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Quinta, 13 Mai 2021

Representantes de nove países reinstalam o Parlamento Amazônico

Criado em 17 de abril de 1989, o Parlamaz funcionou por alguns anos, mas acabou desmobilizado. A ideia de reativá-lo, depois de oito anos inativo, voltou em 2019

Ministério da Justiça firma acordo de cooperação técnica com Colômbia

Acordo permite compartilhamento de experiências na área da justiça.

Com a pandemia de covid-19, Colombianos penduram panos vermelhos nas janelas para sinalizar fome

Pessoas que perderam renda na pandemia sofrem com geladeiras vazias.

Governo fecha fronteiras terrestres com países sul-americanos

A medida foi recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A justificativa é o risco de contaminação e disseminação do novo coronavírus.

Temendo violência em protestos, Colômbia fecha fronteiras com Brasil, Equador, Venezuela e Peru

O governo da Colombia anunciou o fechamento de todas as fronteiras com o Brasil, Equador, Venezuela e Peru devido aos protestos programados para hoje (21) em várias regiões do país. As fronteiras terrestres e fluviais ficarão fechadas até às 5h de sexta-feira (22).

Foto:Divulgação/Twitter @migracionCol

De acordo com Bogotá, a medida serve para "garantir plena normalidade das marchas".


Já segunda a mídia colombiana, a decisão do governo de fechar fronteiras foi tomada diante do temor de violência, após o servico de inteligencia do país detectar a intencão de estrangeiros de se infiltrarem nas manifestacões.


Os colombianos protestam contra reformas propostas pelo governo do presidente Iván Duque, como a trabalhista e a previdenciária.


Manifestantes devem tomar as ruas de Bogotá, Cartagena, Cali, Medellín, Bucaramanga e outras cidades do país, em uma greve geral apoiada por sindicados.

Amazonas representa país em fórum global sobre clima e floresta na Colômbia

O Amazonas é o representante do Brasil no Fórum Global da Força Tarefa de Governadores para Clima e Floresta (GCF Task Force, em inglês). O evento iniciou nesta terça-feira (30) e segue até a sexta-feira (03/05) e conta com a participação do governador Wilson Lima e do titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Eduardo Taveira.



ONU condena violência na fronteira da Venezuela com Colômbia e Brasil

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou nesta segunda-feira(25) a violência nas fronteiras da Venezuela com o Brasil e a Colômbia e pediu que as autoridades trabalhem para reduzir a tensão na região. Em comunicado, Guterres apelou "para que a violência seja evitada a qualquer custo e que a força letal não seja usada em nenhuma circunstância".

Segundo comunicado da ONU, Guterres disse que “segue com crescente preocupação a escalada das tensões na Venezuela". O comunicado informa ainda que Guterres "ficou triste ao saber que vários civis perderam a vida" nos confrontos registrados entre sexta e sábado da semana passada. 

Foto: Divulgação/Rede Amazônica

A ONU condenou a destruição da ajuda humanitária que entraria na Venezuela pela fronteira com a Colômbia, no último sábado. Em declaração à imprensa, feita em Nova York, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que "o ato de lançar fogo sobre a ajuda humanitária deve ser condenado".

Guterres, segundo o porta-voz, "ficou chocado" com os acontecimentos na Venezuela. Ele destacou que o secretário-geral da ONU defende o diálogo na solução de conflitos e que "em nenhuma circunstância deve ser usada a força excessiva contra os manifestantes". O porta-voz disse que os conflitos na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia "evidenciam a necessidade de uma solução pacífica".

Guaidó vai à fronteira da Venezuela com a Colômbia garantir entrada de ajuda humanitária

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, parte nesta quinta-feira (21) para a fronteira com a Colômbia, na tentativa de trazer para o país a ajuda humanitária bloqueada pelo governo de Nicolás Maduro, anunciou um porta-voz.

"Membros da Assembleia Nacional acompanharão o presidente Juan Guaidó na viagem", diz mensagem enviada aos jornalistas, citada pela agência de notícias France Press.
Foto: Divulgação/Ansa
Nessa quarta-feira, Guaidó, que é também líder da Assembleia Nacional, majoritariamente da oposição, já havia manifestado a determinação de romper o bloqueio militar imposto por Maduro.

"A ajuda humanitária chegará por ar, por mar, por terra e assim conseguirá entrar. Precisamos abrir um corredor humanitário, aconteça o que acontecer", disse o presidente interino, referindo-se à operação agendada para sábado (23), data que impôs para a entrada de ajuda humanitária internacional.

Leia também: Brasil enviará remédios e alimentos para Venezuela

Juan Guaidó falou em Caracas, durante encontro com dezenas de motoristas de ônibus, que se concentraram no leste da capital para apoiar o líder opositor e oferecer apoio à operação de entrega de ajuda humanitária, prevista para o sábado.

"Neste 23 de fevereiro, haverá brigadas voluntárias e humanitárias, que aqui há muitas, deslocando-se às fronteiras, não apenas em Cúcuta [Colômbia], em Táchira, em Bolívar [estados venezuelanos], por mar também virá ajuda", disse.

Militares venezuelanos bloqueiam ponte entre Colômbia e Venezuela

Militares reforçam uma espécie de bloqueio na ponte fronteiriça entre Venezuela e Colômbia. A ação ocorre no momento do impasse entre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e o interino, Juan Guaidó. O interino promove uma campanha internacional para angariar ajuda humanitária.

Porém, com o bloqueio, a dificuldade para o ingresso de doações aumenta. De acordo com informações da Andina, agência pública de notícias do Peru, há contentores na ponte Tienditas, que liga os locais de Cúcuta (Colômbia) e Urena (Venezuela).

Na semana passada, a estrada havia sido bloqueada com o tanque de combustível e dois contêineres. A ajuda humanitária foi enviada por alguns países para Cucuta (Colômbia) a pedido de Guaidó.

Maduro nega que promova um bloqueio na região e diz que a ação é de proteção contra eventual intervenção militar liderada pelos Estados Unidos.

Maduro bloqueia entrada de ajuda humanitária na Venezuela

Os militares do governo de Nicolás Maduro criaram uma barreira na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia para impedir a entrada de ajuda humanitária vinda dos Estados Unidos. O impasse foi registrado na ponte Las Tienditas, que une a cidade colombiana de Cúcuta ao povoado de Ureña, no extremo oeste da Venezuela.

A medida foi criticada pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que insistiu para que o líder chavista autorizasse a entrada de suprimentos para o "povo faminto".

"O povo venezuelano precisa desesperadamente de ajuda humanitária. Os Estados Unidos e outros países estão tentando ajudar, mas o Exército da Venezuela, sob as ordens de Maduro, está bloqueando a ajuda com caminhões e navios-tanque", escreveu no Twitter o secretário de Estado.

A entrada de ajuda humanitária no país foi negociada e aprovada pelo autoproclamado presidente interino, o opositor Juan Guaidó, reconhecido por 40 países como mandatário da Venezuela. No entanto, Maduro e o Tribunal Supremo de Justiça recusam a ajuda.  
Foto: Divulgação/Ansa

Segundo o líder chavista, a medida está totalmente contra a Constituição do país e não passa de um pretexto para o governo de Donald Trump realizar uma intervenção militar.

Itália

Na manhã desta quinta-feira (7), o vice-premier da Itália, Luigi Di Maio, afirmou que a Itália deveria ser "neutra" em relação a crise na Venezuela. "Não devemos tomar partido nem com Maduro nem com Guaidó. Convidei Guaidó para responder ao apelo do Papa Francisco", disse 

Na quarta-feira (6), o presidente da Assembleia Nacional venezuelana pediu uma reunião, "o mais breve possível, com Di Maio e o também vice-premier, Matteo Salvini.

As solicitações foram enviadas em cartas separas, principalmente porque o próprio governo de coalizão na Itália diverge sobre a crise no país latino. Enquanto Salvini é a principal voz pró-Guaidó na Itália, Di Maio critica a "interferência" estrangeira na Venezuela e evita tomar lado. 
 

Colômbia: sobe para 21 número de mortos após explosão de carro em escola da polícia

O número de vítimas da explosão de um veículo em frente à Escola Geral de Cadetes Santander em Bogotá, na Colômbia, subiu para 21 mortos e 68 feridos. Inicialmente, eram 9 mortos e 65 feridos. Equipes de resgate e forças de segurança permanecem no local.

A explosão ocorreu na manhã dessa quinta-feira (17). De acordo com as autoridades locais, o autor do ataque é José Aldemar Rojas, 56 anos. Um carro-bomba foi detonado no estacionamento da Academia-Geral de Polícia Francisco de Paula Santander, onde se formam os oficiais da Polícia Nacional colombianos.

Segundo o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, Rodríguez entrou na escola em um carro cinza, por volta das 9h30. Foram usados no atentado desta quinta-feira 80 quilos de material explosivo. O autor do atentado está entre os mortos, informou a imprensa local.
 
Foto: Reprodução/TV Globo 
O presidente da Colômbia, Iván Duque, disse que foi um ataque à sociedade colombiana como um todo. "Os colombianos nunca nos submetemos ao terrorismo, sempre o derrotamos. Esta não será a exceção."

Duque convocou toda a população a colaborar com as investigações e pediu que, se alguém tivesse alguma informação, entrasse em contato com a rede de participação cívica, pelo número local 123.

Repercussão

O episódio causou comoção internacional. As organizações das Nações Unidas (ONU) e dos Estados Americanos (OEA) reagiram, condenando fortemente qualquer ação terrorista.

Veja também: Governo federal prorroga Operação Acolhida a venezuelanos até março de 2020

Autoridades colombianas, pelas redes sociais, lamentaram o ocorrido e condenaram o ataque. O assunto está entre os mais comentados no Twitter, tanto no ranking mundial quanto no brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro repudiou o ataque terrorista. Pelo Twitter, Bolsonaro expressou sua solidariedade ao país vizinho e se colocou à disposição do presidente Ivan Duque.

"Repudio e condeno veementemente o atentado terrorista ocorrido hoje na Colômbia, que deixou pelo menos 9 mortos e dezenas de feridos. Toda solidariedade aos nossos irmãos colombianos neste momento difícil, em especial aos familiares das vítimas. Fuerza", escreveu Bolsonaro na rede social.

OEA pede união de todos contra o terrorismo

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro, condenou o atentado à Academia-Geral de Polícia Francisco de Paula Santander. Segundo Almagro, todos devem se unir contra as ações terroristas e enfrentar a violência onde quer que esteja.

“Condeno o atentado explosivo à Academia-Geral de Polícia Francisco de Paula Santander ocorrido em Bogotá. Devemos nor unir contra essas ações terroristas e enfrentar a violência onde quer que seja. Minha solidariedade às vítimas, suas familias, o governo e o povo colombianos”, disse Almagro, em sua conta no Twitter.

Carro explode em escola da polícia na Colômbia

Um carro-bomba foi detonado no estacionamento da Academia-Geral de Polícia Francisco de Paula Santander, onde se formam os oficiais da Polícia Nacional colombianos, em Bogotá. Pelo menos nove pessoas morreram e 54 ficaram feridas. O governo do país identificou José Aldemar Rojas Rodríguez como autor do atentado. O anúncio foi feito, há pouco, em pronunciamento oficial transmitido pelas redes sociais. 

Segundo o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, Rodríguez entrou na escola em um carro cinza, por volta das 9h30. Foram usados no atentado desta quinta-feira (17) 80 quilos de material explosivo. O autor do atentado está entre os mortos, informou a imprensa local. 


Foto: Agência Brasil/Reprodução

"Este é um ataque a um centro acadêmico onde havia jovens estudantes desarmados. É um ataque não só contra a juventude e não só contra a força pública e nossas polícias, é contra toda a sociedade. Esst ato terrorista não ficará impune", disse o presidente da Colômbia, Iván Duque. E acrescentou: "Os colombianos nunca nos submetemos ao terrorismo, sempre o derrotamos. Essa não será exceção."

Duque convocou toda a população a colaborar com as investigações e pediu que, se alguém tivesse alguma informação, entrasse em contato com a rede de participação cívica, pelo número local 123. 

Autoridades colombianas, pelas redes sociais, lamentaram o ocorrido e condenaram o ataque. O assunto está entre os mais comentados no Twitter, tanto no ranking mundial quanto no brasileiro. 

Em nota, a Organização das Nações Unidas (ONU) condenou o ataque, e a Oficina da ONU na Colombia afirmou que o atentado “é um ato criminoso absolutamente inaceitável, que vai contra os esforços que vêm sendo feitos no país para o combate à violência e o trabalho de diferentes setores para um futuro mais próspero e pacífico". 

Segundo o Ministério da Defesa colombiano, os feridos estão recebendo atendimento no Hospital Policlínica da Polícia Nacional.

Brasileiros passam bem após acidente em teleférico na Colômbia

A Embaixada do Brasil em Bogotá, na Colômbia, informa que os três brasileiros envolvidos em acidente com teleférico (bondinho) no morro de Monserrate passam bem. Segundo informação do Ministério das Relações Exteriores, a representação fez contato com o hospital onde os brasileiros foram encaminhados. 
Foto: Divulgação/Bombeiros da Colômbia
Conforme a imprensa local, ao todo 28 pessoas foram envolvidas em acidente ocorrido na última segunda-feira (24), a maioria estrangeira. De acordo com nota nas redes sociais do Corpo de Bombeiros de Bogotá, apenas cinco pessoas precisaram de atendimento emergencial antes da ida ao hospital.

O morro de Monserrate é ponto turístico e de peregrinação religiosa na região metropolitana de Bogotá.



As autoridades informaram que houve falha nos freios de uma das cabines, o que causou a perda de controle. Não há relatos de mortes.

Em funcionamento desde 1929, o bondinho de Monserrate é um dos pontos turísticos mais importantes da capital colombiana. Porém, havia críticas sobre a necessidade de atualizar o sistema técnico e de fiação do teleférico.

Venezuelanos morrem de frio ao tentar entrar na Colômbia pelos Andes

Pelo menos 17 venezuelanos que tentavam chegar à Colômbia pela região conhecida como Páramo de Berlín, santuário natural na cordilheira andinamorreram de frio nos últimos dias. A informação é da Agência Brasil.

O local tem dezenas de lagoas e registra temperaturas muito baixas que podem chegar aos 15 graus negativos. Nesta terça-feira (4), por exemplo, as temperaturas mínimas rondam os 7°C na pequena cidade de Tona, situada na região. Ponto mais alto da estrada que conecta as cidades de Pamplona e Bucaramanga, o Páramo de Berlín está a mais de 3 mil metros de altitude.
Foto:Reprodução
Diretora do albergue Espíritu Santo, localizado na cidade de Tunja (ponto final da travessia do Páramo), Anny Uribe, diz que muitos venezuelanos têm empreendido a viagem a pé e que os relatos contabilizam ao menos 17 mortos por hipotermia nos últimos dias. Entre as vítimas, nove crianças.

“Ficamos sabendo de muitas histórias, inclusive a de uma mãe que estava alimentando seu bebê - ela e a menina morreram de parada respiratória. E, que a gente saiba, morreram nove crianças e oito adultos. É uma história muito forte e o mais triste é que as suas famílias nem devem saber que morreram no caminho", contou Anny.

Após cruzar a fronteira na cidade de Cúcuta (Colômbia), os venezuelanos que vão para a cidade de Bucaramanga enfrentam cerca de 190 km a pé, trajeto em que levam cerca de 50 horas ao longo de cinco dias caminhando.

No início do caminho enfrentam calor extremo, para depois encarar muito frio na cordilheira andina.

"Chegou aqui um grupo de 14 pessoas e eles nos contaram que eram 17. Três morreram na travessia. Eles tiveram que enterrar os corpos na beira da estrada. Essas pessoas chegam com feridas nos pés, uma descompensação total de seu organismo, desidratados, desnutridos, com hipotermia, pressão baixa", relata.

Cerca de 1 milhão de venezuelanos ingressaram na Colômbia desde o início da crise econômica e política na Venezuela. Cerca de 800 mil já residem no país.

Mais de 2,3 milhões de venezuelanos, de uma população estimada em 32 milhões, deixaram o país desde 2014, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, há também muitas pessoas que deixaram o país sem que fossem registradas pelas autoridades.

Kalaca Skull: conheça o colombiano com aparência de caveira

colombiano Eric Yeiner Hincapie Ramírez, de 22 anos, levou sua paixão por caveiras às últimas consequências. Além de fazer tatuagens no rosto, o jovem, conhecido como Kalaca Skull, se submeteu a modificações radicais no corpo, como partir a língua em duas, tatuar os olhos e língua, decepar as duas orelhas e remodelar o nariz
Foto:Reprodução/Instagram-kalacaskull
Em entrevista ao site colombiano "Rio Noticias", Kalaca Skull afirmou que sempre foi apaixonado pelo visual das caveiras. A transformação dele, no entanto, só começou há dois anos, após a morte da mãe, que não aprovava o desejo incomum do filho.

Apesar da aparência assustadora, Kalaca afirma ser uma pessoa normal.

"Não quero se julgado. É como julgar uma mulher por colocar silicone nos seios ou no bumbum. Eu sou uma pessoa normal", acrescentou o colombiano.
Foto:Reprodução/Instagram-kalacaskull
Foto:Reprodução/Instagram-kalacaskull

Êxodo venezuelano é tema de reunião de emergência em Lima

Autoridades do Peru, Equador, da Bolívia e Colômbia, que integram o  Comitê Andino de Autoridades de Migração (CAAM), reúnem-se nesta quarta-feira (29) em Lima, para discutir alternativas envolvendo o fluxo migratório de venezuelanos para a região.

De acordo com a Andina, agência pública de notícias do Peru, o objetivo da reunião é “harmonizar os procedimentos para o ingresso ordenado, seguro e responsável” dos imigrantes venezuelanos. A reunião será na sede da CAAM.
Foto: Divulgação
Os procedimentos envolvem aspectos burocráticos, como passaporte e cadernetas de vacinação, assim como questões relativas à segurança e assistência. De acordo com a agência pública de notícias, grávidas, crianças e adolescentes serão tratados de forma diferenciada.

As autoridades do comitê pretendem ainda definir a atuação para a ajuda humanitária, com o apoio da Organização das Nações Unidas por meio da Organização Internacional para as Migrações (OIM),  do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e do  Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Segundo a ONU, mais de 2 milhões de cidadãos da Venezuela deixaram o país nos últimos anos. 

Países buscam soluções conjuntas para crise com venezuelanos

Foto:Reprodução/Rede Amazônica
A preocupação com os imigrantes venezuelanos que buscam apoio nos países vizinhos é tema de reunião em Bogotá, na Dirección de Migraciones colombiana. Embaixadores do Brasil, da Colômbia, do Equador e do Peru se reúnem nesta terça-feira (28) na tentativa de buscar soluções diante da crise deflagrada a partir do êxodo dos venezuelanos.

O Brasil é representado pelo embaixador em Bogotá, Júlio Bitelli.

Desde a última segunda-feira (27) os diplomatas estão reunidos. Segundo a agenda proposta das autoridades da Colômbia, a reunião consiste na apresentação, por cada país, da situação migratória venezuelana.

Em seguida, os representantes dos quatro países detalham as fórmulas encontradas por seus governos para lidar com os desafios e o que julgam prioritário na recepção dos imigrantes.

A Colômbia propõe a consolidação de uma base de dados única sobre os imigrantes venezuelanos com foco em áreas de atuação específicas, como saúde, educação, trabalho e regularização migratória.

Expectativa

A expectativa é de que, ao final do encontro, as autoridades divulguem uma declaração na qual estarão detalhadas as ações definidas.

Na semana passada, o diretor de Migração da Colômbia, Christian Krüger Sarmiento, disse que "o êxodo de cidadãos venezuelanos” não é um problema específico de um ou outro país, é uma questão regional.

Aproximadamente 35 mil pessoas cruzam, a cada dia, a fronteira com a Colômbia, alguns em busca de alimentos e remédios, outros para deixar definitivamente o país. Pelos dados oficiais, pelo menos 1 milhão de venezuelanos se instalaram definitivamente na Colômbia.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 2,3 milhões fugiram do país.

Equador abre 'corredor humanitário' para receber imigrantes venezuelanos

Equador vai abrir um “corredor humanitário” ligando a fronteira do país com a Colômbia, no norte, e o Peru, no sul, para facilitar o ingresso de venezuelanos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (24) pelo governo do país. Momentaneamente, foram habilitados 35 ônibus gratuitos exclusivamente destinados aos imigrantes.
Foto:Reprodução/Rede Amazônica
A medida ocorre na véspera de o Peru adotar a obrigatoriedade do passaporte para os venezuelanos entrarem no país. No Equador, há a exigência de passaporte para os venezuelanos.

Nos últimos dias, famílias inteiras de venezuelanos já fazem o percurso até o Peru. Assim como a Colômbia, o Equador e o Peru são países bastante procurados pelos imigrantes pela proximidade e a facilidade do idioma.

Gratuidade

Os primeiros veículos saíram à meia-noite desta quinta-feira (23) e até as primeiras horas de hoje (24) mais de 900 pessoas embarcaram. Para o embarque, é exigida a documentação completa e o registro migratório regulado.

O corredor faz parte de uma iniciativa da Secretaria de Gestão de Riscos, que apresentou ao Ministério de Relações Exteriores um plano para os cidadãos venezuelanos que inclui transporte e mesas de ajuda ao longo de todo o território equatoriano.

Pelos dados oficiais, nas últimas semanas 2.500 venezuelanos ingressaram, por dia, pela fronteira entre Equador e Peru. Segundo o governo equatoriano, há 200 mil venezuelanos no país.

Dos 2,3 milhões de venezuelanos no exterior, mais de 1,6 milhão deixou o país de origem a partir de 2015, quando a crise se agravou. Pelo menos 90% deles buscaram apoio em países da região, de acordo com Organização Internacional de Migrações (OIM). 

Amazônia já contabiliza quase 5 mil casos de sarampo; mortes chegam a 68

Cinco países que compõem a Amazônia registraram, somente este ano, quase 5 mil casos de sarampo. Os números foram divulgados nesta terça-feira (21) pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Ao todo, foram confirmados 4.863 casos da doença na região, sendo 1.237 no Brasil (incluindo seis mortes), 60 na Colômbia, 17 no Equador, quatro no Peru e 3.545 na Venezuela (incluindo 62 óbitos). As informações são da Agência Brasil.
Foto:Reprodução
“Tendo em vista a velocidade de propagação da doença pela região, a Opas ampliou as recomendações que já vinham sendo feitas aos países. Entre elas, aumentar a cobertura vacinal e fortalecer a vigilância epidemiológica, a fim de aumentar a imunidade da população e detectar/responder rapidamente a casos suspeitos de sarampo”, informou a entidade, por meio de comunicado.

Na nota, o organismo internacional orienta ainda que, durante surtos, seja estabelecido um manejo correto de casos intra-hospitalares para evitar a transmissão nas próprias unidades de saúde, com um fluxo adequado de pacientes para salas de isolamento – evitando o contato com outros pacientes em salas de espera e/ou locais de internação.

Outras recomendações da Opas:

- Vacinar a população para manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da Tríplice Viral em todos os municípios;

- Vacinar populações em risco (sem comprovação de vacinação ou imunidade contra sarampo e rubéola), como profissionais de saúde, pessoas que trabalham com turismo e transporte (hotelaria, aeroportos, motoristas de táxi) e viajantes internacionais;

- Manter uma reserva de vacinas contra sarampo e rubéola e de seringas para controle de casos importados em cada país da região;

- Fortalecer a vigilância epidemiológica para detecção oportuna de todos os casos suspeitos de sarampo e garantir que as amostras sejam recebidas por laboratórios até cinco dias após serem tomadas;

- Fornecer resposta rápida aos casos importados de sarampo, com o objetivo de evitar o restabelecimento da transmissão endêmica (que existe de forma contínua e constante dentro de uma determinada região);

- Identificar fluxos migratórios do exterior (chegada de estrangeiros) e fluxos internos (movimentos de grupos populacionais) em cada país, a fim de facilitar o acesso aos serviços de vacinação, de acordo com os calendários nacionais de imunização.

Brasil

O Ministério da Saúde promove até o dia 31 deste mês a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo. A meta é imunizar pelo menos 95% de 11,2 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos, independentemente da situação vacinal delas, e criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira. Até ontem (20), metade do público-alvo havia sido vacinada.

Iván Duque toma posse na Colômbia e propõe 'união' no país

Foto:Marco Miranda / Presidencia de la República
O presidente da Colômbia, Iván Duque, tomou posse do cargo que ocupará até 2022 nesta terça-feira (7) e pediu aos seus compatriotas para estabelecerem um "pacto" que permita superar as "diferenças" no país. Durante seu discurso na cerimônia em Bogotá, Duque afirmou que irá governar a Colômbia "superando as divisões de esquerda e direita".

Foto:Marco Miranda / Presidencia de la República

"Convido-os todos a construir um grande pacto pela Colômbia, que construamos um país, um futuro e que acima das diferenças estejam as coisas que nos unem", disse.

Em sua mensagem, o novo mandatário, de 42 anos, também tentou minimizar a polarização entre os apoiadores e críticos do acordo de paz assinado pelo ex-presidente Juan Manuel Santos, e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2016, e anunciou que fará modificações no acordo.

Foto:Marco Miranda / Presidencia de la República


"Quero governar a Colômbia com o espírito de construir, nunca de destruir", afirmou o novo presidente, ressaltando que esta é "uma nova geração motivada pelo serviço e não pelo exercício vaidoso do poder".

Duque aproveitou o momento para reforçar seu discurso de combate à corrupção que, segundo ele, tem "deslegitimado o Estado". "Nos doem muito os escândalos na alimentação escolar, no sistema de saúde, nos projetos de infraestrutura, nos abusos da contratação direta ou nos perigosos cartéis", acrescentou.

Foto:Marco Miranda / Presidencia de la República


De acordo com o novo líder colombiano, as empresas, donos e gestores que corrompam funcionários serão punidos. Entretanto, Duque ainda ressaltou que garantirá "reparação moral, material e econômica" a todas as vítimas dos conflitos armados no país. Apesar de seu tom de conciliação, o novo presidente criticou o mandato de seu antecessor, principalmente questões como a violência e o crescimento de cultivos ilícitos.
Foto:Marco Miranda / Presidencia de la República