Com o retorno dos pesquisadores que foram à Serra do Aracá, no Amazonas, milhares de espécimes coletados passarão por triagem, depósito em acervos científicos e investigações detalhadas.
Experimentos com diferentes espécies de rãs comprovam que a capacidade de acumular alcaloides a partir de suas presas não surgiu de um salto evolutivo, mas em estágios distintos de adaptação fisiológica.
Equipe de 16 pesquisadores passou 19 dias investigando a biodiversidade de ecossistemas de altitude no norte do Amazonas, na Serra do Aracá. Análises de saúde ambiental também faz parte da expedição.
Estudo mostra que região centro-norte, distante do arco do desmatamento, tem avanço mais rápido de temperaturas extremas e déficit hídrico, enquanto no sul da Amazônia o aquecimento médio acelera.
Com acampamentos montados a 850 a 1.260 metros de altitude, pesquisadores saem em busca de plantas e animais que habitam o topo dos tepuis, no Parque Estadual da Serra do Aracá, em Barcelos.
Os cientistas descobriram que áreas onde há desmatamento há mais tempo concentram maior abundância de mosquitos-palha, transmissores do protozoário do gênero Leishmania.