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Amazônia

Projeto busca transformar Lago Janauari em refúgio ecológico para turismo sustentável, no AM

Atualmente, a área prevista no projeto para abrigar o refúgio está inserida em duas Áreas de Proteção Ambiental, em Iranduba


O Lago Janauari poderá ser transformado em refúgio ecológico para promoção de turismo de base sustentável. O projeto da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) inclui ações para o ordenamento de turismo na região, localizada no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), garantindo o bem-estar animal e a geração de renda sustentável para as comunidades no entorno do futuro refúgio. Uma equipe da secretaria realizou expedição ao local na segunda-feira (20).

 

Atualmente, a área prevista no projeto para abrigar o refúgio está inserida em duas Áreas de Proteção Ambiental (APAs): Encontro das Águas (municipal) e Padauari-Solimões (estadual). A proposta é criar uma unidade de conservação estadual em sobreposição às APAs, levando governança e serviços públicos para moradores e visitantes. O projeto deverá contar ainda com apoio da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e da Prefeitura Municipal de Iranduba.

 

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o projeto busca aliar o ordenamento para conservação ambiental e geração de renda para o município.

 

“O objetivo é estabelecer um turismo de fato sustentável, prevendo inclusive, como é um dos grandes problemas que se tem no Lago, a questão do bem-estar animal. Queremos destacar para o turista o valor de ver os animais no seu ambiente, gozando de saúde e liberdade, ressaltar que isso faz parte do ecoturismo, e reforçar que o respeito à nossa biodiversidade é fator importante na experiência de visitar a Amazônia, sem incentivar práticas que possam ser nocivas aos animais”, declarou.

 

As comunidades no entorno do refúgio serão importantes para o ordenamento do turismo, segundo Taveira. “A área que propusemos para o refúgio não abrange as comunidades, mas elas serão parte importante no ordenamento do turismo. O projeto inclui estabelecer uma base de atendimento ao turista, estrutura que vai beneficiar também os ribeirinhos e as pessoas que já exploram o turismo na região”, ressaltou.

 

Após o levantamento técnico do potencial turístico e socioeconômico da região, serão realizadas ainda consultas públicas sobre a criação da unidade de conservação. A proposta é a criação do refúgio de maneira participativa, contando com um Conselho Consultivo, que definirá, por meio de assembleia, todos os investimentos na área.

 

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

Lago Janauari

 

O turismo no local teve início no final da década de 1960, devido à proximidade de Manaus, levando visitantes que vinham ao Amazonas para uma experiência rápida de contato com a fauna e flora amazônica. O sucesso da atividade turística motivou crescimento demográfico desordenado, com moradores oferecendo serviços de alimentação e venda de artesanato.

 

Entre os potenciais turísticos identificados pela equipe da Sema estão a observação de animais no habitat natural, trilhas na floresta e as ruínas de um seringal datado de 1859, que atualmente não compõem o roteiro turístico tradicional do local. O levantamento irá compor roteiro realizado em conjunto por especialistas da Sema e Amazonastur.

 

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

 

     

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Projeto busca transformar Lago Janauari em refúgio ecológico para turismo sustentável, no AM

Atualmente, a área prevista no projeto para abrigar o refúgio está inserida em duas Áreas de Proteção Ambiental, em Iranduba

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


O Lago Janauari poderá ser transformado em refúgio ecológico para promoção de turismo de base sustentável. O projeto da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) inclui ações para o ordenamento de turismo na região, localizada no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), garantindo o bem-estar animal e a geração de renda sustentável para as comunidades no entorno do futuro refúgio. Uma equipe da secretaria realizou expedição ao local na segunda-feira (20).

 

Atualmente, a área prevista no projeto para abrigar o refúgio está inserida em duas Áreas de Proteção Ambiental (APAs): Encontro das Águas (municipal) e Padauari-Solimões (estadual). A proposta é criar uma unidade de conservação estadual em sobreposição às APAs, levando governança e serviços públicos para moradores e visitantes. O projeto deverá contar ainda com apoio da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e da Prefeitura Municipal de Iranduba.

 

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o projeto busca aliar o ordenamento para conservação ambiental e geração de renda para o município.

 

“O objetivo é estabelecer um turismo de fato sustentável, prevendo inclusive, como é um dos grandes problemas que se tem no Lago, a questão do bem-estar animal. Queremos destacar para o turista o valor de ver os animais no seu ambiente, gozando de saúde e liberdade, ressaltar que isso faz parte do ecoturismo, e reforçar que o respeito à nossa biodiversidade é fator importante na experiência de visitar a Amazônia, sem incentivar práticas que possam ser nocivas aos animais”, declarou.

 

As comunidades no entorno do refúgio serão importantes para o ordenamento do turismo, segundo Taveira. “A área que propusemos para o refúgio não abrange as comunidades, mas elas serão parte importante no ordenamento do turismo. O projeto inclui estabelecer uma base de atendimento ao turista, estrutura que vai beneficiar também os ribeirinhos e as pessoas que já exploram o turismo na região”, ressaltou.

 

Após o levantamento técnico do potencial turístico e socioeconômico da região, serão realizadas ainda consultas públicas sobre a criação da unidade de conservação. A proposta é a criação do refúgio de maneira participativa, contando com um Conselho Consultivo, que definirá, por meio de assembleia, todos os investimentos na área.

 

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

Lago Janauari

 

O turismo no local teve início no final da década de 1960, devido à proximidade de Manaus, levando visitantes que vinham ao Amazonas para uma experiência rápida de contato com a fauna e flora amazônica. O sucesso da atividade turística motivou crescimento demográfico desordenado, com moradores oferecendo serviços de alimentação e venda de artesanato.

 

Entre os potenciais turísticos identificados pela equipe da Sema estão a observação de animais no habitat natural, trilhas na floresta e as ruínas de um seringal datado de 1859, que atualmente não compõem o roteiro turístico tradicional do local. O levantamento irá compor roteiro realizado em conjunto por especialistas da Sema e Amazonastur.

 

Foto: Ricardo Oliveira/Sema

 

     

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