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Abrahim Baze

Evocação ao Senador Jefferson Péres

“Foi um homem que soube marcar e demarcar seu amor a Manaus, como fator inerente ao processo social e urbano da cidade que lhe servira de berço”


As cidades têm vida. Nascem, crescem e se transformam. O Senador Jefferson Péres sabia que havia um fluxo permanente de energia e força humana gerando realidade e espaço sociais. Foi um homem que soube marcar e demarcar seu amor a Manaus, como fator inerente ao processo social e urbano da cidade que lhe servira de berço.

 

Somente ele entendia a fixação dos entornos físicos e espirituais da sua cidade. Esta, sempre foi a motivação subjacente do Senador Jefferson Péres. Poucas foram as cidades que foram alvos de tanta generosidade, tanto amor e ternura e, é dessa quieta cidade de sua infância e juventude que Jefferson nos falava, ressuscitando-a trazendo-a de volta aos nossos olhos, ela mesma com sua atmosfera de então, seus tons seus costumes e sua humanidade.

 

Jefferson Péres. Foto: Acervo/Abrahim Baze

Seu talentoso trabalho de memória cobria cerca de duas décadas, a partir de meados dos anos 40 e 50, quando, Manaus, como bem relatava em seu livro era um modesto aglomerado urbano, de pouco mais de cem mil habitantes e, que estendia-se por toda uma miríade de aspectos que ele fazia questão de resgatar com sensibilidade, trazendo do esquecimento e desvalorização para luz da história e principalmente para o conhecimento dos mais jovens.

 

Quando defendia e falava do nosso patrimônio histórico, transbordava-se de encanto, esse fato pôde ser constatado ao longo de sua vida, mercê das virtudes do estilo sóbrio, escorreito, elegante, da fidelidade aos fatos e da maestria, enfim, com que compunha os amplos painéis da sua vida em Manaus, em especial, quando trazia a lume lembranças dos anos 40 e 50, com uma variedade de fatos e uma riqueza de detalhes que o tornava um sonhador sem ser nostálgico.

 

O mestre Jefferson Péres foi em vida um repositório precioso de um passado recente que, não obstante, estivera, talvez a ponto de não ser salvo.

 

Defensor ardoroso do ensino público e que falava com primazia de seus colegas de outrora. Foi sem dúvida um homem, cujo perfil, é de um monstro sagrado da moral, da intelectualidade, das letras e da política. 

 

Novos tempos são assinalados e vividos. O Clube da Madrugada já não o iluminava mais. A República do Pina, cercada de microsmos onde se reunia o que havia de mais representativo na cidade, perde seu maior talento.

 

 
Palacete da Rua Huáscar de Figueiredo 1914, foi seu primeiro o Coronel Otoniel de Lima no início da década 20 foi comprada pelo seringalista Pedro Calmon e viveu na infância e juventude o Senador José Jefferson Carpinteiro Péres. Após casar-se em 1968 voltou a morar neste imóvel. Foto: Acervo da Revista Cá & Lá/Manaus Sorriso
 

Em suma ele se foi, sua memória está eternizada em seu instante tempo. Não importa que hoje já não esteja entre nós. Não importa que, possamos tê-lo outra vez diante de nossos olhos. O que importa é que já pertence ao sol da nossa memória, ele já está incorporado para sempre entre os melhores cronistas da cidade de Manaus.

 

Bem haja, a figura imutável desse homem. Até outro dia camarada.

 

     

Evocação ao Senador Jefferson Péres

“Foi um homem que soube marcar e demarcar seu amor a Manaus, como fator inerente ao processo social e urbano da cidade que lhe servira de berço”

Abrahim Baze

literatura@amazonsat.com.br


As cidades têm vida. Nascem, crescem e se transformam. O Senador Jefferson Péres sabia que havia um fluxo permanente de energia e força humana gerando realidade e espaço sociais. Foi um homem que soube marcar e demarcar seu amor a Manaus, como fator inerente ao processo social e urbano da cidade que lhe servira de berço.

 

Somente ele entendia a fixação dos entornos físicos e espirituais da sua cidade. Esta, sempre foi a motivação subjacente do Senador Jefferson Péres. Poucas foram as cidades que foram alvos de tanta generosidade, tanto amor e ternura e, é dessa quieta cidade de sua infância e juventude que Jefferson nos falava, ressuscitando-a trazendo-a de volta aos nossos olhos, ela mesma com sua atmosfera de então, seus tons seus costumes e sua humanidade.

 

Jefferson Péres. Foto: Acervo/Abrahim Baze

Seu talentoso trabalho de memória cobria cerca de duas décadas, a partir de meados dos anos 40 e 50, quando, Manaus, como bem relatava em seu livro era um modesto aglomerado urbano, de pouco mais de cem mil habitantes e, que estendia-se por toda uma miríade de aspectos que ele fazia questão de resgatar com sensibilidade, trazendo do esquecimento e desvalorização para luz da história e principalmente para o conhecimento dos mais jovens.

 

Quando defendia e falava do nosso patrimônio histórico, transbordava-se de encanto, esse fato pôde ser constatado ao longo de sua vida, mercê das virtudes do estilo sóbrio, escorreito, elegante, da fidelidade aos fatos e da maestria, enfim, com que compunha os amplos painéis da sua vida em Manaus, em especial, quando trazia a lume lembranças dos anos 40 e 50, com uma variedade de fatos e uma riqueza de detalhes que o tornava um sonhador sem ser nostálgico.

 

O mestre Jefferson Péres foi em vida um repositório precioso de um passado recente que, não obstante, estivera, talvez a ponto de não ser salvo.

 

Defensor ardoroso do ensino público e que falava com primazia de seus colegas de outrora. Foi sem dúvida um homem, cujo perfil, é de um monstro sagrado da moral, da intelectualidade, das letras e da política. 

 

Novos tempos são assinalados e vividos. O Clube da Madrugada já não o iluminava mais. A República do Pina, cercada de microsmos onde se reunia o que havia de mais representativo na cidade, perde seu maior talento.

 

 
Palacete da Rua Huáscar de Figueiredo 1914, foi seu primeiro o Coronel Otoniel de Lima no início da década 20 foi comprada pelo seringalista Pedro Calmon e viveu na infância e juventude o Senador José Jefferson Carpinteiro Péres. Após casar-se em 1968 voltou a morar neste imóvel. Foto: Acervo da Revista Cá & Lá/Manaus Sorriso
 

Em suma ele se foi, sua memória está eternizada em seu instante tempo. Não importa que hoje já não esteja entre nós. Não importa que, possamos tê-lo outra vez diante de nossos olhos. O que importa é que já pertence ao sol da nossa memória, ele já está incorporado para sempre entre os melhores cronistas da cidade de Manaus.

 

Bem haja, a figura imutável desse homem. Até outro dia camarada.

 

     

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