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Domingo, 09 Mai 2021

Ex-presidente do Peru morre após dar tiro na cabeça ao ser preso por corrupção

O ex-presidente do Peru Alan García morreu, nesta quarta-feira (17), durante cirurgia, depois de dar um tiro na cabeça ao receber ordem de prisão em sua casa, no bairro Miraflores, em Lima. Ele era acusado de corrupção em caso envolvendo a empresa brasileira Odebrecht.

Golpe baixo

Faltando pouco mais de dez dias para a eleição, começam a surgir os golpes baixos contra candidatos que estão bem nas pesquisas, mas isso não é coisa nova. Desde a redemocratização, não houve eleição no Brasil sem que algum candidato tivesse patrocinado ou sofrido golpe baixo.

A novela começou em 1985, na esteira da derrota da emenda Dante de Oliveira e do movimento Diretas Já.

Mário Juruna, cacique dos xavantes em Mato Grosso e deputado federal pelo PDT, convocou a imprensa e, sob os olhos atônitos dos repórteres, desovou de uma pasta trinta milhões de cruzeiros.

Seria dinheiro de suborno, segundo Juruna. Fora pago pelo candidato do PDS, Paulo Maluf, em troca de voto no colégio eleitoral.

Na eleição seguinte, em 1989, o líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva surpreendeu o país e levou a candidatura presidencial do PT ao segundo turno. O adversário, Fernando Collor de Mello, exibiu no programa eleitoral gratuito o depoimento de Míriam Cordeiro, com quem Lula tivera uma filha. Míriam acusou Lula de ter lhe pedido para abortar. Nascida a criança - a menina Lurian -, a mãe disse que o petista não a reconheceu como filha legítima.

Os dois casos guardam semelhanças indissociáveis. A candidatura presidencial de Maluf na eleição indireta de 1985 foi ferida de morte. Assim como a de Lula em 1989. Em ambos os casos, porém, o escândalo propriamente dito concentrou-se na esfera eleitoral.

Não houve processo cível ou criminal de uma parte ou de outra. O jogo sujo aconteceu com naturalidade desconcertante. As eleições seguintes mantiveram a mácula.

Em 1994, o senador gaúcho José Paulo Bisol, então filiado ao PSB, foi linchado publicamente. Incluiu uma emenda no Orçamento da União beneficiando a cidade de Buritis, em Minas Gerais, onde tinha uma fazenda. Renunciou à vaga de vice na chapa de Lula.

Processou sete empresas de comunicação por difamação. A Justiça deu-lhe ganho de causa em dois casos. Os outros estão em julgamento. Quatro anos depois, o pleito foi marcado por um misterioso dossiê. O documento revelava a existência de uma empresa sediada no paraíso fiscal das Ilhas Caymann.

A empresa administraria fundos ilegais pertencentes ao presidente Fernando Henrique Cardoso, aos ministros José Serra e Sérgio Motta e ao governador Mário Covas. Todos do PSDB. O dossiê revelou-se uma farsa. Hoje, é peça fundamental de um inquérito contra seus mentores.

O mar de lama, entretanto, já chegou. Agora recheado de grampos, desvio de dinheiro público, espionagem.

É preciso limpar de vez a democracia brasileira. Tornar os governos mais transparentes. E impedir que, a cada troca de gestores públicos, a sociedade tenha que fazer sua escolha incomodada com o odor dos subterrâneos do poder. Mas ainda vão aparecer muitos golpes baixos, sejam verdadeiros ou não, vamos esperar pra ver.

Acorda Brasil

A sociedade brasileira não é pior nem melhor que as outras, moralmente falando, e, noutros aspectos, diferencia-se para cima. Não temos conflitos étnicos sérios, nem religiosos – sobra-nos tolerância e versatilidade –; somos abertos a inovações e às artes.

O brasileiro pobre encheria teatros, óperas e espetáculos musicais eruditos, se lhes fossem oferecidos! Toda vez que concertos, espetáculos de música e dança se fizeram a céu aberto, o sucesso foi estrondoso.

O Teatro Municipal do Rio enfrenta filas de quarteirões, o povo quer ver concertos e óperas ao custo de R$ 1. É uma pena vê-lo imbecilizado pelos enlatados norte-americanos ou plantado diante da telinha, a ver programas nem sempre edificantes.

Em verdade, falham as elites bem postas na economia, na política e na criminalidade. Refiro-me à corrupção política, à ganância de certos empresários, às propinas, às falsificações odiosas de produtos, de remédios, de combustíveis, de tudo em que se possa pensar, em peso e qualidade.

Falham os governos quando tratam os pobres, ora com o caritativismo pequeno burguês, ora com a brutalidade policial do tempo dos capitães do mato.

Os mais sofredores são os pobres que vivem nos mocambos e favelas das periferias, tão perto do inferno e tão longe de Deus. A polícia – como se não bastassem a fome, a falta de emprego e a bandidagem infiltrada entre eles – trata-os com casca e tudo.

Como nas guerras que vemos na TV, vemos os nossos palestinos e iraquianos civis a levarem tiros por todos os lados.

É mais do que evidente que o Estado deve estar presente em favelas e mocambos, com educação, saúde, agências de apoio e proteção, em vez de só mandar bala nos bandidos e neles, os tais efeitos colaterais.

Tampouco a corrupção é endêmica, sempre existiu, só que agora está sendo exposta todos os dias, mas não são tomadas as medidas cabíveis, daí uma certa confusão na cabeça das pessoas.

Parece que o mundo vai se acabar entre as operações espetaculosas da Polícia Federal, o noticiário da imprensa e a reiteração criminal sem notícia à vista de punição, pouco divulgada, embora ocorram, todo santo dia, sentenças condenatórias Brasil afora.

Existem mais de 120 mil mandados de prisão expedidos e incumpridos. Ora falta a captura, ora o bandido; ora a vaga a ele destinada. Para piorar, tem preso bom, que já devia ter saído e continua preso, cumprida a pena, por culpa do Estado. Preso não dá voto. Aí começa o falatório.

Uns dizem que a Bíblia previu, o Messias vai chegar, o apocalipse está às portas. No curso da história ocidental, ele já foi previsto dezenas de vezes. Não vai chegar nunca, a menos que toquemos, nós próprios, fogo no mundo. Ou então é o “país que não tem jeito mesmo” – o conformismo dos vencidos e dos inermes.

Apesar disso, o Brasil vai em frente. Em verdade, faltam cadeias, inteligência policial (aparato técnico preventivo e repressivo) e ordem na persecução penal. Está na hora de ver o que outros povos já fizeram e agir. Causa-me espanto três estamentos de repressão penal estanques: polícia, Ministério Público (MP) e Justiça criminal.

À polícia cabe o inquérito, que se finda num relatório ofertado ao MP federal ou estadual, dependendo do crime, a quem cabe examinar o inquérito, arquivá-lo, devolvê-lo ou aceitá-lo, para oferecer denúncia ao juiz criminal, que poderá rejeitá-la ou dar curso à ação, salvo nos casos de queixa incondicionada.

Isso é arcaico, demorado e conflituoso, gerando grande demora na concretização da justiça. Depois da condenação penal irrecorrível, abre-se, ainda, outra etapa nas varas de execução penal, incumbidas de fazer valer as penas e as suas vicissitudes, sem falar no júri popular, nos crimes contra a vida praticados com dolo, ou seja, os que não decorrem de imprudência, imperícia e negligência, a cargo do juiz singular.

É um sistema muito complicado. É preferível o norte-americano, de “salas”. A polícia atua ligada a um promotor e grande parte dos crimes vai direto ao magistrado. Oferece-se ao réu uma transação penal.

Se assumir a culpa, obtém vantagens e poupam-se delongas processuais. No Brasil, muita vez, em razão da chamada prescrição retroativa da pena em concreto, que começa a fluir da data do ilícito, quando o réu é condenado ou mesmo antes, o crime já prescreveu e o réu se livra solto. Um advogado diligente é tudo de bom! Acorda, Brasil.

Comitê de combate à corrupção eleitoral no AM promove curso sobre propaganda eleitoral

O Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral no Amazonas promove um curso sobre propaganda eleitoral e prestação de contas eleitorais. O curso acontece a partir das 19h na sede da OAB-AM em Manaus nesta quarta-feira (18). 

Operação 'Bincagem Fantasma' prende 11 pessoas no Pará

A Polícia Civil do Pará deflagrou, nesta quarta-feira (20), a operação denominada "Bincagem Fantasma", nas cidades de Santarém e Aveiro, no oeste paraense. Até por volta de 10 horas, 11 pessoas já haviam sido presas em cumprimento de mandados de prisão decretados pela Justiça.

A operação faz parte de investigação que objetiva apurar e combater um esquema criminoso do qual são acusados de envolvimento servidores lotados na 1ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) do Departamento de Trânsito do Pará (Detran), localizada em Santarém, e pessoas ligadas às sociedades empresariais, profissionais autônomos e usuários dos serviços da repartição pública.

A denúncia sobre o esquema criminoso foi feita pelo próprio Detran, no ano de 2015, quando a investigação foi iniciada pela Polícia Civil. Durante o inquérito, foram constatados indícios de infrações penais, entre as quais, associação criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação, concussão (extorsão cometida por servidor público), corrupção passiva e corrupção ativa, advocacia administrativa, dentre outras ilegalidades.

No total, foram expedidos pela Justiça para cumprimento pela Polícia Civil na operação, 35 mandados judiciais, dos quais 18 mandados de busca e apreensão, e 17 mandados de prisão preventiva. Dentre os presos está um ex-diretor da Ciretran de Santarém; o atual gerente do pátio da empresa de leilões de veículos apreendidos; servidores e ex-servidores do órgão; despachantes e um dono de autoescola. São cerca de 60 policiais civis de diversas regiões do Estado mobilizados na operação. Todo trabalho contou com apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público de Santarém e Itaituba.

A operação é realizada por policiais civis, sob o comando do NIP (Núcleo de Inteligência Policial), sob direção do delegado Fernando Rocha, e NAI Oeste (Núcleo de Apoio à Investigação), de Santarém, com apoio da Diretoria de Polícia do Interior (DPI), tendo à frente do delegado Sílvio Maués, da Superintendência da Polícia Civil na Região do Baixo Amazonas, da Superintendência da Polícia Civil na Região do Tapajós e das Seccionais Urbanas de Santarém e Itaituba.

O parlamento

Foto:Reprodução
Já escrevi e comentei sobre o tema corrupção, não sem certo nojo e fastio, mesmo porque sua repetição continuará pelo tempo afora, até quando resolverem aprofundar uma reforma institucional que elimine, ou pelo menos tente reduzir, a influência do poder econômico nas eleições.

O dinheiro move o mundo e alimenta a corrupção em seu efeito circular, atingindo a alma das instituições todas as vezes que não sofre controles rígidos da opinião pública.

Mas hoje resolvi escrever sobre a instituição Parlamento. As instituições não são as pessoas que eventualmente as fazem. As pessoas passam, as instituições ficam, permanecem no tempo como uma necessidade da vida em comum.

Elas são o fator de aglutinação, a personificação e materialização da vontade que lhe deu forma para a realização de interesses e valores humanos e coletivos.

Assim, há pessoas que integram as instituições e vivem os seus ideais de maneira tão autêntica e legítima que marcam para sempre a sua passagem.

Outras, no entanto, assinalam sua passagem de forma negativa, porque distorcem e traem fins e objetivos. Por isso, passam a representar maus exemplos, aquilo que deve ser evitado. É o que infelizmente está acontecendo com o Parlamento nacional.

De tanta tradição e glória, como aquela que tirou de cena dois presidentes da República surpreendidos em graves erros, vive agora uma das mais difíceis fases de sua existência.

O Parlamento não é isso que aí está e as graves acusações que fazem a alguns parlamentares não é justo que atinjam a todos. E não é justo igualmente que a cena política seja reduzida ao que se vê, escuta e lê. Conforme sabemos, a tarefa legislativa é fundamental para qualquer sociedade democrática.

É no Legislativo que se devem produzir as leis fundamentais de uma sociedade, as quais precisam ser justas e benéficas ao corpo social. Não é ocioso relembrar a importância que Rousseau, no seu consagrado Contrato Social, dispensava ao Parlamento, considerando o legislador uma pessoa semidivina ou divinamente inspirada, em face da grandiosidade de sua missão, qual seja a de fazer as leis. O que está havendo, na verdade, é, a um só tempo, abuso de poder e desvio de finalidade por parte de alguns dos envolvidos neste hediondo escândalo político.

É ato de verdadeira traição à vontade popular, aos que confiaram em indignos mandatários. Portanto, é uso injusto, ilícito.

Destarte, devemos ter esperança de que esta crise vai passar. Precisamos de um Parlamento forte e atuante, sobretudo ele, que no concerto dos Poderes é o único que tem todos os seus membros eleitos pela vontade popular O ideal democrático exige e supõe cidadãos atentos e informados dos acontecimentos. Que saibam repudiar os que desservem à causa pública.

Porém que também saibam separar o joio do trigo, as pessoas das instituições. Isto porque, os príncipes e suas faltas passam, mas os princípios e as instituições ficam.

A sociedade refém da corrupção

Era dos pulhas

Vivemos na era dos pulhas os mais diferenciados. Que independem de sistemas econômicos, escolaridade e renda, raça e religião, sexo e ideologia.

Ilude-se hoje abertamente, utilizando os mais diferenciados meios e métodos de enganação, da praça pública à televisão a cabo, passando pela internet, ensino superior e organizações não-governamentais, alguns deles já descaradamente neo-governamentais. Na lista dos pulhas mais destacadas, os histerismos de ideologias que já se descoloriram, religiões que oferecem mundos e fundos e homeopatias e alopatias que prometem levantar até o que amoleceu ad perpetuam rei memoriam. Para não citar o besteirol dos dirigentes da área esportiva.

É chegada a hora da parte saudável da sociedade civil brasileira se manifestar, através de intensas pressões democráticas. Pela sobrevivência do nosso amanhã como nação civilizada, nunca sendo olvidada a advertência feita pela jovem Anne Frank, trucidada pelas forças da estupidez: para nós, jovens, é duas vezes mais difícil manter nossas opiniões numa época em que os ideais são estilhaçados e destruídos, quando o pior da natureza humana predomina, quando todo mundo duvida da verdade, da justiça e de Deus.

Recentemente, uma revista de circulação nacional dirigida pelo Mino Carta, através de uma reportagem – O Vulgar Para Todos – destacou a ultrapassagem de alguns limites. E quando a vulgaridade de uma classe média se amplia, perde-se o senso do ridículo, gerando irresponsabilidades sociais dos mais diferenciados calibres, para ter ibope valendo até fotografar-se se arreganhando imitando tocar guitarra.

Uma classe média que já não se respeita é sinal evidente de que algo de podre está contaminando tudo, reduzindo as expectativas a um salve-se quem puder autofágico, para Bil metido-a-cavalo-do-cão nenhum botar defeito, pois já não mais se enxerga coisa decente pela frente. Para não falar dos milhões de ouvintes de rádio e televisão que se anestesiam com as infelicidades dos outros, as chifrudagens gravadas sob os olhares “furiosos” do corno fingido, não percebendo todos que tudo é muito bem programado para ampliar o faturamento comercial dos patrocinadores, alienando tudo, a família e os bons costumes.

Embora à merda sempre se deva mandar os moralismos idiotas e os faniquitismos nostálgicos. Busquemos erradicar a mediocridade dos não-pobres. Com tudo o que está acontecendo no País, afirmo que o cidadão brasileiro que não se angustiar com o que está acontecendo, é cínico, cúmplice ou sofre de dislate cívico. Governador preso, ex-Presidente, Prefeito e vice-prefeito sendo enchilindrados por descarada falsificação, bolsa-família beneficiando milhares de não-pobres e nepotismo descaradamente praticado e justificado diante de milhões de brasileiros. São os pulhas sendo desmascarados.

Caráter das elites

Foto:Reprodução/Shutterstock
Temos sido convocados, neste nosso país, em seguidas e sucessivas gerações, ao longo de mais de um século, a uma luta incessante, política e institucional, para tentar impedir, quem sabe! um dia derrotar, o abuso, a trapaçaria, a fraude, que se repetem, aqui e ali, no processo eleitoral, impunemente.

Para a organização e ocupação dos poderes do estado todo embuste tem sido possível. Vem de longe essa incapacidade nossa de resistirmos, instituições e homens, à barganha que se instala, voraz, visando à conquista do exercício do poder e do governo.

É verdade que demos, vez por outra, alguns passos importantes. Mas, ainda hoje, vivemos, infelizmente, a indignação e a vergonha de constatar que a Nação continua distante da qualidade da representação política, a que aspira, que a honre e a sirva. De tal forma que um abismo enorme se tem criado entre a credibilidade pública e a prática da atividade política.

É como se fora, num caldeirão de mazelas, a mistura irrefreável de interesses, conveniências, e prevaricação, e violência, afastando-nos, permanentemente, do objetivo de ordenar uma sociedade com instituições democráticas, decentes e justas. Esses obstáculos nos acompanham desde o Império e vêm atravessando a República.

De um lado, relações sociais, que remanescem, perversas e arcaicas, impondo discriminações civis e econômicas da natureza mesma da velha sociedade escravocrata, ultrapassada; de outro lado, impedimentos que estão no caráter das elites inescrupulosas, dominantes, no coronelismo fanfarrão e atrasado, no aventureirismo ambicioso, sem fronteiras e sem pátria, que logram estabelecer-se na direção da política e dos negócios. Por isso, a rigor, nunca vivemos a Democracia. No sentido da formação e constituição de uma sociedade de cidadãs e cidadãos, nunca a tivemos.

Instituímos, simplesmente, um regime de eleições, mais ou menos complacente, velhaco mesmo, para dar forma e modos ao sistema aparente de sufrágio universal, soberania popular e garantias individuais, que o atual bom tom, da contemporaneidade moderna e global, exige e proclama. Sem compromissos éticos, nem compromissos com as famílias, as pessoas, o ser humano. O vendaval da história varreu o estilo.

Mas ficou, infelizmente, o miolo depravado, licencioso, que permanece envenenando a representação política republicana. A fraude não pode vencer. A ideia de justiça não pode submeter-se, nos tribunais, à liturgia que esconde a verdade eleitoral e tudo ajeita, oportuna, para deixar vingar a contrafação.

As instituições judiciais eleitorais não podem, pela omissão, que o atalho do rito processual oco, descomprometido, registra, repetir a façanha suja da “verificação de poderes”.A Nação não quer a mentira, e portanto não quer a passividade, a complacência, ante a corrupção eleitoral, que a avilta. Por que Justiça Eleitoral? Para quê? 

Presidente do Peru ameaça retirar renúncia

Após renunciar ao cargo na última quarta-feira (21), o presidente demissionário do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, ameaçou, nesta sexta-feira (23) retirar a renúncia, caso o Congresso, dominado pela oposição, insista em declarar a vacância do cargo e qualificá-lo como "traidor da pátria". As informações são da ANSA.
Foto:Reprodução/ANSA
"É inaceitável a proposta de resolução legislativa que tenta apresentar uma renúncia como vacância. Se for assim, retiro minha carta [de renúncia] e me submeto ao processo regular de vacância, onde exercerei meu direito de defesa", advertiu o mandatário no Twitter.

Em sua carta de renúncia, Kuczynski justifica a decisão por um suposto "estado de ingovernabilidade", o que para a oposição é uma desculpa para encobrir as verdadeiras razões para sua demissão: as acusações de que ele recebera propina da Odebrecht.

O novo capítulo da crise peruana acontece a poucas horas da posse do vice-presidente do país e embaixador no Canadá, Martín Vizcarra, no lugar de Kuczynski. Aos 55 anos, ele completará o mandato até 2021 e já foi governador de Moquegua e ministro dos Transportes e Comunicações.

Ao assumir a Presidência, já terá importantes compromissos, como a oitava Cúpula das Américas, da qual participará Donald Trump.

Presidente do Peru Pedro Pablo Kuczynski anuncia renúncia

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, apresentou nesta quarta-feira (21) sua renúncia ao Congresso, às vésperas de uma votação de impeachment, em meio à escândalo político envolvendo a construtora brasileira Odebrecht e uma compra de votos, informou a imprensa local. As informações são da ANSA.
Foto:Reprodução/ANSA
De acordo com o jornal "La Republica", a decisão foi tomada depois de uma reunião entre o mandatário e seus ministros realizada nesta manhã. Um pronunciamento oficial estaria sendo preparado para as próximas horas.
Com a renúncia, o primeiro vice-presidente é quem deve assumir à Presidência do Peru.

A medida acontece um dia antes de o Congresso votar a possível destituição de Kuczynski, após o governo do peruano ser marcado pela divulgação de vídeos que mostram uma suposta compra de votos em troca de obras.

As imagens foram reveladas pelo partido "Fuerza Popular". O escândalo foi chamado de "Kenjivideos", uma referência ao deputado Kenji Fujimori, filho do ex-presidente Alberto Fujimori, que aparece no vídeo tentando comprar votos.

O presidente já havia sido alvo de uma tentativa de impeachment em dezembro passado, quando se livrou por apenas oito votos. Um dos que se abstiveram da votação, contribuindo para a manutenção de Kuczynski no poder, foi Kenji.

Condenado a 25 anos de prisão por violações dos direitos humanos, corrupção e apoio a esquadrões da morte, Fujimori recebeu um indulto "humanitário" de Kuczynski poucos dias depois da derrota do pedido de impeachment no Congresso.

Eleito em 2016, Kuczynski é acusado de ter recebido propina da Odebrecht por meio de empresas de consultoria. A própria empreiteira brasileira disse que desembolsara US$ 4,8 milhões a duas firmas vinculadas ao mandatário peruano, entre 2004 e 2013.

Quando os pagamentos começaram, Kuczynski era ministro de Finanças do Peru. Inicialmente, o presidente negou ter recebido dinheiro da Odebrecht, mas depois ele mudou o discurso, alegando que havia trabalhado legalmente como assessor. Além disso, garante não ter exercido funções na Westfield Capital, uma das empresas envolvidas no escândalo, quando ocupava cargos públicos.

O esquema de propinas da Odebrecht atingiu diversas nações da América Latina, da Argentina ao México, passando por Brasil, Colômbia, Equador e Panamá, entre outros.

Lava Jato investiga pagamento de propina para construção de Belo Monte

Consórcio Norte Energia (composto pelas empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli), responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, é alvo da Operação Buona Fortuna, na 49ª fase da Lava Jato. Deflagrada pela Justiça Federal no Paraná e Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (9), a operação cumpre três mandados de busca e apreensão na capital paulista e mais seis em Guarujá (SP), Jundiaí (SP) e Curtiba.
Foto:Reprodução/MMA
A suspeita é de que o ex-ministro da Fazenda e ex-deputado federal Antônio Delfim Netto teria se beneficiado com o recebimento R$ 15 milhões em propina paga pelo consórcio. A quantia corresponde a 10% do valor total das obras, por meio de contratos fictícios de consultoria. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os pagamentos ao ex-deputado seriam em razão de sua atuação na estruturação do Consórcio Norte Energia.

Além dos 10% remetidos ao ex-ministro, o consórcio teria enviado propina aos partidos PMDB e PT. Segundo o MPF, cada um dos partidos recebeu 45% dos valores.

Até o momento, já foram rastreados pagamentos em valores superiores a R$ 4 milhões de um total estimado em R$ 15 milhões, pelas empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli, todas integrantes do Consórcio Construtor de Belo Monte, em favor de pessoas jurídicas relacionadas a Antônio Delfim Netto, por meio de contratos fictícios de consultoria. No caso da Odebrecht os pagamentos foram registrados no sistema de controle de propinas da empresa (“Drousys”), com o codinome “Professor”, e as apurações demonstraram que realmente não foi prestado nenhum serviço pelo ex-ministro às empreiteiras que efetuaram os pagamentos.

As apurações envolvendo a Usina Hidrelétrica de Belo Monte ainda prosseguem perante a 13ª Vara Federal de Curitiba especialmente no que se refere aos pagamentos de vantagens indevidas direcionados ao Partido dos Trabalhadores e a seus representantes, assim como em relação a outras empresas integrantes do Consórcio Construtor de Belo Monte que destinaram parte da propina inicialmente direcionada aos partidos políticos para o ex-ministro e pessoas a ele relacionadas.

O grupo de empresas pode ter sido favorecido no leilão de concessão de Belo Monte por agentes do governo federal. O Ministério Público usou informações obtidas pelos acordos de leniência firmados com a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht, além da quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico. No caso da Odebrecht, os pagamentos direcionados a Delfim Netto vinham com o codinome professor.

Além da corrupção, o MPF aponta os prejuízos sociais e ambientais na região a partir da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Para a procuradora da República Jerusa Burmann Viecili, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato do MPF/PR, em Curitiba, “as provas indicam que o complexo esquema criminoso verificado no âmbito da Petrobras se expandiu pelo país e alcançou também a Eletrobrás, em especial nos negócios relativos à concessão e construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Essa obra, além de ter ocasionado graves impactos sociais e ambientais na região que já haviam sido demonstrados pelo Ministério Público Federal, também redundou em elevados prejuízos econômicos para toda sociedade.”

Nunca um País corrupto será sustentável

Aberta a sessão que vai julgar recurso de Lula no caso do triplex do Guarujá

O desembargador Leandro Paulsen deu início aos trabalhos no Tribunal Regional Federal em Porto Alegre pontualmente às 8h30 (horário de Brasília). Ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi condenado a mais de nove anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Em meio a escândalos no Peru, Papa critica corrupção

Foto:Reprodução/ANSA 
Em meio a um escândalo que quase derrubou o presidente do PeruPedro Pablo Kuczynski, o papa Francisco fez nesta sexta-feira (19) um duro discurso contra o "ídolo do dinheiro", durante encontro com a população de Puerto Maldonado, cidade de 92 mil habitantes situada na Floresta Amazônica.

"Os falsos deuses, os ídolos da avareza, do dinheiro, do poder, corrompem tudo. Corrompem as pessoas e as instituições e destroem inclusive a floresta", afirmou o líder da Igreja Católica, que não citou os escândalos de corrupção que abalaram o Peru e os países vizinhos.

No fim de dezembro, Kuczynski, acusado de receber propina da construtora brasileira Odebrecht, se livrou de um processo de impeachment por apenas oito votos, graças à abstenção de aliados do ex-presidente Alberto Fujimori, que receberia um "indulto humanitário" dois dias depois.

Ainda nesta sexta-feira, Francisco se encontrará pessoalmente com Kuczynski, em Lima.

Ex-presidente peruano se reuniu com Emílio Odebrecht, diz TV

Foto:Reprodução/ANSA
O ex-presidente do Peru Alan García se reuniu com Emílio Odebrecht, fundador da multinacional brasileira Odebrecht, durante o segundo mandato de seu governo, entre 2006 e 2011, informou uma matéria do programa "Cuarto Poder", do canal América Televisión.
O encontro com Emílio foi negado durante o depoimento de García à comissão parlamentar que trata sobre a corrupção da Odebrecht no país. À época, ele confirmou reuniões com dirigentes da construtora brasileira, mas negou ter se reunido com o fundador dela e pai de Marcelo Odebrecht, que já confessou que a empresa pagou propina no país.

De acordo com a emissora, o nome de Emílio consta no registro de entrada do palácio presidencial no dia 11 de setembro de 2008. A informação do encontro havia sido negada por García também há cerca de dois meses, quando o escândalo de corrupção ganhou maior destaque.

Com isso, três ex-presidentes peruanos são investigados por conta do "caso Odebrecht": além de García, Alejandro Toledo, que ficou no poder entre 2001 e 2006, e Ollanta Humala (2011-2016) estão na mira da Justiça. Omala, inclusive, está preso desde julho do ano passado por corrupção.

Já o atual líder do país, Pedro Pablo Kuczynski, se livrou de um processo de impeachment após denúncias apontarem que ele recebeu milhões de dólares em propina enquanto era empresário no ramo de construção.

Relatório da CGU aponta que organização desviava dinheiro da saúde e da educação no Amazonas

No relatório técnico de 40 páginas, ao qual a CBN Amazônia teve acesso, a Controladoria Geral da União (CGU) mostra como foi repassado o dinheiro do Governo Federal ao Governo do Estado do Amazonas e depois ao Instituto Novos Caminhos (INC). A nota técnica aponta repasses de mais de R$ 88 milhões somente para o instituto e que teriam sido usadas verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além dos recursos da saúde. 
O instituto é alvo de investigação da 'Operação Maus Caminhos', deflagrada pela Policia Federal, que chegou à prisão de empresários e agentes públicos como o ex-governador José Melo. 

Esquema que desviou R$ 66 milhões da prefeitura de Tapauá é revelado em gravações

Gravações que mostram um esquema de corrupção que desviou R$ 66 milhões revelam o envolvimento do prefeito José Bezerra Guedes e dez dos 11 vereadores de Tapauá, no Amazonas. Os desvios foram denunciados em julho pelo vereador Davi Menezes (PSC), que fingiu participar dos desvios para gravar as conversas.

Congresso do Peru rejeita impeachment de presidente

Foto:Reprodução/ANSA

Congresso do Peru rejeitou na noite de ontem (21) o pedido de impeachment apresentado pela oposição contra o presidente Pedro Pablo Kuczynski, acusado de receber propina nos anos 2000 da construtora brasileira Odebrecht.

Após uma sessão que durou mais de 13 horas, o pedido de cassação teve 79 votos a favor. Para ser aprovado, o pedido precisaria de apoio mínimo de 87 dos 130 legisladores.

Na decisão final, os legisladores do bloco de esquerda Novo Peru tiveram papel fundamental. Eles se retiraram antes da votação e exibiram cartazes que diziam: "Nem golpismo, nem lobismo".

Também houve a surpreendente abstenção de 10 legisladores do partido fujimorista Força Popular, que domina o Congresso e tinha anunciado uma votação em bloco a favor da cassação.

O pedido tinha sido recebido em 15 de dezembro, após revelações de que uma empresa de consultoria do mandatário teria embolsado pagamentos irregulares feitos pela empreiteira. Ao todo, 27 de um total de 130 membros do Congresso tinham apoiado a abertura do processo de impeachment, em uma sessão especial. A oposição alegava que Kuczynski tinha "incapacidade moral" de permanecer no cargo.

O presidente, de 79 anos de idade, sempre negou as acusações.

Mas a Odebrecht relevou semana passada que pagara cerca de US$ 4,8 milhões, há uma década, à empresa de consultoria Westfield Capital. O serviço de consultoria foi prestado entre os anos de 2004 e 2007 para um projeto de irrigação no Peru.

Kuczynski reiterou que é proprietário da Westfield Capital desde 1992, e que, quando foi ministro do governo de Alejandro Toledo (2001-2006), essa companhia era administrada por seu ex-sócio Gerardo Sepúlveda.

Com risco de impeachment, Kuczynski se defende no Congresso

Foto:Reprodução/ANSA
presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski iniciou nesta quinta-feira (21) um discurso no Congresso para se defender do processo de impeachment por "incapacidade moral".

"Venho hoje para encarar o país por uma acusação falsa", disse o mandatário, que vive um momento delicado no poder após a oposição pedir sua destituição por ser acusado de receber propina da construtora brasileira Odebrecht por meio de empresas ligadas a ele.

Por sua vez, Kuczynski alega ser inocente, e até chamou de "golpe de Estado" o pedido de impeachment contra ele."Não está em jogo minha permanência no cargo, está em jogo a estabilidade democrática, não apoiem um destituição que não se sustenta, porque o povo não duvida, nem perdoa", disse.

Durante o processo, o presidente apresentará suas alegações no Congresso. Logo após, todos os parlamentares manterão um debate, seguido da votação pelo impeachment. A oposição alega que Kuczynski ocultou que empresas vinculadas a ele prestaram assessoria para a Odebrecht. O valor pago chegou a quase US$5 milhões.

Ontem (20), o presidente da Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou que acompanhará de perto o processo de impeachment contra o líder peruano. Segundo Luis Almagro, uma delegação será enviada ao Peru para entender a situação política.

Além disso, milhares de pessoas se reuniram em Lima para protestarem contra a corrupção e pela saída "de todos os corruptos". O ato foi marcado pelo lançamento de bombas de gás lacrimogêneo contra um grupo.

Para o impeachment ser aprovado, são necessários 87 dos 130 votos do Parlamento. Os votos parecem certos, visto que o processo de impeachment foi solicitado por 93 legisladores.