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Em colação de grau inédita, índios substituem o Hino Nacional pelo ritual da Tucandeira

Com trajes típicos e pintura corporal, as turmas Sateré-Mawé receberam outorga de grau com costumes tradicionais, no Amazonas

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) concedeu o grau de licenciados a mais de 30 estudantes indígenas que concluíram o curso de Licenciatura Indígena em Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável. A solenidade foi inédita no Brasil por unir conhecimentos e saberes tradicionais e indígenas, ser em Terra Indígena e na língua materna dos formandos. Os formandos indígenas entoaram o canto do ritual da tucandeira, na língua Saterê-Mawé, no lugar do Hino Nacional. Na ornamentação, foram aplicados paneiros, tramas de palha e colares de miçanga, entre outros adereços.  
 
Foto: Divulgação/Ufam
 
  A cerimônia foi realizada na última sexta-feira (15), na Terra Indígena Andirá-Marau, comunidade Simão, rio Andirá, município de Barreirinha. Os formandos vestiram seus trajes típicos, usaram cocar e pintura corporal.
O juramento ficou a cargo da formanda Cris de Souza, que o fez tanto em língua materna do povo Satere-Mawe quanto na língua portuguesa. O orador da turma foi o já licenciado Bernardo Alves, Tu"Isa da comunidade Terra Nova, localizada no rio Marau, que felicitou os novos profissionais e destacou a valorização da cultura indígena ao longo do evento também na língua materna.
A solenidade de outorga de grau foi conduzida pelo representante do reitor e diretor do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), professor Raimundo Nonato Pereira da Silva e pelo patrono da Turma Tu'isa Donato Lopes da Paz, o qual outorgou grau com a espada do poder, símbolo do saber do Paini. A mesa de honra também foi composta por lideranças indígenas tradicionais e representantes de organizações indígenas Sateré-Mawé; pela coordenadora da turma Wara do curso da Licenciatura, professora Ivani Ferreira de Faria e pelo diretor do Campus Universitário “Dorval Varela Moura”, Unidade Acadêmica da Ufam no Baixo Amazonas, em Parintins, professor José Luiz Pereira.  
 
Foto: Divulgação/Ufam
 
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Em colação de grau inédita, índios substituem o Hino Nacional pelo ritual da Tucandeira

Com trajes típicos e pintura corporal, as turmas Sateré-Mawé receberam outorga de grau com costumes tradicionais, no Amazonas


A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) concedeu o grau de licenciados a mais de 30 estudantes indígenas que concluíram o curso de Licenciatura Indígena em Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável. A solenidade foi inédita no Brasil por unir conhecimentos e saberes tradicionais e indígenas, ser em Terra Indígena e na língua materna dos formandos. Os formandos indígenas entoaram o canto do ritual da tucandeira, na língua Saterê-Mawé, no lugar do Hino Nacional. Na ornamentação, foram aplicados paneiros, tramas de palha e colares de miçanga, entre outros adereços.  
 
Foto: Divulgação/Ufam
 
  A cerimônia foi realizada na última sexta-feira (15), na Terra Indígena Andirá-Marau, comunidade Simão, rio Andirá, município de Barreirinha. Os formandos vestiram seus trajes típicos, usaram cocar e pintura corporal.
O juramento ficou a cargo da formanda Cris de Souza, que o fez tanto em língua materna do povo Satere-Mawe quanto na língua portuguesa. O orador da turma foi o já licenciado Bernardo Alves, Tu"Isa da comunidade Terra Nova, localizada no rio Marau, que felicitou os novos profissionais e destacou a valorização da cultura indígena ao longo do evento também na língua materna.
A solenidade de outorga de grau foi conduzida pelo representante do reitor e diretor do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), professor Raimundo Nonato Pereira da Silva e pelo patrono da Turma Tu'isa Donato Lopes da Paz, o qual outorgou grau com a espada do poder, símbolo do saber do Paini. A mesa de honra também foi composta por lideranças indígenas tradicionais e representantes de organizações indígenas Sateré-Mawé; pela coordenadora da turma Wara do curso da Licenciatura, professora Ivani Ferreira de Faria e pelo diretor do Campus Universitário “Dorval Varela Moura”, Unidade Acadêmica da Ufam no Baixo Amazonas, em Parintins, professor José Luiz Pereira.  
 
Foto: Divulgação/Ufam
 

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