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Sábado, 08 Mai 2021

Instituições sociais de Manaus recebem 25 mil peças de roupas doadas por loja de departamento

Os itens de vestuário foram doados para a campanha #ManausSolidária em alusão ao Dia das Mães.

Consciência Limpa: parceria entre Instituto Soka, Panasonic, SEMED e FRAM prevê plantio de 3 mil mudas em Manaus

​Ao todo, haverá o plantio de 3 mil árvores em 306 escolas da rede municipal de Manaus.

Casa Mamãe Margarida realiza baile de debutante coletivo com 13 meninas, em Manaus

A Festa de Debutantes é um dos momentos mais aguardado na vida de uma mulher, mas infelizmente, muitas não conseguem realizar este sonho. Na noite desta sexta-feira, (18), as internas da Casa Mamãe Margarida alcançaram a tão almejada festa de 15 anos.


Decoração impecável, vestidos lindos, comidas deliciosas e o carinho dos familiares, esses itens deixaram a celebração ainda mais especial para as aniversariantes. Na 20ª edição do Baile das Debutantes da Casa Mamãe Margarida, 13 garotas ganharam, literalmente, um dia de princesa, uma vez que, a personagem tema do evento foi Mérida, da animação os estúdios Disney, “Valente”.

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

De acordo com a diretora da Casa, a irmã Liliana Daou Lindoso, esse é um dos momentos mais esperados pelas internas. “É muito emocionante, elas veem um significado muito grande nessa festa, pois, na vida já passaram por vários problemas, dificuldades e falta de aceitação, mas aqui as meninas se sentem bem. Afinal, qual garota não espera pela festa de debutante?”, explica.


A festa de debutante é coletiva e contou com a doação de vários empresários, além de trabalhos voluntários. “O evento é uma obra de muitas mãos. Agradeço aos benfeitores, corpo técnico, psicólogos e assistentes sociais que trabalham em prol a vida das meninas. Toda essa união culminou em uma dos bailes mais lindo que organizamos”, garantiu irmã Liliana.

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Bella Causa

O Baile de Debutantes da Casa Mamãe Margarida contou com a participação da presidente da Fundação Rede Amazônia (Fram), Claudia Paixão Daou, e também da diretora-geral da Fram, Márcya Lira. Este ano, a Casa recebeu a placa do projeto Bella Causa, ressaltando assim, a parceria de sucesso entre as duas instituições.

“Fico muito feliz em participar desta festa tão linda. Essa é uma das finalidades do Bella Causa, proporcionar para as meninas da Amazônia, principalmente, aquelas que possuem histórias difíceis, um momento de alegria e esperança. Queremos sempre confirmar o nosso compromisso de proteger essas garotas”, afirmou Márcya Lira.

A madrinha do Bella Causa, Maré Mourão, se emocionou durante a valsa das internas com seus familiares. Ela acredita que para muitas pessoas, o sonho de uma festa é supérfluo, mas outras veem isso como um recomeço. “Eu me impressiono todos os dias com essas garotas. Elas são sonhadoras e nos mostram uma força fora do normal. Me sinto honrada em participar do Bella Causa”, disse.
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia


Sobre a Casa

É uma Obra Social inaugurada em 24 de fevereiro de 1986, com ação evangelizadora, educativa e social desenvolvida e empenhada em gerar, promover, defender e cuidar da vida, tendo como ponto de partida a Caridade de Cristo Bom Pastor.

O Projeto tem como princípio básico a colher, defender e promover a vida de crianças e adolescentes do sexo feminino, que estejam vulneráveis ou já envolvidas nas várias formas de violência, sendo as principais o uso de drogas, abuso e violência sexual, violência doméstica, dentre outros.

Como é uma obra social, os custos mensais são grandes, e mesmo com os parceiros, com a Semed, que paga os professores do ensino fundamental, e a Secretaria de Assistência Social do Amazonas (Seas), que arca com 60% dos custos atuais das meninas do abrigo, a demanda por parceiros que ajudem a casa se manter é essencial.

Para ser voluntário e fazer doações para Casa, basta entrar em contato no número: (92) 3248-2331 (em horário comercial), ou mandar e-mail para [email protected]

A casa fica na Rua Penetração II, nº 27, bairro São José Operário, zona leste de Manaus.
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
FRAMA Fundação Rede Amazônica é o braço institucional do Grupo Rede Amazônica, comprometida com a integração e desenvolvimento da Amazônia, com a missão de capacitar pessoas, articular parcerias e contribuir para o desenvolvimento social, ambiental e científico-tecnológico da região.  

Campanha Bella Causa, da Fundação Rede Amazônica, ganha comercial televisivo; assista ao vídeo

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) lançou nesta semana, em Manaus, o comercial de TV da Campanha Bella Causa, que tem o objetivo de dar visibilidade à luta contra a violência e abuso sexual sofrido por mulheres na região Norte. A iniciativa pretende desenvolver uma rede de apoio que possa identificar e ajudar unidades institucionais nos estado do Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Acre e Pará, onde o Grupo Rede Amazônica (GRAM) tem atuação.

Foto:William Costa/Portal Amazônia


A jornalista Mazé Mourão é uma das embaixadoras da Bella Causa, e já articula parcerias que possam ajudar na Campanha.



"Não é uma causa que vai acabar depois de amanhã, é uma causa perene que a gente vai continuar trabalhando por muito tempo. E já tenho conversado com algumas pessoas, entre eles, empresários,  que demostram o interesse em participar com a gente", conta Mazé.



A Bella Causa está apoiando, nesse primeiro momento, a Casa Mamãe Margarida, que atende crianças e adolescentes mulheres em situação de vulnerabilidade social. A presidente da FRAM, Cláudia Daou Paixão e Silva ressalta que a campanha tem a proposta de defender as meninas.

"Nós abraçamos essa causa, e a instituição escolhida foi a Casa Mamãe Margarida, em Manaus, para defendermos essas meninas, e é nossa obrigação defendê-las", disse.



Os vídeos da Campanha Bella Causa já estão sendo exibidos nas emissoras do GRAM, além do Amazon Sat.



Confira:



   

Casa Mamãe Margarida: mais que acolhimento, um espaço fraterno

"Eu vim parar aqui por conta do meu pai ter me violentado por oito anos, desde quando eu era criança". O depoimento é de Aysha Melissa (nome fictício para preservar identidade da vítima), de 14 anos, uma das 278 meninas em vulnerabilidade social atendidas pela Casa Mamãe Margarida, em Manaus.


Aysha tem duas irmãs e um irmão, e a violência começou quando a mãe adoeceu e não pôde mais cuidar dos filhos. O caso dela se enquadra em alta complexidade, que envolve as vítimas de violência física, psicológica, sexual e de negligência.


Foto: William Costa/Portal Amazônia

A assistente social da Casa Mamãe Margarida, Kelly Fonseca, lembra que os casos que o abrigo recebe são de crianças muito problemáticas.


"São famílias desestruturadas, onde há a questão da droga, do álcool, da violência doméstica. Neste ano, só da escola, temos 12 crianças em que foi descoberta a situação do abuso sexual intrafamiliar, e hoje essas meninas estão em nosso acolhimento institucional", ressalta Kelly.


Sobre a saúde mental dessas meninas, Kelly lembra que elas chegam fragilizadas e pedem socorro.


"Logo que a família nos procura, muitas delas não colocam a situação e depois do nosso acompanhamento que vamos descobrindo a situação real dessas meninas, e as crianças e adolescentes nos revelam o que acontece no seio familiar. Nos casos de abuso, identificamos isso, e chamamos a família para orientar sobre isso, e o que mais acontece é a falta de coragem de muitas dessas mães em fazer a denúncia, pois geralmente o abusador é o pai, o irmão, um tio, e nesses casos as mães ficam sem reação", disse.

Foto: William Costa/Portal Amazônia

Os casos identificados são repassados também para o Conselho Tutelar e Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), do Amazonas.


"A gente faz a porta de entrada com o Conselho Tutelar, e quando não conseguimos, vamos com essas crianças e adolescentes até a delegacia, para fazermos a denúncia", orienta.

 
A Casa Mamãe Margarida funciona desde 1986 e faz parte da Rede Salesiana, e atua como escola de ensino fundamental e abrigo, tanto para as meninas que vem do acolhimento institucional (casos enviados pelo juizado), e as da comunidade, que chegam através dos parceiros como o Conselho Tutelar, que orienta a matrícula de meninas em situação de vulnerabilidade, como extrema pobreza, por exemplo.


Foto: William Costa/Portal Amazônia

Vanuza Siqueira é orientadora social da Casa Mamãe Margarida a mais de 20 anos e ressalta a importância do trabalho realizado pela instituição.


"A instituição funciona em dois sistemas, no abrigo institucional atendemos 35 meninas, que vivem aqui e que tiveram os direitos violados e são encaminhadas pelo Juizado da Infância, e temos a escola que vai de 2º período ao 5º ano, um convênio com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), e atendemos de 0 a 18 anos, pois temos os bebês das acolhidas que ficam aqui com elas, mas na escola são de 5 a 18 anos", ressalta Vanuza.


Para as meninas que fazem parte da Casa Mamãe Margarida, há atividades no contra-turno que são pensadas para elas, e o que o voluntariado é muito importante para manter a instituição.


Foto: William Costa/Portal Amazônia

"Temos 278 meninas e quase 50 profissionais divididos entre arte-educadores de teatro, dança e música, informática, cuidadoras, além dos professores. Os voluntários são sempre bem-vindos e os chamamos de acordo com nossa necessidade. Hoje, precisamos de alguém para nossa biblioteca", disse.


Os trabalhos realizados pela Casa vão além dos muros, e a família é parte importante nesse processo, tanto na escola, quanto no abrigo.


"Há vários casos e cada caso é diferente do outro, uns, por exemplo, seguem em segredo de justiça e nem sabemos a história, pois estão em proteção máxima, nesses o juizado determinará se pode haver ou não o contato com a família. Mas é muito priorizado o convívio familiar e comunitário. E é todo um trabalho feito com elas e com as famílias, para que possam acolher e conviver com essa menina", conta Vanuza relembrando que é uma ex-aluna e chegou à casa pelo abrigo institucional.


Foto: William Costa/Portal Amazônia  

Entre os voluntários, o artesão Valmir Miranda Cardoso, que no momento da nossa entrevista pintava em uma das paredes da quadra da Casa, um imagem que representa Dom Bosco e suas ações em prol do próximo.


"Eu faço com maior prazer, eu tenho muito haver com a casa, quando eu era de menor, com 13 anos de idade, eu vinha pra cá, brincava e as irmãs foram muito importantes na minha vida. Hoje tenho 46 anos, tenho família e sou avô, e devo muito à elas, e sempre que me chamam estou aqui para ajudar, assim como fui ajudado um dia. Eu me sinto grato, sou grato", conta Valmir.


Casa Mamãe Margarida



É uma Obra Social inaugurada em 24 de fevereiro de 1986, com ação evangelizadora, educativa e social desenvolvida e empenhada em gerar, promover, defender e cuidar da vida, tendo como ponto de partida a Caridade de Cristo Bom Pastor.


O Projeto tem como princípio básico a colher, defender e promover a vida de crianças e adolescentes do sexo feminino, que estejam vulneráveis ou já envolvidas nas várias formas de violência, sendo as principais o uso de drogas, abuso e violência sexual, violência doméstica, dentre outros.


Foto: William Costa/Portal Amazônia

A gravidez precoce também desponta como realidade do atendimento que a obra social oferece às suas usuárias, motivo pelo quais crianças e adolescentes são encaminhadas para a instituição, sendo que nestes casos o acolhimento acontece para a mãe e para o bebê.


A Casa também atua em dois tipos de Programas: Fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e acolhimento institucional. Defendendo os direitos da criança e adolescente.


A direção da Casa é da irmã Liliana Maria Daou Lindoso.


Doações



Como é uma obra social, os custos mensais são grandes, e mesmo com os parceiros, com a Semed, que paga os professores do ensino fundamental, e a Secretaria de Assistência Social do Amazonas (Seas), que arca com 60% dos custos atuais das meninas do abrigo, a demanda por parceiros que ajudem a casa se manter é essencial.


Para ser voluntário e fazer doações para Casa, basta entrar em contato no número: (92) 3248-2331 (em horário comercial), ou mandar e-mail para [email protected].


A casa fica na Rua Penetração II, nº 27, bairro São José Operário, zona leste de Manaus.





Bella Causa