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Domingo, 09 Mai 2021

Aplicativos criados por estudantes de Manaus são apresentados em feira

Hoje em dia um aparelho celular é imprescindível para a comunicação, e vai muito além de ligações telefônicas. O telefone móvel se transformou em uma verdadeira caixa de ferramentas, onde é possível utilizar aplicativos para diversas atividades e para diversão. Estudantes de Ciência da Computação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) receberam o desafio de criar aplicativos com tecnologias assistivas ou de comércio eletrônico e mostram o resultado de suas ideias na Feira de Aplicativos do IComp nesta quarta-feira (19), de 14h às 19h, no Centro de Convivência da universidade, localizada na Avenida Rodrigo Otávio.

Para quem precisa adquirir fotos para uso comercial, basta procurar pelo Pixews, criado pelos estudantes Jackson Lucas, Leandro Okimoto, Rodrigo Marques e Thais Gomes. Jackson Lucas contou ao Portal Amazônia que a ideia surgiu do ponto de vista dos paparazzis americanos, que costumam registrar o dia a dia das celebridades: "Então pensamos: por que não permitir que o público em geral pudesse tirar fotos que achasse relevante no dia a dia e recebesse por isso?".

Assim foi dado o primeiro passo para a criação da plataforma onde o público em geral pode submeter foto. Já na web, o produto se transforma em um mercado, onde grupos de notícias, por exemplo, pesquisam por fotos de seu interesse e compram. 
Equipe de criação do Pixews. Foto: Leandro Okimoto/Cedida
Segundo Leandro Okimoto, para produzir todo o projeto, o grupo dividiu as atividades em quatro partes: Desenvolver o aplicativo, desenvolver a versão Web, criar o Banco de Imagens e por fim, obter o servidor. Todo o trabalho tem sido feito desde julho deste ano. "Para o app, como nós tínhamos algum conhecimento, nós fizemos algumas consultas com colegas para tirar dúvidas. O projeto foi composto pelo canvas, plano de negócios, arquitetura do sistema, desenvolvimento do sistema e nós tivemos que fazer todas essas etapas", comentou.

Com um preço fixado em R$ 30 por imagem, Okimoto explicou que para chegar a este valor foram feitas pesquisas em tabelas de preços em associações e aplicações que fazem venda de fotografia. Mas a ideia não fica apenas no campo da imagem. "Penso em expandir o nosso produto final, além de fotos. Onde pessoas possam submeter matérias completas", adiantou o estudante.

Lucas afirmou que a experiência de transformar o conhecimento teórico em um produto rentável é importante para entender como o mercado funciona e o que exige dos profissionais da área. 

O site e o aplicativo, disponível para sistemas Android, já estão funcionais. Segundo Okimoto, ainda faltam ajustes como a integração a uma plataforma de pagamentos para compra e venda real. "Quem quiser ir conhecendo pode seguir nossa página no Facebook, lá postaremos informações e as pessoas poderão tirar dúvidas e dar sugestões. Nós não somos especialistas em freelancers, então quanto mais feedback recebermos deles, mais podemos crescer com nosso aplicativo", afirmou. O próximo passo é verificar se o site consegue atender as expectativas e, para isso, os jovens buscam parcerias.

Avisa aí

Outro ideia ambiciosa é o Avisa Aí, aplicativo que auxilia deficientes visuais a se deslocar pela cidade pelo transporte público. O trio de estudantes de Ciência da Computação, Kayque Damasceno, Michael Marlon e João Danilo, tievram a ideia a partir da simples observação do cotidiano de quem depende dos ônibus para se locomover. "O grupo se reuniu e percebeu a dificuldade que pessoas com algum nível de deficiência visual enfrentam no momento em que desejam se deslocar pela cidade de Manaus. Pensando nisso, desenvolvemos um sistema na qual os deficientes, munidos de um smartphone Android, são capazes de saber se o ônibus que aguardam encontra-se próximo a parada", explicou Damasceno.

De modo geral, o estudante, explicou, o usuário é avisado que o ônibus de interesse se aproxima, bem como o motorista. "Assim é possível identificar o usuário pelo nome utilizando o aplicativo criado", completou. Uma simulação prática foi feita dentro do campus da Ufam e foi aprovada. 
Equipe de criação do Avisa Aí. Foto: Kayque Damasceno/Cedida
Com pouco tempo para desenvolver uma ideia robusta, atualmente a equipe conta com dois protótipos de Produto Mínimo Viável (MVP) - uma versão de testes de um produto que contém somente as partes mais centrais do projeto e que deve ser feito com a maior velocidade e menor custo.

Os jovens também estarão com um estande na feira para apresentar a tecnologia inclusiva. "Como a acessibilidade é um direito básico e é pouco investido nas cidades, é uma grande satisfação contribuir com esse projeto que pode dar uma maior liberdade e autonomia para os nossos usuários", afirmou Damasceno. Para informações sobre o projeto, basta acessar o site Avisa Aí ou entrar em contato pelo telefone (92) 99494-1229.

Outros projetos como Izbox, uma caixa que auxilia deficientes visuais/motores a controlar aparelhos em um cômodo pelo seu celular, por meio de comando de voz, serão apresentados. Todos fazem parte da disciplina Sistemas Distribuídos, do Curso de Ciência da Computação, ministrada pelo professor Eduardo Souto. 

Tecnologia como diferencial eleitoral

Foto: Reprodução/Shutterstock
As soluções tecnológicas foram pautas de destaques nas campanhas dos prefeituráveis em Manaus nas eleições municipais deste ano. Entre as ideias apresentadas estão a criação de aplicativos e o uso de sistemas de informática para tentar melhorar a vida dos cidadãos, seja no transporte público, na área de saúde ou da educação. Com projeto que visa contribuir para que a cidade se desenvolva e ganhe status de ‘Smart City’, o candidato à reeleição, Arthur Neto (PSDB) possui programas com esse direcionamento.

Segundo o tucano, no âmbito da administração municipal, a proposta é implantar, definitivamente, o projeto ‘Cidade Inteligente’ que consiste na interligação de todos os serviços da prefeitura, por meio de um potente data center já instalado e do cabeamento de fibra óptica que será concluído até março.
“Com isso estaremos dando um salto no transporte público, trânsito, saúde, educação, assistência social, meio ambiente, limpeza pública e infraestrutura urbana, entre outros, com o cidadão tendo acesso direto por meio da internet”, afirmou. Nesse mandato Arthur Neto investiu na criação do data center na Semef (Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno), que fez todo o georreferenciamento –levantamento de informações geográfica para tornar as coordenadas conhecidas em um sistema de referência da cidade.
Já no âmbito do desenvolvimento tecnológico para a cidade, a Prefeitura de Manaus, entregou o Dimicro (Micro Distrito Industrial). O local estava parado há 12 anos e possui uma estrutura formada por 29 galpões para desenvolver micro indústrias. “A seleção das empresas já está em andamento por licitação. A proposta é ampliar para 50 galpões na próxima gestão e transformá-lo em um Parque Tecnológico, incorporando à indústria tradicional, às de inovação e do agronegócio, com automação, robótica e inteligência de software”, explicou o candidato à reeleição.
Criado pela lei 1.238 de 28 de abril de 2008, o Dimicro estava com a obra paralisada desde a publicação da legislação e foi retomada no ano passado. Com a intenção de desburocratizar alguns serviços públicos, os candidatos prefeituráveis prometem criar aplicativos para facilitar o acesso a população. A partir da ideia do projeto intitulado ‘Cidade Inteligente’, um APP que permite o acesso gratuito à rede da prefeitura começou a ser desenvolvido por Arthur Neto. Através dele, cada cidadão terá comunicação instantânea para informar qualquer problema que será passado ao encarregado. E ainda, poderá acompanhar a resolução do pedido. Já o ex-deputado Marcelo Ramos promete criar o aplicativo chamado “Hora Certa”, que vai permitir que o cidadão saiba o momento exato que os ônibus vão passar nos pontos de parada e terminais de integração.
 Puro ilusionismo
Na avaliação do cientista social e professor na Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Luiz Antônio Nascimento, o uso de recursos tecnológicos para melhorar as vidas das pessoas será sempre bem-vindo. Ele cita exemplos como aplicativos que indicam onde estão os ônibus e outros quase que desconhecido pela população de Manaus, como o MyFunCity, premiado pela ONU como a Melhor Plataforma de Cidadania. No entanto, segundo Nascimento, a estratégia dos candidatos em prometer administrar a cidade por meio de aplicativos é puro ilusionismo para desviar a atenção da população.
Ele explica que, no mundo do circo e da política o ilusionismo é uma ‘ferramenta’ de trabalho. “O mágico usa do ilusionismo para desviar a atenção da plateia para, aí então, fazer a sua mágica. Na gestão pública, os governantes fazem o mesmo para iludir os eleitores. Já se prometeu a Nova Veneza, o BRT, as Creches etc. Nada se cumpriu e as eleições acontecem de novo, tempos de novas promessas”, criticou o cientista social. Para ele, os aplicativos têm sentido quando existem serviços públicos oferecidos. 
“Ele é meio de acesso àquele serviço, não a solução porque ele não faz nada”, insiste.

Nascimento diz ainda que temos que ter uma cidade governada de modo democrática, plural e pública, com orçamento e prestações de contas transparentes. “Um aplicativo útil seria aquele que pudesse nos informar onde e como aquele dinheiro está sendo aplicado pelo prefeito local. Outro desafio é o feedback. Não basta se ter um app que critique e aponte para os problemas se a gestão pública não for ágil em sua resolução”. No Portal da Transparência do governo federal já é possível se cadastrar para receber informações sobre o uso do dinheiro público.
Para ele, os aplicativos podem sim qualificar a gestão pública. “Imaginemos um app que permita ao usuário agendar sua consulta médica e receber alertas quanto ao dia e horário que deverá estar no posto de saúde ou um que informe aos pais que seu filho está enfrentando dificuldades em português ou matemática e receba orientações de como deverá ajudar seu filho em exercícios em casa? ”, assinala.

De acordo com o cientista social,  os app não são itens essenciais nos planos de governo dos candidatos e sim as propostas de ação que enfrentem as reais dificuldades de uma população. “Uma cidade vive sem um app mas não vai longe sem creches para suas crianças ou um sistema de transporte público digno e eficiente, com preços justos. Uma administração municipal pode adotar vários aplicativos inteligentes mas se não implantar um sistema de coleta de lixo da orla da cidade, onde vivem mais de 200 mil pessoas será sempre uma cidade poluída e excludente”, sentencia Nascimento.

Cupons falsos da McDonald's enviados por WhatsApp, sao os novos ataques dos cibercriminosos

Realmente o WhatsApp é um prato cheio para pessoas mal intensionadas. Nesses últimos dias, muitos usuários da plataforma foram alvos de ataques através arquivos e links enviados a usuários específicos ou grupos.
 
Isso lembra aqueles ataques de cavalo de tróia, que virou até filme. Quando o Santo é grande, desconfie mesmo. A dica é, nunca aceite arquivos ou muito menos execute aplicativos dos quais você não conhece a procedência e principalmente não aceite aquilo que voce não pediu.
Nesse novo ataque, o usuário recebe a mensagem de um contato conhecido ou de um de seus grupos no aplicativo, que o convida a participar de uma promoção.
Ao clicar no link do falso cupom de R$ 500, a vítima é direcionada para uma página com a imagem do McDonald's, que solicita o compartilhamento do link com ao menos 10 amigos via WhatsApp.
Em seguida, o usuário é orientado a fazer o cadastro em sites maliciosos que efetuam cobranças indevidas e baixam apps que podem infectar o smartphone. Fique alerta. 

Conheça aplicativos criados na Região Norte úteis para o dia a dia


Foto: Reprodução/Shutterstock