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Domingo, 09 Mai 2021

Em 2026, EUA, Canadá e México serão sedes da Copa do Mundo de Futebol

A candidatura conjunta dos Estados Unidos, México e Canadá foi escolhida nesta quarta-feira (13) pela Fifa para sediar a Copa do Mundo de 2026. A escolha da sede da 23ª edição da Copa do Mundo foi anunciada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, no 68º Congresso da entidade, em Moscou, na Rússia. Ao todo, 203 associações de futebol participaram da votação, exceto a federação de Gana, que foi dissolvida por um escândalo de corrupção.

A disputa para sediar o Mundial de 2026 estava entre Marrocos e a candidatura tripla das nações da América do Norte, que teve o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ganhou força para bater os africanos.

Muitos já davam como certo que Canadá, Estados Unidos e Méxicos iriam sediar a competição. A Fifa avaliou muito bem a candidatura tripla, dando nota 402,8 (de 500). Enquanto Marrocos, que tentou pela 5ª vez receber a Copa do Mundo, teve apenas 274,9. De acordo com o projeto, o primeiro Mundial com 48 seleções teria 16 cidades sedes e 23 estádios. Todos eles já estão em funcionamento e precisarão passar apenas por algumas reformas ou modernizações para receberem a competição.

A promessa da candidatura para a Fifa é gerar uma receita de US$ 14 bilhões, e US$ 11 bilhões de lucro para a entidade que rege o futebol no mundo. Marrocos, por sua vez, iria realizar a competição em 12 cidades sedes com 14 estádios, sendo que seis deles precisariam ser construídos do zero.

O México receberá a Copa do Mundo pela terceira vez na história, após 1970 e 1986, já os Estados Unidos irão sediar o torneio pela segunda vez, depois de 1994. O Canadá terá a primeira oportunidade de ter um Mundial em seu território.

A Copa do Mundo de 2026 deve ter 48 países, passando a 80 jogos, 16 a mais que o formato atual, com 32 seleções. A competição formaria 16 grupos com três equipes, sendo que as duas primeiras avançarão de fase para os mata-matas.

Governo do Canadá reage e expulsa diplomata venezuelano

O governo do Canadá divulgou nesta segunda-feira (25) que o diplomata encarregado de negócios da embaixada da Venezuela no país é "persona non grata" e expulsou o venezuelano do país.

Em pronunciamento, a chefe do Ministério das Relações Exteriores, Chrystia Freeland, ainda divulgou que o embaixador de Caracas "não é bem vindo de volta" - já que está de férias em seu país-natal.

As duas ações ocorreram após o governo venezuelano, através da presidente da Assembleia Constituinte, Delcy Rodríguez, declarar o diplomata canadense de negócios como "persona no grata" por sua "insistente e grosseira intromissão nos assuntos internos".
Delcy Rodríguez havia anunciado o diplomata canadense para negócios como 'persona non grata. Foto:Reprodução/ANSA

De acordo com Freeland, "essa ação é típica do regime [Nicolás] Maduro, que tem constantemente minado todos os esforços pela restauração da democracia e ajuda ao povo venezuelano".

"Os canadenses não vão ficar quietos enquanto o governo da Venezuela rouba de seu povo a democracia e os direitos humanos fundamentais, e veta o acesso à assistência humanitária básica", acrescentou.

Além de expulsar o diplomata canadense, Caracas também declarou como "persona non grata" o embaixador brasileiro no país, Ruy Carlos Pereira.

- Libertação de presos políticos:

O diretor do Foro Penal Venezuelano, Alfredo Romero, informou que entre os dias 23 e 25 de dezembro, o governo libertou 44 presos políticos.

O líder da entidade, que atua oferecendo assistência às vítimas de "violação de direitos civis", informou que entre os libertados estão Carlos J. Velasco e Carlos Pereira, opositores acusados de danificar a sede da Direção Executiva da Magistratura durante uma manifestação no dia 12 de julho.

2º Mato Grosso World Show mobiliza iniciativas em prol da mineração

O Estado de Mato Grosso possui um grande potencial natural na área da mineração. Este cenário foi apresentado aos representantes da Câmara de Comércio Brasil Canadá, durante o 2º Mato Grosso World Show, realizado na terça-feira (11), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Com o objetivo de estreitar as relações e promover o desenvolvimento do setor, foi assinado um Termo de Compromisso entre os envolvidos.

De um lado, o Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Agência de Fomento do Estado (MT Fomento), a Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat), e do outro, a Câmara de Comércio Brasil Canadá.

“Temos o potencial a ser explorado, mas vivenciamos uma dificuldade de logística que é transitória. Investimentos em parceria com a iniciativa privada podem solucionar a situação, e isso tende a ser interessante para os investidores e para a ciência, que busca aprofundar estudos”, declarou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk.

Potencial de Mato Grosso 

Dados foram apresentados sobre a balança comercial envolvendo o Brasil e Canadá e especificamente sobre Mato Grosso e Canadá. Entre eles, o ferro, que representa importante produto mineral exportado pelo Brasil. Já Mato Grosso, contribui com significativa quantidade do ouro que é enviado para o exterior. Também sobre o trabalho da Metamat, que realiza constantes estudos para garantir a segurança e diminuir os riscos para os empresários.

As informações foram repassadas pelo secretário adjunto de Indústria, Comércio e Mineração, Eduardo Mota, que na ocasião falou do ranking das maiores empresas mineradoras e da produção regionalizada que se encontra em Mato Grosso, ou seja, distribuída em municípios produtivos.

“Peixoto de Azevedo é o que concentra o montante da produção, mas temos que diversificar a produção mineral no Estado. Temos projeto de zinco em andamento, um jazido para 15 anos de exploração, o fosfato em Mirassol do Oeste, que ainda está em pequena escala, temos jazida de níquel. Essa mensagem deve ser levada aos canadenses, temos apresso por essas relações, os dados apontam caminhos para diversas áreas, com vistas a estabelecer negócios”, frisou Eduardo.

“A Câmara Brasil Canadá trabalha independente de governos, com liberdade para buscar esses caminhos investidores, ela tem como objetivo  mostrar as portas que estão abertas para as oportunidades”, explicou Paulo Castro Reis, diretor de Relações Institucionais da Câmara de Comércio Brasil Canadá.

Paulo pontuou ainda, que frente ao papel, a Câmara se depara com a situação de que mesmo num mundo globalizado onde a informação é acessível, os segmentos em geral tem dificuldade em buscar parcerias, encontrar caminhos seguros e que a Câmara funciona como essa plataforma facilitadora do processo.

“Diante desse cruzamento de dados Brasil x Canadá, fica claro que há possibilidade de mercado, precisamos mostrar o que esse mercado oferece. É a primeira visita da Câmara em Mato Grosso, vamos aproximar mais essa oportunidade que Mato Grosso oferece para o Canadá e vice-versa. Todo ano em Toronto acontece o maior evento mundial da mineração, é uma oportunidade para Mato Grosso e que deve ser aproveitada já no próximo ano”, frisou.

Canadá 

Os canadenses somam uma população de aproximadamente 36 milhões de habitantes. Embora seja considerada pequena, em relação a outros países como o México, por exemplo, que tem cerca de 122 milhões de habitantes, eles importam de tudo. “É um país multicultural, ousado, aberto às novas descobertas, que valoriza o que faz bem ao homem e ao meio ambiente.  O canadense é consciente e possui alto poder de compra, gosta de estar contribuindo com o mundo. Se conseguirmos passar isso, teremos grandes perspectivas de mercado”, orientou Paulo.

Projeções

Atualmente o Canadá é um dos principais investidores no Brasil, assim como o Brasil no Canadá. Mas, para ter uma ideia, tem itens que Mato Grosso vende para o mundo, o Canadá compra do mundo, mas não compra de Mato Grosso.

“Cinquenta empresas canadenses de mineração atual no Brasil, mas 40 delas estão em Minas Gerais e as 10 restantes espalhadas em outros estados. O Canadá está cada vez mais consumindo produtos da mineração brasileira, é possível projetar outros rumos para Mato Grosso. É importante que se realize evento no Canadá para mostrar o potencial daqui, envolvendo membros da cadeia produtiva local”, afirmou Armínio Calonga Jr, diretor de investimentos e novos negócios da Câmara Brasil Canadá.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk, o debate será ampliado com vistas em um temo de cooperação técnica visando mapear o potencial do Estado. “Temos excelentes profissionais nesse sentido, vamos buscar melhores estruturas para executar esse trabalho.

O termo de cooperação é para projetos que agreguem valores sociais, os garimpos são itinerantes, então o que deixar para a comunidade depois da exploração”, exemplificou, ao defender que o Estado tem que se preocupar com a herança que vai deixar para a comunidade.

A Metamat, nesse sentido, já desenvolve o projeto Ouro Ético, com certificação internacional, junto ao Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Trata-se de um trabalho de comércio justo, nas pequenas comunidades, uma espécie de compensação pelo trabalho produzido.

Alguns participantes do setor mineral se manifestaram elogiando o evento e se disponibilizaram a participar das iniciativas, como foi o caso do representante da Cooperativa de Peixoto de Azevedo.