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Estudo aponta a existência de 2 mil pontos de garimpo ilegal na Floresta Amazônica

Os minérios mais procurados na região são ouro e diamante. Mais de 30 rios são afetados pela atividade ilegal

Portal Amazônia, com informações da Radioagência Nacional

jornalismo@portalamazonia.com


Um estudo apresentado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada apontou que a Floresta Amazônica possui 2.312 pontos de garimpo ilegal. O levantamento foi realizado pelas organizações que integram a Rede na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. De acordo com o estudo, os minérios mais procurados são ouro e diamante.

O estudo aponta, ainda, que mais de 30 rios são afetados pela atividade ilegal. O coordenador da Rede, Beto Ricardo, explica que a atividade ilegal pode resultar em diversos impactos ambientais.
 
 
Foto: Divulgação/Ibama 
"Esse modelo de garimpo semimecanizado precisa de muita água para mover as bombas de águas que vão desmontando os barrancos do rio, revolvendo a terra que sai dos barrancos. Grande impacto no desmatamento, abrindo cicatrizes enormes nas florestas, poluição dos rios e dos peixes com mercúrio, que leva à contaminação de pessoas que vive nessas regiões", explicou.

O pesquisador Beto Ricardo afirma, ainda, que o combate ao garimpo ilegal na Panamazônia exige ação conjunta dos governos de vários países da região. "Quando um país resolve reprimir o garimpo ilegal, os garimpeiros fogem para o país vizinho, depois voltam, e essa fronteira móvel cria a sensação de que as autoridades estão enxugando o gelo. O tempo todo empreendem ações de fiscalização e de remoção, mas que não se sustentam ao longo do tempo", disse.

A pesquisa da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada mostra que o país com o maior número de garimpos ilegais é a Venezuela, seguido de Brasil e Equador. Foram identificados 1.899 pontos de garimpo na Venezuela, 321 no Brasil e 68 no Equador.

Os membros da Rede Amazônica compilaram, desde 2007, informações primárias de organizações não-governamentais parceiras, análise de imagens de satélite e notícias publicadas na imprensa dos seis países.
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Estudo aponta a existência de 2 mil pontos de garimpo ilegal na Floresta Amazônica

Os minérios mais procurados na região são ouro e diamante. Mais de 30 rios são afetados pela atividade ilegal

Portal Amazônia, com informações da Radioagência Nacional

jornalismo@portalamazonia.com


Um estudo apresentado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada apontou que a Floresta Amazônica possui 2.312 pontos de garimpo ilegal. O levantamento foi realizado pelas organizações que integram a Rede na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. De acordo com o estudo, os minérios mais procurados são ouro e diamante.

O estudo aponta, ainda, que mais de 30 rios são afetados pela atividade ilegal. O coordenador da Rede, Beto Ricardo, explica que a atividade ilegal pode resultar em diversos impactos ambientais.
 
 
Foto: Divulgação/Ibama 
"Esse modelo de garimpo semimecanizado precisa de muita água para mover as bombas de águas que vão desmontando os barrancos do rio, revolvendo a terra que sai dos barrancos. Grande impacto no desmatamento, abrindo cicatrizes enormes nas florestas, poluição dos rios e dos peixes com mercúrio, que leva à contaminação de pessoas que vive nessas regiões", explicou.

O pesquisador Beto Ricardo afirma, ainda, que o combate ao garimpo ilegal na Panamazônia exige ação conjunta dos governos de vários países da região. "Quando um país resolve reprimir o garimpo ilegal, os garimpeiros fogem para o país vizinho, depois voltam, e essa fronteira móvel cria a sensação de que as autoridades estão enxugando o gelo. O tempo todo empreendem ações de fiscalização e de remoção, mas que não se sustentam ao longo do tempo", disse.

A pesquisa da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada mostra que o país com o maior número de garimpos ilegais é a Venezuela, seguido de Brasil e Equador. Foram identificados 1.899 pontos de garimpo na Venezuela, 321 no Brasil e 68 no Equador.

Os membros da Rede Amazônica compilaram, desde 2007, informações primárias de organizações não-governamentais parceiras, análise de imagens de satélite e notícias publicadas na imprensa dos seis países.

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