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Música

K-pop: jovens da Amazônia se apaixonam pela música pop coreana

Na Amazônia, o K-pop ganha espaço em festas voltadas para o universo geek


K-pop é a abreviação de korean pop, ou música pop coreana, uma das vertentes musicais mais importantes na Ásia. O número de fãs do gênero musical criado na Coreia do Sul é crescente, a prova disso, é o número de visualizações que os artistas coreanos acumularam nos últimos anos. Em 2013, a canção 'Gangnam Style', de Psy, era o mais visto do mundo, com 2.894 bilhões de views, claro, que o número foi batido, mas configurou um marco para o K-pop. Na Amazônia não poderia ser diferente, os jovens apaixonados pelo ritmo da Coreia se reúnem em eventos para dançar ou compartilhar experiências.



Em Manaus, o K-pop ganha espaço em festas voltadas para o universo geek. A reportagem do Portal Amazônia conheceu o produtor de eventos, Yuri Lima, que assim como a maioria dos fãs de K-pop, conheceu o ritmo ainda na adolescência. Por causa da escassez de eventos voltados para a música pop da Coreia, ele decidiu promover encontros de fãs e a iniciativa deu certo. “A experiência foi ótima, e percebemos a necessidade de eventos de K-pop na capital, só em 2018, produzi mais de cinco festas, entre eles, o Prêmio K-pop Manaus, que visa reconhecer os grupos covers dos idols”, explicou.




Grupo 'Twice', um dos mais populares. Foto: Divulgação

Segundo Yuri, outro ponto defasado para os fãs de K-pop na Amazônia é a compra de produtos oficiais dos grupos, ele viu nesse problema uma oportunidade de negócio e abriu a 'Youth Store', loja online voltada para os amantes da música coreana.. “Infelizmente, os preços dos produtos oficiais são caros demais, ainda mais quando os correios não colaboram. Em outubro de 2017, criei uma loja online voltada para os apaixonados por K-pop, a maioria é fanmade, ou seja, objetos feitos por fãs, além disso, procuro sempre um preço bem barato, pois, sei que muito dos meus clientes dependem do dinheiro dos pais”, explicou.


Infiltrando K-pop em PVH



Outro fissurado pela musicalidade coreana é o DJ Jhon, de Porto Velho. Em 2012, o jovem teve contato com os idols coreanos, e com o passar dos anos, a paixão só aumentou. Nas redes sociais, Jhon costuma exaltar os grupos e comentar as músicas que são lançadas. "É um estilo que me chama a atenção, os instrumentais e a produção das músicas são sensacionais, sem falar nos looks maravilhosos que eles usam nos MV's", disse.


As pick-ups de Jhon agitam as mais variadas baladas da noite de Porto Velho, e apesar, da maioria dos eventos serem voltados para o Pop convencional, ele garante que coloca o público para dançar ao som de K-pop. “Geralmente, toco Blackpink, elas são queridinhas pelas pessoas, mas gosto de tocar Twice, 2ne1, Loona e Everglow”, revelou. Na opinião do DJ, a aceitação nas festas é razoável. “Muita gente é preconceituosa, porém, existe a parcela que curte e aprova”, contou.

 



Aproximando a comunidade

Para aproximar a comunidade kpopper do Pará, a jovem Natasha Pamplona criou a página 'K-pop Belém Entertainment'. “Criamos com o intuito de mostrar os trabalhos dos grupos de dança que fazem covers em Belém, além de aproximar os fãs da música coreana. Queremos que o K-pop seja bem incentivado para trazer grupos sul-coreanos para shows no Pará”, disse.


Além de divulgar vídeos e links, a página de Natasha também cria eventos voltados para fãs. “No momento temos apenas um evento oficial, o Dance Round Pará, ele envolve não só K-pop, como outros estilos de dança. Outra coisa bacana que fazemos é realizar eventos para conversarmos sobre o tema, além de assistir aos grupos covers dançando”, revelou Natasha.

 

Evento de K-pop sediado na Estação das Docas, em Belém. Foto: Divulgação


Coreografias na Venezuela


Apesar da crise humanitária, economia e social, na Venezuela, um grupo de adolescentes, fãs de K-pop, chamados 'Trainees Company', faz sucesso na internet executando covers do universo musical coreano,  como por exemplo, Twice, Blackpink, Itzy, Red Velvet, BTS, Mamamoo, entre outros. O canal oficial do 'Treinees Company' foi criado em 2013, e até a publicação desta matéria conta com mais de dois milhões de visualizações. Confira:




Uma arte difícil


O K-pop é uma mistura de ritmos, como rap, R&B, música eletrônica e hip-hop, e surgiu na Coreia na década de 90, com Seo Taiji & Boys. Os anos passaram e os idols, como ficaram conhecidos os cantores coreanos, se tornaram estrelas no oriente e ocidente. Inclusive, para se tornar membro de uma banda coreana é bem complicado, os trainees (jovens que almejam o estrelado) passam por uma cansativa rotina de ensaios e aulas, alguns tem a oportunidade de debutar, ou estrear, em realitys shows que fazem sucesso na Coreia, outros são escolhidos pelos empresários para carreira solo.


Os grupos masculinos mais populares são:

1. SHINee





2. BTS





3. Wanna One





4. EXO




5. NCT




6. WINNER




Os grupos femininos mais populares são:
  1. BLACKPINK






2. TWICE




3. IZ*ONE







4. Girls’ Generation




5. Red Velvet

6. Itzy  

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K-pop: jovens da Amazônia se apaixonam pela música pop coreana

Na Amazônia, o K-pop ganha espaço em festas voltadas para o universo geek

Diego Oliveira

jornalismo@portalamazonia.com


K-pop é a abreviação de korean pop, ou música pop coreana, uma das vertentes musicais mais importantes na Ásia. O número de fãs do gênero musical criado na Coreia do Sul é crescente, a prova disso, é o número de visualizações que os artistas coreanos acumularam nos últimos anos. Em 2013, a canção 'Gangnam Style', de Psy, era o mais visto do mundo, com 2.894 bilhões de views, claro, que o número foi batido, mas configurou um marco para o K-pop. Na Amazônia não poderia ser diferente, os jovens apaixonados pelo ritmo da Coreia se reúnem em eventos para dançar ou compartilhar experiências.



Em Manaus, o K-pop ganha espaço em festas voltadas para o universo geek. A reportagem do Portal Amazônia conheceu o produtor de eventos, Yuri Lima, que assim como a maioria dos fãs de K-pop, conheceu o ritmo ainda na adolescência. Por causa da escassez de eventos voltados para a música pop da Coreia, ele decidiu promover encontros de fãs e a iniciativa deu certo. “A experiência foi ótima, e percebemos a necessidade de eventos de K-pop na capital, só em 2018, produzi mais de cinco festas, entre eles, o Prêmio K-pop Manaus, que visa reconhecer os grupos covers dos idols”, explicou.




Segundo Yuri, outro ponto defasado para os fãs de K-pop na Amazônia é a compra de produtos oficiais dos grupos, ele viu nesse problema uma oportunidade de negócio e abriu a 'Youth Store', loja online voltada para os amantes da música coreana.. “Infelizmente, os preços dos produtos oficiais são caros demais, ainda mais quando os correios não colaboram. Em outubro de 2017, criei uma loja online voltada para os apaixonados por K-pop, a maioria é fanmade, ou seja, objetos feitos por fãs, além disso, procuro sempre um preço bem barato, pois, sei que muito dos meus clientes dependem do dinheiro dos pais”, explicou.


Infiltrando K-pop em PVH



Outro fissurado pela musicalidade coreana é o DJ Jhon, de Porto Velho. Em 2012, o jovem teve contato com os idols coreanos, e com o passar dos anos, a paixão só aumentou. Nas redes sociais, Jhon costuma exaltar os grupos e comentar as músicas que são lançadas. "É um estilo que me chama a atenção, os instrumentais e a produção das músicas são sensacionais, sem falar nos looks maravilhosos que eles usam nos MV's", disse.


As pick-ups de Jhon agitam as mais variadas baladas da noite de Porto Velho, e apesar, da maioria dos eventos serem voltados para o Pop convencional, ele garante que coloca o público para dançar ao som de K-pop. “Geralmente, toco Blackpink, elas são queridinhas pelas pessoas, mas gosto de tocar Twice, 2ne1, Loona e Everglow”, revelou. Na opinião do DJ, a aceitação nas festas é razoável. “Muita gente é preconceituosa, porém, existe a parcela que curte e aprova”, contou.

 



Aproximando a comunidade

Para aproximar a comunidade kpopper do Pará, a jovem Natasha Pamplona criou a página 'K-pop Belém Entertainment'. “Criamos com o intuito de mostrar os trabalhos dos grupos de dança que fazem covers em Belém, além de aproximar os fãs da música coreana. Queremos que o K-pop seja bem incentivado para trazer grupos sul-coreanos para shows no Pará”, disse.


Além de divulgar vídeos e links, a página de Natasha também cria eventos voltados para fãs. “No momento temos apenas um evento oficial, o Dance Round Pará, ele envolve não só K-pop, como outros estilos de dança. Outra coisa bacana que fazemos é realizar eventos para conversarmos sobre o tema, além de assistir aos grupos covers dançando”, revelou Natasha.

 

Coreografias na Venezuela


Apesar da crise humanitária, economia e social, na Venezuela, um grupo de adolescentes, fãs de K-pop, chamados 'Trainees Company', faz sucesso na internet executando covers do universo musical coreano,  como por exemplo, Twice, Blackpink, Itzy, Red Velvet, BTS, Mamamoo, entre outros. O canal oficial do 'Treinees Company' foi criado em 2013, e até a publicação desta matéria conta com mais de dois milhões de visualizações. Confira:




Uma arte difícil


O K-pop é uma mistura de ritmos, como rap, R&B, música eletrônica e hip-hop, e surgiu na Coreia na década de 90, com Seo Taiji & Boys. Os anos passaram e os idols, como ficaram conhecidos os cantores coreanos, se tornaram estrelas no oriente e ocidente. Inclusive, para se tornar membro de uma banda coreana é bem complicado, os trainees (jovens que almejam o estrelado) passam por uma cansativa rotina de ensaios e aulas, alguns tem a oportunidade de debutar, ou estrear, em realitys shows que fazem sucesso na Coreia, outros são escolhidos pelos empresários para carreira solo.


Os grupos masculinos mais populares são:

1. SHINee





2. BTS





3. Wanna One





4. EXO




5. NCT




6. WINNER




Os grupos femininos mais populares são:
  1. BLACKPINK






2. TWICE




3. IZ*ONE







4. Girls’ Generation




5. Red Velvet

6. Itzy  

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