Publicidade

Saúde

Home > Noticias > null

SUS: Primeira cirurgia do Norte em paciente transgênero será realizada em hospital do Pará

Em 2013, o Ministério da Saúde redefiniu e ampliou o Processo Transexualizador do SUS, com o objetivo de atender as pessoas que sofrem com a incompatibilidade de identidade de gênero

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


O Hospital Jean Bitar (HJB) vai realizar, nesta sexta-feira (26), a primeira cirurgia do Processo Transexualizador do Sistema Único de Saúde (SUS), em um hospital público do Norte do País. O procedimento será uma mastectomia (retirada de mama) de um homem transgênero.

 

O Ambulatório de Transgêneros do hospital Jean Bitar foi designado em 2017 para atender pessoas que apresentam disforia ou incongruência de gênero e, atualmente, atende 30 pacientes, com estimativa de aumento desse número nos próximos meses.

 

Foto: Arquivo/Agência Pará

O Ministério da Saúde (MS) redefiniu e ampliou o Processo Transexualizador do Sistema Único de Saúde – SUS, por meio da Portaria nº 2.803 publicada em 19 novembro de 2013, com o objetivo de atender as pessoas que sofrem com a incompatibilidade de identidade de gênero (masculino ou feminino).

 

Para o paciente Rafael Carmo, a cirurgia significa a realização de um sonho pessoal e o marco inicial para a concretização dos sonhos de outros pacientes transgêneros. "Estou muito feliz, pois estarei realizando algo muito esperado em minha vida. Isso é fruto de uma luta dos transgêneros, para que o serviço fosse implantado no nosso Estado, na nossa capital, que hoje é referência no Norte, enquanto atendimento ambulatorial aos trans. Finalmente, estamos dando esse passo tão esperado por tantas pessoas. É um momento de muita realização pessoal; uma felicidade muito grande, por se tratar não só de uma conquista minha, mas também de uma conquista coletiva", destacou o paciente.

 

De acordo com a programação do HJB, será realizada uma cirurgia por mês, entre pan-histerectomia, colocação de prótese mamária, retirada da mama (mastectomia), útero, ovários e trompas do homem trans. Os procedimentos cirúrgicos seguirão a ordem de entrada dos pacientes no programa da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (UREDIPE).

 

Atendimento

 

Segundo o MS, a assistência à população trans é estruturada pela Atenção Básica e a Atenção Especializada. A Básica refere-se à rede responsável pelo primeiro contato com o sistema de saúde, pelas avaliações médicas e encaminhamentos para tratamentos e áreas médicas mais específicas e individualizadas. A Especializada é dividida em duas modalidades: a ambulatorial (acompanhamento psicoterápico e hormonioterapia) e a hospitalar (realização de cirurgias e acompanhamento pré e pós-operatório).

 

Conforme informou Flávia Cunha, doutora em Distúrbios do Desenvolvimento Sexual (DDS) e Disforia de Gênero pela Universidade de São Paulo (USP), coordenadora do Ambulatório de Transgêneros do HJB, os pacientes que precisam do atendimento pelo SUS no Pará, contam, inicialmente, com a assistência de equipe multidisciplinar na Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (UREDIPE), que inclui serviço social, psicologia, endocrinologia, fonoaudiologia e nutrição e, após acompanhamento com tempo mínimo de 2 anos, são encaminhados ao HJB para serem preparados por equipe multidisciplinar do Hospital, para a realização dos procedimentos cirúrgicos necessários.

 

Saúde

SUS: Primeira cirurgia do Norte em paciente transgênero será realizada em hospital do Pará

Em 2013, o Ministério da Saúde redefiniu e ampliou o Processo Transexualizador do SUS, com o objetivo de atender as pessoas que sofrem com a incompatibilidade de identidade de gênero

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


O Hospital Jean Bitar (HJB) vai realizar, nesta sexta-feira (26), a primeira cirurgia do Processo Transexualizador do Sistema Único de Saúde (SUS), em um hospital público do Norte do País. O procedimento será uma mastectomia (retirada de mama) de um homem transgênero.

 

O Ambulatório de Transgêneros do hospital Jean Bitar foi designado em 2017 para atender pessoas que apresentam disforia ou incongruência de gênero e, atualmente, atende 30 pacientes, com estimativa de aumento desse número nos próximos meses.

 

Foto: Arquivo/Agência Pará

O Ministério da Saúde (MS) redefiniu e ampliou o Processo Transexualizador do Sistema Único de Saúde – SUS, por meio da Portaria nº 2.803 publicada em 19 novembro de 2013, com o objetivo de atender as pessoas que sofrem com a incompatibilidade de identidade de gênero (masculino ou feminino).

 

Para o paciente Rafael Carmo, a cirurgia significa a realização de um sonho pessoal e o marco inicial para a concretização dos sonhos de outros pacientes transgêneros. "Estou muito feliz, pois estarei realizando algo muito esperado em minha vida. Isso é fruto de uma luta dos transgêneros, para que o serviço fosse implantado no nosso Estado, na nossa capital, que hoje é referência no Norte, enquanto atendimento ambulatorial aos trans. Finalmente, estamos dando esse passo tão esperado por tantas pessoas. É um momento de muita realização pessoal; uma felicidade muito grande, por se tratar não só de uma conquista minha, mas também de uma conquista coletiva", destacou o paciente.

 

De acordo com a programação do HJB, será realizada uma cirurgia por mês, entre pan-histerectomia, colocação de prótese mamária, retirada da mama (mastectomia), útero, ovários e trompas do homem trans. Os procedimentos cirúrgicos seguirão a ordem de entrada dos pacientes no programa da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (UREDIPE).

 

Atendimento

 

Segundo o MS, a assistência à população trans é estruturada pela Atenção Básica e a Atenção Especializada. A Básica refere-se à rede responsável pelo primeiro contato com o sistema de saúde, pelas avaliações médicas e encaminhamentos para tratamentos e áreas médicas mais específicas e individualizadas. A Especializada é dividida em duas modalidades: a ambulatorial (acompanhamento psicoterápico e hormonioterapia) e a hospitalar (realização de cirurgias e acompanhamento pré e pós-operatório).

 

Conforme informou Flávia Cunha, doutora em Distúrbios do Desenvolvimento Sexual (DDS) e Disforia de Gênero pela Universidade de São Paulo (USP), coordenadora do Ambulatório de Transgêneros do HJB, os pacientes que precisam do atendimento pelo SUS no Pará, contam, inicialmente, com a assistência de equipe multidisciplinar na Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (UREDIPE), que inclui serviço social, psicologia, endocrinologia, fonoaudiologia e nutrição e, após acompanhamento com tempo mínimo de 2 anos, são encaminhados ao HJB para serem preparados por equipe multidisciplinar do Hospital, para a realização dos procedimentos cirúrgicos necessários.

 


TAG transgenerocirurgia transgenero norte