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Arte

Amazonense faz sucesso na internet ao criar chaveiros em biscuit de X-Caboquinho e Tapioca de Tucumã

A artesã Letícia Misna criou os chaveiros apenas para presentear, mas a repercussão foi tão grande que hoje é sua principal fonte de renda


Quando criança, a massinha de modelar compõe o cenário lúdico de nossas brincadeiras. Passamos a exercer a criatividade a partir da modelagem e misturas de cores, sensações e cheiros, ativando bem parte de nossos orgãos do sentido. E, ao crescermos, deixamos de lado algumas dessas atividades, ou pelo menos, a maioria das pessoas deixam. No entanto, a estudante de jornalismo Letícia Misna, de 22 anos, não deixou e continuou a brincadeira.

E o que era apenas brincadeira de criança, se transformou em fonte de renda. "Foi por acaso. Eu sempre gostei de brincar com massinha de modelar, até depois de grande. Em 2016, fiz o chapéu seletor e o bolo do Hagrid, de Harry Potter, e achei uma pena eles não endurecerem, porque gostei tanto do resultado que não queria que eles se desfizessem. Daí pensei em comprar uma massa de biscuit e fazer esse tipo de coisa, que são minhas referências de filmes, livros e séries, pra colocar nas prateleiras do meu quarto, como alternativa ao preço dos produtos originais que são bem caros", conta Letícia.
 
Foto: Divulgação
 
Quando Letícia resolveu presentear as pessoas com os bonequinhos de biscuit (porcelana fria), o que começou como hobby, ganhou proporções maiores e as encomendas começaram a surgir.

"Na despedida do meu último estágio, fiz um chaveiro de biscuit, no formato de uma tapioca com tucumã, e dei de presente para minha chefa. Fiz uma foto e postei na internet, e o retorno das pessoas foi instantâneo, tive vários pedidos", conta.

Após a repercussão do chaveiro de tapioca, vários outros pedido de biscuits vieram, entre eles o de x-caboquinho, pizza de tucumã, copo de açaí e, copo com farinha.
 
Foto: Divulgação
 
"Atualmente são os produtos que mais saem. Algumas pessoas estão pedindo para dar de presente aos amigos que moram em outros estados, como uma lembrancinha mais original do que estamos acostumados. Tive um pedido de uma menina que encomendou um brinco de X-Caboquinho para usar em um Congresso que participará na universidade de Havard", lembra Letícia.

O artesanato é sempre a peça chave que exprime a cultura de um povo. É o artesão que faz, modela, desenha e cria a representação daquilo que pode ser identificado como seu, de sua história, raízes e da terra. Hoje, é a principal fonte de renda da universitária, que usa as redes sociais para divulgar seus produtos.

"Os chaveiros custam 7 reais cada, mas eu sempre faço promoção pra quem compra no atacado. As pessoas podem entrar em contato comigo pelo Instagram @Biscoisas_ ou pelo número (92) 984299518", finaliza.

Biscuit

Não se tem uma definição exata do local onde surgiu o biscuit, no entanto, na Itália, uma massa chamada 'pasta di sale', era usada para modelar enfeites de mesas. No Brasil, a artesã Anna Modugno, é referência e maior divulgadora do biscuit no país, a mais de 30 anos.

A base da massa do biscuit, é basicamente composta de cola branca e amido de milho. Outros ingredientes podem ser adicionados, para melhorar textura, cheiro, e o tipo de consistência que se deseja.

 


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Amazonense faz sucesso na internet ao criar chaveiros em biscuit de X-Caboquinho e Tapioca de Tucumã

A artesã Letícia Misna criou os chaveiros apenas para presentear, mas a repercussão foi tão grande que hoje é sua principal fonte de renda

William Costa

william.costa@portalamazonia.com


Quando criança, a massinha de modelar compõe o cenário lúdico de nossas brincadeiras. Passamos a exercer a criatividade a partir da modelagem e misturas de cores, sensações e cheiros, ativando bem parte de nossos orgãos do sentido. E, ao crescermos, deixamos de lado algumas dessas atividades, ou pelo menos, a maioria das pessoas deixam. No entanto, a estudante de jornalismo Letícia Misna, de 22 anos, não deixou e continuou a brincadeira.

E o que era apenas brincadeira de criança, se transformou em fonte de renda. "Foi por acaso. Eu sempre gostei de brincar com massinha de modelar, até depois de grande. Em 2016, fiz o chapéu seletor e o bolo do Hagrid, de Harry Potter, e achei uma pena eles não endurecerem, porque gostei tanto do resultado que não queria que eles se desfizessem. Daí pensei em comprar uma massa de biscuit e fazer esse tipo de coisa, que são minhas referências de filmes, livros e séries, pra colocar nas prateleiras do meu quarto, como alternativa ao preço dos produtos originais que são bem caros", conta Letícia.
 
Foto: Divulgação
 
Quando Letícia resolveu presentear as pessoas com os bonequinhos de biscuit (porcelana fria), o que começou como hobby, ganhou proporções maiores e as encomendas começaram a surgir.

"Na despedida do meu último estágio, fiz um chaveiro de biscuit, no formato de uma tapioca com tucumã, e dei de presente para minha chefa. Fiz uma foto e postei na internet, e o retorno das pessoas foi instantâneo, tive vários pedidos", conta.

Após a repercussão do chaveiro de tapioca, vários outros pedido de biscuits vieram, entre eles o de x-caboquinho, pizza de tucumã, copo de açaí e, copo com farinha.
 
Foto: Divulgação
 
"Atualmente são os produtos que mais saem. Algumas pessoas estão pedindo para dar de presente aos amigos que moram em outros estados, como uma lembrancinha mais original do que estamos acostumados. Tive um pedido de uma menina que encomendou um brinco de X-Caboquinho para usar em um Congresso que participará na universidade de Havard", lembra Letícia.

O artesanato é sempre a peça chave que exprime a cultura de um povo. É o artesão que faz, modela, desenha e cria a representação daquilo que pode ser identificado como seu, de sua história, raízes e da terra. Hoje, é a principal fonte de renda da universitária, que usa as redes sociais para divulgar seus produtos.

"Os chaveiros custam 7 reais cada, mas eu sempre faço promoção pra quem compra no atacado. As pessoas podem entrar em contato comigo pelo Instagram @Biscoisas_ ou pelo número (92) 984299518", finaliza.

Biscuit

Não se tem uma definição exata do local onde surgiu o biscuit, no entanto, na Itália, uma massa chamada 'pasta di sale', era usada para modelar enfeites de mesas. No Brasil, a artesã Anna Modugno, é referência e maior divulgadora do biscuit no país, a mais de 30 anos.

A base da massa do biscuit, é basicamente composta de cola branca e amido de milho. Outros ingredientes podem ser adicionados, para melhorar textura, cheiro, e o tipo de consistência que se deseja.

 

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