Meio Ambiente

Força-tarefa encontra garimpos ilegais no Amazonas

A força-tarefa fez a operação, entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro, para coibir a atividade garimpeira ilegal

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

jornalismo@portalamazonia.com


Uma operação para coibir a atividade de garimpo ilegal Rio Jandiatuba, no Amazonas, feita por uma força-tarefa do Ministério Público Federal, Exército e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou 16 dragas (equipamentos de extração utilizados na mineração) em funcionamento. Devido ao baixo nível do rio provocado pela estiagem, a fiscalização só conseguiu chegar até cinco dragas, todas sem documentação.

A força-tarefa fez a operação, entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro, para coibir a atividade garimpeira ilegal que tem avançado sobre a região do Rio Jandiatuba, no município de São Paulo de Olivença (AM), a 988 quilômetros de Manaus, e nas proximidades da fronteira com a Colômbia.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (6) pelo MPF. Um sobrevoo na área identificou 16 dragas em funcionamento e uma equipe foi deslocada de barco para identificar os responsáveis. De acordo com o procurador da República em Tabatinga (AM), Alexandre Aparizi, as ações na região também são resultado de denúncias dos próprios moradores e da Fundação Nacional do Índio (Funai) por causa da presença dos garimpos em terras indígenas onde vivem, inclusive, indígenas isolados.

 

 

 

Foto: Divulgação/MPF

 


“O MPF tem um inquérito civil há mais ou menos três anos sobre a extração ilegal de ouro no Rio Jandiatuba. Sempre chega informações sobre o garimpo ilegal e situações de violência contra a população. A própria questão do mercúrio, que é utilizado para fazer separação do ouro e vai parar no rio. Existe uma terra indígena lá, então a gente recebe muitas denúncias da própria Funai”, explicou o procurador.

Dragas destruídas

Segundo Ministério Público Federal, quatro máquinas foram destruídas e uma foi apreendida após a retirada das pessoas que trabalhavam na área. Elas foram orientadas a denunciarem represálias dos responsáveis pelas dragas, que não costumam ficar nesses locais. Cada draga custa, aproximadamente, R$ 1 milhão.

 


“A destruição é criticada por alguns, é como se fosse um último instrumento a ser utilizado, mas, naquelas circunstâncias, obedecia aos requisitos da lei. Se você vai no meio do rio, multa o garimpeiro ou se faz a apreensão da draga e deixa o garimpeiro como depositário da draga, ela não vai parar. Ela vai continuar operando. É um negócio muito lucrativo”, disse Aparizi.

O procurador informou que um relatório final da ação está sendo elaborado pelo Ibama e vai trazer as informações sobre outras apreensões, multas e pessoas envolvidas na atividade ilegal.

Novas operações serão feitas no curso do Rio Jandiatuba para retirar os equipamentos que ficaram e mapear outros possíveis locais de garimpo ilegal. “Todo mundo tem um papel fundamental, as instituições estão em sintonia”, disse o procurador.


Meio Ambiente

Força-tarefa encontra garimpos ilegais no Amazonas

A força-tarefa fez a operação, entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro, para coibir a atividade garimpeira ilegal

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

jornalismo@portalamazonia.com


Uma operação para coibir a atividade de garimpo ilegal Rio Jandiatuba, no Amazonas, feita por uma força-tarefa do Ministério Público Federal, Exército e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou 16 dragas (equipamentos de extração utilizados na mineração) em funcionamento. Devido ao baixo nível do rio provocado pela estiagem, a fiscalização só conseguiu chegar até cinco dragas, todas sem documentação.

A força-tarefa fez a operação, entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro, para coibir a atividade garimpeira ilegal que tem avançado sobre a região do Rio Jandiatuba, no município de São Paulo de Olivença (AM), a 988 quilômetros de Manaus, e nas proximidades da fronteira com a Colômbia.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (6) pelo MPF. Um sobrevoo na área identificou 16 dragas em funcionamento e uma equipe foi deslocada de barco para identificar os responsáveis. De acordo com o procurador da República em Tabatinga (AM), Alexandre Aparizi, as ações na região também são resultado de denúncias dos próprios moradores e da Fundação Nacional do Índio (Funai) por causa da presença dos garimpos em terras indígenas onde vivem, inclusive, indígenas isolados.

 

 

 

Foto: Divulgação/MPF

 


“O MPF tem um inquérito civil há mais ou menos três anos sobre a extração ilegal de ouro no Rio Jandiatuba. Sempre chega informações sobre o garimpo ilegal e situações de violência contra a população. A própria questão do mercúrio, que é utilizado para fazer separação do ouro e vai parar no rio. Existe uma terra indígena lá, então a gente recebe muitas denúncias da própria Funai”, explicou o procurador.

Dragas destruídas

Segundo Ministério Público Federal, quatro máquinas foram destruídas e uma foi apreendida após a retirada das pessoas que trabalhavam na área. Elas foram orientadas a denunciarem represálias dos responsáveis pelas dragas, que não costumam ficar nesses locais. Cada draga custa, aproximadamente, R$ 1 milhão.

 


“A destruição é criticada por alguns, é como se fosse um último instrumento a ser utilizado, mas, naquelas circunstâncias, obedecia aos requisitos da lei. Se você vai no meio do rio, multa o garimpeiro ou se faz a apreensão da draga e deixa o garimpeiro como depositário da draga, ela não vai parar. Ela vai continuar operando. É um negócio muito lucrativo”, disse Aparizi.

O procurador informou que um relatório final da ação está sendo elaborado pelo Ibama e vai trazer as informações sobre outras apreensões, multas e pessoas envolvidas na atividade ilegal.

Novas operações serão feitas no curso do Rio Jandiatuba para retirar os equipamentos que ficaram e mapear outros possíveis locais de garimpo ilegal. “Todo mundo tem um papel fundamental, as instituições estão em sintonia”, disse o procurador.

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