Cidades

Jovem desaparece no Acre e deixa 14 livros escritos à mão

Após sete dias do desaparecimento do estudante Bruno Borges, a família afirma que começa a entender as atitudes do jovem

Portal Amazônia, com informações do G1 Acre

jornalismo@portalamazonia.com


Um caso no mínimo misterioso está deixando os rios-branquenses com a pulga atrás da orelha. Desde a última segunda-feira (27) o estudante de psicologia Bruno Borges, 24, está desaparecido. Sem rastros, o jovem deixou para trás 14 livros escritos à mão, alguns escritos nas paredes, teto e no chão. Todas as obras - identificadas por número romanos- criptografadas.
 

 

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

 

A mãe de Bruno, a psicóloga Denise Borges, conversou com a equipe do G1 Acre e falou sobre o desaparecimento do estudante. Segundo ela, no dia em que Bruno sumiu, seu comportamento estava normal. Já o empresário Athos Borges, pai de Bruno, foi a última pessoa a vê-lo. “Eu deixei ele na esquina de casa e dali eu fui embora. Ele falou até mais pai, e a partir dali a gente não teve mais notícia”, falou.

No quarto de Bruno, a porta  foi mantida trancada por 24 dias. No lugar de móveis, o jovem colocou uma estátua do filósofo Giordono Bruno (1548-1600), orçada em R$ 7 mil, e 14 livros escritos à mão. "Eu entrei lá e não vi a cama, não vi nada, só vi aquilo tudo. Naquele momento eu vi que o Bruno tinha ido embora", conta Athos.

Segundo Denise e Athos, a mudança no quarto de bruno aconteceu quando eles viajavam de férias. Nesse período, o jovem ficou com os dois irmãos em casa. “Ele falava que era o projeto dele, eu questionava ele porque eu, como irmã, não poderia saber o que era o projeto e ele me disse que iria contar em duas semanas. As pessoas questionam o motivo de eu não abrir a porta, mas o Bruno é um adulto e tem a privacidade dele, me incomodava, mas eu não podia arrombar a porta”, revelou Gabriela Borges, irmã de Bruno.
 

 

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

 

Após sete dias do desaparecimento de Bruno, a família afirma que começa a entender as atitudes do jovem. “Se ele abrisse a porta do quarto e nos chamasse para ver, eu iria chorar até 'morrer', chamar a ambulância e mandar internar. Ele sabia o que nós faríamos. Talvez tenha ido embora para que chegássemos a esse esclarecimento. Talvez tenha tentando patentear, não tenha conseguido, e  criou uma linguagem própria ou talvez a obra tenha sido feita para ser lida por quem tem uma inteligência além”, especula Denise.

Os pais de Bruno procuram um especialista para ajudar  a decifrar as criptografias dos livros. “Como mãe, tenho medo dele estar no tempo ou sem comer. Como psicóloga, sei que se a pessoa ficar muito tempo sem se alimentar pode entrar em um surto. Estou preocupada, mas nessas horas o que pode alentar é joelho no chão e Deus. Existe tanta oração por ele, que o vejo coberto de luz divina”, acrescentou a mãe de Bruno.


*Com informações do G1 Acre


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Jovem desaparece no Acre e deixa 14 livros escritos à mão

Após sete dias do desaparecimento do estudante Bruno Borges, a família afirma que começa a entender as atitudes do jovem

Portal Amazônia, com informações do G1 Acre

jornalismo@portalamazonia.com


Um caso no mínimo misterioso está deixando os rios-branquenses com a pulga atrás da orelha. Desde a última segunda-feira (27) o estudante de psicologia Bruno Borges, 24, está desaparecido. Sem rastros, o jovem deixou para trás 14 livros escritos à mão, alguns escritos nas paredes, teto e no chão. Todas as obras - identificadas por número romanos- criptografadas.
 

 

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

 

A mãe de Bruno, a psicóloga Denise Borges, conversou com a equipe do G1 Acre e falou sobre o desaparecimento do estudante. Segundo ela, no dia em que Bruno sumiu, seu comportamento estava normal. Já o empresário Athos Borges, pai de Bruno, foi a última pessoa a vê-lo. “Eu deixei ele na esquina de casa e dali eu fui embora. Ele falou até mais pai, e a partir dali a gente não teve mais notícia”, falou.

No quarto de Bruno, a porta  foi mantida trancada por 24 dias. No lugar de móveis, o jovem colocou uma estátua do filósofo Giordono Bruno (1548-1600), orçada em R$ 7 mil, e 14 livros escritos à mão. "Eu entrei lá e não vi a cama, não vi nada, só vi aquilo tudo. Naquele momento eu vi que o Bruno tinha ido embora", conta Athos.

Segundo Denise e Athos, a mudança no quarto de bruno aconteceu quando eles viajavam de férias. Nesse período, o jovem ficou com os dois irmãos em casa. “Ele falava que era o projeto dele, eu questionava ele porque eu, como irmã, não poderia saber o que era o projeto e ele me disse que iria contar em duas semanas. As pessoas questionam o motivo de eu não abrir a porta, mas o Bruno é um adulto e tem a privacidade dele, me incomodava, mas eu não podia arrombar a porta”, revelou Gabriela Borges, irmã de Bruno.
 

 

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

 

Após sete dias do desaparecimento de Bruno, a família afirma que começa a entender as atitudes do jovem. “Se ele abrisse a porta do quarto e nos chamasse para ver, eu iria chorar até 'morrer', chamar a ambulância e mandar internar. Ele sabia o que nós faríamos. Talvez tenha ido embora para que chegássemos a esse esclarecimento. Talvez tenha tentando patentear, não tenha conseguido, e  criou uma linguagem própria ou talvez a obra tenha sido feita para ser lida por quem tem uma inteligência além”, especula Denise.

Os pais de Bruno procuram um especialista para ajudar  a decifrar as criptografias dos livros. “Como mãe, tenho medo dele estar no tempo ou sem comer. Como psicóloga, sei que se a pessoa ficar muito tempo sem se alimentar pode entrar em um surto. Estou preocupada, mas nessas horas o que pode alentar é joelho no chão e Deus. Existe tanta oração por ele, que o vejo coberto de luz divina”, acrescentou a mãe de Bruno.


*Com informações do G1 Acre

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