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Abrahim Baze

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Abrahim Baze

Rosalie Esther Benchimol: Uma mulher além de seu tempo

Nascida em Nova York, Rosalie começou suas atividades no magistério na Amazônia, lecionou inglês na Escola técnica nacional e no colégio Sólon de Lucena


Rosalie Esther Benchimol nasceu em 13 de abril de 1936, na cidade de Nova York. Filha amorosa e dedicada do casal Ruth e Jack Krinsky, aos nove anos de idade já mostrou sua fibra, afinal, teve que apoiar sua mãe na criação da irmã mais nova, Charlotte de apenas dois anos, tendo em vista a perda prematura de seu pai e a necessidade premente de sua mãe ausentar-se para trabalhar e trazer o sustendo da família.

 
 
Foto: Acervo/Família
 
Seu nome verdadeiro era Rose Esther Krinsky, exatamente como se chamava sua vó materna. Quando em vida sempre relatava a família um episódio curioso que a fez adotar seu nome de Rosalie, fato ocorrido no momento da primeira matrícula escolar seu tio a apresentou carinhosamente como Rosala, apelido da pequena Rose. O funcionário da escola concluiu ser Rosalie o nome de fato e este a acompanhou por toda sua trajetória escolar, que somente muito mais tarde, seus filhos tomaram conhecimento dessa preciosa e singela memória. 

Realizou seus primeiros estudos no PS 152 Gwendolyn Alleyne School e o ensino médio na Hunter High School. Mais tarde, formou-se em Ciências pela Hunter College oh the City University of New York e, finalmente na University of New Mexico, terminando seu mestrado em Paleontologia no ano de 1958.

O destino haveria de trazê-la para a Amazônia. Foi no período de estudos de pós-graduação que conheceu o jovem Saul Benchimol. Ele advogado formado pela Universidade Federal do Amazonas encontrava-se nos Estados Unidos como bolsista da Fullbright Scholarship na mesma University of New Mexico e depois em Yale, onde obteve o título de mestrado era o ano de 1959. Da formação superior, emergiu o acadêmico, o intelectual e fundador e primeiro presidente do Clube da Madrugada, que muito contribuiu para fundação da Faculdade de Ciências Econômicas do Amazonas nos de 1960.

 
 
Foto: Acervo/Família
 
 
Foto: Acervo/Família
 
Amor a primeira vista, casaram-se em Las Vegas no dia 12 de maio de 1959. Eram neste período, estudantes universitários e naturalmente não havia possibilidade de uma rica cerimonia matrimonial. A noiva, entretanto, ao chegar à Sinagoga Beth Sholam, deparou-se com belíssima declaração, flores por toda parte, mobiliário disposto elegantemente, tapetes estendidos em sua glória, luzes cuidadosamente distribuídas, enfim, o ambiente preparado para a ocasião em toda sua grandeza. De fato, naquele mesmo dia na mesma Sinagoga, um pouco antes, casaram-se Elizabeth Taylor e Eddie Fisher! 

Casados forma viver em Conneticutt, New Haven. A experiência do casal nos Estados Unidos, entretanto, não seria por muito tempo. Logo após ela engravidou e a deu a luz sua primeira filha. Em Manaus a empresa crescia e a família de Saul estimulou sua volta ao Brasil, a fim de participar da mais recente atividade empresarial do grupo Fogás/Bemol. 

 
 
Foto: Acervo/Família
 
A família naturalmente mudou-se para Manaus, recebidos que foram com entusiamo por todos muito especialmente pelos seus pais, Isaac e Nina Benchimol e, com o afago de todos seus irmãos. Para p casal Isaac e Nina era a chegada de uma filha, para a cunhada Alice uma grande irmã. As lembranças da chegada e da amizade decorrente são narradas por Nora Benchimol Minev.

“… Lembro-me do dia que há conheci preparamos com esmero a casa para receber tio Saul, tia Rosalie e Débora. Moraram conosco até encontrar residência definitiva na cidade. O convívio garantiu a aproximação e tempos depois frequentei assiduamente sua casa para as aulas de inglês, mais tarde foi também minha professora de Geologia na Universidade Federal do Amazonas. Seu marcante jeito de ensinar tornou-se para mim inesquecível, os cálculos entre os planetas e os nossos rios e minerais. De uma simples estante surgiram fosseis, atrativos, prontos para serem visitados e cuja mestra adorava compartilhar tais conhecimentos. 

Americana, trouxe seus hábitos ao novo país e entre eles, o amor por filmes de ficção científica. Essa característica cobriu-lhe de atividade e imaginação. Tia Rosalie foi, sobretudo, minha professora pescaria! Como anfitriã da diversão e do lazer. Organizou e acolheu em suas pescarias gente do mundo todo, no Igaratim Açú e no Umuarama. Fomos parceiras de canoa diversos anos. Deixou a marca de eterna campeã quando em uma única manhã a canoa liderada por ela pescou mais de vinte tucunarés. A noite eramos companheiras de rummikub, nosso passatempo preferido. Não nos cansávamos de jogar. 

Amava as festas judaicas e caprichava na simbologia, todos os anos reunia em sua casa as mulheres da família para juntas preparar a charrosset, um símbolo da Páscoa Judaica. Além de reunir, ela fazia questão de enviá-la para festa da Hebraica e para toda família, Essas lembranças são parte de minha história.”

Rosalie Esther Benchimol era uma mulher de fibra, inteligente e de um coração generoso, esposa exemplar e uma mãe excepcional. Como mãe não poupou esforços para educar os filhos. Seus filhos Debora, Jonathan, Ari e Benjamim, já lhe deram netos e bisnetos. 

Na sua trajetória profissional começou suas atividades no magistério, lecionou inglês na Escola técnica nacional e no colégio Sólon de Lucena, isso por um longo período. A criação do Curso de Licenciatura de Geociências na Faculdade de Letras da Universidade do Amazonas foi a oportunidade esperada para ser professora de Geologia. Nessa atividade realizou diversos trabalhos, destacando-se a pesquisa em Paleontologia no interior do Estado do Amazonas, principalmente no Rio Purus até o Rio Acre, como até o Rio Juruá nas proximidades do município de Eirunepé.
   
 
Foto: Acervo/Família
 
Foram muitas as expedições realizadas, algumas com a colaboração do Departamento Nacional de Produção Mineral e outras tantas com os próprios recursos. Sua dedicação a Paleontologia permitiu encontrar fósseis valiosos, provando que existia no Amazonas Mastodonte, mamífero pré-histórico que viveu no fim do terciário e começo do quaternário, extinto a quase dez mil anos. Essa descoberta partiu de evidências deixadas por arcadas dentárias descobertas na região do Purus. Com a mesma equipe foram localizadas colunas vertebrais de outros animais extintos que viveram na Amazônia a milhões de anos atrás, foi realmente uma pesquisadora de admirável dedicação. 

Essa mestra que o Amazonas muito deve através de suas pesquisas participou de vários congressos nacionais e internacionais, tendo promovido inclusive parcerias com pesquisadores estrangeiros e instituições internacionais que fizeram parte de sua trajetória acadêmica.

Com os alunos realizava atividade de campo para complementar a sala de aula, provas longas e razoavelmente difíceis, era a sua estratégia adotada para assegurar que os alunos estudassem com profundidade o conteúdo ministrado.
  Sua ex-aluna Judith dos Santos Ferreira assim nos dá o seu relato:

“… A qualidade e conhecimentos profissionais eram inegáveis, nas atitudes, assídua, pontual, criativa, líder, cuidadosa e motivadora. Nos valores prevaleciam a ética, a corresponsabilidade e alteridade. 

Mesmo com forte nome familiar, envolvia-se vividamente com seu trabalho, cobria-se de atitudes simples para realizar o ensino-aprendizagem eficaz, aberta ao aprendizado acolhia sempre bem as sugestões de seus alunos. Foi nesse processo da troca de conhecimentos que surgiu nossa amizade. Nos trabalhos de campo, lembro-me das atividades no Rio Purus, em uma época em que havia em quantidade insetos pium durante o dia e carapanã à noite. Destacava-se sua abnegação, ao dormir vários dias de rede, em barco pequeno. 

Sua contribuição para a Universidade Federal do Amazonas, para o Departamento Nacional da Produção Mineral, para o estado e para o país foi relevante. Os materiais fósseis resultantes de projetos fazem parte do importante acervo dessas instituições. Durante uma visita técnica com alunos a uma fábrica de cimento, encontrou um fóssil de Trilobita, animal extinto do grupo dos artrópodes, que se encontra hoje no museu do DNPM no Rio de Janeiro.

Os seus ensinamentos transcenderam a academia e servem de exemplo até hoje para mim. A flor branca da paleontologia amazônica, meu amor fraterno.” 

Sua carreira acadêmica finalizou como Professora Titular da Universidade Federal do Amazonas. Sem dúvida, deixou relevante contribuição ao estudo das Ciências da Terra. 

Contribuição Social

Além de suas atividades acadêmicas, a Professora Rosalie também participava intensamente da vida social do Amazonas. Em Manaus, foi Presidente do Banco da Mulher, cujo, objetivo é incentivar as senhoras amazonenses a participar da vida econômica desse município e membro da Associação Comercial do Amazonas. Foi autora intelectual do projeto A Manaus que eu conheci. Neste projeto todas as componentes do Banco da Mulher participaram gravando seus depoimentos, cujas, despesas de gravação foram pagas pessoalmente por ela. 

 
 
Foto: Acervo/Família
 
Há quem construa na trajetória da vida, sua própria história. Rosalie  interpretou sua principal paixão, a Amazônia. Em cada instante de sua vida, buscou a dinâmica de fazer algo, algo inovador, diferente, construtivo, com tal magnitude que soube viver intimamente as trilhas dos nossos rios. 

*Este texto foi elaborado a partir das lembranças de: Abrahim Baze, Alice Benchimol, Anne Benchimol, Arí Benchimol, Benjamim Benchimol, Cley Benzecry, Débora Benchimol, Ilko Minev, Jaime Benchimol, José Rincon Ferreira, Jonathan Benchimol, Judith dos Santos Ferreira, Lilian Alvares, Nora Benchimol Minev, Saul Benchimol, Victoria Gordon.      

Rosalie Esther Benchimol: Uma mulher além de seu tempo

Nascida em Nova York, Rosalie começou suas atividades no magistério na Amazônia, lecionou inglês na Escola técnica nacional e no colégio Sólon de Lucena

Abrahim Baze

literatura@amazonsat.com.br


Rosalie Esther Benchimol nasceu em 13 de abril de 1936, na cidade de Nova York. Filha amorosa e dedicada do casal Ruth e Jack Krinsky, aos nove anos de idade já mostrou sua fibra, afinal, teve que apoiar sua mãe na criação da irmã mais nova, Charlotte de apenas dois anos, tendo em vista a perda prematura de seu pai e a necessidade premente de sua mãe ausentar-se para trabalhar e trazer o sustendo da família.

 
 
Foto: Acervo/Família
 
Seu nome verdadeiro era Rose Esther Krinsky, exatamente como se chamava sua vó materna. Quando em vida sempre relatava a família um episódio curioso que a fez adotar seu nome de Rosalie, fato ocorrido no momento da primeira matrícula escolar seu tio a apresentou carinhosamente como Rosala, apelido da pequena Rose. O funcionário da escola concluiu ser Rosalie o nome de fato e este a acompanhou por toda sua trajetória escolar, que somente muito mais tarde, seus filhos tomaram conhecimento dessa preciosa e singela memória. 

Realizou seus primeiros estudos no PS 152 Gwendolyn Alleyne School e o ensino médio na Hunter High School. Mais tarde, formou-se em Ciências pela Hunter College oh the City University of New York e, finalmente na University of New Mexico, terminando seu mestrado em Paleontologia no ano de 1958.

O destino haveria de trazê-la para a Amazônia. Foi no período de estudos de pós-graduação que conheceu o jovem Saul Benchimol. Ele advogado formado pela Universidade Federal do Amazonas encontrava-se nos Estados Unidos como bolsista da Fullbright Scholarship na mesma University of New Mexico e depois em Yale, onde obteve o título de mestrado era o ano de 1959. Da formação superior, emergiu o acadêmico, o intelectual e fundador e primeiro presidente do Clube da Madrugada, que muito contribuiu para fundação da Faculdade de Ciências Econômicas do Amazonas nos de 1960.

 
 
Foto: Acervo/Família
 
 
Foto: Acervo/Família
 
Amor a primeira vista, casaram-se em Las Vegas no dia 12 de maio de 1959. Eram neste período, estudantes universitários e naturalmente não havia possibilidade de uma rica cerimonia matrimonial. A noiva, entretanto, ao chegar à Sinagoga Beth Sholam, deparou-se com belíssima declaração, flores por toda parte, mobiliário disposto elegantemente, tapetes estendidos em sua glória, luzes cuidadosamente distribuídas, enfim, o ambiente preparado para a ocasião em toda sua grandeza. De fato, naquele mesmo dia na mesma Sinagoga, um pouco antes, casaram-se Elizabeth Taylor e Eddie Fisher! 

Casados forma viver em Conneticutt, New Haven. A experiência do casal nos Estados Unidos, entretanto, não seria por muito tempo. Logo após ela engravidou e a deu a luz sua primeira filha. Em Manaus a empresa crescia e a família de Saul estimulou sua volta ao Brasil, a fim de participar da mais recente atividade empresarial do grupo Fogás/Bemol. 

 
 
Foto: Acervo/Família
 
A família naturalmente mudou-se para Manaus, recebidos que foram com entusiamo por todos muito especialmente pelos seus pais, Isaac e Nina Benchimol e, com o afago de todos seus irmãos. Para p casal Isaac e Nina era a chegada de uma filha, para a cunhada Alice uma grande irmã. As lembranças da chegada e da amizade decorrente são narradas por Nora Benchimol Minev.

“… Lembro-me do dia que há conheci preparamos com esmero a casa para receber tio Saul, tia Rosalie e Débora. Moraram conosco até encontrar residência definitiva na cidade. O convívio garantiu a aproximação e tempos depois frequentei assiduamente sua casa para as aulas de inglês, mais tarde foi também minha professora de Geologia na Universidade Federal do Amazonas. Seu marcante jeito de ensinar tornou-se para mim inesquecível, os cálculos entre os planetas e os nossos rios e minerais. De uma simples estante surgiram fosseis, atrativos, prontos para serem visitados e cuja mestra adorava compartilhar tais conhecimentos. 

Americana, trouxe seus hábitos ao novo país e entre eles, o amor por filmes de ficção científica. Essa característica cobriu-lhe de atividade e imaginação. Tia Rosalie foi, sobretudo, minha professora pescaria! Como anfitriã da diversão e do lazer. Organizou e acolheu em suas pescarias gente do mundo todo, no Igaratim Açú e no Umuarama. Fomos parceiras de canoa diversos anos. Deixou a marca de eterna campeã quando em uma única manhã a canoa liderada por ela pescou mais de vinte tucunarés. A noite eramos companheiras de rummikub, nosso passatempo preferido. Não nos cansávamos de jogar. 

Amava as festas judaicas e caprichava na simbologia, todos os anos reunia em sua casa as mulheres da família para juntas preparar a charrosset, um símbolo da Páscoa Judaica. Além de reunir, ela fazia questão de enviá-la para festa da Hebraica e para toda família, Essas lembranças são parte de minha história.”

Rosalie Esther Benchimol era uma mulher de fibra, inteligente e de um coração generoso, esposa exemplar e uma mãe excepcional. Como mãe não poupou esforços para educar os filhos. Seus filhos Debora, Jonathan, Ari e Benjamim, já lhe deram netos e bisnetos. 

Na sua trajetória profissional começou suas atividades no magistério, lecionou inglês na Escola técnica nacional e no colégio Sólon de Lucena, isso por um longo período. A criação do Curso de Licenciatura de Geociências na Faculdade de Letras da Universidade do Amazonas foi a oportunidade esperada para ser professora de Geologia. Nessa atividade realizou diversos trabalhos, destacando-se a pesquisa em Paleontologia no interior do Estado do Amazonas, principalmente no Rio Purus até o Rio Acre, como até o Rio Juruá nas proximidades do município de Eirunepé.
   
 
Foto: Acervo/Família
 
Foram muitas as expedições realizadas, algumas com a colaboração do Departamento Nacional de Produção Mineral e outras tantas com os próprios recursos. Sua dedicação a Paleontologia permitiu encontrar fósseis valiosos, provando que existia no Amazonas Mastodonte, mamífero pré-histórico que viveu no fim do terciário e começo do quaternário, extinto a quase dez mil anos. Essa descoberta partiu de evidências deixadas por arcadas dentárias descobertas na região do Purus. Com a mesma equipe foram localizadas colunas vertebrais de outros animais extintos que viveram na Amazônia a milhões de anos atrás, foi realmente uma pesquisadora de admirável dedicação. 

Essa mestra que o Amazonas muito deve através de suas pesquisas participou de vários congressos nacionais e internacionais, tendo promovido inclusive parcerias com pesquisadores estrangeiros e instituições internacionais que fizeram parte de sua trajetória acadêmica.

Com os alunos realizava atividade de campo para complementar a sala de aula, provas longas e razoavelmente difíceis, era a sua estratégia adotada para assegurar que os alunos estudassem com profundidade o conteúdo ministrado.
  Sua ex-aluna Judith dos Santos Ferreira assim nos dá o seu relato:

“… A qualidade e conhecimentos profissionais eram inegáveis, nas atitudes, assídua, pontual, criativa, líder, cuidadosa e motivadora. Nos valores prevaleciam a ética, a corresponsabilidade e alteridade. 

Mesmo com forte nome familiar, envolvia-se vividamente com seu trabalho, cobria-se de atitudes simples para realizar o ensino-aprendizagem eficaz, aberta ao aprendizado acolhia sempre bem as sugestões de seus alunos. Foi nesse processo da troca de conhecimentos que surgiu nossa amizade. Nos trabalhos de campo, lembro-me das atividades no Rio Purus, em uma época em que havia em quantidade insetos pium durante o dia e carapanã à noite. Destacava-se sua abnegação, ao dormir vários dias de rede, em barco pequeno. 

Sua contribuição para a Universidade Federal do Amazonas, para o Departamento Nacional da Produção Mineral, para o estado e para o país foi relevante. Os materiais fósseis resultantes de projetos fazem parte do importante acervo dessas instituições. Durante uma visita técnica com alunos a uma fábrica de cimento, encontrou um fóssil de Trilobita, animal extinto do grupo dos artrópodes, que se encontra hoje no museu do DNPM no Rio de Janeiro.

Os seus ensinamentos transcenderam a academia e servem de exemplo até hoje para mim. A flor branca da paleontologia amazônica, meu amor fraterno.” 

Sua carreira acadêmica finalizou como Professora Titular da Universidade Federal do Amazonas. Sem dúvida, deixou relevante contribuição ao estudo das Ciências da Terra. 

Contribuição Social

Além de suas atividades acadêmicas, a Professora Rosalie também participava intensamente da vida social do Amazonas. Em Manaus, foi Presidente do Banco da Mulher, cujo, objetivo é incentivar as senhoras amazonenses a participar da vida econômica desse município e membro da Associação Comercial do Amazonas. Foi autora intelectual do projeto A Manaus que eu conheci. Neste projeto todas as componentes do Banco da Mulher participaram gravando seus depoimentos, cujas, despesas de gravação foram pagas pessoalmente por ela. 

 
 
Foto: Acervo/Família
 
Há quem construa na trajetória da vida, sua própria história. Rosalie  interpretou sua principal paixão, a Amazônia. Em cada instante de sua vida, buscou a dinâmica de fazer algo, algo inovador, diferente, construtivo, com tal magnitude que soube viver intimamente as trilhas dos nossos rios. 

*Este texto foi elaborado a partir das lembranças de: Abrahim Baze, Alice Benchimol, Anne Benchimol, Arí Benchimol, Benjamim Benchimol, Cley Benzecry, Débora Benchimol, Ilko Minev, Jaime Benchimol, José Rincon Ferreira, Jonathan Benchimol, Judith dos Santos Ferreira, Lilian Alvares, Nora Benchimol Minev, Saul Benchimol, Victoria Gordon.      

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