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"Mercado e-commerce está crescendo, mas ainda há espaço para o varejo", diz Jaime Benchimol

Mesmo com 14% mais barato nos preços de produtos vendidos na internet, o varejo ainda tem diferencial na hora da compra

William Costa

william.costa@portalamazonia.com


O consumo via e-commerce, que é o comércio eletrônico pela internet, tem aumentado no Brasil, e os varejistas precisam estar atentos a essa nova modalidade de vendas, e de alguma forma se inserir nesse contexto para ser competitivo. Sobre o assunto, o empresário amazonense Jaime Benchimol falou à lojistas de Manaus, nesta terça-feira (23), em um evento realizado no Amazonas Shopping.

 

Jaime lembra que as vendas pela internet estão aumentando a cada ano e já representam percentuais altos no comércio de alguns produtos, e que, no momento em que o WhatsApp adicionar a funcionalidade de compras, esse número vai disparar.
 

   
Foto: William Costa/Portal Amazônia
 

 

“No Brasil, atualmente, jogos e brinquedos, tem 29% de vendas pela internet, eletrônicos, 20%, utilidades domésticas, 10%, roupas, 4%, itens de uso pessoal e beleza, 3%, e assim em diante. Tem produtos que as vendas já representam quase que totalmente pela internet, como os CDs, livros, músicas, em que a penetração é acima de 70%, além de outras áreas, como a bancária e passagens aéreas”, conta.

 

O potencial de penetração de vendas a partir da internet nos próximos anos vai aumentar, mas, para Jaime, ainda não se sabe em quanto tempo.

 

“Uma parte de nossos negócios vai migrar para o varejo online. Na China, o tempo de eficiência, por exemplo, na maior empresa de e-commerce, é ter um estoque para apenas 37 dias, e entrega com cerca de 2 dias de prazo, em 90% das vendas, isso representa melhor eficiência, já aqui no Brasil ainda não temos essa eficiência toda, até em função da logística, as maiores, por exemplo, tem um grau de 87 dias de estoque, e a demora de mais dias na entrega, isso mostra a ineficiência, e  isso no Norte do Brasil são números maiores ainda, e é uma sorte para o varejista terrestre, pois esse prazo e o custo do frete nos dá uma maior segurança”, conta.

 

Jaime também ressaltou as fragilidades do e-commerce, como a demora na entrega, o custo do frete, a limitação sensorial, a falta de interação humana, de fidelização, as práticas são padronizas, garantias e assistência técnica limitada e pagamentos também limitados.

 

“Nas lojas terrestres, podemos melhorar nossa relação com o clientes, mesmo no e-comnmerce sendo, geralmente, 14% mais barato, termos produtos a pronta entrega, podermos deixar o cliente experimentar os produtos, nossos vendedores explicando as características dos produtos, a customização, as facilidades de trocas e darmos a oportunidade diversificada no pagamento. Precisamos aproveitar essas lacunas que o e-commerce ainda deixa”, pontua Jaime.

     
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"Mercado e-commerce está crescendo, mas ainda há espaço para o varejo", diz Jaime Benchimol

Mesmo com 14% mais barato nos preços de produtos vendidos na internet, o varejo ainda tem diferencial na hora da compra


O consumo via e-commerce, que é o comércio eletrônico pela internet, tem aumentado no Brasil, e os varejistas precisam estar atentos a essa nova modalidade de vendas, e de alguma forma se inserir nesse contexto para ser competitivo. Sobre o assunto, o empresário amazonense Jaime Benchimol falou à lojistas de Manaus, nesta terça-feira (23), em um evento realizado no Amazonas Shopping.

 

Jaime lembra que as vendas pela internet estão aumentando a cada ano e já representam percentuais altos no comércio de alguns produtos, e que, no momento em que o WhatsApp adicionar a funcionalidade de compras, esse número vai disparar.
 

   
Foto: William Costa/Portal Amazônia
 

 

“No Brasil, atualmente, jogos e brinquedos, tem 29% de vendas pela internet, eletrônicos, 20%, utilidades domésticas, 10%, roupas, 4%, itens de uso pessoal e beleza, 3%, e assim em diante. Tem produtos que as vendas já representam quase que totalmente pela internet, como os CDs, livros, músicas, em que a penetração é acima de 70%, além de outras áreas, como a bancária e passagens aéreas”, conta.

 

O potencial de penetração de vendas a partir da internet nos próximos anos vai aumentar, mas, para Jaime, ainda não se sabe em quanto tempo.

 

“Uma parte de nossos negócios vai migrar para o varejo online. Na China, o tempo de eficiência, por exemplo, na maior empresa de e-commerce, é ter um estoque para apenas 37 dias, e entrega com cerca de 2 dias de prazo, em 90% das vendas, isso representa melhor eficiência, já aqui no Brasil ainda não temos essa eficiência toda, até em função da logística, as maiores, por exemplo, tem um grau de 87 dias de estoque, e a demora de mais dias na entrega, isso mostra a ineficiência, e  isso no Norte do Brasil são números maiores ainda, e é uma sorte para o varejista terrestre, pois esse prazo e o custo do frete nos dá uma maior segurança”, conta.

 

Jaime também ressaltou as fragilidades do e-commerce, como a demora na entrega, o custo do frete, a limitação sensorial, a falta de interação humana, de fidelização, as práticas são padronizas, garantias e assistência técnica limitada e pagamentos também limitados.

 

“Nas lojas terrestres, podemos melhorar nossa relação com o clientes, mesmo no e-comnmerce sendo, geralmente, 14% mais barato, termos produtos a pronta entrega, podermos deixar o cliente experimentar os produtos, nossos vendedores explicando as características dos produtos, a customização, as facilidades de trocas e darmos a oportunidade diversificada no pagamento. Precisamos aproveitar essas lacunas que o e-commerce ainda deixa”, pontua Jaime.

     

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