria mais interessante para a pesquisa fazer barras que tivessem só a tapioca e a castanha-do-brasil como ingredientes secos”, conta Isadora Cordeiro. Depois de determinar do que a barra seria composta, iniciaram-se as análises físico-químicas, de composição centesimal (que verifica o valor calórico), de textura e a análise microbiológica. Os testes foram negativos para salmonella, bolores, leveduras e coliformes fecais. Nenhum desses testes apontou crescimento de colônias. Os resultados estavam em conformidade com a Legislação RDC nº 12, de 2001.



Sem glúten e lactose: produto é apropriado para alérgicos



Segundo Isadora Cordeiro, a análise sensorial foi essencial para a pesquisa. Durante essa análise, as barras são avaliadas usando a escala hedônica não estruturada de nove pontos, que vai de “gostei extremamente” até “desgostei extremamente”, considerando os atributos: aparência, cor, sabor, textura e impressão global.


“Nós também questionamos os degustadores sobre a possibilidade de compra, sendo nota um para ‘não compraria de jeito nenhum’ e nota cinco para ‘certamente compraria’. A barra de açaí ficou com a média maior, com ‘certamente compraria’, e a de cupuaçu ficou com média quatro, ‘provavelmente compraria’”, revela a nutricionista.


Barras de cereais podem ser classificadas, do ponto de vista nutricional, em quatro tipos: fibrosas, dietéticas (light), energéticas e proteicas. A barra produzida por Isadora Cordeiro seria classificada como uma barra energética, pois o açaí contém grande quantidade de gorduras insaturadas, e a farinha de tapioca possui alta taxa de carboidratos. “Ela poderia ser usada como uma barra pré-treino, pois, durante a prática de exercício, o corpo precisa de energia, e o ideal é comer algo com boas quantidades de carboidratos”, explica Isadora. A barra multicomponente também pode ser consumida por indivíduos com alergias alimentares, pois não contém glúten nem lactose. O açaí e o cupuaçu são frutos regionais conhecidos internacionalmente, e o estudo salienta os benefícios à saúde que o consumo dessas frutas traz.


Outro aspecto positivo é a ausência de gorduras trans. “Utilizamos a gordura de palma, considerada uma gordura boa por não sofrer o processo de transesterificação”, esclarece Isadora Cordeiro.


Em maio deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, em seu site, medidas que devem ser tomadas pelos governos e pela sociedade para substituir as gorduras trans por opções mais saudáveis. Eliminar esse componente é uma das metas da Organização até 2023.


Ao serem produzidas apenas com produtos naturais, as barras apresentaram uma diminuição no tempo de prateleira em relação às industrializadas, “mas o objetivo era produzir algo realmente saudável, natural, que agregasse valor aos nossos produtos”, afirma a pesquisadora.


Insumo retirado da casca do cupuaçu oferece alternativa sustentável para indústria Amazonas

Polímeros são materiais orgânicos, macromoléculas formadas pela união de unidades estruturais menores (chamados de monômeros). Conhecido, popularmente, como plásticos, os polímeros também podem ser representados pelas borrachas e outros tipos de polímeros que são encontrados na natureza, como, por exemplo, amido, celulose, lipídios e proteínas.



Cupuaçu vai além de receitas de doces

*Conteúdo é de responsabilidade do comentarista

Filipinas quer importar produtos regionais do Amazonas

Oportunidades de investimentos entre o Amazonas e Filipinas nortearam a reunião entre o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, e o cônsul geral das Filipinas, Ariz Convalecer, nesta segunda-feira (26) na sede da entidade.

Convalecer afirmou interesse em exportação e importação de produtos da região para as Filipinas, e disse que a economia no país está crescendo ao longo dos últimos anos.

“Podemos desenvolver uma ligação mais direta com o Amazonas, viemos com uma missão de negócios e temos interesse em expandir os investimentos no nosso país, estamos abertos a propostas e sabemos que aqui na FIEAM é o lugar certo para isso”, disse o filipino. 
Foto: Divulgação / FIEAM
Com a chegada da nova embaixadora, marcada para março, Antonio Silva propôs um encontro com a classe empresarial e  demais órgãos, para alinhar novos caminhos com foco em investimentos para indústria.

“Ainda não fazemos nenhuma exportação para as Filipinas por meio do nosso do Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN-AM), temos muito a oferecer com os nossos produtos regionais como açaí e cupuaçu, iremos desenvolver mais essa relação”, disse Silva.

Os produtos regionais, especialmente o açaí, são os que mais despertam interesse dos visitantes, segundo o gerente do CIN-AM, Marcelo Lima, o produto, segundo ele, pode ser comercializado em polpas congeladas.

“Queremos aumentar o nosso leque de clientes com a exportação de produtos vindos da nossa terra, temos e podemos fomentar as exportações com as nossas micro e pequenas empresas de açaí, cupuaçu e a castanha, por exemplo”, disse Lima. 
Foto: Divulgação / Fapeam
Sobre a Filipinas

País do sudeste asiático, a Filipinas compõe-se de 11 grandes ilhas e mais de 7 mil ilhotas. A agricultura é fundamental na economia e o país conta com rebanhos suínos, caprinos e de búfalos, além de um setor avícola em expansão.

Confira a programação oficial da 27ª Festa do Cupuaçu, no Amazonas

Veja a programação completa:

SEXTA FEIRA (28)