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Prefeito de Barcarena diz que parte das bacias de mineradora foi construída por empresa dele

Informação foi dada à CPI da Assembleia Legislativa do Pará que investiga danos ambientais após vazamento de rejeitos

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

jornalismo@portalamazonia.com


O prefeito de Barcarena, Antonio Carlos Vilaça, revelou nesta segunda-feira (21) que parte das bacias da mineradora Hydro Alunorte foi construída por uma empresa de sua propriedade. As obras teriam sido realizadas antes de 2013, quando Vilaça ainda não era prefeito. A afirmação foi dada à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do estado do Pará (Alepa) que investiga os danos ambientais na bacia hidrográfica do Rio Pará.

De acordo com Vilaça, o município fiscalizava a utilização das bacias construídas por ele antes do mandato e não aprovou obras de ampliação supostamente realizadas pela mineradora no local. Em seu depoimento, o prefeito ainda se manifestou sobre a assistência à população logo após o transbordamento das bacias da empresa Hydro Alunorte, em fevereiro deste ano.

Segundo ele, as águas do igarapé estavam com a coloração branca e os poços de água potável tiveram que ser interditados. O município providenciou atendimento médico para os moradores e água potável.
 
Foto: Divulgação/Agência Pará
 
Além do prefeito de Barcarena, a CPI ouviu nesta segunda-feira (21) Petronilo Progênio Alves, Presidente do Grupo de Trabalho das Comunidades de Barcarena, e Valter dos Santos Freitas, Presidente da Associação da Comunidade Quilombola Gibriê Lourenço.

As lideranças comunitárias criticaram o polo industrial e acusaram a empresas de danos ambientas, bem como falta de políticas de responsabilidade social e trabalho para os moradores da região.

Na semana passada, dois diretores nacionais da empresa Hydro Alunorte prestaram depoimentos na CPI. Eles defenderam que não houve transbordamento das bacias e nem vazamento de rejeitos após a intensa chuva de fevereiro.
 
Foto: Divulgação
 
Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito consideram que algumas informações sobre os testes no solo e na água foram sonegadas pela Hydro Alunorte e cogitam pedir quebra de sigilo das correspondências eletrônicas entre os diretores. Nesta terça-feira, a CPI fará novas oitivas, mas os nomes dos depoentes ainda não foram divulgados.

A Alunorte informou que está colaborando com os parlamentares da CPI da Assembleia Legislativa do Pará e se mantém disponível para todos os esclarecimentos junto aos órgãos governamentais.

   
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Prefeito de Barcarena diz que parte das bacias de mineradora foi construída por empresa dele

Informação foi dada à CPI da Assembleia Legislativa do Pará que investiga danos ambientais após vazamento de rejeitos

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

jornalismo@portalamazonia.com


O prefeito de Barcarena, Antonio Carlos Vilaça, revelou nesta segunda-feira (21) que parte das bacias da mineradora Hydro Alunorte foi construída por uma empresa de sua propriedade. As obras teriam sido realizadas antes de 2013, quando Vilaça ainda não era prefeito. A afirmação foi dada à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do estado do Pará (Alepa) que investiga os danos ambientais na bacia hidrográfica do Rio Pará.

De acordo com Vilaça, o município fiscalizava a utilização das bacias construídas por ele antes do mandato e não aprovou obras de ampliação supostamente realizadas pela mineradora no local. Em seu depoimento, o prefeito ainda se manifestou sobre a assistência à população logo após o transbordamento das bacias da empresa Hydro Alunorte, em fevereiro deste ano.

Segundo ele, as águas do igarapé estavam com a coloração branca e os poços de água potável tiveram que ser interditados. O município providenciou atendimento médico para os moradores e água potável.
 
Foto: Divulgação/Agência Pará
 
Além do prefeito de Barcarena, a CPI ouviu nesta segunda-feira (21) Petronilo Progênio Alves, Presidente do Grupo de Trabalho das Comunidades de Barcarena, e Valter dos Santos Freitas, Presidente da Associação da Comunidade Quilombola Gibriê Lourenço.

As lideranças comunitárias criticaram o polo industrial e acusaram a empresas de danos ambientas, bem como falta de políticas de responsabilidade social e trabalho para os moradores da região.

Na semana passada, dois diretores nacionais da empresa Hydro Alunorte prestaram depoimentos na CPI. Eles defenderam que não houve transbordamento das bacias e nem vazamento de rejeitos após a intensa chuva de fevereiro.
 
Foto: Divulgação
 
Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito consideram que algumas informações sobre os testes no solo e na água foram sonegadas pela Hydro Alunorte e cogitam pedir quebra de sigilo das correspondências eletrônicas entre os diretores. Nesta terça-feira, a CPI fará novas oitivas, mas os nomes dos depoentes ainda não foram divulgados.

A Alunorte informou que está colaborando com os parlamentares da CPI da Assembleia Legislativa do Pará e se mantém disponível para todos os esclarecimentos junto aos órgãos governamentais.

   

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