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ANA apresenta estudos para gestão das águas subterrâneas da Grande Belém

Estudos apontam efeitos da ação humana sobre as águas subterrâneas, como a contaminação de aquíferos

Portal Amazônia, com informações da ANA

jornalismo@portalamazonia.com


Nesta quinta-feira (13), na capital paraense, a Agência Nacional de Águas (ANA) apresentará os Estudos Hidrogeológicos para a Gestão das Águas Subterrâneas da Região de Belém em reunião com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS). Os levantamentos foram realizados com o objetivo de fornecer informações para a gestão sustentável dos recursos hídricos da região com área de aproximadamente 2.540km² composta por Belém e outros cinco municípios próximos: Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santa Isabel do Pará.

 

O estudo hidrogeoquímico avaliou a composição química das águas subterrâneas de 150 poços da região. As amostras foram coletadas em duas campanhas, quando aconteceram análises laboratoriais e de campo. Águas analisadas com teores de nitrato e cloreto elevados, acima do permitido pela Portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde, estão relacionadas à contaminação provocada pela ação humana. Outras amostras apresentaram, ainda, teores de ferro e manganês que ultrapassaram o máximo permitido pela mesma norma. Nestes casos, os resultados se devem à composição dos minerais que compõem as rochas dos aquíferos.

 

Segundo a avaliação do impacto da urbanização sobre as águas subterrâneas da região, principalmente as perdas na rede de esgoto e a ampla utilização de soluções individuais (fossas) permitem que um grande volume de água residual com alta carga contaminante atinja as águas subterrâneas, sobretudo aquelas captadas por poços rasos.

 

Foto: Divulgação/ANA 

Segundo avaliação isotópica, as águas subterrâneas da região variam de águas modernas, com cerca de 4.500 anos na parte mais superior, e chegam a mais 28 mil anos nas amostras de água coletadas nos poços mais profundos. 

 

Os estudos

 

Os Estudos Hidrogeológicos contêm a determinação de reservas hídricas da Grande Belém; o cadastro de poços tubulares; avaliações de qualidade, vulnerabilidade e perigo de contaminação da água; definição de zonas de proteção e de recarga dos aquíferos; entre outras informações. Com o conhecimento produzido, a ANA oferece ao governo paraense insumos para a gestão dos recursos hídricos subterrâneos, principalmente por meio dos instrumentos da outorga de direito de uso de recursos hídricos e no planejamento integrado para uso das águas superficiais e subterrâneas no Pará. Com isso, o estado poderá articular a gestão de recursos hídricos com o ordenamento do uso e ocupação do solo pelos municípios da Grande Belém.

 

Os Estudos Hidrogeológicos para a Gestão das Águas da Região de Belém produziram uma série de produtos, como uma proposta de Plano de Gestão de Águas Subterrâneas para a região analisada, elaborada em parceria com a SEMAS. Este documento avaliou os diversos cenários existentes nas sedes dos seis municípios de forma integrada com os planos diretores municipais. A proposta possui cinco componentes: Planejamento e Gestão, Fortalecimento Institucional, Monitoramento, Proteção e Conservação, além de Intervenções Estruturais.

 

A Agência Nacional de Águas finalizou os Estudos em dezembro de 2018 no contexto da Agenda de Ações de Gestão Integrada de Recursos Hídricos Subterrâneos e Superficiais da ANA. Esta iniciativa foi instituída com base no Programa Nacional de Águas Subterrâneas (PNAS), no âmbito do Programa VIII do Plano Nacional de Recursos Hídricos. Segundo a Constituição Federal de 1988, a gestão das águas subterrâneas é de competência estadual ou distrital, já que o recurso é um bem dos estados ou do Distrito Federal.

 

Também colaboraram para os Estudos: a Comissão Técnica de Acompanhamento e Fiscalização dos Trabalhos (CTAF), constituída por representantes da SEMAS; do Serviço Geológico do Brasil (CPRM); da Universidade Federal do Pará (UFPA); de prefeituras municipais; da Agência Reguladora Municipal de Água e Esgoto de Belém (AMAE); e da Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA).

 

 

 

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ANA apresenta estudos para gestão das águas subterrâneas da Grande Belém

Estudos apontam efeitos da ação humana sobre as águas subterrâneas, como a contaminação de aquíferos

Portal Amazônia, com informações da ANA

jornalismo@portalamazonia.com


Nesta quinta-feira (13), na capital paraense, a Agência Nacional de Águas (ANA) apresentará os Estudos Hidrogeológicos para a Gestão das Águas Subterrâneas da Região de Belém em reunião com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS). Os levantamentos foram realizados com o objetivo de fornecer informações para a gestão sustentável dos recursos hídricos da região com área de aproximadamente 2.540km² composta por Belém e outros cinco municípios próximos: Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santa Isabel do Pará.

 

O estudo hidrogeoquímico avaliou a composição química das águas subterrâneas de 150 poços da região. As amostras foram coletadas em duas campanhas, quando aconteceram análises laboratoriais e de campo. Águas analisadas com teores de nitrato e cloreto elevados, acima do permitido pela Portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde, estão relacionadas à contaminação provocada pela ação humana. Outras amostras apresentaram, ainda, teores de ferro e manganês que ultrapassaram o máximo permitido pela mesma norma. Nestes casos, os resultados se devem à composição dos minerais que compõem as rochas dos aquíferos.

 

Segundo a avaliação do impacto da urbanização sobre as águas subterrâneas da região, principalmente as perdas na rede de esgoto e a ampla utilização de soluções individuais (fossas) permitem que um grande volume de água residual com alta carga contaminante atinja as águas subterrâneas, sobretudo aquelas captadas por poços rasos.

 

Foto: Divulgação/ANA 

Segundo avaliação isotópica, as águas subterrâneas da região variam de águas modernas, com cerca de 4.500 anos na parte mais superior, e chegam a mais 28 mil anos nas amostras de água coletadas nos poços mais profundos. 

 

Os estudos

 

Os Estudos Hidrogeológicos contêm a determinação de reservas hídricas da Grande Belém; o cadastro de poços tubulares; avaliações de qualidade, vulnerabilidade e perigo de contaminação da água; definição de zonas de proteção e de recarga dos aquíferos; entre outras informações. Com o conhecimento produzido, a ANA oferece ao governo paraense insumos para a gestão dos recursos hídricos subterrâneos, principalmente por meio dos instrumentos da outorga de direito de uso de recursos hídricos e no planejamento integrado para uso das águas superficiais e subterrâneas no Pará. Com isso, o estado poderá articular a gestão de recursos hídricos com o ordenamento do uso e ocupação do solo pelos municípios da Grande Belém.

 

Os Estudos Hidrogeológicos para a Gestão das Águas da Região de Belém produziram uma série de produtos, como uma proposta de Plano de Gestão de Águas Subterrâneas para a região analisada, elaborada em parceria com a SEMAS. Este documento avaliou os diversos cenários existentes nas sedes dos seis municípios de forma integrada com os planos diretores municipais. A proposta possui cinco componentes: Planejamento e Gestão, Fortalecimento Institucional, Monitoramento, Proteção e Conservação, além de Intervenções Estruturais.

 

A Agência Nacional de Águas finalizou os Estudos em dezembro de 2018 no contexto da Agenda de Ações de Gestão Integrada de Recursos Hídricos Subterrâneos e Superficiais da ANA. Esta iniciativa foi instituída com base no Programa Nacional de Águas Subterrâneas (PNAS), no âmbito do Programa VIII do Plano Nacional de Recursos Hídricos. Segundo a Constituição Federal de 1988, a gestão das águas subterrâneas é de competência estadual ou distrital, já que o recurso é um bem dos estados ou do Distrito Federal.

 

Também colaboraram para os Estudos: a Comissão Técnica de Acompanhamento e Fiscalização dos Trabalhos (CTAF), constituída por representantes da SEMAS; do Serviço Geológico do Brasil (CPRM); da Universidade Federal do Pará (UFPA); de prefeituras municipais; da Agência Reguladora Municipal de Água e Esgoto de Belém (AMAE); e da Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA).

 

 

 


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